GRANDE ESTREIA : CEMITÉRIO MALDITO

cemiterio maldito 2019

A ATUAL VERSÃO

                     Era obvio, desde o sucesso de “IT – A Coisa”, que Hollywood redescobriria o potencial de Stephen King, o prolífico escritor que desde a segunda metade dos anos 70 é recorrente em adaptações ora para o cinema ora para TV. Certamente que nem sempre o resultado dessas adaptações foi à altura da criatividade deste norte-americano de 71 anos, o que justifica até certo ponto que seja revisitado e refilmado ao gosto da nova geração.

                    “Cemitério Maldito(Pet Sematary) é o único livro que o próprio autor admitiu já tê-lo assustado. Escrito no curto período em que Stephen King alugou uma casa à beira de uma movimentada estrada onde morreu o gato de sua filha, Naomi;  King imaginou a história que veio a se tornar o livro, mas que demorou a publicar porque não acreditava na qualidade desta até que sua esposa o convenceu a publicá-lo. O livro acabou se tornando um campeão de vendas e um de seus trabalhos mais memoráveis, já tendo sido adaptado em 1989.

cemiteriio maldito 1989

O FILME ORIGINAL

                    A história é a de um casal que se muda com seus filhos para uma casa à beira de uma estrada. A floresta próxima guarda mistérios, como um antigo cemitério indígena onde quem é enterrado ressuscita, porém transformado em um ser maligno, sem alma ou coração. O filme de 1989 foi uma adaptação bem próxima do material original, com o terror criado a partir de uma premissa reflexiva, a de que há coisas piores que a morte. O livro fala da aceitação da brevidade da vida e de que se interferimos na ordem natural das coisas, pagamos um preço terrível por isso. Embalado pela trilha sonora que inclui a banda “Ramones”, a favorita do autor, “Cemitério Maldito” está entre as melhores adaptações de King, e entre as mais assustadoras obras do gênero. Difícil não tremer quando o menino Cage é subitamente atropelado por um caminhão. Essa e outras passagens da história criam um clima de angustia crescente tanto nas páginas do livro quanto nas cenas que se desenrolam à medida que a família Creed (Dale Midkiff e Denise Crosby) se desesperam e vão às últimas consequências para recriar sua família. Com orçamento modesto de cerca de US$11 milhões, o filme dirigido por Mary Lambert foi um sucesso quando lançado nos cinemas em outubro de 1989.

                 Na nova versão teremos algumas modificações além do elenco que inclui o sempre excelente John Lightgow no papel de Judd Crandall, o homem solitário que conhece os segredos do cemitério de animais. No filme de 1989, o papel foi vivido por Fred Gwynne, o Herman da clássica série “Os Monstros” da década de 60. O novo filme também mostra sequências que haviam sido cortadas da primeira versão mostrando o Wendigo, a criatura sobrenatural que habita as florestas e provoca sustos na narrativa do livro. Outro triunfo para quem curte as histórias do autor é a sua habilidade de conectar suas histórias. Muito antes que se falasse em universo compartilhado, King sempre que escrevia histórias novas incluía referências a outros de seus sucessos. Em “Cemitério Maldito”, o livro, encontra-se menções ao cão Cujo e à cidade de Jerusalem, respectivamente dos romances “Cujo” e “Salém’s Lot”. Este último, inclusive, ganhará nova versão em breve.

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           O filme de 1989 foi inclusive o primeiro de seus livros roteirizado pelo próprio King, que faz uma aparição em cena como um padre. Na nova versão os diretores Kevin Kolsh e Dennis Widmyer aproveitam detalhes deixados de lado no filme de 1989, faz algumas modificações mas mantém o clima das páginas que fizeram de Stephen King um rei do gênero. Sem spoilers, saibam que a nova versão não uma repetição quadro a quadro do filme original, mas uma releitura, recriando o final e acertando em não se render ao susto fácil, mesmo sem que seja um primor comparado a outras adaptações de King, o filme cumpre a promessa de assustar e provar que a morte não é um fim, mas seria melhor que fosse, ao menos nesse caso.

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GRANDES ESTREIAS A PARTIR DE 11 DE OUTUBRO

NASCE UMA ESTRELA

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(A STAR IS BORN) EUA 2018. DIR: BRADLEY COOPER. COM BRADLEY COOPER, LADY GAGA, CHRISTOPHER WILKINSON, SAM ELLIOT, AMANDA FIELD. MUSICAL/DRAMA.

HISTÓRIAS DE ASCENÇÃO E QUEDA JÁ RENDERAM DIVERSAS PÉROLAS CINEMATOGRÁFICAS. LADY GAGA É A QUINTA ESTRELA A VIVER NAS TELAS ESTA HISTÓRIA (VEJA O ARTIGO ABAIXO), HERDANDO O PAPEL QUE JÁ FOI ENCARNADO POR JUDY GARLAND E BARBRA STREISAND. ACREDITE, O TRABALHO DE BRADLEY COOPER RECUPERA O MELHOR QUE O CINEMÃO DE HOLLYWOOD TEM, HISTÓRIAS CAPAZ DE CAPTAR EMOÇÕES MUITAS VEZES ESQUECIDAS OU ADORMECIDAS. LADY GAGA MOSTRA NATURALIDADE COM O PAPEL DA CANTORA INSEGURA QUE SE APAIXONA PELO ASTRO DA MUSICA (VIVIDO PELO PRÓPRIO COOPER) INCAPAZ DE CONVIVER COM OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. O PROJETO DESTA REFILMAGEM ESTEVE NAS MÃOS DE CLINT EASTWOOD QUE PRETENDIA FILMAR COM BEYONCE NO PAPEL DA PROTAGONISTA. GAGA SE MOSTRA A ALTURA DO PAPEL QUE REPRESENTA E O PUBLICO CONSEGUE ALCANÇAR A DIMENSÃO EXATA E SEUS DILEMAS, DE SEUS SENTIMENTOS, CRIA UMA EMPATIA MUITAS VEZES AUSENTES DOS FILMES ATUAIS. FALA-SE EM POSSIVEL INDICAÇÃO AO PRÓXIMO OSCAR, CONFIRA E SE ENTREGUE A ESSA EXPERIÊNCIA. EMBORA A NARRATIVA NÃO SE APROFUNDE EM ALGUMAS QUESTÕES, É CINEMA VÁLIDO, CINEMA PIPOCA COM LÁGRIMAS… DE QUALIDADE.

