OSCAR 2019 : OS VENCEDORES

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Abertura da cerimônia em grande estilo com a banda Queen

  • MELHOR FILME : GREEN BOOK – O GUIA
  • MELHOR DIRETOR : ALFONSO CUARÓN (ROMA)
  • MELHOR ATOR: RAMI MALEK (BOHEMIAN RAPHSODY)
  • MELHOR ATRIZ: OLIVIA COLMAN (A FAVORITA)
  • MELHOR ATOR COADJUVANTE: MAHARSHALA ALI (GREEN BOOK)
  • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: REGINA KING (SE A RUA BEALE FALASSE)
  • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: GREEN BOOK – O GUIA
  • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: SPIKE LEE (INFILTRADO NO KLAN)
  • MELHOR FIGURINO: PANTERA NEGRA

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    Wakanda Forever: Os Super Herois no Oscar

  • MELHOR FOTOGRAFIA: ROMA
  • MELHOR FILME ESTRANGEIRO: ROMA
  • MELHOR MIXAGEM DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MONTAGEM:  BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MAQUIAGEM / PENTEADO: VICE
  • MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: PANTERA NEGRA
  • MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: LADY GAGA, SHALLOW (NASCE UMA ESTRELA)
  • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: PANTERA NEGRA
  • MELHOR EDIÇÃO DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MIXAGEM DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR EFEITOS VISUAIS: O PRIMEIRO HOMEM
  • MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO: HOMEM ARANHA NO ARANHAVERS

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    Indicados e Premiado em um Oscar bem Pop !!

  • MELHOR CURTA ANIMAÇÃO: BAO
  • MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA: FREE SOLO
  • MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA: ABSORVENDO O TABU
  • MELHOR CURTA METRAGEM – LIVE ACTION : SKIN

CRITIC’S CHOICE AWARDS 2019 – OS VENCEDORES

CINEMA

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MELHOR FILME
Roma

MELHOR ATOR
Christian Bale – Vice

MELHOR ATRIZ (deu empate)
Glenn Close – A Esposa
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali – Green Book – O Guia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
MELHOR TALENTO JOVEM
Elsie Fisher – Eighth Grade
MELHOR ELENCO
A Favorita
MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón – Roma
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
First Reformed

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EMPATE: LADY GAGA & GLENN CLOSE

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Se a Rua Beale Falasse
MELHOR FOTOGRAFIA
Roma
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Pantera Negra
MELHOR MONTAGEM
O Primeiro Homem
MELHOR FIGURINO
Pantera Negra
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Vice
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Pantera Negra
MELHOR ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso
MELHOR FILME DE AÇÃO
Missão Impossível: Efeito Fallout
MELHOR COMÉDIA
Podres de Ricos
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA
Christian Bale – Vice

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MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA
Olivia Colman – A Favorita
MELHOR FILME DE TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Um Lugar Silencioso
MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Roma
MELHOR CANÇÃO
“Shallow” – Nasce uma Estrela
MELHOR TRILHA
O Primeiro Homem

 

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EMILY BLUNT PARABENIZA O MARIDO JOHN KRAZINSKI

TELEVISÃO

MELHOR DRAMA
The Americans
MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA
Matthew Rhys – The Americans
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA
Sandra Oh – Killing Eve
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Noah Emmerich – The Americans
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Thandie Newton – Westworld
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Bill Hader – Barry
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel

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RAMI MALEK & REGINA KING

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Henry Winkler – Barry
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR SÉRIE LIMITADA
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

MELHOR TELEFILME
Jesus Christ Superstar Live in Concert
MELHOR ATOR EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Darren Criss – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME (deu empate)
Amy Adams – Sharp Objects
Patricia Arquette – Escape at Dannemora
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Ben Whishaw – A Very English Scandal
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Patricia Clarkson – Sharp Objects
MELHOR SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

 

