OSCAR 2019 : OS VENCEDORES

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Abertura da cerimônia em grande estilo com a banda Queen

  • MELHOR FILME : GREEN BOOK – O GUIA
  • MELHOR DIRETOR : ALFONSO CUARÓN (ROMA)
  • MELHOR ATOR: RAMI MALEK (BOHEMIAN RAPHSODY)
  • MELHOR ATRIZ: OLIVIA COLMAN (A FAVORITA)
  • MELHOR ATOR COADJUVANTE: MAHARSHALA ALI (GREEN BOOK)
  • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: REGINA KING (SE A RUA BEALE FALASSE)
  • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: GREEN BOOK – O GUIA
  • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: SPIKE LEE (INFILTRADO NO KLAN)
  • MELHOR FIGURINO: PANTERA NEGRA

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    Wakanda Forever: Os Super Herois no Oscar

  • MELHOR FOTOGRAFIA: ROMA
  • MELHOR FILME ESTRANGEIRO: ROMA
  • MELHOR MIXAGEM DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MONTAGEM:  BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MAQUIAGEM / PENTEADO: VICE
  • MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: PANTERA NEGRA
  • MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: LADY GAGA, SHALLOW (NASCE UMA ESTRELA)
  • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: PANTERA NEGRA
  • MELHOR EDIÇÃO DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR MIXAGEM DE SOM: BOHEMIAN RAPHSODY
  • MELHOR EFEITOS VISUAIS: O PRIMEIRO HOMEM
  • MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO: HOMEM ARANHA NO ARANHAVERS

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    Indicados e Premiado em um Oscar bem Pop !!

  • MELHOR CURTA ANIMAÇÃO: BAO
  • MELHOR DOCUMENTÁRIO – LONGA: FREE SOLO
  • MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA: ABSORVENDO O TABU
  • MELHOR CURTA METRAGEM – LIVE ACTION : SKIN

NETFLIX: BIRD BOX – ÀS CEGAS

Faz algumas semanas que assisti a “Bird Box” e devo dizer que aos meus olhos, sem querer fazer piadinha, é um filme bem regular mas nada tão genial quanto se fez parecer depois do burburinho pela internet. Entendam: A história, adaptada do livro de Josh Malerman, tem seus momentos em cena e consegue ser de fato angustiante conforme acompanhamos a jornada de Malorie (Sandra Bullock), relutante em sua maternidade e progressivamente transformada pelas circunstâncias trágicas de uma insanidade global provocada por estranhos seres. O confronto de personalidades dos sobreviventes presos em uma casa traz a tona sentimentos e reações com as quais podemos nos identificar, principalmente Malorie.

A decisão de conduzir o telespectador sem jamais revelar o visual das criaturas é seu ponto forte, mas em dado momento acaba sendo previsível e frustrando as expectativas, até mesmo porque nada é explicado. De onde vem as criaturas ? Por que elas estão aqui ? Por que estão exterminando a raça humana de forma tão impiedosa ? Essas e outras perguntas ficam sem resposta, eficientes metáforas para o terror pretendido mas decepcionantes artifícios da narrativa à medida que a história segue deixando, para o cinéfilo atento, pistas de qual será o destino dos personagens. A sequência do rio também prende a atenção no terço final da história, mas confesso que duas mortes mexeram mais comigo, mas se eu mencionasse ficaria spoiler para quem ainda não viu o filme e está lendo o artigo.

A diretora dinamarquesa Susanne Bier, de 58 anos, mostra-se competente na condução dos atores, sempre deixando Sandra Bullock brilhar como a heroína Malorie, que descobre em uma realidade pós-apocalíptica um instinto materno que não acreditava ter. Ambas jã foram oscarizadas, Bier em 2011 com o prêmio de melhor filme estrangeiro por “Haeven”, e Sandra com o prêmio de melhor atriz em 2010 por “Um Sonho Possivel”. O sempre excelente John Malkovich também está no elenco mas muito no automático se comparado a outros papeis vivido pelo ator.

