PREDADOR – TODOS OS FILMES & HQS

             Nos anos 80, dois monstros, que bem mais tarde viriam a se confrontar nas telas, caíram no gosto e na imaginação popular. Na década em que E.T de Spielberg fez da figura alienígena uma fábula moderna, tivemos os xenomorfos de “Alien” e o caçador de “Predador”.

PREDADOR

              Era a segunda metade dos anos 80 e os irmãos Jim e John Thomas tiveram a ideia de usar a truculência de Rambo contra um alienígena em um lugar ermo e selvagem. Batizado de “Hunter” (Caçador), o roteiro chegou até os escritórios da 20th Century Fox, e daí até as mãos de Arnold Scwarzenegger, um dos astros de ação da década recém-saído de sucessos como “Comando Para Matar” e “Exterminador do Futuro”. O ex fisioculturista gostou do roteiro, mas discordou da ideia inicial dos irmãos Thomas de ter um único protagonista. Por sua sugestão foi acrescentado uma equipe de soldados de elite, um a um sendo caçados nas selvas da Guatemala pela criatura. Esta pouco aparece no início, se camuflando de forma impressionante graças aos efeitos especiais do técnico Stan Winston (1946-2008), que já havia trabalhado com Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro” (1984). Quando Winston entrou no projeto, algumas cenas já haviam sido filmadas com Jean-Claude Van Damme vestindo uma roupa bem diferente. O produtor Joel Silver o demitira, segundo consta porque não parava de usar golpes de kickboxing. Além disso a roupa precisaria ser toda redesenhada e as filmagens precisaram ser suspensas para que Winston redefinisse o visual da criatura, o que fez com a colaboração de James Cameron. Foi o diretor de “O Exterminador do Futuro” quem sugeriu a Winston a mandíbula retrátil do monstro.

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           O diretor John McTiernan só havia feito um único trabalho antes e “Predador” foi seu primeiro trabalho de grande orçamento, estimado em torno de US$15 milhões. O filme seria enfim um mixto de ação, ficção científica e terror ao som de “Long Tall Sally” de Little Richard a medida que a equipe do Major Dutch Schaffer (Schwarzengger) se aproxima de sua fatídica missão. Além de Arnold, o elenco tem Carl Weathers, mundialmente conhecido como o Apollo Creed da série Rocky, Jesse Ventura, ex lutador que tornou-se governador de Minnesota em 1998 e Shane Black, ator, diretor e roteirista. Black é o responsável pelo novo “Predador” além de um dos melhores roteiristas de filmes de ação, tendo escrito o roteiro de “Máquina Mortífera”. Já a criatura, depois da demissão de Van Damme, ficou com Kevin Peter Hall que também aparece no filme como o piloto do helicóptero de resgate. O elenco precisou suportar diversos inconvenientes como o calor das locações, a humidade, animais como cobras, escorpiões e sangue-sugas. A dedicação de Arnold era notável filmando sua participação poucas horas antes do ensaio para seu casamento com Maria Shriver. Anos mais tarde o programa “Caçadores de Mitos” desmistificou que cobrir o corpo com lama conseguiria ocultar o calor como Dutch faz para se esconder da criatura, depois que esta mata toda sua equipe e prova que o musculoso astro não é tão indestrutível como seus outros papeis sugeriram.

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         Claro que a bilheteria de quase US$60 milhões só em território americano indicaria uma sequência, mas a Fox só se convenceu de fato quando os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse popularizaram ainda mais o monstro caçador. Contudo, McTiernan cobrou alto demais para retornar e a Fox, decidida a reduzir o orçamento da continuação, se recusou. McTiernan preferiu fazer “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) e Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5) assumiu a realização de “Predador 2 – A Caçada Continua”, sem Schwarzenegger que não aprovou a mudança da selva para o ambiente urbano de uma metrópole futurista. O estúdio queria Steven Seagal para substituir Arnold, mas Danny Glover e Gary Busey foram contratados para o elenco com Kevin Peter Hall repetindo o papel da criatura, uma outra do planeta natal dos caçadores. Uma das ideias difundidas nos quadrinhos da Dark Horse foi incorporada no filme quando o Tenente Harrigan (Glover) entra na nave do monstro e encontra uma caveira de um xenomorfo, anunciando um confronto que foi primeiro realizado nas hqs da Dark Horse, e em 2004 adaptada para as telas em “Alien Vs Predador”. Este teve relativo sucesso de bilheteria e convenceu a Fox, dona das duas franquias, a fazer a continuação “Alien Vs Predador 2 – Requiem” de 2007.

