ESTREIA ESPECIAL: BLADE RUNNER 2049

Se imaginássemos que daqui  a dois anos as grandes cidades se tornariam extremamente populosas, com a poluição se alastrando por entre imensos prédios castigados por constante chuva, insuficientes no entanto para lavar a sujeira física e moral desta realidade depreciativa. Se você ainda se pergunta se o homem é realmente a imagem e semelhança de Deus, então o que dizer de sofisticados androides dotados de inteligência artificial buscando o sentido da vida ? Se quiser descobrir o que há nisso tudo, bem vindo ao mundo de “Blade Runner”.

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Agente K (Ryan Gosling) & Deckard (Harrison Ford)

     Quando lançado em 1982 o filme não causou nenhum furor imediato aos intrigantes questionamentos da história, em que humanos e replicantes estão mergulhados na filosofia Nietzschiniana em que ao olhar para o abismo, este olha de volta para você. Na verdade, a bilheteria da época não correspondeu ao investimento estimado então em torno de US$28,000,000 e o status cult do filme surgiu ao longo dos anos que se seguiram. O público digeriu devagar as implicações desta perceptível dicotomia entre o velho e o moderno, o humano e o inumano, a vida e a morte. Já sua atmosfera distópica remete ao pesadelo orwelliano misturada à fotografia noir que faz de Rick Deckard (Harrisson Ford) herdeiro futurista dos detetives amorais e cafajestes inspirados na literatura de Raymond Chandler e Dashiel Hammet. A personagem Rachael (Sean Young) representa a sedução gélida e fatal das femme fatales e pivô de uma tensão que se estende para além da aparentemente rotineira investigação de Deckard.

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O Filme de 1982

      O roteiro de Hampton Fancher, reescrito por David Webb Peoples, adapta o romance “Do Androids dream of electric sheep?” do escritor americano Philip K.Dick publicado pela primeira vez em 1968. O filme toma o livro apenas na superfície se concentrando na caçada aos androides fugitivos, que nunca são chamados de replicantes pelo autor. O termo foi sugerido em uma conversa entre o roteirista David Peoples e sua filha que comentara com o pai sobre a capacidade replicante das células clonadas. O livro também toca na extinção dos animais e a ação se desenvolve em uma São Francisco pós apocalíptica em vez da Los Angeles mostrada no filme. O livro mostra a Terra como um planeta sendo evacuado em favor de colônias em outros planetas como Marte e os humanos que ainda residem no planeta seguem uma religião chamada Mercerismo, em que seus membros compartilham habilidades telepáticas, o que não é sequer mencionado no filme.

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Philip K. Dick – O Autor

      O filme veio a ser dirigido por Ridley Scott que foi demitido ao longo das filmagens, e depois readmitido devido a conflitos com os produtores do filme. Também tornou-se notório as constantes desavenças entre o diretor e Harrisson Ford. Este durante muitos anos se recusou a falar do filme em suas entrevistas, e dizia recusar qualquer possibilidade de voltar ao papel, o que acabou eventualmente fazendo este ano. Ford teria gravado a narração em off, não prevista no roteiro original extremamente contrariado, forçado pelos produtores que acharam o filme incompreensível no corte original. Anos depois, dois funcionários da Warner teriam encontrado um arquivo considerado perdido, sem a narração em off e com uma montagem que se achou fosse a pretendida por Ridley Scott. Esta suposta versão original chegou a ser lançada em 1989, mas Scott disse que não era assim que ele pretendia fazer e em 2007 o estúdio fez as pazes com o diretor permitindo que este remontasse o filme como inicialmente pensado, gerando o “Final Cut” e dividindo os fãs com três versões diferentes do clássico.  Curiosamente, muitos acreditaram que o filme carregava uma espécie de maldição pois empresas como a RCA e a Atari, cujos logos são usados no filme faliram tempos depois.