GOOSEBUMPS 2 – HALLOWEEN ASSOMBRADO

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(GOOSEBUMPS 2 – HAUNTED HALLOWEEN) EUA 2018. DIR: ARI SANDEL. COM JEREMY RAY TAYLOR, WENDI MCLENDON COVEY, JACK BLACK, ODEYA RUSH, FANTASIA.

COM CERCA DE 150 MILHÕES DE DÓLARES DE BILHETERIA MUNDIAL ERA DE SE ESPERAR QUE VIESSE UMA SEQUÊNCIA. LAMENTO QUE JACK BLACK APAREÇA AQUI APENAS POR POUCOS MINUTOS JÁ QUE A HISTÓRIA É CENTRADA EM UM GRUPO DE CRIANÇAS QUE INADVERTIDAMENTE LIBERTA O BONECO SLAPPY (VOZ DE JACK BLACK), O GRANDE VILÃO DO FILME QUE DESPERTA OS OUTROS MONSTROS, TODOS VINDOS DOS CRIATIVOS LIVROS DE R.L.STINE, O STEPHEN KING JUVENIL, QUE FAZ UMA APARIÇÃO RÁPIDA NO FINAL DO FILME, COMO O APRESENTADOR DO PRÊMIO DE CIÊNCIAS.

TUDO POR UM POP STAR

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(BRA 2018) EUA 2018. DIR: BRUNO GIROTTI. COM MAISA SILVA, KLARA CASTANHO, MEL MAIA, JOÃO GUILHERME, FELIPE NETTO. COMEDIA.

A AUTORA TALITHA REBOUÇAS TEM TIDO SEUS LIVROS CONSTANTEMENTE ADAPTADOS PARA AS TELAS COMO “FALA SÉRIO MÃE” E “É FADA”, E AGORA SEU SEGUNDO LIVRO “TUDO POR UM POP STAR” COLOCA O TRIO DE ADOLESCENTES MAISA SILVA, KLARA CASTANHO E MEL MAIA ATRÁS DOS MEMBROS DA BANDA SLAVABODY DISCO BOYS. TIETAGEM É ALGO COMUM ENTRE ADOLESCENTES, E MESMO QUEM NÃO É MAS JÁ FOI UMA VAI SE IDENTIFICAR COM O HUMOR SIMPLES, UMA HISTÓRIA DIVERTIDA CERTAMENTE.

 

NAS BANCAS: CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA #75 – STEPHEN KING

CP LIT75

CAROS AMIGOS DO BLOG, COMO SABEM TENHO SIDO COLABORADOR DA MARAVILHOSA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO:LITERATURA” NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS. JÁ ESTÁ NAS BANCAS A EDIÇÃO NÚMERO 75 COM A CAPA MOSTRANDO O ESCRITOR STEPHEN KING (VIDA & OBRA), MATÉRIA DE CAPA ASSINADA POR MIM. INFELIZMENTE ESTÁ SERÁ MEU CANTO DO CISNE UMA VEZ QUE A REVISTA SERÁ CANCELADA A PARTIR DESTA, POR CONTA DESTA CRISE LOUCA QUE ATRAVESSAMOS. TEM SIDO UM PRAZER ESCREVER PARA A REVISTA DA EDITORA ESCALA. AGRADEÇO AQUI AOS EDITORES QUE ME DERAM ESSA OPORTUNIDADE (CLAUDIA COELHO, DARIO CHAVES E RENE FERRI). SIGO ADIANTE A PROCURA DE OUTRAS PUBLICAÇÕES SEJAM FÍSICAS OU VIRTUAIS. ADQUIREM A REVISTA POIS ALÉM DA EXTENSA MATÉRIA QUE FIZ PARA O KING, HÁ EXCELENTES ARTIGOS SOBRE MACHADO DE ASSIS, EUCLIDES DA CUNHA ENTRE OUTRAS. O BLOGCINEONLINE, POR OUTRO LADO, CONTINUA FIRME E FORTE.