GOLDEN GLOBE 2019 – OS VENCEDORES

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A ACIDEZ DE RICK GERVAIS FEZ FALTA, MAS SANDRA OH E ANDY SAMBERG NÃO FORAM DOS PIORES MESTRES DE CERIMÔNIA. CLARO QUE PIADINHAS BOBAS OCORRERAM MAS NÃO FORAM EXCLUSIDADE DELES. AMY POHLAN E MAYA RUDOLPH ESTAVAM SEM GRAÇA TAMBÉM, TÍPICO DAS CERIMÔNIAS DE PREMIAÇÃO. AO CONTRARIO, O DISCURSO DE STEVE CARRELL FOI CORRETO NA MEDIDA CERTA QUANDO NA HOMENAGEM A CAROL BURNETT E O MESMO PODE SER DITO COM O PRÊMIO A JEFF BRIDGES POR UM CONJUNTO DE OBRA RESPEITÁVEL E ADMIRÁVEL.

PRÊMIOS CINEMA

Filme – Drama: Bohemian Rhapsody
Atriz – Drama: Glenn Close, A Esposa
Ator – Drama: Rami Malek, Bohemian Rhapsody
Filme – Musical ou Comédia: Green Book: O Guia
Atriz – Musical ou Comédia: Olivia Colman, A Favorita
Ator – Musical ou Comédia: Christian Bale, Vice

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CONFESSO QUE ESTOU SEMPRE TORCENDO POR AMY ADDAMS E QUE LADY GAGA ERA OUTRA INDICADA DE MÉRITO INEGÁVEL, BEM COMO DE BRADLEY COOPER, ATOR E DIRETOR DE “NASCE UMA ESTRELA”. ESTE FICOU O PRÊMIO DE MELHOR CANÇÃO AO MENOS. ENTRE AGRACIADOS E INJUSTIÇADOS PERCEBE-SE AO MENOS QUE “GREEN BOOK – O GUIA” JUSTIFICA-SE POR SUA HISTÓRIA DE HUMOR E DRAMA TRATANDO DE RACISMO E AMIZADE, QUE DEU O PRÊMIO DE MELHOR ATOR COADJUVANTE PARA MAHARSHALA ALI. RAMI MALEK MERECEU SEU PRÊMIO DE MELHOR ATOR POR ENCARNAR COM PERFEIÇÃO O ÍDOLO FREDDIE MERCURY NO CONSAGRADO “BOHEMIAN RAPHSODY”. GLENN CLOSE FATUROU SEU GOLDEN GLOBE POR “A ESPOSA” E AQUEÇE AS POSSIBILIDADES DE FINALMENTE VIR A GANHAR TAMBÉM O OSCAR.

Atriz Coadjuvante: Regina King, Se a Rua Beale Falasse
Ator Coadjuvante: Mahershala Ali, Green Book: O Guia
Diretor: Alfonso Cuarón, Roma
Filme – Animação: Homem-Aranha no Aranhaverso
Filme Estrangeiro: Roma (México)
Roteiro: Green Book: O Guia

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Trilha Sonora: O Primeiro Homem
Canção: Shallow, de Nasce uma Estrela.

PRÊMIOS TELEVISÃO

Série – Drama: The Americans
Atriz em Série – Drama: Sandra Oh, Killing Eve

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QUEM DIRIA QUE UMA ANIMAÇÃO DISNEY COMO “OS INCRÍVEIS 2” PERDERIA O PRÊMIO DE MELHOR ANIMAÇÃO PARA “HOMEM ARANHA NO ARANHAVERSO”? JÁ MICHAEL DOUGLAS FEZ BELO DISCURSO DE AGRADECIMENTO COROANDO UMA CARREIRA  BRILHANTE.  DUAS PATRICIAS TAMBÉM ESTIVERAM ENTRE AS PREMIADAS: PATRICIA ARQUETTE E PATRICIA CLARKSON FIZERAM BONS DISCURSOS DE AGRADECIMENTO. POREM FOI SANDRA OH QUEM FEZ HISTÓRIA AO SE TORNAR A PRIMEIRA ATRIZ ASIÁTICA A GANHAR MAIS DE UM GOLDEN GLOBE (O PRIMEIRO FOI EM 2006). TAMBÉM FOI A SEGUNDA ATRIZ ASIÁTICA A VENCER EM UMA DAS PRINCIPAIS CATEGORIAS (A PRIMEIRA FOI EM 1981 YOKO SHIMADA POR “SHOGUN”) E AINDA ECOA NOS OUVIDOS SUA EMOÇÃO SINCERA DIZENDO “PAPAI !!”, NUMA PAUSA AO SEU PAPEL DE ANFITRIÂ DA CERIMÔNIA.

