GRANDE ESTREIA: TURMA DA MÔNICA LAÇOS

     turma-da-monica-lacos-divulgacao_widelg.jpg            Era dezembro de 1976; e lembro muito bem que, aos 7 anos, foi marcante ver Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali falando pela primeira vez no curta “Natal da Turma da Mônica”, exibido nos comerciais de Tv com patrocínio da CICA, empresa de conservas alimentícias já extinta. Imagine então o impacto hoje, mais de 40 anos depois, de ver os maravilhosos personagens criados por Maurício de Souza vividos pelos atores mirins Giulia Benitte, Kevin Vechiatto, Gabriel Moreira e Laura Rauseo no filme de Daniel Rezende “Turma da Mônica: Laços”, produzido por Fernando Fraiha e Bianca Villar responsáveis por “Os Homens São de Marte… e É Para Lá que Eu Vou” (2014) e “Divinas Divas” (2017).

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                O roteiro de Thiago Dottori explora a exata sensação de nos fazer sentir no fictício bairro do Limoeiro, das páginas das hqs originais, e consegue despertar a criança interior de todos que, como eu, há décadas acompanhamos os planos infalíveis do Cebolinha, as invenções malucas do Franjinha e aquelas inocentes confusões envolvendo a dentuça brigona, a menina gulosa e todo um elenco de personagens cativantes. A história do filme é uma adaptação da hq homônima, publicada em 2012, escrito e desenhado por Victor & Lu Cafaggi, como parte de uma série de álbuns (Graphic MSP) dedicados à releitura do universo de Mauricio de Souza. A história dos irmãos Cafaggi foi premiada com o 26º Troféu HQ Mix e ganhou uma sequência três anos depois intitulada “Turma da Mônica – Lições”, sendo esta uma possível sequência nas telas em breve.

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               A história de “Laços” gira em torno do sumiço do Floquinho, o cão do Cebolinha, que reúne sua turma para procurá-lo, encontrando um grupo rival. O título da obra salta aos olhos pelo foco na amizade que une o quarteto, lembra à primeira vista histórias como “Conta Comigo” e “Goonies”, mas tem personalidade própria graças ao encanto imbuído nesses personagens desde sua criação em 1959,  a princípio nas tirinhas de jornal, e depois em uma revista em quadrinhos. O cão Bidu, inspirado no animal de estimação de Maurício, foi seu primeiro personagem, seguido de Franjinha, Horácio, Astronauta e outros. Cebolinha, o menino que troca o “R” pelo “L” estreou como coadjuvante do Franjinha, baseado em um dos amigos de infância do autor, ainda na fase das tirinhas de jornal publicado na “Folha da Manhã”, publicação onde Maurício iniciou sua carreira como repórter policial. Cebolinha foi durante um tempo o principal personagem das histórias até perder o posto para a Mônica, criada em 1963, e inspirada em uma de suas filhas. Cascão surgiu em 1961 inspirado no amigo de um irmão de Maurício, e Magali, apaixonada por Melancias, aparece em 1964 também baseada em uma de suas filhas. A partir de 1970, as revistas da turma passaram a ser publicadas pela Editora Abril, em parceria com seu próprio estúdio, competindo com vários personagens estrangeiros, principalmente os da Disney, pela atenção do público infantil. Na segunda metade dos anos 80, a Editora Globo deu continuidade às publicações que já havia se diversificado em vários títulos, sendo que a Magali só ganharia seu título próprio em 1989, começando com um concurso aberto aos leitores para batizar o gato angorá da adorável comilona, que veio a ser Mingau. Na Editora Globo, os títulos dos Estúdios Maurício de Souza ampliaram ainda mais a linha editorial com almanaques e especiais editados até 2007, quando a Panini tornou-se a nova casa desses queridos personagens vindo ainda a ganhar uma versão mangá, a “Turma da Monica Jovem” com versões mais velhas da turminha.