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         O monologo final de Rutge Hauer (escolhido para o papel de Roy Beatty sem que Ridley Scott o tivesse entrevistado para o papel) foi improvisado pelo ator e a cena previa a principio haveria uma luta entre Roy e Deckard em vez de apenas uma perseguição na chuva. A beleza das palavras “Todos aqueles momentos estarão logo perdidos como lágrimas na chuva” cria um efeito de espelho distorcido entre caça e caçador, homem e replicante (apesar das constantes interpretações de que Deckard seria um replicante também), onde orgânico e inorgânico procuram pelas mesmas perguntas: Quanto tempo ainda temos? Por que existimos? Podemos prolongar nossa vida? Qual o sentido da vida? Uma relação Frankensteniana elevada a uma constrangedora dimensão que nos faz nos perceber de forma diferente. Assim o autor confronta nossa humanidade falha, corrupta, ambiciosa e inconsequente. O novo filme que chega a nossas telas promete prosseguir com as divagações, explorar os mistérios do filme original que reflete para 2019 a insistente e inquietante pergunta que procura saber se realmente somos meras máquinas orgânicas ou uma obra de inspiração divina, sonhando com ovelhas elétricas em nossa vã filosofia.

TRAILLER: BLADE RUNNER 2049

A previsão de estreia é 5 de outubro desse ano. Dennis Villeneuve (A Chegada) dirige e Ridley Scott produz a aguardada sequência do cult “Blade Runner” trazendo Harrison Ford novamente no papel de Rick Deckard. Os eventos se desenrolam 30 anos depois do filme original. A sinopse oficial diz : “30 anos após os eventos do primeiro filme, um novo blade runner, policial de Los Angeles K (Ryan Gosling) desenterra um segredo há muito enterrado que tem o potencial de levar o que resta da sociedade para o caos. A descoberta de K o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-policial que está desaparecido há 30 anos”.

CRÍTICA : LA LA LAND CANTANDO ESTAÇÕES

              Todos sabemos das atribulações da vida, e de como muitas vezes parece até criminoso ter um sonho que se quer realizar, mesmo quando a realidade ao nosso redor parece dizer “Não”. Alguns filmes tem essa capacidade de inspirar nosso espírito a continuar a acreditar no que nosso coração diz. É para quem busca essa mensagem que “La La Land – Cantando Estações” se transforma em uma agradável experiência cinematográfica.

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            Confesso que quando o assistir, tentei esquecer da avalanche de prêmios recebida desde que o filme foi exibido pela primeira vez em agosto do ano passado no Festival de Veneza, passando pelo Golden Globe, SAG Awards, Bafta e em breve o Oscar. Os superlativos quase sempre impedem a construção de uma visão mais imparcial e o filme de Damien Chazelle tem o desafio de se dirigir a uma geração para a qual o musical é de difícil apreciação. Apesar de não ser o melhor do gênero, o filme de Chazelle consegue cumprir sua missão: entreter e arrancar de nós a vontade de crer que nossas vidas podem ser algo mais além do mundano. O filme tem outros atrativos, no entanto: Serve de um divertido cartão postal de Los Angeles, como um tour por lugares icônicos para a história de Hollywood. Em dado momento, Mia (Emma Stone) está conversando com Sebastian (Ryan Gosling) quando ela aponta para um prédio e revela “foi naquela janela que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman” filmaram uma cena em Casablanca”. Em outro momento, o casal faz uma romântica visita ao planetário do Griffith Observatory (recriado em estudio, apesar das tomadas reais do exterior), o mesmo onde se passa parte da ação de “Juventude Transviada”, clássico de James Dean.

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               Mia abandonou a faculdade  e quer ser atriz enquanto Sebastian alimenta o sonho de ter um clube para tocar jazz, sendo ele um excelente pianista clássico, que possui um banquinho que – como o próprio afirma – pertenceu a Hoagy Charmichael grande nome do jazz. Ryan Gosling passou seis semanas aprendendo a tocar piano, conseguindo arrancar elogios do cantor e compositor John Legend, que aparece no filme como guitarrista da banda de Sebastian. O filme é cheio de referências, prato cheio para os que as reconhecerem a medida que a história segue o passar dos meses, representado pelas estações do ano.