O MELHOR & PIOR DE 2017

AS DECEPÇÕES

O ANO DE 2017 FOI UM ANO DE PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS: RIDLEY SCOTT FALHOU EM FAZER DE “ALIEN COVENANT” UM ELO ENTRE “PROMETHEUS” E “ALIEN O 8ª PASSAGEIRO” DE 1979. O FILME NADA ACRESCENTA AOS XENOMORFOS E JUSTIFICA  AS AÇÕES DOS PERSONAGENS COM UMA MOTIVAÇÃO PÍFIA , CHEGANDO AO PONTO DE USAR E ABUSAR DO CLICHÊ MANIQUEISTA ATRAVÉS DO PERSONAGEM DUPLO DE MICHAEL FASSBENDER “ROBÔ BONZINHO ENFRENTA ROBÔ MALVADO”. TOM CRUISE, POR USA VEZ, NÃO TEVE UM ANO MUITO BOM DENTRO E FORA DAS TELAS. TEVE QUE INTERROMPER AS FILMAGENS DO VINDOURO “MISSÃO IMPOSSIVEL 6” DEVIDO A UM ACIDENTE NO SET DE FILMAGEM, E NAS TELAS NÃO CONVENCEU COMO O HEROI DE “A MUMIA“, QUE DEVERIA INICIAR O “DARK UNIVERSE” DO ESTUDIO DA UNIVERSAL. ESTE IMPLODIU UMA SERIE DE PROJETOS QUE TRARIA UMA RELEITURA DOS CLÁSSICOS “DRACULA” , “FRANKENSTEIN” & “HOMEM INVISIVEL”. O FILME FALHOU POR NÃO CONSEGUIR IMPRIMIR O SOBRENATURAL DE FORMA MAIS INTELIGENTE, FAZENDO DE CRUISE UM SUPER HEROI NADA DIFERENTE DE SEU ETHAN HUNT. AS FALHAS DO ROTEIRO ACENTUAM AINDA MAIS A CRIAÇÃO DE UM CLIMA EM QUE FORÇAS ARCANAS INVADEM O MUNDO ATUAL. A PARAMOUNT TENTOU MAS NÃO CONSEGUIU REPETIR O SUCESSO DE BILHETERIA DA FRANQUIA DOS ROBÔS EM “TRANSFORMERS – O ULTIMO CAVALEIRO”, E A WARNER SE DEU MUITO MAL COM A REVISÃO DE GUY RITCHIE DO LENDÁRIO “REI ARTHUR & A LENDA DA ESPADA MÁGICA”. TENTANDO INICIAR UMA FRANQUIA E SE DANDO MAL ESTÃO “A TORRE NEGRA” DE STEPHEN KING E “ASSASSIN’S CREED” DO FAMOSO GAME. MUITO SE FALOU DA REUNIÃO DOS NOMES QUENTÍSSIMOS DE JENNIFER LAWRENCE E CHRIS PRATT EM “PASSAGEIROS”, MAS A FICÇÃO CIENTIFICA DEIXOU MUITO A DESEJAR E SUA NARRATIVA NÃO INFLAMA FICANDO REFEM DO PRESTIGIO DO CASAL. LUC BESSON TAMBÉM FRACASSOU COM SEU PROMETIDO “VALERIAN E O IMPERIO DOS MIL PLANETAS“, APESAR DE UM VISUAL BELISSIMO PMAS PREJUDICADO PELO CASAL SEM GRAÇA DE PROTAGONISTAS E UM RITMO IRREGULAR. RITMO IRREGULAR TAMBÉM TEVE “PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR” MAS MUITO EM FUNÇÃO DA IMAGEM DESGASTADA DE JOHNNY DEPP DO QUE PELA HISTÓRIA QUE ATÉ DIVERTE BASTANTE QUANDO DEPP NÃO É O FOCO PRINCIPAL.

AS ANIMAÇÕES

EU ERA UM DOS QUE ESPERAVA ANSIOSAMENTE A CONTINUIÇÃO DE “MEU MALVADO FAVORITO 3” MAS  PREFERI – NO GÊNERO – O FRANCO- CANADENSE  “A BAILARINA“. SATISFAÇÃO IMENSA FOI ASSISTIR “MOANA – MAR DE AVENTURAS” DA DISNEY. MUITO FRACAS FORAM “EMOJI O FILME” E “O PODEROSO CHEFINHO“. SUBESTIMADO FICOU “AS AVENTURAS DE TADEO 2“, ANIMAÇÃO ESPANHOLA QUE CHEGOU AO GRANDE CIRCUITO NO FINAL DO ANO, QUE EMBORA NÃO SEJA EXTRAORDINARIO, DIVERTE MAIS DO QUE POR EXEMPLO “O QUE SERÁ DE NOZES 2” CUJA PREMISSA É A MESMA DO PRIMEIRO FILME. LOGO, FICO COM “MOANA” E “A BAILARINA” COMO AS MELHORES ANIMAÇÕES DO ANO.