É inevitável comparar a narrativa de “Bird Box” com a história de “Um Lugar Silencioso” (2018) onde sobreviventes se escondiam de criaturas guiadas pelo som. Contudo, os filmes guardam características próprias que também os diferençia. “Um Lugar Silencioso” é centrado em torno de uma familia unida oprimida pelo fim do mundo, enquanto “Bird Box” reconstrói uma noção perdida de maternidade e o sentimento de familia renasce a partir e apesar do fim do mundo. Ambos tratam de esperança diante do fim aparentemente inevitável da raça humana, mas John Krazinski de “Um Lugar Silencioso” é mais eficiente em fazer do silêncio uma ferramenta em prol da atmosfera de suspense. Susanne Bier envereda pelo mesmo caminho de “Alien o oitavo passageiro” (1979) de Ridley Scott e “Tubarão” (1976) de Steven Spielberg. Ela esconde o visual das criaturas, segundo divulgado para evitar risos involuntários que comprometeriam o resultado. A cena em que um dos monstros aparece chegou a ser filmada, mas cortada na montagem final.

De qualquer forma, o filme consegue ser regular, mas não me imprimiu o efeito que , por exemplo, Hithcock conseguiu em “Os pássaros”, tratando de tema semelhante. Claro, que você que lê esse artigo pode desconsiderar todas as comparações, e se fixar apenas em um filme competente, que isso sim é digno de elogio desde que lembremos que devemos deixar o filme na tela e não cair nas idiotices dos desafios propostos por quem se propõe a sair por ai de olhos vendados, conforme divulgado em vários sites de noticia. Para isso, não se esqueça que viver no mundo real já significa estar de olhos vendados, cercados de monstros que não vem do espaço mas são reflexos de nossa própria humanidade.

NETFLIX 2018: A PRINCESA & A PLEBEIA

(THE PRINCESS SWITCH) EUA 2018. DIR:MIKE ROAH. COM VANESSA HUDGENS, SAM PALLADIO, NICK SAGAR, ALEXA ADEOSUN.

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É AGRADAVEL ASSISTIR A UM FILME CUJA UNICA PRETENSÃO É SER DIVERTIDO PARA UMA FAMÍLIA SE REUNIR EM VOLTA DA TV. FOI COM ESSE ESPÍRITO QUE ASSISTI A “A PRINCESA E A PLEBEIA”  SOBRE UMA SIMPLES CONFEITEIRA DE BOLO QUE EM VIAGEM PARA UM CONCURSO EM PAÍS FICTÍCIO DA EUROPA CONHECE UMA DUQUESA QUE É SUA SÓSIA PERFEITA. A TROCA DE IDENTIDADES E DE ESTILOS DE VIDA GERA UMA SÉRIE DE SITUAÇÕES DIVERTIDAS, TODAS LEVEMENTE INSPIRADAS NO LIVRO CLÁSSICO “O PRÍNCIPE E O MENDIGO” (THE PRINCE & THE PAUPER) DE MARK TWAIN LANÇADO EM 1882. 

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O FILME DE MIKE ROAH É UM TRADICIONAL LANÇAMENTO NATALINO DA NETFLIX E TRAZ AQUELE GOSTO AGRADAVEL DE FIM DE ANO. VANESSA HUDGENS, NO PAPEL DUPLO DE STACY DENOVO E LADY MARGARETH NÃO IMPRESSIONA, MAS TAMBÉM NÃO FAZ FEIO, CONSEGUINDO ENTREGAR UMA ATUAÇÃO AO MENOS EQUILIBRADA ENTRE O ESTILO SOFISTICADA DE UMA E O DESASTROSO MAS BEM INTENCIONADO DA SUA DUPLA PLEBEIA. NO MOMENTO EM QUE AMBAS SE MISTURAM AOS NOSSOS OLHOS VANESSA FICA PERDIDA NO TOM DE CADA UMA QUANDO ESTAS TEM QUE DISFARÇAR SUAS VERDADEIRAS IDENTIDADES. NO FINAL, QUANDO AMBAS SÃO SÃO REVELADOS AO OLHOS DE TODOS, PERCEBE-SE AINDA ASSIM O MESMO MAS NADA QUE COMPROMETA A DIVERSÃO EM SI. VANESSA AINDA PRECISA ENCONTRAR UM PAPEL QUE FAÇA TODOS ESQUECEREM DA DOCE GABRIELLE DE “HIGH SCHOOL MUSICAL” PARA QUE SUA CARREIRA POSSA ALCANÇAR VÔOS MAIS ALTOS.