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            Alcançando extrema popularidade durante a década anterior, o Predador foi usado em diversos crossovers com super heróis como “Batman x Predador” em três mini-séries publicadas entre 1991 e 1997, ”Superman x Predador” em 2000 e até mesmo “Tarzan x Predador” em 1996. Todas alcançando excelentes resultado de vendas e dando destaque melhor para o monstro caçador que sua volta às telas em “Predadores”, filme de 2010 que imagina um grupo de pessoas abduzidas e levadas para outro planeta para serem caçadas por vários desses ETs. Se analizadas, as hqs se aprofundaram muito mais na cultura alienígena do monstro, criando um código de conduta, motivações e até a sugestão de que as criaturas visitaram a Terra no passado para seus jogos mortais como mencionado no segundo filme quando Harrigan encontra uma antiga pistola, gerando uma história em quadrinho em que um pirata se confronta com a criatura.

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          A volta do personagem no novo filme de Shane Black é promissora e pode abrir um leque de outras sequências aproveitando melhor o material da Dark Horse. Afinal, embora Dutch tenha afirmado “Se sangra, então pode ser morto”, pode muito bem prenunciar a máxima hollywoodiana que diz “Se faz dinheiro, ganha sequência”. Pois que começem os jogos, a caçada será pelo menos divertida.

 

 

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ESTREIA ESPECIAL: BLADE RUNNER 2049

Se imaginássemos que daqui  a dois anos as grandes cidades se tornariam extremamente populosas, com a poluição se alastrando por entre imensos prédios castigados por constante chuva, insuficientes no entanto para lavar a sujeira física e moral desta realidade depreciativa. Se você ainda se pergunta se o homem é realmente a imagem e semelhança de Deus, então o que dizer de sofisticados androides dotados de inteligência artificial buscando o sentido da vida ? Se quiser descobrir o que há nisso tudo, bem vindo ao mundo de “Blade Runner”.

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Agente K (Ryan Gosling) & Deckard (Harrison Ford)

     Quando lançado em 1982 o filme não causou nenhum furor imediato aos intrigantes questionamentos da história, em que humanos e replicantes estão mergulhados na filosofia Nietzschiniana em que ao olhar para o abismo, este olha de volta para você. Na verdade, a bilheteria da época não correspondeu ao investimento estimado então em torno de US$28,000,000 e o status cult do filme surgiu ao longo dos anos que se seguiram. O público digeriu devagar as implicações desta perceptível dicotomia entre o velho e o moderno, o humano e o inumano, a vida e a morte. Já sua atmosfera distópica remete ao pesadelo orwelliano misturada à fotografia noir que faz de Rick Deckard (Harrisson Ford) herdeiro futurista dos detetives amorais e cafajestes inspirados na literatura de Raymond Chandler e Dashiel Hammet. A personagem Rachael (Sean Young) representa a sedução gélida e fatal das femme fatales e pivô de uma tensão que se estende para além da aparentemente rotineira investigação de Deckard.

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O Filme de 1982

      O roteiro de Hampton Fancher, reescrito por David Webb Peoples, adapta o romance “Do Androids dream of electric sheep?” do escritor americano Philip K.Dick publicado pela primeira vez em 1968. O filme toma o livro apenas na superfície se concentrando na caçada aos androides fugitivos, que nunca são chamados de replicantes pelo autor. O termo foi sugerido em uma conversa entre o roteirista David Peoples e sua filha que comentara com o pai sobre a capacidade replicante das células clonadas. O livro também toca na extinção dos animais e a ação se desenvolve em uma São Francisco pós apocalíptica em vez da Los Angeles mostrada no filme. O livro mostra a Terra como um planeta sendo evacuado em favor de colônias em outros planetas como Marte e os humanos que ainda residem no planeta seguem uma religião chamada Mercerismo, em que seus membros compartilham habilidades telepáticas, o que não é sequer mencionado no filme.

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Philip K. Dick – O Autor

      O filme veio a ser dirigido por Ridley Scott que foi demitido ao longo das filmagens, e depois readmitido devido a conflitos com os produtores do filme. Também tornou-se notório as constantes desavenças entre o diretor e Harrisson Ford. Este durante muitos anos se recusou a falar do filme em suas entrevistas, e dizia recusar qualquer possibilidade de voltar ao papel, o que acabou eventualmente fazendo este ano. Ford teria gravado a narração em off, não prevista no roteiro original extremamente contrariado, forçado pelos produtores que acharam o filme incompreensível no corte original. Anos depois, dois funcionários da Warner teriam encontrado um arquivo considerado perdido, sem a narração em off e com uma montagem que se achou fosse a pretendida por Ridley Scott. Esta suposta versão original chegou a ser lançada em 1989, mas Scott disse que não era assim que ele pretendia fazer e em 2007 o estúdio fez as pazes com o diretor permitindo que este remontasse o filme como inicialmente pensado, gerando o “Final Cut” e dividindo os fãs com três versões diferentes do clássico.  Curiosamente, muitos acreditaram que o filme carregava uma espécie de maldição pois empresas como a RCA e a Atari, cujos logos são usados no filme faliram tempos depois.

