ENPE – PROGRAMA 8 : PLANETA DOS MACACOS

AMIGOS DO BLOG, JÁ CHEGOU MAIS UM PROGRAMA DOS AMIGOS LEONARDO BUSSADORI & ROOSEVELT GARCIA DO “ENPE” (E NO PRÓXIMO EPÍSODIO). CADA PROGRAMA SUPERA O ANTERIOR PELA DIVERSÃO, O CLIMA DESCONTRAÍDO COM O QUAL ELES RELEMBRAM ANTIGAS SÉRIES E DESENHOS DE TV. DESTA VEZ O TEMA DO PROGRAMA É O “PLANETA DOS MACACOS”, A FANTÁSTICA OBRA LITERÁRIA DE PIERRE BOULLE QUE DESDE 1968 NUNCA FOI ESQUECIDO POR HOLLYWOOD. AL´´EM DE DOS 5 FILMES ORIGINAIS, JÁ TEVE UMA MÁ SUCEDIDA REFILMAGEM FEITA POR TIM BURTON E UMA NOVA FRANQUIA QUE JÁ SE ANUNCIA PARA 2017 UM NOVO FILME QUE SERÁ ENTITULADO “WAR OF THE PLANET OF THE APES” (PLANETA DOS MACACOS – A GUERRA). OS AMIGOS ROOSEVELT & LEONARDO RELEMBRAM A SÉRIE DE TV E O DESENHO ANIMADO DA DÉCADA DE 70 QUE NO BRASIL FORAM EXIBIDAS COM RELATIVO SUCESSO NA TV GLOBO, EMBORA NO SEU PAÍS DE ORIGEM AMBAS TENHAM TIDO VIDA CURTA. A HISTÓRIA DESSES BASTIDORES ELES CONTAM AQUI NO PROGRAMA. ASSISTAM.

Anúncios

CLÁSSICO REVISITADO : 0S 30 ANOS DE “A HORA DO ESPANTO”

fright_night_1_poster_01

Sempre fui um grande fã de filmes de vampiros, um entre milhões que tiveram o prazer de assistir na TV os clássicos da Hammer estrelados pelo saudoso Christopher Lee. Contudo, em 1985, já com 16 anos, a figura do vampiro já estava muito desgastada. O público abraçara os serial-killers indestrutíveis tipo Michael Myers e Jason promovendo um pastiche de sangue com adolescentes incautos. Provando o clichê de que vampiros voltam à vida, estes ganharam uma nova chance nas telas quando o diretor e roteirista Tom Holland lançou em Agosto de 1985 (nos Estados Unidos) o filme “A Hora do Espanto” (Fright Night) que prometia em seu poster que teríamos bons motivos para se ter medo doe escuro. A promessa foi mantida.

O filme contava a história de Charley Brewster, um adolescente como outro qualquer, doido para arrastar sua namorada para a cama, a bela Amy Peterson (Amanda Bearse). A vida de Charley vira literalmente um inferno quando começa a vigiar os hábitos estranhos de seu novo vizinho, tal qual uma versão juvenil de James Stewart do clássico “A Janela Indiscreta”, sendo que o que Charley descobre inadvertidamente é que seu vizinho, Jerry Dandridge (Chris Saradon) é um vampiro com centenas de anos de idade. Ninguém acredita nela, nem a polícia, sua mãe, Amy ou o amigo freak “Evil Ed” (Stephen Geoffreys) que, a princípio, aceita ajudar Charley mesmo assim em troca de algum dinheiro. As sucessivas e mal-sucedidas tentativas de expor Jerry colocam Charley em risco de vida e, por isso, sua única esperança acaba sendo pedir ajuda a um especialista no assunto, o notório caçador de vampiros Peter Vincent (Roddy McDowall) que não passa de um ator solitário já de certa idade que perdeu o emprego na Tv porque o público prefere alienígenas e monstros do espaço do que vampiros. O filme ganha assim uma irônica metalinguagem mostrando Peter como nada além de um descrente ator que fez de seu personagem um meio de vida que agora foi posto de lado pela modernidade. Lógico que o que se segue é um embate entre o bem e o mal, com Peter Vincent ganhando uma segunda chance, agora letalmente real, de provar seu valor.

A dança dos Vampiros

A dança dos Vampiros

A produção da Columbia custou em torno de 6 milhões de dólares, rendendo muito mais e superando a expectativa de todos já que o estúdio também produzia na época “A Hora do Pesadelo 2 – a Vingança de Freddy”, que recebia bem mais atenção mas que não chegou à metade do que “A Hora do espanto” lucrou. O filme brinca com os clichês do gênero sempre com a intenção de prestar uma homenagem, de recuperar o prestígio deste criando uma aventura movimentada, focada no público jovem. O trio Charley-Amy-Evil Ed assume o papel da geração dos anos 80 mais descrente, cínica, descobrindo que para tudo funcionar, é preciso acreditar, que a fé seja verdadeira como alerta Jerry ao confrontar seus adversários. Peter Vincent é um show do veterano ator Roddy McDowall (1928 – 1998), uma homenagem aos ícones Peter Cushing (curiosamente ex interprete de Van Helsing) e Vincent Price. Apesar de reciclar os elementos das histórias de vampiros (o medo da cruz, a entrada na casa só quando convidado, a vulnerabilidade à luz do sol), o filme adiciona novos elementos à luz da década em que foi produzido: Jerry Dandridge deixa escapar sau bissexualidade e ironiza os humanos ao descer a escadaria de sua mansão assobiando o clássico de Frank Sinatra “Strangers in the Night”, a trilha sonora é recheada de músicas pop defendidas por bandas da época, que se mesclam à ação e o clima soturno de um subúrbio norte-americano como outro qualquer em que o inusitado deixa as sombras para materializar os arquétipos de morte e sexo, como na sequência em que Jerry dança com Amy na discoteca ao som de “Give it up” de Everlyn “Champagne” KIng. A maquiagem foi primorosa e inovadora realizada por Richard Edlund, o mesmo responsável por “Os Caça Fantsmas”

A-Hora-do-Espanto-1985-1

Lançado no Brasil somente em Maio de 1986, ” Hora do espanto” guarda um fato curioso causado pelo seu enorme sucesso. A distribuidora batizou diversos filmes de terror como “A Hora de …” (A Hora dos Mortos Vivos, A Hora do Pesadelo, A Hora da Zona Morta”, filmes sem nenhuma conexão entre si mas batizados por aqui como exemplares da “ESPANTOMANIA”. O filme gerou uma sequência (A Hora do espanto 2 -de 1989) além de uma recente refilmagem, esta dispensável. Curiosamente, no mesmo ano que “A Hora do espanto”, a ariz Amanda Bearse trabalhou ao lado de Stephen Geofrreys em “Férias da Pesada” (Fraternity Vacation) e logo depois, entrou para o elenco da longeva sitcom “Married With Children”, que ficou no ar por mais de 10 anos. Nada mal para um filme despretensioso mas que figura tranquilamenbte em qualquer lista de melhores do gênero. Ao menos em minha lista. “So cool, Brewster!!”.