SUCESSOS

O ANO COMEÇOU COM MUSICA PARA MIM POIS GOSTEI MUITO DE VER RYAN GOSLING E EMMA STONE DANÇANDO EM “LA LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES”. TORCI MUITO POR AMBOS NA CERIMONIA DO OSCAR DESSE ANO. NÃO APOSTAVA NADA NA CONTINUIDADE DE “VELOZES & FURIOSOS” SEM PAUL WALKER, MAS ME ENGANEI. O FILME FOI MUITO BEM MOVIMENTADO, TROUXE UMA SUPER VILÂ COM A PERSONAGEM DE CHARLIZE THERON. A DISNBEY MARCOU PRESENÇA COM O LIVE ACTION DE “A BELA & A FERA” COM EMMA WATSON E DAN STEVENS.  VIBREI MUITO NOS CINEMAS AO ASSISTIR COM MINHA FAMILIA A “MULHER MARAVILHA”. GAL GADOT ESTAVA PERFEITA E A DIRETORA PATTY JENKINS TEM O MERITO DE TER CONDUZIDO UMA HISTORIA ENVOLVENTE TANTO PARA QUEM LÊ QUADRINHOS COMO PARA OS NÃO INICIADOS. EM UM ANO EM QUE TANTO DISCUTIU-SE SOBRE O EMPODEIRAMENTO FEMININO, “MULHER MARAVILHA” ABRIU A DISCUSSÃO COM DIGNIDADE E ENCORAJAMENTO. FOI O MELHOR FILME DE QUADRINHOS DESSE ANO MUITO ACIMA DE “THOR RAGNAROK“. ESTE APESAR DA BILHETERIA MILIONÁRIO FALHOU EM DAR O TOM PRETENDIDO A UMA HISTÓRIA DE FIM DE MUNDO MISTURADO A PLANETA HULK QUE SOZINHO E SEPARADO JUSTIFICARIA UM FILME DO GIGANTE VERDE. “LIGA DA JUSTIÇA” FOI MELHOR QUE “BATMAN VS SUPERMAN” MAS FICOU ABAIXO DO POTENCIAL ESPERADO LEVANDO- SE EM CONTA A IMPORTÂNCIA DO SUPER GRUPO. DINÂMICA DE EQUIPE ADMIRÁVEL FOI “GUARDIÕES DA GALAXIA – VOLUME 2” QUE EQUILIBROU COMEDIA, DRAMA E AVENTURA COM PERFEIÇÃO. O FILME DO ANO, NO ENTANTO, FOI “IT – A COISA“, ADAPTAÇÃO DE STEPHEN KING. NO EMBALO DO SUCESSO DA MARAVILHOSA “STRANGER THINGS” DA NETFLIX, QUE POR SUA VEZ EMULA OS LIVROS DE KING, O FILME DO PALHAÇO PENNYWISE PROVOCOU SUSTOS COMO HÁ MUITO O CINEMA DO GÊNERO NÃO CONSEGUIA PRODUZIR. O TERROR TROUXE ESSE ANO O ÓTIMO “ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL“, MAS ERRARAM FEIO COM O AGUARDADO “OLHOS FAMINTOS 3“, QUE NEM CHEGOU A SER LANÇADO EM CIRCUITO COMERICAL AQUI E “O CULTO DE CHUCKY” QUE NÃO VEIO COM NENHUM ATRATIVO. SHYMALAN DE “O SEXTO SENTIDO” RENASCEU E E SURPREENDEU COMM “FRAGMENTADO” TRAZENDO UMA ATUAÇÃO ADMIRAVEL DE JAMES MACAVOY, UMA QUE A ACADEMIA CERTAMENTE IGNORARÁ. FORA DO GÊNERO FANTASTICO DOIS FILMES DE GUERRA SE SAGRARAM EXCELENTES : “ATÉ O ULTIMO HOMEM” DE MEL GIBSON E “DUNKIRK” DE CHRISTOPHER NOLAN, CUJOS RUMORES APONTAM UMA POSSIVEL INDICAÇÃO AO OSCAR. “KONG A ILHA DA CAVEIRA” FOI MELHOR DO QUE EU ESPERAVA FAZENDO TUDO AQUILO QUE SE ESPERAVA DE UM BOM FILME DE MONSTRO. REGULAR MAS INTERESSANTE FOI “VIDA“. ESTE ASSUMIU SER INSPIRADO ABERTAMENTE EM “ALIEN O OITAVO PASSAGEIRO” E CONSEGUIU SER MELHOR QUE O JÁ CITADO “ALIEN COVENANT” DE RIDLEY SCOTT. ÓTIMO FOI TAMBÉM MATT REEVES NO CAPÍTULO FINAL DA SAGA DO SIMIO CESAR (ANDY SERKIS) EM “O PLANETA DOS MACACOS – A GUERRA“.FECHANDO O ANO DIGNO DE ELOGIO FOI A ADAPTAÇÃO DE KENNETH BRANNAG PARA “ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE” E “STAR WARS – OS ULTIMOS JEDI” QUE TEM DIVIDIDO OPINIÕES.

CINEMA NACIONAL

PASSOU SEM MUITA ATENÇÃO NAS TELAS A NOVA ADAPTAÇÃO DE “DONA FLOR & SEUS DOIS MARIDOS” DE JORGE AMADO. A PROMISSORA LARISSA MANOELA CHEGOU ÀS TELAS COM “MEUS 15 ANOS” E VOLTA AGORA NO NATAL COM “FALA SÉRIO MÃE”, AO LADO DA TALENTOSA INGRID GUIMARAES. “BINGO O REI DAS MANHÂS” CHAMOU A ATENÇÃO MAS NÃO CONSEGUIU A PRETENDIDA VAGA PARA O OSCAR DO ANO QUE VEM. O FILME É BOM COMO RETRATO DOS BASTIDORES DA TV M ESPECIALMENTE PARA A GERAÇÃO COMO EU QUE CANTAROLAVA “ALÔ CRIANÇADA … O BOZO CHEGOU!!”. jÁ A “COMÉDIA DIVINA” NÃO CONSEGUIU O MESMO IMPACTO. ENTRE OS NACIONAIS LANÇADOS PREFERI O INFANTIL “D.P.A O FILME” E FAÇP UMA MENÇÃO MAIS DO QUE HONROSA PARA “OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES – RUMO A HOLLYWOOD” QUE TROUXE DE VOLTA O BRILHO DE RENATO ARAGÃO E DEDÉ SANTANA PARA AS TELAS ONDE OUTRORA A TROUPE REINOU ABSOLUTA.

OS 5 PIORES DE 2017 :

1- ALIEN COVENANT

2- O CULTO DE CHUCKY

3- PASSAGEIROS

4- A MÚMIA

5- DIÁRIO DE UM BANANA : CAINDO NA ESTRADA

OS 5 MELHORES DE 2017

1- IT – A COISA

2- MULHER MARAVILHA

3- FRAGMENTADO

4- GUARDIOES DA GALÁXIAS : VOLUME 2

5- DUNKIRK

ESTREIAS NO CINEMA (ESPECIAL) : IT – A COISA.

IT – A COISA

(It) EUA 2017. Dir: Andres Muschietti. Com Bill Skarsgard, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Steven Williams, Jaeden Lieberher, Megan Charpentier. Terror.

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               Os antigos gregos tinham a figura de Fobos como o deus do medo. Em tempos mais recentes, ninguém foi tão hábil em instigar o medo quanto Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tendo nas últimas quatro décadas se tornado autor de inúmeros best-sellers, sendo “It – A Coisa” um dos mais assustadores e a mais recente das adaptações a chegar às telas.

