GRANDE ESTREIA: HAN SOLO UMA HISTÓRIA DE STAR WARS

          Na década de 80 Harrisson Ford reinou nas telas como herói de ação fosse manejando o chicote de Indiana Jones ou pilotando a Millenium Falcon em Star Wars. Seu personagem nesta novela espacial é um contrabandista simpático e hábil com sua pistola laser, buscando lucro e diversão, com um sorriso de cafajeste estampado no rosto tal qual um Errol Flynn das estrelas. Ao longo da história virou comandante da rebelião, conquistou o coração de uma princesa e tornou-se um dos maiores heróis do cinema.  Com a franquia revitalizada pela Disney, sai de cena Harrisson Ford, de 76 anos, e Han Solo ganha o rosto do californiano Alden Ehrenreich, de 29 anos. Nomes como Ansel Elgort, Aaron Taylor-Johnson, Scott Eastwood, Rami Malek e Logan Lerman, entre outros, chegaram a ser cogitados para o papel nesse segundo derivado de Star Wars ( sendo o primeiro o bem sucedido “Rogue One”) que chega aos cinemas 35 anos depois do episódio VI “O Retorno de Jedi”.

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         A Disney foi hábil em não revelar os detalhes da história com os trailers divulgados. Sabe-se que a história se passa dez anos antes dos eventos do episódio IV “Uma Nova Esperança, e que o roteiro de Lawrence Kasdan (pela quarta vez escrevendo um episódio da saga) e seu filho Jonathan Kasdan explorarão os primeiros passos do personagem em uma vida de aventuras, o início de sua lealdade com o wokkie Chewbacca (Joonas Suotamo no lugar de Peter Mayhew) e seu encontro com o jogador Lando Calrissian (Donald Glover no lugar de Billy Dee Williams). No qual adquirirá a nave Millenium Falcon. Entre os personagens novos temos Woody Harrelson como Tobias Beckett (o mentor de Solo, papel que foi inicialmente pensado para Christian Bale); Emília Clarke (a Daenerys de “Game of Thrones” ) como Qi’Ra o principal papel feminino e interesse romântico do herói; Thandie Newton (Westworld) como Val, parceira de Tobias Beckett; além de Paul Bettany (o Visão dos Vingadores) como o vilanesco Drydes Vos, um gangster espacial. O elenco ainda tem nomes famosos como Jon Favreau (diretor dos dois primeiros “Homem de Ferro”), e Warwick Davis reunindo-se com o diretor Ron Howard com quem trabalho há mais de 30 anos em “Willow”. Será, no entanto, o primeiro filme da franquia que não terá os personagens droids R2D2 e C3PO, que sempre foram parte essencial dos eventos desdobrados nesta galáxia fictícia imaginada por George Lucas.

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         Han Solo é um dos personagens mais amados na saga “Star Wars”, tendo sido eleito 14º entre os 50 maiores heróis do cinema pelo AFI (American Film Institute), e já protagonizou aventuras individuais no universo estendido dos livros e hqs que já eram publicados antes que a Disney comprassem a LucasFilms. Essas histórias passaram a ser chamadas de “Lendas” e, portanto, desconsideradas do que seria oficial, deixando a Disney livre para criar novas histórias, como está fazendo com os novos filmes. Ainda houve o curta “Han Solo – A Smuggler’s Life” (2016) com Jaime Costa no papel central, realizado pelo fã Keith Allen, e que está disponível pelo You Tube, usando a mesma ideia de explorar a juventude de Solo. O filme centrado em Han Solo, que chega agora aos cinemas, começou a ser filmado ano passado por Phil Lord e Christopher Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012) e “Uma Aventura Lego” (2014). A dupla deixou a Disney insatisfeita ao conduzir as filmagens na base de muito improviso e imprimindo um resultado mais próximo de “Guardiões da Galáxia” (2014) do que da saga criada por George Lucas nos anos 70. Devido a essas diferenças criativas, Lord e Miller foram substituídos por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, Código Da Vinci, Rush no limite da Emoção), primeiro diretor oscarizado a assumir um título da franquia. Curiosamente, Howard atuou no segundo filme de George Lucas (American Graffitte, de 1973), e dirigiu para ele “Willow na Terra da Magia” (1988). O destino parece ter conspirado a favor já que Ron Howard havia sido um dos nomes cotados para assumir a direção do episódio I “A Ameaça Fantasma” em 1999. Quando assumiu o derivado, o diretor refilmou grande parte do material já feito, mais de 80% segundo divulgado o site imdb. A trilha sonora de John Powell (quadrilogia Jason Bourne e animações como “Era do Gelo” e “Como Treinar seu Dragão”) recebeu a colaboração do mestre John Williams, compositor da trilha original, em uma das faixas buscando se conectar com o espírito dos episódios anteriores. O filme mal chega às telas e já se fala em um filme estrelado por Obi Wan Kenobi, e rumores ainda apontam uma sequência para as aventuras do jovem Solo, direcionando o personagem até o momento em que este encontra Luke e Obi Wan na cantina mostrada no episódio IV.