Ator em Série – Drama: Richard Madden, Bodyguard
Série – Musical ou Comédia: The Kominsky Method
Atriz em Série – Musical ou Comédia: Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Ator em Série – Musical ou Comédia: Michael Douglas, The Kominsky Method
Minissérie ou Telefilme: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

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Atriz em Minissérie ou Telefilme: Patricia Arquette, Escape at Dannemora
Ator em Minissérie ou Telefilme: Darren Criss, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Patricia Clarkson, Sharp Objects 
Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Ben Whishaw, A Very English Scandal

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OS MELHORES & OS PIORES DE 2018 NO CINEMA

OS PIORES DO ANO 2018

1- UMA DOBRA NO TEMPO. SEM DUVIDA O PIOR FILME DO ANO. CHEGA A SER CONSTRANGEDOR VER BONS ATORES COMO REESE WINTHERSPOON E OPRAH WINFREY EM UMA HISTÓRIA EM QUE NADA FUNCIONA. SIMPLESMENTE NUNCA SE CONECTA COM O PÚBLICO ALVO NEM CONSEGUE IMPRIMIR AQUELE TOM CAPAZ DE FAZER OS ADULTOS EMBARCAREM EM UMA FÁBULA E QUERER VOLTAR A SER CRIANÇA.

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2- TOMB RAIDER -A ORIGEM. SE PROPÕE A SER UM REBOOT MAS NÃO CONVENCE, NÃO INFLAMA E NÃO AJUDA O FATO DE QUE ALICIA VIKANDER NÃO AGRADA. NÃO É POR COMPARAÇÃO COM ANGELINA JOLIE, MAS PORQUE O ROTEIRO NÃO AJUDA A FAZER LARA CROFT UMA PERSONAGEM INTERESSANTE.

3- SOBRENATURAL 3 – A ÚLTIMA CHAVE. PODERIA SER UMA BOA IDEIA UM TERCEIRO FILME QUE VOLTASSE AO PASSADO DA PROTAGONISTA MAS TUDO QUE O FILME MOSTRA É MAIS DO MESMO E AS SITUAÇÕES NÃO DEIXAM AQUELA ATMOSFERA ASSUSTADORA. É TUDO PRETENSO MAS JAMAIS ALCANÇADO ATÉ O FINAL.

4- A MALDIÇÃO DA CASA WINCHESTER. HELEN MIRREN É EXCELENTE ATRIZ MAS SEU TALENTO É JOGADO FORA EM UMA HISTÓRIA RECHEADA DE CLICHÊS ONDE NÃO UM UNICO MOMENTO QUE NÃO SEJA PREVISIVEL. O PIOR PARA UM FILME DE TERROR É NÃO CONSEGUIR DAR UM SUSTO. LAMENTÁVEL PARA UMA CONHECIDA HISTÓRIA ADAPTADA DE UM CASO REAL.

5 -HAN SOLO – UMA HISTORIA DE STAR WARS. SOU MUITO FÃ DA SAGA MAS O FILME DEU SONO. A TRAMA É FRACA DEMAIS QUANDO DEVERIA DE SERVIR PARA FAZER DE “HAN SOLO JOVEM” UMA FRANQUIA PARALELA. A TROCA DE DIREÇÃO PODE TER PREJUDICADO O RESULTADO FINAL, MAS CREIO QUE A OVERDOSE DE UM FILME DE STAR WARS POR ANO, CONFORME PRETENDIDA PELA DISNEY, CANSA QUALQUER PÚBLICO E NÃO DÁ MANTER A QUALIDADE NOS ROTEIROS.