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STRANGER THINGS – INSPIRAÇÃO

              O momento não poderia ser mais oportuno com o sucesso da série da Netflix “Stranger Things”  assumindo várias referências ao trabalho do autor e, inclusive, o ator mirim Finn Wolfhard integra o elenco da série da Netflix e desta segunda versão do 12° romance escrito pelo prolífico autor. A primeira versão foi feita para a Tv em 1990 no formato de mini-série estrelada por Tim Curry no papel de Pennywise, o palhaço assassino que na verdade é uma criatura maligna que aparece a cada 27 anos na cidade de Derry, no Maine, estado natal de King e palco de suas histórias. Na época, dividido em duas partes, o filme ficou entre os programas mais assistidos da Tv americana, com a primeira parte em #5° lugar e a segunda parte em #2°lugar. No Brasil, o filme foi um dos mais alugados no auge das locadoras de vídeo.

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IT – 1990: TIM CURRY, O PENNYWISE ORIGINAL.

             Na história original, sete crianças são afetadas pelos assassinatos brutais cometidos por Pennywise, que pode mudar sua forma e se alimenta do medo que instiga antes de matar. Reunidos para caçar e eliminar a criatura, o Clube dos Perdedores, como as crianças se chamam, promete se reencontrar décadas depois, todos já adultos, para enfrentarem Pennywise, que voltou a matar crianças. A aventura se divide em dois tempos, no passado quando os membros do clube (Ben,Stanley, Beverly, Mike, Eddie, Ritchie e Bill) têm seu primeiro contato com a criatura em 1958, e na década de 80 quando estão adultos, na casa dos 40 anos, e a trágica morte de um deles anuncia a volta de Pennywise. Cada um dos membros do clube permite que o autor trabalhe características que são fáceis de se identificar como o menino hipocondríaco (Eddie), o garoto boca suja (Ritchie), o garoto inseguro (Stanley), o gordinho gentil (Bem), cada um espelho de nossa própria infância. A interação entre estes e a passagem para a vida adulta é tão importante para a narrativa quanto o embate com o maligno Pennywise. Assim, o livro de King, embora cheio de sequências ricas em sustos e pavor , também encontra espaço para mostrar a importância da amizade dos membros do clube dos perdedores, da mesma forma que King faria com as crianças de seu conto “O Corpo” (Incluído na coletânea “Different Seasons” de 1982) , e que seria adaptado no filme “Conta Comigo” (Stand By Me). A dinâmica da narrativa é o paralelo traçado entre a infância e a vida adulta, vida e morte.

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OS BASTIDORES DA VERSÃO DE 1990

            Na primeira adaptação, o elenco adulto de “It” (que recebeu o sub-título “Uma Obra Prima do Medo”) havia sido indicado a prêmios como o já falecido John Ritter (O Pestinha) vencedor de um Golden Globe, a atriz já indicada ao Oscar Annette O’Toole (Os Grandes Músicos), Richard Thomas (indicado duas vezes ao Oscar pelo clássico seriado “Os Waltons”), além do já citado Tim Curry (Rocky Horror Picture Show, A Caçada ao Outubro Vermelho), que segundo consta teria ficado com o papel inicialmente pensado para o rock star Alice Cooper, segundo o imdb.  O final do livro também foi modificado no filme, retirando a presença de um personagem que seria o inimigo natural de Pennywise, sendo esse uma força elemental do mal.

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QUER FLUTUAR COMIGO ? O NOVO PENNYWISE.

           Na nova versão, a ação se passa em 1989, exatos 27 anos depois da primeira versão. O papel do palhaço Pennywise chegou a ser pensado para Richard Armitage (O Hobbit), Tilda Swinton (Dr. Estranho), Hugo Weaving (Capitão America o Primeiro Vingador), Tom Hiddleston (Thor) e Jim Carrey (O Máscara) , mas ficou com o ator Bill Skarsgard, que a pedido do diretor manteve-se afastado do elenco jovem como forma de imprimir desconforto genuíno no elenco. O ator (filho do ator Stellan Skarsgard) sentiu a pressão de substituir a elogiada performance de Tim Curry no papel do personagem-título. O projeto desta readaptação começou na Warner Bros por volta de 2009, pensado a princípio como um filme único condensando as quase 1000 páginas do livro de King. A demora levou à contratação de Cary Fukunaga para escrever o roteiro e, para assumir a direção com o ator Will Poulter (Maze Runner) no papel do palhaço assassino.  Algum tempo depois a Warner transferiu o filme para sua subsidiária, a New Line, mantendo Fukunaga como co-roteirista, mas contratando Andres Muschietti para a cadeira de diretor. Nesse momento foi anunciado  a divisão do extenso livro em uma duologia com o primeiro filme centrado nas crianças, como se fosse “Os Goonies” em uma temática sobrenatural,  e o segundo filme com os personagens já adultos cumprindo a promessa de se reunir quando a criatura despertasse novamente.

           O livro original veio a fazer parte de um “Kingverse”, um universo interligando as várias histórias do autor conforme mostrado na série literária “A Torre Negra” (The Dark Tower), cujo primeiro livro chegou recentemente às telas com Idris Elba e Matthew MacCoughney. De fato, personagens e situações de vários livros do autor são entrelaçados, mostrando uma coesão entre as histórias. O clube dos perdedores, por exemplo, é mencionado nas páginas de “O Apanhador de Sonhos” (publicado em 2011) e a mudança de forma de Pennywise em aranha e palhaço é falada em “Insônia” (publicado em 1994).