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              As coreografias são dignas de elogio a começar pelo numero que abre o filme gravado sob um sol de 42ºC na auto-estrada de Los Angeles. O diretor se posicionou embaixo de alguns carros para dar instruções aos dançarinos e abre o filme mostrando que apesar dos constantes engarrafamentos da cidade, esta ainda pode inflamar o espírito e nos convencer ao ver a encantadora Emma Stone e o carismático Ryan Gosling dançando no alto de uma colina tendo os céus como cenário natural. Não perca seu tempo comparando “La La Land” aos musicais clássicos que homenageia. Tudo bem que Gosling e Stone não são Gene Kelly e Cyd Charisse e nem precisam. O cinema mudou, as plateias mudaram e os ícones serão sempre sagrados, exemplos a serem seguidos, a inspirarem jovens atores a fazer algo como Chazelle se arriscou. O roteiro é dele e foi escrito em 2010, antes mesmo dele dirigir “Whiplash – Em Busca de Perfeição” (2014) que curiosamente trazia no elenco J.K.Simmons que em “La La Land” faz o patrão descontente de Sebasitian.

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            Voltando aos recordes de premiações e indicações (14 para o vindouro Oscar), o filme faz juz a estas por justamente se propor de forma honesta a homenagear a arte cinematográfica, as belos pontos turisticos de Los Angeles, e a apostar na simplicidade de uma história que não guarda rebuscamentos, nem os promete. Mesmo o amor que nasce entre Mia e Sebastian é um clichê assumido, mas não o foco maior do filme, ao menos para mim, até mesmo o relacionamento de ambos serve a algo maior, a concretização do sonho de ser algo mais do que a vida parece impor. O escapismo pretendido se alcança com a certeza final de que Hollywood é – conforme Luçinha Lins cantou – um apaixonante sonho de cenário.

ANTES & DEPOIS: RYAN GOSLING

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Ryan Gosling tem feito bastante sucesso em Hollywood. Competindo como melhor ator na vindoura 89ª cerimônia de entrega dos Oscars, o ator – aos 37 anos – está muito bem como o pianista Sebastian no musical “La La La Land – Cantando estações” (La la la Land), onde contracena mais uma vez com a atriz Emma Stone. (Ambos estiveram juntos em “Caça aos Gangsters” de 2013).

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Muitos não sabem mas Gosling já viveu um herói na Tv. Entre setembro de 1998 e maio de 1999, aos 18 anos, o ator viveu uma versão adolescente do semi-deus Hercules no seriado “O JOVEM HERCULES” (Young Hercules).  Na época, as séries “Hercules” (estrelada por Kevin Sorbo) e “Xena – a Princesa Guerreira” (estrelada por Lucy Lawless) eram muito populares, então os produtores pensaram “por que não investir em uma versão jovem do herói grego ?”. Como talento é talento, Gosling passou da TV para o cinema e em breve aparece na continuação do clássico “Blade Runner”.

 

ESTREIAS DA SEMANA : A PARTIR DE 19 DE JANEIRO

XXX – REATIVADO

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(XXX – THE RETURN OF XANDER CAGE) EUA 2017. Dir: D.J. CARUSO. COM VIN DIESEL, NINA DOBREV, SAMUEL l. JACKSON, TONY JAA, DONNIE YEN, NEYMAR. AÇÃO

XANDER CAGE, EX ATLETA DE ESPORTES RADICAIS, RETOMA A VIDA DE AGENTE SECRETO EM MISSÃO DE RECUPERAR A CAIXA DE PANDORA, UMA PODEROSA ARMA DAS MÃOS DE UM VILÃO CHINÊS. TERCEIRO FILME DO FRANQUIA, MAS O SEGUNDO ESTRELADO POR VIN DIESEL QUE NÃO QUIS CONTINUAR NO PAPEL EM “XXX – STATE OF THE UNION” DE 2005. ESTE TEVE ICE CUBE NO PAPEL CENTRAL COMO O AGENTE DARIUS STONE, QUE INCLUSIVE APARECE BREVEMENTE NESTE NOVO FILME. O VILÃO SERIA VIVIDO POR JET LI, QUE SEM EXPLICAR SUAS RAZÕES SE RETIROU DO PAPEL QUE FICOU COM DONNIE YEN. CONFORME MUITO DIVULGADO, O JOGADOR DE FUTEBOL NEYMAR TEM PASSAGEM COMO ATOR NESSE FILME, RECHEADO DE SEQUÊNCIAS DE AÇÃO DE SALTAR OS OLHOS DOS FANS DO GÊNERO, COMO VIN DIESEL SURFANDO … EM UMA MOTO. JOGUE A VEROSSIMILHANÇA FORA E SE DEIXE LEVAR PELO CLIMA DE AÇÃO OU IGNORE-O SE VOCÊ NÃO FOR ENTUSIASTA DO GÊNERO.

LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES

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(LA LA LAND) EUA 2016. DIR: DAMIEN CHAZELLE. COM RYAN GOSLING, EMMA STONE, J.K.SIMMONS, ROSEMARIE DEWITT. MUSICAL.

GRANDE CAMPEÃO DE PREMIAÇÕES NO GOLDEN GLOBE, O FILME ESCRITO E DIRIGIDO POR DAMIEN CHAZELLE (O MESMO DE “WHIPLASH”) É UMA HOMENAGEM AOS CLÁSSICOS MUSICAIS HOLLYWODIANOS COM ROMANTISMO TÍPICO DE UM “CANTANDO NA CHUVA”. RYAN GOSLING VIVE UM PIANISTA DE JAZZ VAIDOSO E PRESUNÇOSO QUE SE APAIXONA POR UMA ASPIRANTE A ATRIZ, A BELA MIA (EMMA STONE), COM QUEM VIVE OS ALTOS E BAIXOS DE UMA RELAÇÃO TEMPERADA PELA BUSCA PELO SUCESSO E PELA REALIZAÇÃO DE SEUS SONHOS E AMBIÇÕES. É O TERCEIRO FILME EM QUE GOSLING E STONE TRABALHAM JUNTOS (AMOR A TODA PROVA DE 2011, E CAÇA AOS GANGSTERS DE 2013) . O FILME FAZ UM ADORAVEL TOUR PELA LOS ANGELES DE HOJE SEMPRE SE ASSUMINDO COMO A RETOMADA DE UM GÊNERO, NÃO COM PRETENSÕES, MAS COM A INTENÇÃO DE RESGATAR EMOÇÕES QUE TRAZEMOS ADORMECIDOS NUM MUNDO REAL POR DEMAIS CÍNICO. HÁ MUITAS PESSOAS QUE NÃO GOSTAM DE VER ATORES SUBINDO PELOS CARROS DA RUA, CANTANDO E DANÇANDO, MAS QUE TALVEZ SE SURPREENDAM  E QUEM SABE, SE PERMITAM EXPERIMENTAR UMA MAGIA QUE NO PASSADO TEVE NOMES COMO GENE KELLY, FRED ASTAIRE E JUDY GARLAND COMO GRANDES EXPOENTES. TUDO BEM QUE NÃO SEJA TÃO ESPETACULAR QUANTO OS FILMES DE OUTRORA, MAS NÃO PRECISA SER. BASTA NOS LEMBRAR DA IMPORTÂNCIA DE NOSSA BUSCA POR SONHOS, E JÁ TERÁ FEITO VALER A PENA O PREÇO DO INGRESSO.

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES – RUMO A HOLLYWOOD

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BRA 2017. DIR; JOÃO DANIEL TIKHOMIROFF. COM RENATO ARAGÃO, DEDÉ SANTANA, LIVIAN ARAGÃO, ALINNE MORAES, MARCOS VERAS. COMÉDIA MUSICAL.

PEGANDO EMPRESTADO DE MEU PRÓPRIO COMENTÁRIO NO FILME ACIMA, PERSEGUIR SONHOS E ACREDITAR NELES FOI UMA BELA MENSAGEM EM MINHA INFÂNCIA DEIXADA PELO “SALTIMBANCOS TRAPALHÕES” ORIGINAL DE 1981. MAIS DE 30 ANOS DEPOIS, O FILME DO GRUPO, ADAPTADO DE UMA PEÇA DE CHICO BUARQUE, FOI RETOMADO EM UMA PEÇA DE TEATRO , E AGORA VOLTA ÀS TELAS COM DIDI E DEDÉ REPETINDO OS PAPEIS DE ARTISTAS DE CIRCO AMEAÇADOS POR UM CHEFÃO E UM MÁGICO INESCRUPULOSOS. AGUARDEM QUE POSTAREI EM BREVE NO BLOG UM ARTIGO SOBRE OS TRAPALHÕES, DEPOIS CLARO QUE MINHA EMOÇÃO ME PERMITIR POIS O NOVO FILME TRAZ DE VOLTA AQUELE GOSTINHO DE QUE OLHANDO DAQUI OU PARA ALI, VEMOS UM MUNDO ENCANTADO, NOSSA PRÓPRIA HOLLYWOOD, A ARTE CIRCENSE E O TALENTO MARCANTE DE RENATO ARAGÃO E DEDÉ SANTANA. SAUDADES CLARO DE MUSSUM E ZACARIAS.