COMO REFERÊNCIA, NA CENA EM QUE QUE KEVIN () E STACY/LADY MARGARTH (HUDGENS) ESCOLHEM UM FILME PARA ASSISTIR, AMBOS SELECIONAM “O PRINCIPE DO NATAL” (THE CHRISTMAS PRINCE) LANÇADO PELA NETFLIX EM 2017. A CANÇÃO DA SEQUÊNCIA DE ABERTURA DO FILME TEM A VOZ DE SAM PALLADIO, O ATOR QUE INTERPRETA O PRÍNCIPE EDWARD. FILME DIVERTIDO E COM GOSTO DE PANETONNE. 

MEMORIAS DE UM CINÉFILO: A ERA DAS VIDEOLOCADORAS

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HÁ UMA SEMANA FOI DIVULGADO QUE DUAS LOJAS DA REDE BLOCKBUSTER FECHARAM AS PORTAS NOS ESTADOS UNIDOS, RESTANDO AGORA APENAS UMA NO ESTADO DO OREGON. SE PEGARMOS UMA MÁQUINA DO TEMPO E VOLTARMOS PARA 25 ANOS EXPERIMENTARÍAMOS UMA FORMA DIFERENTE DE ASSISTIR FILMES EM CASA LIVRES DAS RESTRITAS PROGRAMAÇÕES DE TV… ERAM AS LOCADORAS DE VÍDEO.

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LEMBRO NITIDAMENTE QUANDO COMPREI MEU PRIMEIRO VIDEOCASSETE, UM GRADIENTE COM DUAS CABEÇAS PARA REPRODUÇÃO. ERA O INÍCIO DOS ANOS 90 E O MAIOR PROGRAMÃO FAMÍLIA DA ÉPOCA ERA SE ASSOCIAR A UMA LOCADORA, CADA ESQUINA TINHA UMA. EU PRÓPRIO PERTENCIA A UMA QUATRO OU CINCO, CADA UMA CONTANDO COM SEU ACERVO. NOS FINAIS DE SEMANA, FAZÍAMOS UM PACOTE COM UMAS TRÊS OU QUATRO FITAS. ERA UM BARATO PEGAR AS CAPAS DAS FITAS, ALGUMAS DAS QUAIS BELÍSSIMAS COMO FOI A FITA VHS DE “JURASSIC PARK – PARQUE DOS DINOSSAUROS” COM UM CURIOSO LAYOUT PRÉ-HISTÓRICO.

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FOI UM ACHADO INESQUECÍVEL QUANDO AS LOCADORAS RECEBERAM A TRILOGIA ORIGINAL DE “STAR WARS” REMASTERIZADAS. FOI UMA MARATONA  ASSISTIR AOS EPISÓDIOS 4, 5 E 6 SEM INTERVALOS DE TV E COM AQUELA “QUALIDADE”!!!! LEMBRO QUE EU MAIS GOSTAVA ERA DESCOBRIR AQUELES FILMES QUE NÃO ERAM EXIBIDOS NA TV, ATÉ MESMO DESCONHECIDOS DO GRANDE PÚBLICO E POR ISSO MESMO FICAVAM DISPONÍVEIS NAS PRATELEIRAS. FOI ASSIM QUE ASSISTI PELA PRIMEIRA VEZ A EXCELENTE COMÉDIA “SHERLOCK & EU” (WITHOUT A CLUE) COM MICHAEL CAINE E BEN KINGSLEY. ALUGUEI A FITA EM UM DOS PACOTES DE CARNAVAL, TÍPICO NAQUELA ÉPOCA. PARA DIVERSIFICAR, MUITAS LOCADORAS TAMBÉM OFERECIAM JOGOS E CDS, ENFIM TINHAM DE TUDO, PARA TODOS OS GOSTOS.

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A CEREJA DO BOLO ERAM OS LANÇAMENTOS, QUE NAQUELA ÉPOCA TINHAM UMA JANELA BEM MAIOR. JANELA É O PERÍODO ENTRE A EXIBIÇÃO DO FILMES NAS SALAS DE PROJEÇÃO E SUA CONSEQUENTE EXPLORAÇÃO EM OUTRAS MÍDIAS. SIM, ACREDITE, EXISTIU UMA ÉPOCA SEM NETFLIX, SEM DOWNLOAD, SEM YOU TUBE. DO CINEMA, QUASE UM ANO DEPOIS VINHAM OS LANÇAMENTOS EM VHS PARA SÓ DEPOIS PASSAREM PARA A TV POR ASSINATURA, E ENFIM… A TV CONVENCIONAL. ERA UM INTERVALO BEM MAIOR COMPARADO A HOJE E A CHEGADA DE CERTOS FILMES NAS LOCADORAS ERAM UM VERDADEIRO EVENTO COMO NO CASO DE “TITANIC” DE JAMES CAMERON, “A LISTA DE SCHINDLER” DE STEVEN SPIELBERG, “FORREST GUMP” DE ROBERT ZEMECKIS ENTRE OUTROS TÍTULOS DISPUTADOS A TAPA NAS PRATELEIRAS.