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STEPHEN KING – O AUTOR

          Stephen King chegou a usar o pseudônimo de Richard Bachman durante um curto período como forma de não super-expor seu nome em vários livros, além de poder experimentar histórias sem precisar associar seu nome, mas seu toque de Midas foi percebido e hoje, Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tornou-se mais do que apenas autor de best-sellers. Chegou a dirigir o filme “Comboio do Terror” (Maximum Overdrive) em 1987, o que o próprio admite ter sido uma experiência desastrosa. King é um dos autores americanos mais adaptados para o cinema e para a TV. Seu nome, segundo o renomado site “imdb” tem 240 créditos como escritor, além de produtor, ator e até compositor de trilha sonora. Ainda que nem sempre as adaptações de seus livros resultem em bons filmes, as histórias criadas por King sempre tem encontrado espaço na mídia e receptividade de um público fiel.

                Cofirmando a declaração do filósofo francês Jean-Paul Sartre “todos os homens têm medo”, e King soube explorar tal máxima com seu talento imaginativo. Ícone da cultura pop, o rei na arte de destilar os temores mais sombrios que trazemos, mesmo que não estejamos conscientes, mesmo se você não acreditar na “coisa” que o faz ser estranho, criativo, aterrorizante, o deus do medo ao menos na literatura e no cinema.

FATOS & FILMES : SEXTA FEIRA 13

Mal começou o ano e já entramos em uma sexta feira 13, dia associado a extremo azar. O cinema dos anos 80 aproveitou e fez do dia sinônimo de serial killer com a criação de Jason Voohes no filme dirigido por Sean Cunningham em 1980.  Contudo, Jason não é o assassino do primeiro e do quinto filme da franquia que marcou a década de 80 entre o público jovem que fazia uma catarse dos desejos por sexo livre em Crystal Lake. A franquia perdeu força nas décadas seguintes mas continuou com um total de 11 filmes, entre eles um confronto com Freddy Krugger. Em 2009, Sexta Feira 13 (Friday the 13th) ganhou um remake mal sucedido e já se avista para breve uma nova tentativa de reiniciar a história para uma nova geração.

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O que há, no entanto, que justifica essa má fama para o citado dia ? Entre as versões que a explicam, que são várias, e datam de antes de Cristo, fala-se que que foi em uma Sexta Feira 13 (13 de Outubro de 1307) que o rei Felipe IV da França ordenou que os cavaleiros Templários fossem mortos e extintos. Há quem acredite que foi em uma Sexta Feira 13 que Jesus foi crucificado. O número 13 em si já é há muito tempo associado a algo ruim. Judas Iscariotes era o 13º apóstolo de Jesus; no Tarot, o 13 é uma carta que representa a morte e em tempos mais recentes, foi na Sexta Feira dia 13 de Novembro de 2015 que mais de 100 pessoas foram mortas e cerca de 400 foram feridas em 7 ataques terroristas  na França.

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A SENTINELA DOS MALDITOS

 

Voltando ao cinema, esse ano promete vários títulos voltados para assustar aos fãs do gênero como “Chamados” (Rings), o terceiro filme a explorar o fantasma da menina Samara, que agora troca a famigerada fita de vídeo pelo e-mail viral através da internet. O filme chega às nossas telas em Fevereiro com a intenção de dar continuidade ao filme original de 2003, que já era uma refilmagem de um título Japonês. Samara, no original era Sadako e estrela, em breve, o combate “Sadako Vs Kayako”, no qual vai enfrentar o fantasma Toshio de outra pérola, esta refilmada como “O Grito” em 2004. Em maio teremos “Annabelle 2” que promete repetir a performance do primeiro filme da boneca que rendeu mais de US$ 200 milhões mundialmente. O ano corrente, no entanto, reservou para junho o início da franquia de universo compartilhado de monstros da Universal que já no cartaz internacional do anunciado “A Múmia” anuncia um novo mundo de deuses e monstros, com Tom Cruise no papel do protagonista que vai enfrentar a criatura milenar. O mês de julho reserva o filme “Amityville – The Awakening” (Ainda sem título em Português) que revisitará a famosa mansão assombrada que foi palco de crimes hediondos e gerou diversos filmes.

Enquanto esses filmes na chegam às nossas salas, o blogcineonline deixa algumas sugestões de filmes (alguns deles antigos, mas assustadores) que podem aterrorizar sua sexta feira 13 :

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A CASA DA NOITE ETERNA

1) A SENTINELA DOS MALDITOS (The Sentinel) 1977. Dir:Michael Winner. Com Cristina Raines, Chris Sarandon, Burguess Meredith, Ava Gardner, John Carradini, Nana Visitor, Tom Berenger, Jeff Goldblum, Martin Balsam, Eli Wallachi. Jovem modelo se muda para prédio no Brooklyn desconhecendo que este guarda um portal para o inferno e que para mantê-lo fechado é necessário o sacrifício de um guardião. Tensão crescente e final surpreendente.

2) A CASA DA NOITE ETERNA (The Legendo of the Hell House) 1973. Dir: John Hough. Com Roddy McDowell, Pamela Franklin, Clive Revill. Escrito pelo excelente escritor Richard Matherson e elogiado pelo renomado crítico norte americano Roger Ebert, reúne quatro pessoas em uma casa assombrada para desvendar seus mistérios, entre eles um médium que é o último sobrevivente de uma visita anterior.

3) OLHOS FAMINTOS (Jeepers Creepers) 2001. Dir: Victor Salva. Com Justin Long, Gina Philips, Jonathan Breck. Indicado e premiado em Festivais do Gênero Fantástico, o filme gira em torno de dois irmãos perseguidos por uma terrível criatura que desperta de tempos em tempos para matar os que escolhe. O filme teve uma sequência em 2003 e um terceiro episodio será rodado em breve.