OS MELHORES DO ANO 2018

1- A FORMA DA ÁGUA. GUILHERMO DEL TORO CONSEGUE EQUILIBRAR COM PERFEIÇÃO HUMOR, DRAMA, MUSICAL E FICÇÃO CIENTIFICA SEM JAMAIS PERDER O OBJETIVO DE CONTAR UMA HISTÓRIA APARENTEMENTE ESQUISITA, MAS JÁ MOSTRADA EM VÁRIOS FILMES DE MONSTRO, FAZENDO DO SER HUMANO O VERDADEIRO MONSTRO, INVERTENDO PAPEIS COMUNS AO GÊNERO E SOBRETUDO EMOCIONANDO, ENVOLVENDO O PUBLICO COMO POUCOS CONSEGUEM.

2- AQUAMAN. GRATA SURPRESA QUE FAZ A AVENTURA DE UM HEROI QUE DURANTE MUITO TEMPO FOI RIDICULARIZADO, RELEGADO A TERCEIRO PLANO NO PANTEÃO DOS SUPER HERÓIS DA DC COMICS. O FILME DE JAMES WAN É  MOVIMENTADO E ENGRAÇADO NA MEDIDA CERTA, É ÉPICO E INSTIGANTE COMO JULES VERNE E SUAS 20000 LÉGUAS CLASSICAS.

3- UM LUGAR SILENCIOSO. INVENTIVO E ASSUSTADOR COMO POUCOS FILMES DO GÊNERO CONSEGUEM SER. JAMAIS ESBARRA NO MONÓTONO APESAR DE UMA PREMISSA EM QUE O SILENCIO ANGUSTIANTE ATRAVESSA O TEMPO TODO A HISTÓRIA E FAZ O ÓTIMO ELENCO ATUAR COM OLHARES E GESTOS SEM JAMAIS CAIR NO CARICATO OU EXAGERADO.

4-PANTERA NEGRA. CONSEGUE O MESMO MÉRITO DE “CAPITÃO AMERICA SOLDADO INVERNAL”, OU SEJA, FAZER UM FILME DE SUPER HEROI QUE FOGE AO LUGAR COMUM. FALA DE POLITICA, DE QUESTÕES SOCIAIS, DE TRADIÇÃO E SOBRETUDO MOSTRA RIQUEZA CULTURAL NAS QUESTÕES ENVOLVENDO O REINO DE WAKANDA E O MUNDO EXTERNO.

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5-NASCE UMA ESTRELA. BRADLEY COOPER E LADY GAGA RESGATARAM O LADO HUMANO, EMOTIVO, ROMÂNTICO QUE O CINEMA PERDEU AO LONGO DAS DÉCADAS. É PUNGENTE E CATARTICO O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO QUE O CASAL DE PROTAGONISTA PASSA. TOCA QUALQUER UM E UM DESEMPENHO DE AMBOS OS ATORES DIGNOS DE QUALQUER PREMIAÇÃO.

 

GRANDES ESTREIAS A PARTIR DE 11 DE OUTUBRO

NASCE UMA ESTRELA

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(A STAR IS BORN) EUA 2018. DIR: BRADLEY COOPER. COM BRADLEY COOPER, LADY GAGA, CHRISTOPHER WILKINSON, SAM ELLIOT, AMANDA FIELD. MUSICAL/DRAMA.