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         O monologo final de Rutge Hauer (escolhido para o papel de Roy Beatty sem que Ridley Scott o tivesse entrevistado para o papel) foi improvisado pelo ator e a cena previa a principio haveria uma luta entre Roy e Deckard em vez de apenas uma perseguição na chuva. A beleza das palavras “Todos aqueles momentos estarão logo perdidos como lágrimas na chuva” cria um efeito de espelho distorcido entre caça e caçador, homem e replicante (apesar das constantes interpretações de que Deckard seria um replicante também), onde orgânico e inorgânico procuram pelas mesmas perguntas: Quanto tempo ainda temos? Por que existimos? Podemos prolongar nossa vida? Qual o sentido da vida? Uma relação Frankensteniana elevada a uma constrangedora dimensão que nos faz nos perceber de forma diferente. Assim o autor confronta nossa humanidade falha, corrupta, ambiciosa e inconsequente. O novo filme que chega a nossas telas promete prosseguir com as divagações, explorar os mistérios do filme original que reflete para 2019 a insistente e inquietante pergunta que procura saber se realmente somos meras máquinas orgânicas ou uma obra de inspiração divina, sonhando com ovelhas elétricas em nossa vã filosofia.

TRAILLER: BLADE RUNNER 2049

A previsão de estreia é 5 de outubro desse ano. Dennis Villeneuve (A Chegada) dirige e Ridley Scott produz a aguardada sequência do cult “Blade Runner” trazendo Harrison Ford novamente no papel de Rick Deckard. Os eventos se desenrolam 30 anos depois do filme original. A sinopse oficial diz : “30 anos após os eventos do primeiro filme, um novo blade runner, policial de Los Angeles K (Ryan Gosling) desenterra um segredo há muito enterrado que tem o potencial de levar o que resta da sociedade para o caos. A descoberta de K o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-policial que está desaparecido há 30 anos”.

ALIEN – REVENDO A FRANQUIA

Há 38 anos, Ridley Scott mostrou que no espaço ninguém nos ouviria gritar uma vez que o som não se propaga no vácuo. Na sala de cinema foi o grito do público que popularizou a figura de uma criatura xenomorfa como um dos maiores monstros do cinema. A ideia de Dan O’Bannon, roteirizada pelo próprio em conjunto com Richard Shusett, veio a se tornar o primeiro “Alien” (1979) subentitulado no Brasil “o oitavo passageiro”. O’Bannon já havia ensaiado a historia de um organismo estranho à bordo de uma nave em “Dark Star” (1975) de John Carpenter, mas as raízes do filme que “Alien” se tornaria foram plantadas nos filme B dos anos 50 e 60 em títulos como “The Quartemass Experiment” (1953) e “The Thing from Outer Space” (1951).

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RIDLEY SCOTT, VERONICA CARTWRIGHT E O ALIEN

O filme dirigido por Ridley Scott potencializou o tema bebendo da lição spielbiguiana de mostrar pouco e insinuar muito a medida que incita o público a imaginar como seria sua criatura no final. Não à toma o renomado crítico Roger Ebbert comparou”Alien” a “Tubarão” (Jaws), lançado quatro anos antes. A narrativa de Scott  começa silenciosa, mas cresce a tensão gradativamente conforme a tripulação da Nostromo (nome que foi retirado de um poema de Joseph Conrad) é eliminada tal qual os personagens de “O Caso dos dez negrinhos” (Ten Little Indians) clássico livro de Agatha Christie. Curiosamente, o personagem de Ripley (Sigourney Weaver) assume o protagonismo de forma despretensiosa, lançando a carreira da atriz então aos 30 anos.

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BOLAJI BANDEJO VESTINDO A ROUPA