4) CHRISTINE O CARRO ASSASSINO (Christine) 1983. Dir: JOhn Carpenter. Com Keith Gordon, Alexandra Paul. Em vez dos conhecidíssimos “Carrie” oi “O Iluminado”, experimente ler e depois assistir a historia de um adolescente possuido por um espirito maligno que reside em seu carro, um Plymouth Fury vermelho e branco de 1957. Vejam por si por que Stephen King é um mestre em seu gênero.

 

 

PREVIEW 2017 NOS CINEMAS

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COMO É COMUM NOS MESES DE JANEIRO ANIMAÇÕES E FILMES FAMILIA TOMAM ESPAÇO DO CIRCUITO COMERCIAL. JANEIRO DE 2017 TRARÁ A ESTREIA DE “MOANA”, A NOVA PRINCESA DISNEY, QUE TRAZ O REFORÇO DE DWAYNE JOHNSON COMO O SEMI-DEUS MAUI EM SEU MAR DE AVENTURAS. A PRIMEIRA PRINCESA POLINESIA DA DISNEY É O PRIMEIRO GRANDE LANÇAMENTO DO ANO NOVO E VEM COM A RECEITA DE SUCESSO DA DISNEY, JÁ TENDO ESTREADO NOS ESTADOS UNIDOS COM BILHETERIA ASSOMBROSA. A ILLUMINATION STUDIOS QUE EM 2016 EMPLACOU “PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS” E “SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA” VOLTA EM 2017 COM SEU PRINCIPAL PERSONAGEM, O DIVERTIDO GRU E SEUS MINIONS EM “MEU MALVADO FAVORITO 3” (DESPICABLE 3) PREVISTO PARA AS FÉRIAS DE MEIO DE ANO. A DREAMWORKS REVISITA O DIA DOS MORTOS MEXICANO EM “COCO”.  A SONY ANIMATION TRAZ DE VOLTA  AS CRIATURINHAS AZUIS FAVORITAS DE CRIANÇAS E ADULTOS EM “SMURFS –A VILA PERDIDA”, DESTA VEZ SEM ATORES, TOTALMENTE EM ANIMAÇÃO DIGITAL, ENTÃO NÃO ESPEREM REENCONTRAR NEIL PATRICK HARRIS QUE TRABALHOU NOS DOIS PRIMEIROS FILMES DOS PERSONAGENS DO ARTISTA BELGA PEYO.  JÁ A FOX ANIMAÇÃO PROMETE DIVERTIR BAIXINHOS E ADULTOS EM “O PODEROSO CHEFINHO” (BOSS BABY). A DISNEY AINDA VOLTA COM “CARROS 3” (CARS 3) PROMETIDO PARA AS FÉRIAS DE JULHO. COMO A ANIMAÇÃO EXISTE FORA DO PADRÃO DISNEY, OS ARGENTINOS TRAZEM O PERSONAGEM “CONDORITO” E NÓS, BRASILEIROS, TEMOS A ADAPTAÇÃO DE “PEIXONAUTA”, BEM SUCEDIDA SÉRIE DO DISCOVERY KIDS.

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PARA OS FANS DOS FILMES DE AÇÃO, O ANO COMEÇA COM VIN DIESEL DE VOLTA AO PAPEL DO AGENTE SECRETO AMANTE DE ESPORTES RADICAIS XANDER CAGE EM “XXX – REATIVADO” (XXX – REACTIVATED). MAS OS FANS DE DIESEL ESTÃO ANSIOSAMENTE AGUARDANDO REVER SEU DOMINIC TORETTO EM “VELOZES & FEROZES 8” (THE FAST & THE FURIOUS 8 – FATE OF THE FURIOUS), O PRIMEIRO SEM PAUL WALKER, E COM O REFORÇO DA BELDADE CHARLIZE THERON NO PAPEL DA VILÃ QUE VAI VIRAR A CABEÇA DE TORETTO, E COLOCÁ-LO CONTRA SEUS AMIGOS. O FILME AINDA TRAZ DWAYNE JOHNSON NOVAMENTE COMO O AGENTE LUKE HOBBS E JASON STATHAM DE VOLTA AGORA, APARENTEMENTE, DO LADO DOS MOÇINHOS. DWAYNE JOHNSON AINDA APARECE EM 2017 NA ADAPTAÇÃO DA SÉRIE “BAYWATCH” AO LADO DE ZAC EFRON E ALEXANDRA DANDDARIO, MOSTRANDO QUE HOLLYWOOD NÃO ESQUECEU O MOTE DAS SÉRIES DE TV DO PASSADO COMO FONTE DE MATERIAL PARA ADAPTAÇÃO. OUTRO PRODUTO DA TELINHA ADAPTADO É “CHIP’S” QUE REUNE O DESCONHECIDO DAX SHEPHARD & MICHAEL PEÑA NOS ICÔNICOS PAPEIS DOS POLICIAIS RODOVIARIOS JOHN BAKER E FRANK PONCHIRELLO. KEANNU REEVES SE REENCONTRA COM LAWRENCE FISHBURNE (MATRIX) EM “JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR” (JOHN WICK – CHAPTER TWO). MICHAEL FASSBENDER – O MAGNETO DOS XMEN – ESTRELA E PRODUZ A ADAPTAÇÃO DOS GAMES “ASSASSIN’S CREED”, CO-ESTRELADO PELA MARAVILHOSA MARION COITLARD. A EXCELENTE ATRIZ FRANCESA TAMBÉM ESTRELA AO LADO DE BRAD PITT “ALIADOS” (ALLIED) DIRIGIDO POR ROBERT ZEMECKIS. DENZEL WASHINGTON VOLTA AO PAPEL DE ROBERT MCCALL EM “O PROTETOR 2” (THE EQUALIZER 2). JÁ TARON EGERT SE JUNTA A UM SUPER ELENCO QUE INCLUI CHANNING TATUM, JULIANNE MOORE E HALLE BERRY EM “KINGSMAN – THE GOLDEN CIRCLE”.