HISTÓRIAS DE ASCENÇÃO E QUEDA JÁ RENDERAM DIVERSAS PÉROLAS CINEMATOGRÁFICAS. LADY GAGA É A QUINTA ESTRELA A VIVER NAS TELAS ESTA HISTÓRIA (VEJA O ARTIGO ABAIXO), HERDANDO O PAPEL QUE JÁ FOI ENCARNADO POR JUDY GARLAND E BARBRA STREISAND. ACREDITE, O TRABALHO DE BRADLEY COOPER RECUPERA O MELHOR QUE O CINEMÃO DE HOLLYWOOD TEM, HISTÓRIAS CAPAZ DE CAPTAR EMOÇÕES MUITAS VEZES ESQUECIDAS OU ADORMECIDAS. LADY GAGA MOSTRA NATURALIDADE COM O PAPEL DA CANTORA INSEGURA QUE SE APAIXONA PELO ASTRO DA MUSICA (VIVIDO PELO PRÓPRIO COOPER) INCAPAZ DE CONVIVER COM OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. O PROJETO DESTA REFILMAGEM ESTEVE NAS MÃOS DE CLINT EASTWOOD QUE PRETENDIA FILMAR COM BEYONCE NO PAPEL DA PROTAGONISTA. GAGA SE MOSTRA A ALTURA DO PAPEL QUE REPRESENTA E O PUBLICO CONSEGUE ALCANÇAR A DIMENSÃO EXATA E SEUS DILEMAS, DE SEUS SENTIMENTOS, CRIA UMA EMPATIA MUITAS VEZES AUSENTES DOS FILMES ATUAIS. FALA-SE EM POSSIVEL INDICAÇÃO AO PRÓXIMO OSCAR, CONFIRA E SE ENTREGUE A ESSA EXPERIÊNCIA. EMBORA A NARRATIVA NÃO SE APROFUNDE EM ALGUMAS QUESTÕES, É CINEMA VÁLIDO, CINEMA PIPOCA COM LÁGRIMAS… DE QUALIDADE.

GOOSEBUMPS 2 – HALLOWEEN ASSOMBRADO

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(GOOSEBUMPS 2 – HAUNTED HALLOWEEN) EUA 2018. DIR: ARI SANDEL. COM JEREMY RAY TAYLOR, WENDI MCLENDON COVEY, JACK BLACK, ODEYA RUSH, FANTASIA.

COM CERCA DE 150 MILHÕES DE DÓLARES DE BILHETERIA MUNDIAL ERA DE SE ESPERAR QUE VIESSE UMA SEQUÊNCIA. LAMENTO QUE JACK BLACK APAREÇA AQUI APENAS POR POUCOS MINUTOS JÁ QUE A HISTÓRIA É CENTRADA EM UM GRUPO DE CRIANÇAS QUE INADVERTIDAMENTE LIBERTA O BONECO SLAPPY (VOZ DE JACK BLACK), O GRANDE VILÃO DO FILME QUE DESPERTA OS OUTROS MONSTROS, TODOS VINDOS DOS CRIATIVOS LIVROS DE R.L.STINE, O STEPHEN KING JUVENIL, QUE FAZ UMA APARIÇÃO RÁPIDA NO FINAL DO FILME, COMO O APRESENTADOR DO PRÊMIO DE CIÊNCIAS.

TUDO POR UM POP STAR

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(BRA 2018) EUA 2018. DIR: BRUNO GIROTTI. COM MAISA SILVA, KLARA CASTANHO, MEL MAIA, JOÃO GUILHERME, FELIPE NETTO. COMEDIA.

A AUTORA TALITHA REBOUÇAS TEM TIDO SEUS LIVROS CONSTANTEMENTE ADAPTADOS PARA AS TELAS COMO “FALA SÉRIO MÃE” E “É FADA”, E AGORA SEU SEGUNDO LIVRO “TUDO POR UM POP STAR” COLOCA O TRIO DE ADOLESCENTES MAISA SILVA, KLARA CASTANHO E MEL MAIA ATRÁS DOS MEMBROS DA BANDA SLAVABODY DISCO BOYS. TIETAGEM É ALGO COMUM ENTRE ADOLESCENTES, E MESMO QUEM NÃO É MAS JÁ FOI UMA VAI SE IDENTIFICAR COM O HUMOR SIMPLES, UMA HISTÓRIA DIVERTIDA CERTAMENTE.

 

NASCE UMA ESTRELA – ALÉM DE LADY GAGA

                A história de uma jovem aspirante a atriz envolvida com um astro em decadência em uma gangorra sentimental em que ambições profissionais e realizações pessoais divergem. De Constance Bennet a Lady Gaga, essa história tem sido vista e revista há gerações sempre nos levando a questionar o preço da fama e do sucesso artístico.