O visual assustador da criatura foi idealizado pelo artista gráfico H.R. Giger (1940 – 2014) que deu ao xenomorfo a cabeça alongada e a forma humanoide, cujo traje coube ao renomado técnico Carlo Rambaldi (1925-2012), o mesmo responsável por “King Kong” (1976) e “E.T” (1982), que ficou com a tarefa de fazer o movimento da criatura e a projeção da mandíbula interna algo aterrador, o que conseguiu fazendo por merecer o Oscar de melhor efeitos visuais. Na era pré-digital coube ao nigeliano Bolaji Bandejo (1953/1992) vestir o traje que lhe deu seu único crédito como ator. A bilheteria de $78.900.000, cerca de seis vezes mais do que seu orçamento original, convenceu a Twentieth Century Fox a continuar a história, mas problemas internos no estúdio atrasaram os planos. Foi um então desconhecido James Cameron quem apresentou à Fox um roteiro propondo contar o que teria acontecido com a Tenente Ripley depois de seu traumático encontro com a criatura. Quando Cameron atraiu a atenção da mídia com “O Exterminador do Futuro” (Terminator) em 1984, a Fox se convenceu entregando-lhe também a direção de “Aliens – o Resgate” (Aliens) de 1986. A narrativa, contudo, segue caminho inverso: Em vez do suspense claustrofóbico de Ridley Scott, Cameron opta pela ação desenfreada e pelo ritmo vertiginoso, mas souber dar consistência à sua história fazendo da luta de Ripley não apenas uma questão de sobrevivência, mas uma busca por seu instinto materno canalizado através da menina Newt (Carrie Henn). Assim, o diretor fez de Ripley a primeira heroína dos filmes de ação dos anos 80, versão feminina de Rambo, em um conflito que guarda curioso paralelo: Os xenomorfos exterminam os humanos não importando as sofisticadas armas dos soldados, tal qual os vietcongues com os norte-americanos.

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ELENCO DE “ALIENS O RESGATE” 1986

Lamentavelmente, o terceiro filme não sustentou a mesma qualidade e apuro. “Alien 3” (1992) de David Fincher foi um equívoco, apesar da inventividade da câmera do talentoso diretor, que teve problemas com constante interferência dos executivos do estúdio. Aos fãs desagradou bastante a decisão do roteiro de David Giler, Walter Hill e Larry Ferguson que matou o Cabo Hicks (Michael Biehn) e a menina Newt, também sobreviventes do segundo filme. Quatro anos antes, a editora Dark Horse Comics publicou uma mini série entitulada também “Aliens”, dando sequência aos eventos do filme de Cameron com o Cabo Hicks e Newt viajando ao planeta natal dos xenomorfos. Muitos fãs declararam preferir a história da HQ, que foi republicada tempos depois mudando os nomes dos personagens para não contradizer o filme de Fincher. Este se retirou do filme na fase de montagem, que durou um ano para ser concluída. Com a morte de Ripley, Joss Whdeon (diretor de “Os Vingadores”) que na época estava popular entre os jovens com a série da Fox “Buffy – a Caça Vampiros”, foi chamado pelo estúdio para um quarto filme, mas sabia-se que sem Sigourney Weaver dificilmente daria certo. Assim, Whedon elaborou uma história que se passa 200 anos depois da morte de Ripley, trazida de volta através da clonagem em “Alien A Ressurreição” (Alien Ressurrection), dirigido por Jean Pierre Jeunet, em 1997. O resultado foi ainda pior e parou a franquia por um longo tempo (apesar de dois confrontos “Alien vs Predador” em 2004 e 2007) até que Ridley Scott conseguisse convencer os executivos da Fox a realizar “Prometheus”  (2012), ambiciosa prequela voltada para os eventos que conduziriam para o primeiro filme, deixando mais pontas soltas em uma história mergulhada na premissa de que a vida na terra começou como experiências feitas por alienígenas, tal qual postulado pelo escritor Erik Von Daniken em “Eram os Deuses Astronautas?”.

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AS HQS QUE DERAM SEQUÊNCIA AO FILME DE CAMERON

Com a aparente impossibilidade de um quinto filme que continuasse a história de Ripley, como proposto por Neil Blomkamp, Ridley Scott começa a costurar os eventos do passado com a chegada de “Alien Covenant”, que certamente não será um ponto final já que Hollywood insiste em nos fazer gritar, pois o cinema é diferente do espaço e o som não apenas ecoa, mas se multiplica.

TRAILLER : ALIEN COVENANT

Alien Covenant“(traduzido seria “Alien – O Pacto”) impressiona em seu novo trailler divulgado. O filme dirigido por Ridley Scott promete fazer a ponte entre “Prometheus” (2012) e o primeiro Alien de 1979. A atriz Naomi Rapace a principio ficaria fora, mas a atriz já foi confirmada com uma articipação especial na trama, que para a FOX significa reviver uma de suas grades franquias. Confira o trailler e aguarde o filme previsto para estrear em maio desse ano.

CLASSICO REVISITADO: OS 30 ANOS DE “ALIENS O RESGATE”

Se você já achou algum dia que o espaço é um lugar hospitaleiro, lembre-se não podermos respirar no vácuo, não há atmosfera habitável conhecida e o som não se propaga, ou seja, ninguém ouvirá se gritarmos. Depois que Ridley Scott, em 1979, nos mostrou uma criatura xenomórfica que cospe ácido, a discussão se estamos sozinhos ou não no universo foi mudada para sobreviveremos ou não ao que existe lá fora. Sete anos depois, James Cameron retomou a mesma história e fez um dos raros casos em que a sequência consegue ser tão boa quanto o filme original, e para muitos até melhor. Há 30 anos … de “Aliens o Resgate”.(Aliens).