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            O encanto dessa história tem renovado seu público ao longo das últimas 3 décadas, e se mantido como um dos maiores expoentes da cultura pop ocidental, desde que Lucas (este completou 74 anos em 14 de Maio) sonhou com essa galáxia muito, muito distante onde a força continua a despertar.

 

ESTREIAS DA SEMANA : 13 DE OUTUBRO

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(Inferno) EUA 2016. Dir: Ron Howard. Com Tom Hanks, Felicity Jones, Ben Foster, Omar Sy, Irrfan Khan.

Suspense. Foi o quarto livro de Dan Brown (Código DaVinci, Anjos & Demônios) e o terceiro filme a trazer de volta o Professor Robert Langdon (Hanks) especialista em simbiologia que depois de sofrer um atentado contra sua vida se vê envolvido na investigação de um mistério que remonta o clássico “Inferno” de Dante. O vilão da história é um milionário que pretende liberar um virus mortal na atmosfera capaz de matar toda a população humana, já que ele acredita que assim resolverá o problema de superpopulação do mundo. O diretor Ron Howard (repetindo a parceria com Hanks desde “O Código DVinci” ) realiza um filme movimentado, como aliás já é a narrativa de Brown nos livros, bem cinematográfica, frenética, criando uma trama envolvente a medida que passeiam pela tela imagens belíssimas de Florença e Veneza, na Itália. Agrada aos fãs da narrativa conspiratória dos livros de Brown como também aqueles que buscam um bom filme de suspense, nesse caso com bom elenco coadjuvante e ritmo de montanha-russa. Depois é só aguardar “O Símbolo Perdido”.

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Bra 2016. Dir: Clovis Vieira. Com Bernardo Dugin, Renata Sayuri, Fernando Peron, Sabrina Petraglia, Mario Cardoso. Drama

Jovem espírita vai escrever livro mas precisa antes ajuda no resgaste de espíritos do purgatório. Filme espírita voltado aos adeptos da doutrina. O filme é adaptado do livro homônimo psicografado por Irene Pacheco Machado.

 

ESTREIA : NO CORAÇÃO DO MAR

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NO CORAÇÃO DO MAR (IN THE HEART OF THE SEA) EUA 2015. DIR: RON HOWARD, COM CHRIS HEWSWORTH, BENJAMIM WALKER, TOM HOLLAND, BEN WINSHAW.  

Todo mundo conhece a história do capitão com perna de pau que atravessa os mares a caça de uma gigantesca baleia branca. O que muitos não sabem é que o livro em questão, um clássico da literatura mundial escrito por Herman Melville (1819 -1891), foi inspirado em fatos reais: O naufragio do navio Essex nos idos de 1820, depois de ter encontrado uma enorme baleia. “No Coração do Mar” (In the Heart of the Sea) de Ron Howard adapta o livro homônimo escrito por Nathaniel Philbrick que narra o fato por trás da ficção, logo não espere ver a mesma história, não há Ahab nem Ismael mas logo no começo do filme você verá o próprio Melville, interpretado por Ben Whishaw (o Q de “007 contra Spectre”) entrevistando Thomas Nickerson, o último sobrevivente do Essex,  (Brendan Gleeson) para colher dados para o livro que viria a ser “Moby Dick”. Passado o prólogo, o filme nos conduz à história verídica do navio e seus três personagens principais: O Capitão George Pollard (Benjamim Walker de “Abbraham Lincon Caçador de Vampiros”), Owen Chase (Chris Hemsworth de “Thor”) e o próprio Nickerson (Tom Holland, o futuro Homem Aranha) que faz o papel de narrador da história.

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O roteirista Charles Leavitt (o mesmo de “Diamantes de Sangue”) e o diretor Ron Howard (“O Código DaVinci” e “Rush – No Limite da Emoção”) não fazem da enorme cachalote branca a protagonista, mas sim a luta pela própria sobrevivência no mar, onde não apenas a baleia como as intempéries do meio guiam os rumos dos personagens. Tanto este quanto a obra literária de Melville fazem  da baleia a expressão personificada da própria natureza humana, suas ambições, suas obsessões e sua fragilidade diante da hostilidade do meio e das limitações impostas por este. Enfim, um curioso estudo que faz deste não um filme de ação, nem uma aventura, mas a possibilidade de observar o que nos faz animais, seja a gigantesca baleia ou a nossa postura diante de um destino implacavel.

Na próxima postagem vou trazer curiosidades a respeito da obra de Melville, aguardem.