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LADY GAGA & BRADLEY COOPER

               A verdade é que desde seus primórdios o cinema já trazia diversas histórias de sucesso e tragédia como em “Hollywood” (What Price Hollywood?) de 1932, dirigido por George Cukor. A história de Adele Rogers St.John, roteirizada por Gene Fowler e Rowland Brown, girava em torno da garçonete Mary Evans (Constance Bennet), que sonha com uma carreira de atriz. Uma noite ela encontra o diretor Maxmillian Carey (Lowell Sherman) que lhe abre a primeira porta para o sucesso. Apesar da forte e leal amizade formada entre Max e Mary, ambos seguem caminhos opostos com Max afundando na bebedeira, enquanto Mary se casa com o advogado Lonny Borden (Neil Hamilton) e se torna uma atriz famosa. Mary chega a ganhar um Oscar de melhor atriz, mas vê seu casamento desabar. O estrelato tão desejado não cala a dor de Mary quando Max se suicida. A autora baseou-se na história real do casal Colleen Moore e John McCormick, além do ator e diretor Tom Forman, que se suicidou após um surto nervoso da mesma forma que o personagem Max Carey, com um tiro no peito. Quatro anos depois o mesmo David O’Selznick (produtor de o Vento Levou”, “King Kong”), que trabalhou para a RKO como produtor executivo de “Hollywood”, decidiu filmar a história extremamente similar de William Wellman e Robert Carson para “Nasce uma Estrela” (A Star is Born) desta vez para sua própria produtora, a “Selznick International Pictures”, irritando a RKO, responsável pelo filme de 1932, que esteve prestes a processar Selznick, mas acabou não fazendo. Quando George Cukor foi chamado para assumir a direção, recusou por ser muito similar ao seu trabalho em “Hollywood”. Wellman asssumiu como diretor e as filmagens começaram em 20 de abril de 1937 com Janet Gayner no papel da aspirante a atriz Esther Blodgett, que se torna a estrela Vicky Lester, papel que Gaynor também viveu em uma adaptação radiofônica. Esta vive um romance com o decadente ator Norman Maine (Fredric March), que se entrega ao alcoolismo a medida que  Vicky chega ao topo da glória artística. Reza a lenda que o casamento tumultuado de Barbara Stanwyck e Frank Fay teria sido a inspiração para o casal Vicky/Norman, mas Wellman baseou-se em suas próprias experiências, e também na carreira de John Bowers, ator do período silencioso que se suiciou depois de ter a carreira arruinada pela chegada do som. Historiadores relacionam o personagem de Norman Maine aos atores John Barrymoore (Avô de Drew Barrymoore) e John Gilbert. Tanto “Hollywood” quanto “Nasce uma Estrela” compartilham o mesmo foco nos sonhos e, sobretudo, nas desilusões dos que nascem e morrem sob as luzes dos holofotes.  Outra história que virou lenda em torno do filme de 1937 é que este traria Lana Turner (estrela na década seguinte) como um dos figurantes, o que a própria viria a negar. Na décima cerimônia de entrega dos Oscars, o filme de Wellman foi premiado pela melhor história original, além de um prêmio especial para W. Howard Greene pela fotografia em cores, um triunfo técnico deste que foi o primeiro filme colorido indicado pela Academia.