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Quando o filme de Ridley Scott terminou ficou no ar o destino final da Tenente Ripley (Sigourney Weaver) depois de se confrontar com a criatura que matou todos a bordo da nave Nostromo. A Fox estava passando por uma reestruturação interna que viria a retardar os planos de uma sequência, o que quase não aconteceu. Era o início da década de 80 e o nome de James Cameron ainda não era reconhecido, quando ele tomou a iniciativa de rascunhar uma continuação para a história de Ridley Scott. A ideia de Cameron (desenvolvida em conjunto com David Giler e Walter Hill) nas palavras do próprio era ampliar as possibilidades do contato com aquela forma alienígena hostil e aparentemente indestrutível. “Queríamos usar o primeiro filme como uma plataforma da qual poderíamos saltar… como de um primeiro ato para uma história épica”, disse Cameron em entrevista tempos depois. O fato é que a Fox só se convenceu a considerar o roteiro de Cameron quando este fez de “O Exterminador do Futuro” um sucesso nas telas. A Fox ainda tentou descartar a personagem de Sigourney Weaver devido às negociações salariais que aumentariam o custo da produção, mas Cameron foi reticente da importância de sua personagem para o prosseguimento da história.

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57 anos depois dos eventos do primeiro filme, a Tenente Ripley é resgatada no espaço e despertada de seu sono criogênico. De volta à Terra depois de tanto tempo, descobre que sua filha cresceu e já morreu. Abalada com o que perdeu e com os eventos do primeiro filme, ela é procurada por Carter Burke (Paul Reiser) administrador da empresa Wayland-Yutani que colonizou o planeta LV-426 (visitado pela Nostromo no filme anterior) mas que perdera contato com os colonos. Ripley aceita relutantemente a missão de acompanhar um grupo de fuzileiros ao planeta com a condição de exterminar as criaturas. O que se segue é uma acirrada batalha dos fuzileiros com os aliens que infestam o planeta e mataram todos os colonos, com exceção da menina Newt (Carrie Henn). A luta dos fuzileiros com as criaturas xenomórficas guarda paralelo com a intervenção norte-americana no Vietnã. Proposital ou não da parte de Cameron, o filme foi realizado no auge de filmes como “Platoon” (1986) e “Full Metal Jacket” (1987) que mostravam como a superioridade militar dos solados americanos nada significavam perante as táticas empregadas pelos vietcongues. Da mesma forma, apesar do pesado armamento e da tecnologia, os humanos caem presas fáceis dos monstros que os usam como hospedeiros para suas crias depois que estes deixam os ovos. O tom militarista e de ação ininterrupta foi muito criticado na época de seu lançamento, mas não impediu que a bilheteria milionária compensasse tais desconfortos. O renomado crítico Roger Ebbert publicou na época que o filme de Cameron era como “um passeio de ação crescente por uma parque de diversões”.

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Cameron declarou que interpretar a história como um mero filme de ação era um equívoco já que o principal fio narrativo do filme se sustentava em Ripley, em seu sentimento maternal mal resolvido que a faz se conectar com a orfã Newt, e como Ripley lida com a pressão de se ver no fogo cruzado de duas forças que se antagonizam com sua missão: sobreviver às criaturas alienígenas e aos interesses da empresa Wayland-Yutani cujo único interesse é nas criaturas ainda que satisfatoriamente sacrificando a missão de Ripley. Por outro lado, o embate entre Ripley e a rainha Alien ao final ganha contornos pessoais para os dois lados. A primeira quer se vingar de tudo que perdeu e salvar Newt, que adota como um simulacro da filha que morreu e a rainha Alien quer se vingar de Ripley que matou seus “filhos” durante o resgate. O clímax da história é estarrecedor e ganha ainda mais força na versão do diretor já que o corte do filme que foi aos cinemas na época, removeu a passagem da filha de Ripley e outros momentos que estavam previstos no roteiro como Ripley encontrando Burke em um casulo prestes a ter o peito estourado por um alien e ganhando de Ripley uma granada. Sigourney Weaver ficou bastante descontente com os cortes e ficou sem falar com Cameron a principio. O clima nas filmagens era bastante tenso devido ao detalhismo técnico exigido por Cameron, incluindo interferindo com a composição da trilha sonora a cargo de James Horner, que teve pouco tempo para terminar seu trabalho.

