GRANDE ESTREIA: HOTEL TRANSILVÂNIA 3 – FÉRIAS MONSTRUOSAS

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(HOTEL TRANSILVANIA 3 – SUMMER VACATION) EUA 2018. DIR: GENNDY TARTAKOVSKY. COM ADAM SANDLER, SELENA GOMEZ, ANDY SAMBERG, KEVIN JAMES, FRAN DRESCHER, STEVE BUSCEMI, MEL BROOKS, DAVID SPADE. 

Há muito tempo que os monstros clássicos deixaram de provocar o medo que traziam as roupagens da Universal ou Hammer Films. As atuais gerações não se impressionam tão facilmente, mas se habituaram com a transformação destes em figuras pop. Embora desde 2012, ano do primeiro “Hotel Transilvania”, rimos pra valer dessas figuras que outrora eram restritos aos pesadelos personificados por Boris Karloff e Bela Lugosi. Essa interpretação humorística já havia sido tentada em 1967 no pouco conhecido “A Festa do Monstro Maluco” (Mad Monster Party) de Jules Bass, feito em stop-motion, que trazia o próprio Karloff na dublagem como o Barão Frankenstein.  A Sony Animation tem na franquia seu maior triunfo com um time e tanto de comediantes fazendo as vozes originais e, justiça seja feita, um excelente trabalho de dublagem com Alexandre Moreno (Drac), Mauro Ramos (Frank), Jorge Lucas (Wayne), Fernanda Baronne (Mavis) entre outros.

Hotel T3

            O primeiro filme trouxe o choque entre os monstros e Johnny, o jovem mochileiro que por acaso descobre o castelo de Drácula nos Cárpatos Romenos. Rolou o tchan entre Johnny e Mavis, a herdeira do Conde Drácula, pivô de romance e confusão já que os monstros tinham mais medo dos humanos que o oposto. No segundo filme (2015) nasce Dennis, o neto de Drácula dando prosseguimento a mais uma geração, incluindo a volta de Vlad, o pai de Drácula vivido pelo rei das paródias Mel Brooks. Tirando nossos adoráveis personagens do lugar comum, os reencontramos em um cruzeiro de férias, no qual Drácula se apaixona mais uma vez. O tchan rola entre ele e a Comandante Érica sem que Drac imagine que ela é descendente de seu arqui inimigo Abraham Van Helsing. Claro que muitas trapalhadas se seguirão com essa turma atípica embarcando nessa viagem, e as piadas conseguem ser criativas e, bem adaptadas no caso da dublagem. Crianças e adultos talvez mais não conseguirão segurar as gargalhadas em momentos como Blob se tornando pai, os planos de Erica nada amigáveis e, sobretudo, a mensagem de respeito às diferenças que conecta o humor com a ação. Boa pedida para o clima de férias escolares, certo é que aguardamos a volta dessa trupe em um quarto filme que nos faça descobrir o monstro dentro de nós, claro monstrinho camarada.