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A PROPOSITO O PRIMEIRO FILME EM VHS QUE ALUGUEI FOI “007 CONTRA GOLDFINGER“. A LOCADORA TINHA TODOS OS FILMES DE CONNERY E MOORE E COMEÇEI ASSISTINDO AOS TÍTULOS QUE NUNCA HAVIA ASSISTIDO ANTES, ATÉ TINHAM PASSADO NA TV MAS EU TINHA PERDIDO OU NÃO LEMBRAVA DE TER VISTO. ALGUÉM LEMBRA O PRIMEIRO FILME QUE ALUGOU ?? FORAM BONS TEMPOS SEM DÚVIDA, PRINCIPALMENTE PORQUE COMEÇEI A GRAVAR FILMES NA TV. LOGO VIERAM OS APARELHOS DE VIDEOCASSETE DE QUATRO E SEIS CABEÇAS E O INÍCIO DE UMA COLEÇÃO QUE TIVE QUE CHEGOU A 800 FITAS. NÃO DEMOROU MUITO PARA VIREM OS DVDS E BLU RAYS. MAS AÍ GRADATIVAMENTE A INTERNET FOI SURGINDO COMO OPÇÃO E AS LOCADORAS FORAM PERDENDO A FORÇA, MAS AINDA ASSIM MARCARAM SUA ÉPOCA COMO UM HÁBITO DE TRAZER O CINEMA EM CASA COM UM GOSTO PRÓPRIO, QUEM VIVEU VIU.

 

ESTREIAS NO CINEMA (ESPECIAL) : IT – A COISA.

IT – A COISA

(It) EUA 2017. Dir: Andres Muschietti. Com Bill Skarsgard, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Steven Williams, Jaeden Lieberher, Megan Charpentier. Terror.

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               Os antigos gregos tinham a figura de Fobos como o deus do medo. Em tempos mais recentes, ninguém foi tão hábil em instigar o medo quanto Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tendo nas últimas quatro décadas se tornado autor de inúmeros best-sellers, sendo “It – A Coisa” um dos mais assustadores e a mais recente das adaptações a chegar às telas.

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STRANGER THINGS – INSPIRAÇÃO

              O momento não poderia ser mais oportuno com o sucesso da série da Netflix “Stranger Things”  assumindo várias referências ao trabalho do autor e, inclusive, o ator mirim Finn Wolfhard integra o elenco da série da Netflix e desta segunda versão do 12° romance escrito pelo prolífico autor. A primeira versão foi feita para a Tv em 1990 no formato de mini-série estrelada por Tim Curry no papel de Pennywise, o palhaço assassino que na verdade é uma criatura maligna que aparece a cada 27 anos na cidade de Derry, no Maine, estado natal de King e palco de suas histórias. Na época, dividido em duas partes, o filme ficou entre os programas mais assistidos da Tv americana, com a primeira parte em #5° lugar e a segunda parte em #2°lugar. No Brasil, o filme foi um dos mais alugados no auge das locadoras de vídeo.

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IT – 1990: TIM CURRY, O PENNYWISE ORIGINAL.

             Na história original, sete crianças são afetadas pelos assassinatos brutais cometidos por Pennywise, que pode mudar sua forma e se alimenta do medo que instiga antes de matar. Reunidos para caçar e eliminar a criatura, o Clube dos Perdedores, como as crianças se chamam, promete se reencontrar décadas depois, todos já adultos, para enfrentarem Pennywise, que voltou a matar crianças. A aventura se divide em dois tempos, no passado quando os membros do clube (Ben,Stanley, Beverly, Mike, Eddie, Ritchie e Bill) têm seu primeiro contato com a criatura em 1958, e na década de 80 quando estão adultos, na casa dos 40 anos, e a trágica morte de um deles anuncia a volta de Pennywise. Cada um dos membros do clube permite que o autor trabalhe características que são fáceis de se identificar como o menino hipocondríaco (Eddie), o garoto boca suja (Ritchie), o garoto inseguro (Stanley), o gordinho gentil (Bem), cada um espelho de nossa própria infância. A interação entre estes e a passagem para a vida adulta é tão importante para a narrativa quanto o embate com o maligno Pennywise. Assim, o livro de King, embora cheio de sequências ricas em sustos e pavor , também encontra espaço para mostrar a importância da amizade dos membros do clube dos perdedores, da mesma forma que King faria com as crianças de seu conto “O Corpo” (Incluído na coletânea “Different Seasons” de 1982) , e que seria adaptado no filme “Conta Comigo” (Stand By Me). A dinâmica da narrativa é o paralelo traçado entre a infância e a vida adulta, vida e morte.