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JAMES CAMERON BARBADO AO CENTRO

O filme ainda conseguiu ser premiado com os Oscars de melhor efeito especial e melhor efeitos visuais, além de ter dado a Sigourney Weaver uma indicação ao prêmio de melhor atriz,a primeira de uma atriz por um filme de ação.  Tendo custado em torno de $18,500,000, “Aliens o Resgate” faturou nas bilheterias americanas $85,000,000, garantindo que a FOX considerasse a continuidade da história em um terceiro filme que seria feito cinco anos depois, mas não por James Cameron. Este provou que um filme de ação pode ter conteúdo sabendo explorar o ritmo alucinante em paralelo ao suspense, já que durante boa parte do tempo as criaturas são pouco vislumbradas se misturando ao ambiente da estação ao se camuflar. Cameron entregou um filme memorável, ainda que não original. Mesmo que seguindo os passos de Ridley Scott como o uso dos sensor de presença, a escotilha para jogar a criatura no espaço e até mesmo a presença de um androide, o ótimo Lance Herinksen no papel de Bishop. Cameron mostrou que pode respeitosamente repetir alguns clichês, mas acrescentando ideais próprias que – conforme o próprio diretor disse – enriquecem a história, redireciona o caminho a seguir aprofundando a personagem de Ripley e das criaturas criadas pelo artista plástico H.R.Giger que já fazem parte indissociável dos pesadelos que o cinema ousou mostrar

TRIVIA :

  1. A ATRIZ CARRIE HENN, A MENINA NEWT, NUNCA FEZ OUTRO FILME, ABANDONANDO A CARREIRA E SE TORNANDO PROFESSORA.
  2. O FILME NÃO SE CHAMOU “ALIEN 2” POR JÁ EXISTIR UM FILME ITALIANO B COM ESSE NOME.
  3. DEPOIS DESSE FILME, JAMES CAMERON SE CASOU COM A PRODUTORA GALE ANNE HURD.
  4. A CENA DO TRUQUE DA FACA NÃO CONSTAVA NO ROTEIRO E FOI ACRESCENTADA COM O CONHECIMENTO DE TODOS MENOS DE BILL PAXTON CUJA MÃO É USADA POR HERINKSEN.
  5. O FILME APRESENTA O PRIMEIRO NOME DE RIPLEY, ELLEN, NÃO MENCIONADO NO PRIMEIRO FILME.
  6. OS GRITOS DOS ALIENS FORAM FEITOS COM GRITOS DE BALBUINOS MIXADOS.
  7. A RAINHA ALIEN ERA UM ANIMATRÔNICO OPERADO POR VARIOS FUNCIONARIOS DO ESTUDIO.
  8. EM UMA DAS CENAS EDITADAS  MOSTRAVA -SE UMA FOTO  DA FILHA DE RIPLEY. A FOTO ERA DA MÃE DA ATRIZ SIGOURNEY WEAVER.
  9. A RAINHA ALIEN TEM DENTES TRANSPARENTES, UMA DAS IDEIAS NOS ESBOÇOS DO ALIEN NO PRIMEIRO FILME ERA DE UMA CRIATURA DE CORPO TRANSPARENTE. TODOS OS ALIENS, NO ENTANTO, TEM DENTES METÁLICOS.
  10. O PERSONAGEM BURKE (PAUL REISER DO SERIADO DOS ANOS 90 “MAD ABOUT YOU” NÃO ESTAVA ORIGINALMENTE NO ROTEIRO. SUAS FALAS SERIAM DITAS POR UM CIENTISTA DA CORPORAÇÃO WAYLAND-YUTANI QUE NÃO EMBARCARIA NA NAVE DE RESGATE.

 

 

GLOBO DE OURO 2016 – OS VENCEDORES

CINEMA

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SYLVESTER STALLONE

Melhor Filme de Drama  O Regresso

Melhor Filme de Comédia  Perdido Em Marte

Melhor ator de Filme de Drama  Leonardo DiCaprio (O Regresso)

Melhor atriz de Filme de Drama   Brie Larson (O Quarto De Jack)

Melhor Atriz em Filme de Comédia   Jennifer Lawrence (Joy: O Nome Do Sucesso)

Melhor Ator em Filme de Comédia   Matt Damon (Perdido Em Marte)

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MATT DAMON

Melhor Diretor   Alejandro Gonzales Inarritu (O Regresso)

 Melhor Roteiro   Aaron Sorkin (Steve Jobs)

Melhor Canção Original  Sam Smith – Writing’s On The Wall (007 Contra Spectre)

Melhor Filme Estrangeiro   O Filho De Saul

Melhor Ator Coadjuvante    Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

Melhor Longa de Animação    Divertida Mente

Melhor Trilha Sonora Original  Os 8 Odiados (Ennio Morricone)

Melhor atriz coadjuvante em drama:  Kate Winslet (Steve Jobs)