MANCHESTER À BEIRA MAR

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(MANCHESTER BY THE SEA) EUA 2016. DIR: KENNETH LONERGUN. COMM CASEY AFFLECK, MICHELLE WILLIAMS, KYLE CHANDLER. DRAMA.

CASEY AFFLECK (IRMÃO MAIS NOVO DE BEN) IMPRESSIONOU E LEVOU O GLOBO DE OURO DE MELHOR ATOR EM DRAMA POR ESSE PAPEL, O DE UM HOMEM EM LUTO PELA PERDA DE SEU IRMÃO E QUE TEM QUE CRIAR O SOBRINHO ADOLESCENTE, COM QUEM NÃO CONSEGUE LIDAR BEM. HISTÓRIA BONITA, FEITA PARA EMOCIONAR, QUE FIGUROU DURANTE ANOS NA LISTA NEGRA DE MELHORES ROTEIROS NÃO FILMADOS, NO CASO ASSINADO E DIRIGIDO POR KENNETH LONERGUN.

OS PENETRAS 2 -QUEM DÁ MAIS ? 

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BRA 2016. DIR: ANDRUCHA WADDINGTON. COM EDUARDO STERBLICTCH, MARCELO ADNET, DALTON MELLO, STEPAN NECESSIAN, MARIANA XIMENES, COMEDIA.

BETO (STERBLITCH) SAI DE HOSPITAL PSIQUIATRICO E VOLTA A SE ENVOLVER COM AS ARMAÇÕES DO MALANDRO MARCO (ADNET) QUE ENVOLVEM UM MILIONARIO SEDUTOR E UM MAFIOSO RUSSO.

ENTREVISTA COM EMMA STONE

PREMIAÇÃO RECORDE NA 74ª EDIÇÃO DO GOLDEN GLOBE NO ULTIMO DOMINGO, “LA LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” CHEGARÁ ÀS NOSSAS TELAS DIA 19 DE JANEIRO. O FILME É ESTRELADO POR RYAN GOSLING (HOLLAND  MARCH EM “DOIS CARAS LEGAIS”) E EMMA STONE (GWEN STACY EM “O ESPETACULAR HOMEM ARANHA”), O FILME CONTA, OU MELHOR DIZENDO SERIA CANTA , O ROMANCE DE MIA (STONE) UMA  ASPIRANTE A ATRIZ E SEBASTIAN (GOSLING) UM MÚSICO JAZZISTA PERSEGUEM A REALIZAÇÃO DE SEUS SONHOS NA LOS ANGELES ATUAL, ENFRENTANDO OS OBSTÁCULOS E DIFICULDADES IMPOSTOS.

GOLDEN GLOBE – OS VENCEDORES

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A 74ª CERIMÔNIA DO GOLDEN GLOBE 2017 FOI REALIZADA ONTEM COM A CONSAGRAÇÃO DE “LA LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES) E UMA BELA HOMENAGEM À CARREIRA DE MERYL STREAP, QUE NÃO DEIXARIA ESCAPAR JAMAIS MENCIONAR A MORTE DE CARRIE FISHER. MERYL A INTERPRETOU EM “LEMBRANÇAS DE HOLLYWOOD”, ADAPTAÇÃO DE ROMANCE AUTOBIOGRÁFICO DE CARRIE EM 1990. AGUARDEMOS PARA BREVE AS INDICAÇÕES PARA O VINDOURO OSCAR 2017.