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OS BASTIDORES DA VERSÃO DE 1990

            Na primeira adaptação, o elenco adulto de “It” (que recebeu o sub-título “Uma Obra Prima do Medo”) havia sido indicado a prêmios como o já falecido John Ritter (O Pestinha) vencedor de um Golden Globe, a atriz já indicada ao Oscar Annette O’Toole (Os Grandes Músicos), Richard Thomas (indicado duas vezes ao Oscar pelo clássico seriado “Os Waltons”), além do já citado Tim Curry (Rocky Horror Picture Show, A Caçada ao Outubro Vermelho), que segundo consta teria ficado com o papel inicialmente pensado para o rock star Alice Cooper, segundo o imdb.  O final do livro também foi modificado no filme, retirando a presença de um personagem que seria o inimigo natural de Pennywise, sendo esse uma força elemental do mal.

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QUER FLUTUAR COMIGO ? O NOVO PENNYWISE.

           Na nova versão, a ação se passa em 1989, exatos 27 anos depois da primeira versão. O papel do palhaço Pennywise chegou a ser pensado para Richard Armitage (O Hobbit), Tilda Swinton (Dr. Estranho), Hugo Weaving (Capitão America o Primeiro Vingador), Tom Hiddleston (Thor) e Jim Carrey (O Máscara) , mas ficou com o ator Bill Skarsgard, que a pedido do diretor manteve-se afastado do elenco jovem como forma de imprimir desconforto genuíno no elenco. O ator (filho do ator Stellan Skarsgard) sentiu a pressão de substituir a elogiada performance de Tim Curry no papel do personagem-título. O projeto desta readaptação começou na Warner Bros por volta de 2009, pensado a princípio como um filme único condensando as quase 1000 páginas do livro de King. A demora levou à contratação de Cary Fukunaga para escrever o roteiro e, para assumir a direção com o ator Will Poulter (Maze Runner) no papel do palhaço assassino.  Algum tempo depois a Warner transferiu o filme para sua subsidiária, a New Line, mantendo Fukunaga como co-roteirista, mas contratando Andres Muschietti para a cadeira de diretor. Nesse momento foi anunciado  a divisão do extenso livro em uma duologia com o primeiro filme centrado nas crianças, como se fosse “Os Goonies” em uma temática sobrenatural,  e o segundo filme com os personagens já adultos cumprindo a promessa de se reunir quando a criatura despertasse novamente.

           O livro original veio a fazer parte de um “Kingverse”, um universo interligando as várias histórias do autor conforme mostrado na série literária “A Torre Negra” (The Dark Tower), cujo primeiro livro chegou recentemente às telas com Idris Elba e Matthew MacCoughney. De fato, personagens e situações de vários livros do autor são entrelaçados, mostrando uma coesão entre as histórias. O clube dos perdedores, por exemplo, é mencionado nas páginas de “O Apanhador de Sonhos” (publicado em 2011) e a mudança de forma de Pennywise em aranha e palhaço é falada em “Insônia” (publicado em 1994).

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STEPHEN KING – O AUTOR

          Stephen King chegou a usar o pseudônimo de Richard Bachman durante um curto período como forma de não super-expor seu nome em vários livros, além de poder experimentar histórias sem precisar associar seu nome, mas seu toque de Midas foi percebido e hoje, Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tornou-se mais do que apenas autor de best-sellers. Chegou a dirigir o filme “Comboio do Terror” (Maximum Overdrive) em 1987, o que o próprio admite ter sido uma experiência desastrosa. King é um dos autores americanos mais adaptados para o cinema e para a TV. Seu nome, segundo o renomado site “imdb” tem 240 créditos como escritor, além de produtor, ator e até compositor de trilha sonora. Ainda que nem sempre as adaptações de seus livros resultem em bons filmes, as histórias criadas por King sempre tem encontrado espaço na mídia e receptividade de um público fiel.