TV

Melhor Série de Drama  Mr. Robot

Melhor série de comédia ou musical Mozart in the Jungle

MOZART JUN

GAEL CARCIA BERNAL, BERNADETTE PETERS & LOLA KIRKE

Melhor Atriz em Série de Drama  Taraji P. Henson (Empire)
Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV    Lady Gaga (American Horror Story: Hotel)
Melhor ator em Série de Comédia ou Musical   Gael Garcia Bernal (Mozart In The Jungle)
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:   Maura Tierney (The Affair)
Melhor atriz em série de musical ou comédia  Rachel Bloom (Crazy ex-girlfriend)
Melhor Minissérie ou Filme para TV Wolf Hall
Melhor ator em Minissérie ou Filme para TV   Oscar Isaac (Show Me A Hero)

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MAURA TIERNEY

Melhor ator em série dramática  John Hamm (Mad Men)
Melhor ator em Série, Minissérie ou Filme para TV  Christian Slater (Mr. Robot)

 

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 1º DE OUTUBRO

PERDIDO EM MARTE

PERDIDO EM MARTE

(The Martian) EUA 2015. Dir: Ridley Scott. Com Matt Damon, Jessica Chastain, Jeff Daniels, Chiwitel Eliojor, Sean Bean, Kristin Wigg. Ficção Cientifica. Com a recente declaração da NASA da descoberta de água em Marte, o novo filme de Ridley Scott ganha impulso diante do público. A história adaptada do livro de Andy Weir lembra a premissa do filme B “Robinson Crusoe em Marte” (Robinson Crusoe on Mars) de 1964 que trazia Adam West, o Batman da Tv, em situação semelhante: Um astronauta ilhado no planeta vermelho, tendo que sobreviver enquanto aguarda o resgate. Claro que guardam-se as devidas proporções, já que a história do filme de Ridley conta com um orçamento bem mais inflado e um super elenco para contar a história do astronauta Mark Watney, membro de uma expedição para Marte, deixado para trás e forçado a lutar árduamente pela sobrevivência até que uma missão de resgate o leve de volta. A obstinação e a criatividade deste para sobreviver em Marte reserva ótimas surpresas no roteiro que equilibra o embasamento científico da NASA com liberdades poéticas que estão lá para impulsionar a dramaticidade como a tempestade em Marte ou a rapidez com a qual Mark contata a Terra. Outras até guardam um grau de verossimilhança sem querem ser chato pois estamos falando de Hollywood. Ridley Scott demonstra maior desenvoltura com o roteiro de Drew Goddard, mais eficiente do que em “Prometheus”. Se não é uma obra prima, consegue ao menos ser uma eficiente aventura dentro do gênero que abraça.

VAI QUE COLA – O FILME

VAI QUE COLA FILME

Bra 2015. Dir: Cesar Rodrigues. Com Paulo Gustavo, Samantha Schmutz, Emiliano D’Avila, Catarina Abdala,Cacau Potassio, Fiorella Matheus  Comédia.

Adaptação da divertidísssima sitcom exibida na tv pelo Multishow. Valdomiro é um trambiqueiro de primeira que se refugia da policia na pensão da Dona Jo quando perde todo seu dinheiro em um golpe. Agora vê uma chance de reaver seu antigo status sendo que tem que levar toda a turma da pensão consigo. Paulo Gustavo é muito talentoso e engraçado e está cercado de um super elenco capaz de divertir na tela grande.

PERDIDOS NO PLANETA VERMELHO

Marte - o Planeta Vermelho

Marte – o Planeta Vermelho

Curiosa coincidência que a NASA tenha anunciado nesta segunda feira passada a comprovação de que há água em Marte, pouco antes da estreia do novo filme de Ridley Scott que nos levará ao quarto planeta da via Láctea. Antes que a ciência real o fizesse, a literatura e o cinema já haviam nos levado ao planeta que foi batizado com o nome do Deus Romano da guerra devido a sua coloração avermelhada feito sangue, resultado da predominância do óxido de ferro em sua superfície árida. Apesar de ser o segundo menor planeta do sistema solar, sua aproximação maior da Terra sempre atraiu a atenção de observadores e escritores cuja fértil imaginação o elegeram vilão de diversas histórias de ficção científica.