“Pegue seu coração partido e transforme em arte”. (Carrie Fisher)

CINEMA

Melhor Drama
Moonlight

Melhor Comédia ou Musical
La La Land – Cantando Estações

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RYAN GOSLING & EMMA STONE

Melhor Filme Animado
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Melhor Filme Estrangeiro
Elle

Melhor Ator – Drama
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)

Melhor Ator – Comédia ou Musical
Ryan Gosling (La La Land – Cantando Estações)

Melhor Ator Coadjuvante 
Aaron Taylor Johnson (Animais Noturnos)

Melhor Atriz – Drama
Isabelle Huppert (Elle)

Melhor Atriz – Comédia ou Musical
Emma Stone (La La Land – Cantando Estações)

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Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis (Fences)

Melhor Canção Original
City of Stars (La La Land – Cantando Estações)

Melhor Trilha Original
La La Land – Cantando Estações

Melhor Roteiro
Damien Chazelle (La La Land – Cantando Estações)

Melhor Diretor
Damien Chazelle (La La Land – Cantando Estações)

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TELEVISÃO

Melhor Série Drama
The Crown

Melhor Série de Comédia
Atlanta

Melhor Série Limitada ou Telefilme
The People v O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor Ator de Série Drama
Billy Bob Thornton (Goliath)

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme
Tom Hiddleston (The Night Manager)

Melhor Ator Coadjuvante em Série Drama, Série Limitada ou Telefilme
Hugh Laurie (The Night Manager)

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CLAIRE FOY & TOM HIDDLESTONE

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Donald Glover (Atlanta)

Melhor Atriz em Série Drama
Claire Foy (The Crown)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Drama, Série Limitada ou Telefilme
Olivia Colman (The Night Manager)

Melhor Atriz em Série Limitada
Sarah Paulson (The People v O.J. Simpson: American Crime Story)

Melhor Atriz em Série de Comédia
Tracee Ellis Ross (Black-ish)

 

ESTREIAS DA SEMANA : 21 DE JULHO

A LENDA DE TARZAN (The Legend of Tarzan) EUA 2015. Dir:David Yates. Com Alexander Skarsgard, Margot Robbie, Samuel L.Jackson, Christopher Waltz. Aventura.

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O icônico personagem criado por Edgar Rice Burroughs (Veja artigo na postagem anterior) já pertence ao domínio público. Logo, aguarde por futuras reinvenções e reinterpretações do rei das selvas, como essa bancada pela Warner que investiu alto em sua produção (cerca de $180.000.000), mas teve que amargar uma bilheteria muito abaixo da esperada quando estreou nos Estados Unidos há duas semanas. O apelo de Tarzan com a nova geração não é tão grande quanto com o público do passado que se acostumou a ver o herói como o homem branco que domina a selvageria de um ambiente insóspito no qual foi criado. Em meio a super herois com armadura de ferro e mutantes cheios de poderes, um herói que só conta com um físico trabalhado e inteligência parace estar em desvantagem. Contudo, Tarzan tem seu fascínio e quem sabe não tenhamos ao menos um filme divertido para o público. Na história ( baseada em uma hq da Dark Horse Comics), que parte do ponto em que Lord Greystoke já está casado com Jane Potter (a belíssima Margot Robbie, que em breve estará como Arlequina no “Esquadrão Suicida”) e reencontrou a civilização. Atraído ao Congo para uma missão diplomática, ele precisa reencontrar o lado selvagem do homem criado na selva para sobreviver à trama da qual é vitimado. O elenco de apoio ainda conta com Samuel L.Jackson como aliado e Christopher Waltz como o vilão. Aliás, este protagonizou uma cena de beijo com Tarzan que foi cortado da edição final para evitar polêmicas. O diretor é o mesmo dos últmos filmes de Harry Potter e quase teve Emma Stone no papel de Jane Potter.

DOIS CARAS LEGAIS (The Nice Guys) EUA 2016. Dir: Shane Black. Com Russell Crowe, Ryan Gosling, Kim Basinger, Jack Kilmer, Matt Boomer. Comedia + Suspense.

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Dois detetives particulares de temperamentos opostos (um ex alcoolatra e o outro ainda alcoolatra) unem esforços para investigar a morte de uma famosa atriz de filmes pornô e desconfiam que ela pode estar viva. O filme encenado nos anos 70 faz alusão ao popular seriado de Tv “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files) estrelado por James Garner. Jack Kilmer é filho do ator Val Kilmer (O Santo, Batman Eternamente). O filme reune Crowe e Basinger que estiveram juntos antes em “L.A Confidential” (1998).