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             Na década de 80 Mônica e seus amigos invadiram as telas do cinema pela primeira vez no longa animado “As Aventuras da Turma da Mônica” de 1982 reunindo quatro histórias apresentadas pelo nosso Walt Disney brasileiro, alcançando a impressionante marca de mais de um milhão de espectadores. Dois anos depois, a turma estreia nas telas uma história de 90 minutos intitulada “A Princesa & O Robô”, com claras referências a Star Wars, ao levar a turminha para um planeta cenoura onde enfrentam Lorde Coelhão, versão infantil de Darth Vader saído dos doces sonhos de quem correu pelo bairro do Limoeiro, um universo próprio habitado pela inocência e pela diversão, de onde também temos o alucinado Louco, personagem de Rodrigo Santoro que rouba a cena no filme “Laços”, mas que não aparece na história original dos irmãos Cafaggi. O filme tem até uma rápida aparição do próprio Maurício, tal qual Stan Lee nos filmes da Marvel, e que fará a alegria de muitos marmanjos como eu, rever esse gênio que marcou a infância de várias gerações, além de nos presentear com Chico Bento, Turma do Penadinho, Piteco, Horácio, Pelezinho entre outros tantos.  É inevitável criar nossos laços não somente com o filme, mas com cerca de 60 anos de doces lembranças “fluto de uma adolável memólia afetiva”, como diria Cebolinha, fazendo rir e emocionando a todos.

(DEDICO ESSE ARTIGO A RUBENS EWALD FILHO QUE FOI INSPIRAÇÃO, MENTOR E MEU AMIGO PESSOAL. OBRIGADO POR ACREDITAR SEMPRE EM MIM.)

ESTREIAS DA SEMANA : 18 DE AGOSTO

BEN HUR

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(Ben Hur) EUA 2016. Dir: Timur Bekmamtov. Com Jack Houston, Toby Kebell, Rodrigo Santoro, Morgan Freeman, Ayelet Zurer, Épico.

Há algum tempo atrás eu julgava virtualmente impossível que alguém ousaria refilmar a história do livro de Lew Wallace, publicado em 1880, e que já gerou outras versões, sendo esta a quarta e, a mais famosa a de 1959 dirigida por William Wyler, com Charlton Heston e Stephen Boyd nos papéis agora defendidos, respectivamente por Jack Houston (neto do diretor John Houston dando prosseguimento a uma dinastia nas telas) e o insosso Toby Kebell como Messala. A presença de Morgan Freeman como o Sheik Ildrim parece funcionar de forma a dar credibilidade maior a uma empreitada como essa: Refilmar um clássico da antiga Hollywood, para plateias mais voltadas para os filmes de super herois em um mundo em que a tecnologia parece ter se tornada a nova religião, longe dos valores de irmandade, perdão e cristiandade que formam a narrativa do filme. O diretor desenvolveu sua carreira em filmes como “O Procurado” (2008) e “Abbraham Lincoln – Caçador de Vampiros” (2013) onde a ação era o fio condutor das tramas. Em “Ben Hur”, há ação mas diluída por trás de uma mensagem de que a vingança nada traz a não ser a dor. A história para quem não conhece remonta o periodo entre o nascimento e a crucificação de Jesus Cristo (nosso talentoso Rodrigo Santoro) quando o príncipe Judá Ben Hur (Houston) é traído por seu irmão adotivo (no livro são apenas amigos) e condenado a ser escravo em Roma, destituido de sua fortuna e afastado de sua família. Judá sobrevive a todos as aflições e humilhações com o obetivo de voltar para se vingar. O filme de 1959 foi um campeão de Oscars (11) e trazia uma sequência final eletrizante com a corrida de quadrigas, que o público que jpa viu inevitavelmente comparará com o atual.

QUANDO AS LUZES SE APAGAM

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(Lights Out) EUA 2016. Dir: David F. Sandberg. Com Teresa Palmer, Alicia Vela-Bailey, Emily Alyn- Lind, Lotta Losten.  Terror.

Dirigido e roteirizado por David F.Sandberg adaptando um curta que o próprio realizou em 2013. O filme gira em torno de uma mulher e seu irmão que tem um medo enorme do escuro e passam a enxergar o fantasma de uma garotinha. Lotta Losten que foi a protagonista do curta aparece aqui em uma ponta.

EM FILMAGEM : BEN HUR

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Esta imagem de nosso querido Rodrigo Santoro como Jesus Cristo é uma das primeiras imagens da refilmagem do clássico “BEN HUR” de 1959. Esta nova versão , a terceira, a adaptar o romance de Lew Wallace, está prevista para lançamento em 2016 e terá a direção do russo Timur Bekmambetov , o mesmo de “O Procurado” (2008) e “Abbaham Lincon – Caçador de Vampiros” (2012).