Ray Bradbury - pioneiro em Marte

Ray Bradbury – pioneiro em Marte

Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan, fez da superfície marciana um tipo diferente de selva para o herói John Carter em uma série de contos pulps a partir de 1912, milênios depois de egípcios e babilônios o observarem, e levando à publicação em 1917 de “A Princesa de Marte” (A Princess of Mars), primeiro de uma série. Foi o astrônomo grego Hiparco (190 a.c – 120 a.c) que fez observações mais racionais sobre o que chamou de errante, desprovido da religiosidade dos antigos. O planeta ainda despertaria uma vertente filosófica como o autor norte-americano Ray Bradbury (1920 – 2012) que publicou em 1950 o clássico “Crônicas Marcianas” (Martian Chronicles) , uma coletânea de contos sobre a colonização de Marte que, na década anterior,  já havia ganhado espaço em revistas de ficção científica. Quando Ray Bradbury os reuniu, conseguiu entrelaçar as histórias de formar a criar uma narrativa maior, concisa e de respeitável credibilidade, levando-se em conta que Bradbury o escreveu mais de dez anos antes que as primeiras sondas fossem enviadas â Marte. A primeira fotografia do planeta só ocorreu em 1965 quando os Americanos foram bem sucedidos ao enviar a Mariner 4. Aos poucos a ciência conseguia desmistificar vários ditos sobre nosso planeta vizinho, inclusive a existência de canais percebida por observações rudimentares feitas ainda no século XIX pelo italiano Giovanni Schiaparelli, e perpetuado pelo norte-americano Percival Lowell que buscou indícios de vida no planeta. Até mesmo o brilhante inventor russo Nikolas Tesla, em 1902, acreditava ter interceptado sinais de rádio que supostamente viriam de Marte para … os Estados Unidos.

Robinson Crusoe em Marte

Robinson Crusoe em Marte

Se na vida real, o que se sabia de fato engatinhava lentamente, na mentalidade comum a ideia de marcianos visitando a Terra crescia em tons paranoicos acentuados pela transmissão radiofônica de H.G.Wells que adaptou o livro “A Guerra dos Mundos” (The War of The Worlds) durante o Halloween de 1938. O cinema absorveu a paranoia através de incontáveis filmes B como “Invasores de Marte” (Invaders From Mars) de 1953 e “O Dia Que Marte Invadiu a Terra” (The Day Mars Invaded Earth) de 1963. Todos procuravam nos homenzinhos verdes um reflexo dos preconceitos Macartistas que se espalharam na America durante o período da guerra fria. Na literatura, contudo, as mentes dos autores buscavam mais do que simplesmente retratar visões maniqueístas e se aprofundaram em parábolas mais elaboradas da natureza humana como “Uma Sombra Passou Por Aqui” (The Illustrated Man) também de Ray Bradbury, “As Cavernas de Marte” The Caves of Mars) de Isaac Azimov que usou o pseudônimo de Paul French ou “ As Areias de Marte” (The Sands of Mars) de Arthur C. Clarke, todos publicados em 1951. O cinema absorveu o primeiro e o adaptou em 1969 com Rod Steiger e Claire Bloom.

MIssão Marte

MIssão Marte

Muito antes do filme estrelado por Matt Damon, Adam West (o Batman da TV) já viveu um náufrago espacial em “Robinson Crusoé em Marte” (Robinson Crusoe on Mars) de 1964, dirigido por Byron Haskin que teria ganhado uma sequência se tivesse sido bem sucedido na bilheteria. A essa altura , a cultura pop já havia abraçado nossos vizinhos e lhes conferido o título de malvados favoritos da ficção científica. Os desenhos da Warner criaram a figura de Marvin Martian, um baixinho conquistador em trajes romanos que co-estrelava desenhos ao lado do coelho Pernalonga e do Patolino. A Tv buscou na peça de teatro “Visit to a Small Planet”, do dramaturgo e jornalista Gore Vidal para inspiração e criou-se a sitcom “Meu Marciano Favorito” (My Favorite Martian) de 1965, com Ray Walston vivendo um visitante de Marte que se faz passar pelo tio de um repórter vivido por Bill Bixby. Em 1998, a Disney preparou uma refilmagem com Christopher Lloyd e Jeff Daniels.

Marvin Martian

Marvin Martian

De tempos em tempos, os olhos se voltam para os mistérios de Marte como a face esculpida em solo marciano inicialmente descoberta pela sonda Viking em 1976 que ganhou as manchetes dos jornais e estimulou ainda mais as discussões de vida no planeta. Em 2000, dois filmes retomaram o interesse dos estúdios pelo nosso vizinho em “Missão Marte” (Mission to Mars) da Disney, estrelado por Tim Robbins, Gary Sinise e Don Cheadle e “Planeta Vermelho” (Red Planet) da Warner, estrelado por Val Kilmer e Carrie Ann Moss. Até mesmo Tim Burton brincou com o assunto na parodia de 1996 “Marte Ataca”com Jack Nicholson e Michael J. Fox baseado em uma série de figurinhas de ação. Ainda mais recentemente tivemos a adaptação de John Carter pelos estúdios Disney, um fracasso de bilheteria. Com Matt Damon nos levando a revisitar o planeta vermelho, voltamos a nos questionar se de fato existe vida inteligente em Marte, ou se é apenas a nossa vã filosofia procurando no firmamento algo acima de nossa existência vazia, mas que em nossa imaginação vai muito além do que nossos olhos conseguem enxergar.