A STAR IS BORN 1937

JANET GAYNOR & FREDRICH MARCH 1937

                 Nos anos que se seguiram, a “Selznick International Pictures” se dissolveu e os direitos do filme foram vendidos indo parar nas mãos de Sid Luft, então marido de Judy Garland. Luft conseguiu convencer George Cukor a assumir a cadeira de diretor e fazer dessa adaptação um filme musical com roteiro assinado por Moss Hart. Este triunfou ao usar a música como fio condutor da história de Norman (James Mason) e Vicky (Judy Garland). Uso criativo do Cinemascope, o filme foi preparado para ser o retorno ao estrelato de Judy, que estava há alguns anos afastada das telas depois do fim de seu longo contrato com a MGM. George Cukor, que dirigira “Hollywood” aceitou o cargo, que havia recusado em 1937, conduzindo com seu habitual toque tendo uma filmagem atribulada pelos problemas com sua estrela. Judy, então aos 32 anos, encarnava na vida real os conflitos de sua persona abalada pelos vícios e excessos, mas imprimiu na tela uma atuação pungente, intensa, entoando com sua belíssima voz canções como “The Man That Got Away” e “ Gotta Have me Go With You”. Produzido por cinco milhões de dólares, com esplêndida fotografia de Sam Leavitt, o filme quase teve Cary Grant no papel de Norman Maine, mas este teve receio de contracenar com as inconstâncias de Judy Garland. Apesar do sucesso, Cukor nunca chegou a ver seu filme pronto. Assim que encerrou as longas filmagens, o diretor viajou para a Europa em busca de locações para seu próximo projeto. Nesse meio tempo a Warner cortou 27 minutos de sua metragem original de 181 minutos além de adicionar a canção “Born in a Trunk”. Somente em julho de 1983, a Academia de Artes e Ciências de Hollywood relançou o filme restaurando 19 minutos das cenas não utilizadas, mas Cukor falecera pouco antes. O sucesso de público e crítica levou Judy a ser indicada ao Oscar de melhor atriz mas perdeu para Grace Kelly no que é considerado uma das maiores injustiças da história. Quando a vitória de Grace era anunciada, os repórteres estavam no quarto de hospital em que Judy estava internada, todo o mundo incluindo a própria acreditando no favoritismo, mas enfrentando uma decepção que abriu mais uma chaga no coração da estrela, um sentimento de rejeição que ela nunca conseguiu superar.

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JAMES MASON & A MARAVILHOSA JUDY GARLAND 1954

                   22 anos depois o diretor Frank Pierson recriou “Nasce uma Estrela” trocando o cinema pelo mundo da música. Assim, Norman Maine tornou-se John Norman Howard (Kris Kristorfeson), um astro do rock que se envolve com a desconhecida Esther (Barbra Streisand). A medida que o abuso de álcool e drogas destrói lentamente John, Esther cresce e se torna uma cantora de sucesso. O filme foi um veículo para o talento de Streisand, cuja voz fez de “Evergreen” a melhor canção original pela Academia. A própria estrela teria dirigido algumas cenas devido a constantes desentendimentos com o diretor. Ela queria Elvis Presley para seu co-astro, tendo viajado para Las Vegas para pessoalmente convencê-lo. Com o insucesso das negociações nomes como Mick Jagger e Marlon Brando foram mencionados até a contratação de Kris Kristorfeson, que teve sua atuação apontada como inspirada em Jim Morrisson do “The Doors”, embora o ator tenha negado. Streisand era a estrela de uma outra época, também co-produtora, tomando as rédeas da adaptação como veículo para seu enorme talento, seja atuando ou cantando. Terceira maior bilheteria do ano de seu lançamento, o filme recebeu vários prêmios e indicações, a versão de 1976 ainda foi incluída pelo AFI (American Film Institute) na lista de 100 maiores canções do cinema. Em 2013 ainda houve a versão indiana “Aashiqui 2” feita em Bollywood, chegando a mais de 9 milhões de dólares nas bilheterias ao longo de 4 semanas de exibição.

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KRIS KRISTOFFERSON & A DIVA BARBRA STREISAND 1976

                  A força dessa história é que ela não apenas fez brilhar Bennet, Gaynor, Garland, Streisand e agora Lady Gaga, mas também nos faz lembrar de toda uma constelação que inclui Monroe, Hayworth, Gardner, Hayward, Hepburn e tantas outras que marcaram seus nomes no firmamento Hollywoodiano, vidas que se acabaram, luzes que se apagaram como na letra de João de Barros para “Luzes da Ribalta”, apontando a certeza de que esse ideal renascerá em outros corações.