                Cofirmando a declaração do filósofo francês Jean-Paul Sartre “todos os homens têm medo”, e King soube explorar tal máxima com seu talento imaginativo. Ícone da cultura pop, o rei na arte de destilar os temores mais sombrios que trazemos, mesmo que não estejamos conscientes, mesmo se você não acreditar na “coisa” que o faz ser estranho, criativo, aterrorizante, o deus do medo ao menos na literatura e no cinema.

SAN DIEGO COMIC CON 2016 – COBERTURA

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CHEGOU AO FIM ONTEM (23 DE JULHO) A SAN DIEGO COMIC CON, UM DOS MAIORES EVENTOS DA CULTURA POP E DA INDUSTRIA DE BLOCKBUSTERS HOLLYWOODIANA. DURANTE QUATRO DIAS EM MEIO A COSPLAYERS E PERSONALIDADES DO CINEMA, HQS E GAMES MILHARES DE PESSOAS SE AMONTARAM EM FILAS INTERMINÁVEIS PARA AVERIGUAR AS NOVIDADES CUJO LANÇAMENTO TEM ALCANÇE INTERNACIONAL.

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MIKE COULTER – O LUKE CAGE

 

JEPH LOEB QUE HOJE É PRESIDENTE DA MARVEL TELEVISION APRESENTOU O ATOR MIKE COULTER ANUNCIADO COMO O PROTAGONISTA DA VINDOURA SÉRIE DO “LUKE CAGE” QUE EM BREVE SE JUNTARÁ À LISTA DA NETFLIX QUE JÁ INCLUI JESSICA JONES E DEMOLIDOR. ESTA TEVE ANUNCIADA OFICIALMENTE A TERCEIRA TEMPORADA ALEM DA SÉRIE DOS DEFENSORES. ENTRE OS TRAILLERS QUE CAUSARAM FUROR ENTRE OS FÂS ESTAVAM OS DOS FILMES DA “MULHER MARAVILHA” , “LIGA DA JUSTIÇA”, “ESQUADRÃO SUICIDA” , “DOUTOR ESTRANHO”, “GUARDIÕES DA GALÁXIA 2” E “HOMEM ARANHA : VOLTA AO LAR”.

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CHRIS PRATT & ZOE SALDANA DOS GUARDIÕES DA GALAXIA 2

OUTRA SENSAÇÃO FOI A APARIÇÃO DE BRIE LARSON (O QUARTO DE JACK) OFICIALIZADA COMO A HEROÍNA CAPITÃ MARVEL NO VINDOURO FILME HOMONIMO DO MARVEL STUDIOS. FALANDO EM MARVEL O EVENTO TAMBÉM CONTOU COM A PRESENÇA DE BENJAMIM CUMBERBATCH (O DR. ESTRANHO) E A CONFIRMAÇÃO DA QUARTA TEMPORADA DE SHERLOCK HOLMES COM O ATOR. KEVIN FEIGE, O CHEFÃO DO MARVEL STUDIOS. TAMBÉM TROUXE AS NOVIDADES PARA “THOR RAGNAROK” E EXIBIRAM UM DOCUMENTARIO FAKE MOSTRANDO CHRIS HEMSWORTH ZOANDO COM TUDO E TODOS NOS BASTIDORES E MOSTRANDO O PORQUÊ DE SUA AUSÊNCIA EM GUERRA CIVIL.

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BENJAMIM CUMBERBATCH & CHWITEL ELIJOFOR

HOUVE SURPRESA QUANDO FOI EXIBIDO O TRAILLER DE “A BRUXA DE BLAIR 3” QUASE VINTE ANOS DO FILME ORIGINAL TER VIRALIZADO. GRANDE EXPECTATIVA TAMBÉM HAVIA COM A AVANT PREMIERE DE “STAR TREK SEM FRONTEIRAS” QUE CELEBRA OS 50 ANOS DA MAIOR ODISSEIA DA FICÇÃO CIENTIFICA. OUTRO TRAILLER BEM RECEBIDO FOI O DE “KONG – A ILHA DA CAVEIRA ” .

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SIMON PEGG E SOFIA BOUTELLA EM STAR TREK BEYOND

ESSAS ENTRE OUTRAS ATRAÇÕES ESTIVERAM EM EVIDÊNCIA E NOS DÃO A CERTEZA DE QUE NÓS NERDS HERDAREMOS O MUNDO. SE ATÉ HENRY CAVILL (SUPERMAN) TIETOU WILL SMITH NO PAINEL DO ESQUADRÃO SUICIDA, ENTÃO POR QUE NÃO IMAGINARMOS QUE NO PRÓXIMO ANO ESTAREMOS LÁ TAMBÉM PARA TIETAR, PEDIR AUTOGRÁFOS E VIVER A MAGIA DA COMIC CON.

 

 

ESTREIAS MAIS RECENTES

PEGANDO FOGO

PEGANDO FOGO

(Burnt) EUA 2015. Dir: John Wells. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Emma Thomspson, Uma Thurman, Jamie Dorman, Daniel Bruhl. Comédia  Romântica.

Chefe de cozinha (Cooper), que busca recuperar o prestígio perdido, monta uma equipe com os melhores do ramo e se apaixona por uma das mestres em culinária. Voltado para os apreciadores de comédias românticas, o filme quase foi chamado “Chef”, mas este já havia sido empregado como nome de outro filme a tratar de tema semelhante em 2014, dirigido por Jon Favreau. O filme foi rebatizado de “Adam Jones” antes de ser novamente renomeado para o título atual “Burnt”, que traduzido seria algo como “Queimado” ou “Incendidado”. Bradley Cooper assumiu o papel principal que foi a principio oferecido a Keanu Reeves. Embora o filme tenha naufragado nas bilheterias americanas, é um

 OS SEIS RIDICULOS

RIDUCLO 6

(The Ridiculous Six) EUA 2015. Dir: Frank Coraci. Com Adam Sandler, Steve Buscemi, Terry Crews, Taylor Lautner, David Spade, John Turturro, Nick Swardson,  Steve Zahn, Rob Schneider, Luke Wilson, Danny Trejo. Comédia.

Já notaram que está cada vez mais dificil fazer um filme, principalmente uma comédia, com o peso de ter que ser “politicamente correto” ? Apesar dos excessos e grosserias de alguns casos, todos se ofendem muito facilmente por qualquer coisa. Que o diga Adam Sandler,que em sua primeira produção exclusiva para a rede Netflix (Sim, esse filme tem seu lançamento exclusivo para os assinantes do serviço) teve que se defender recentemente da acusação de ser preconceituoso com a população indígena batizando personagens como “Sem sutiã” ou “Bafo de Gambá”. Assim como o clássico “Banzé no Oeste” (Blazzing Saddlers) de Mel Brooks, Adam Sandler envereda pelo caminho do faroeste parodia mostrando seis meio irmãos adotados por uma tribo indígena e vivem se metendo em encrencas mesmo quando adultos. O filme parodia principalmente o clássico “Sete Homens & Um Destino” (The Magnificent Seven) e é o primeiro de um contrato de quatro filmes do humorista Adam Sandler para a rede Netflix. Aqui ele atua, produz e co-roteiriza a história novamente reunindo os amigos David Spade, Nick Swardson, Rob Schneider e Steve Buscemi que apareceram em outros filmes e vocês certamente reconhecerão seus rostos. Sandler sempre gosta de se cercar de amigos em seus filmes sendo essa a quinta colaboração entre ele e o diretor Frank Coraci com quem já fizera “O Rei da Agua” (1998), “Afinado no Amor” (1998) , “Click” (2006) e “Juntos & Misturados” (2014).

 OLHOS DA JUSTIÇA

OLHOS DA JUSTIÇA

(Secret Of Their Eyes) EUA 2015. Dir: Bill Hay. Com Julia Roberts, Chiwetel Eliofor, Nicole Kidman, Michael Kelly. Suspense.

Dois agents do F.B.I (Eliofor e Roberts) atendem o chamado de uma mulher morta que vem a ser a filha dela. O principal suspeito não é condenado por detalhes técnicos. Passados treze anos o caso ainda em aberto é retomado pelo agente Ray (Eliofor). Adaptado do livro de Eduardo Sacheri, o filme é uma refilmagem do vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. O roteiro e a direção é de Billy Ray, o mesmo roteirista de “Capitão Philips” e do primeiro “Jogos Vorazes”. Este reescreveu o papel de protagonista para Julia Roberts, já que no filme original seu personagem é homem. Os papeis de Eliofor (Dez anos de Escravidão) e Nicole Kidman foram oferecidos, a principio, a  Denzel Washington e Gwyneth Paltrow.