WONDER WOMAN

OS SUPER HEROIS CONTINUARÃO A DOMINAR AS TELAS E O ANO NOVO PROMETE OS AGUARDADOS FILMES DA “MULHER-MARAVILHA” (WONDER WOMAN) E “LIGA DA JUSTIÇA” (JUSTICE LEAGUE) QUE TEM A MISSÃO DE PROVAR QUE A WARNER CONSEGUE EMPLACAR SEU UNIVERSO CINEMATICO DE HEROIS DEPOIS DA AVALANCHE DE CRITICAS NEGATIVAS ACUMULADAS EM 2016 COM “BATMAN X SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA” E “ESQUADRÃO SUICIDA”. A MARVEL NÃO DORME NO PONTO E CONTRA ATACA COM “HOMEM ARANHA VOLTA AO LAR” (SPIDER MAN HOMECOMING) E “THOR RAGNAROK”, ESTE ÚLTIMO REUNINDO O DEUS DO TROVÃO E O INCRIVEL HULK. JÁ HUGH JACKMAN SE DESPEDE DO MUTANTE FAVORITO DE TODOS NO FILME “LOGAN”, TERCEIRO DO WOLVERINE. MUITO ESPERADO É “GUARDIÕES DA GALAXIA – VOLUME II” (GUARDIANS OF THE GALAXY – VOLUME II) REUNINDO O GRUPO DO SENHOR DAS GALAXIAS E AS CONFUSÕES PROVOCADAS PELO BEBÊ GRUT. NO TRAILLER, AÇÃO E HUMOR NÃO FALTARÃO NO FILME DE JAMES GUNN.

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MUITO AGUARDADO JÁ PARA O INICIO DO ANO É A FICÇÃO CIENTIFICA “PASSAGEIROS” (PASSENGERS) QUE REUNE OS AMADOS CHRIS PRATT E JENNIFER LAWRENCE EM UMA HISTÓRIA DE ADÃO E EVA FUTURISTA ESCRITA POR JON SPAITHS, O MESMO QUE FEZ O ROTEIRO DE “PROMETHEUS”. A PROPÓSITO DESTE, RIDLEY SCOTT PROMETE LIGAR OS PONTOS ENTRE O FILME DE 2012 E O PRIMEIRO ALIEN DE 1979, CONFORME JÁ DIVULGADO O TRAILLER DE “ALIEN O PACTO” (ALIEN COVENANT).  OUTRA GRANDE OBRA DO GÊNERO RETOMADA É “BLADE RUNNER 2049”, PRODUZIDO POR RIDLEY SCOTT E DIRIGIDO POR DENNIS VILLENEUVE QUE NO ANO QUE ACABA ATRAIU ELOGIOS COM SEU “A CHEGADA”. MILLA JOJOVICH SE DESPEDE TAMBÉM DE SUA ALICE NO CAPÍTULO FINAL DA FRANQUIA “RESIDENT EVIL 6”. A WARNER RETOMA UM DOS ÍCONES DOS FILMES DE MONSTRO EM “KONG – A ILHA DA CAVEIRA” (KONG – SKULL ISLAND) COM TOM HIDDLESTONE (LOKI) E SAMUEL l. JACKSON. CHARLIE HUNMAN PROTAGONIZA “REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA” (KNIGHTS OF THE ROUND TABLE) DIRIGIDO POR GUY RITCHIE QUE PROMETE EXPLORAR AS LENDAS ARTURIANAS EM UMA SÉRIE DE FILMES. OS FANS DE ANIME AGUARDÃO COM ANSIEDADE AS BELAS FORMAS DE SCARLETT JOHANSSON EM “VIGILANTES DO AMANHÔ (GHOST IN THE SHELL). DEPOIS DE UMA SEQUENCIA DE INSUCESSOS JOHNNY DEPP VOLTA A SE VESTIR COMO O CAPITÃO JACK SPARROW EM “PIRATAS DO CARIBE – A MALDIÇÃO DE SALAZAR” (PIRATES OF THE CARIBBEAN – DEAD MEN TELL NO TALES), REUNINDO-O AO ELENCO DOS PRIMEIROS FILMES KEIRA KNIGHTLY, GEOFFREY RUSH E ORLANDO BLOOM. MUITA AÇÃO É PROMETIDO PARA O INICIO DO UNIVERSO DE MONSTROS DA UNIVERSAL QUE SE INICIARÁ COM TOM CRUISE, RUSSELL CROWE E SOFIA BOUTELLA EM “A MUMIA” (THE MUMMY) PREVISTO PARA JUNHO. O FUTURO DA ESPECIE HUMANA É COLOCADO EM QUESTÃO EM “PLANETA DOS MACACOS –A GUERRA” (WAR OF PLANET OF THE APES) . LUC BESSON PLANEJA NOS LEVA A UMA MOVIMENTADA AVENTURA NA ADAPTAÇÃO DAS HQS “VALERIAN & A CIDADE DOS MIL PLANETAS”, POUCO CONHECIDA AQUI NO BRASIL. CLARO QUE UM DOS MAIS AGUARDADOS É “STAR WARS – EPISODIO Viii”, QUE CERTAMENTE FARÁ UMA EMOCIONANTE HOMENAGEM A CARRIE FISHER EM SEU CANTO DE CISNE DAS TELAS.

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O CINEMA NACIONAL TEM MARCELO ADNET E DANTON MELLO EM “PENETRAS 2 – QUEM DÁ MAIS” PROMETENDO DIVERTIR. DOCE REENCONTRO É A VOLTA DE RENATO ARAGÃO E DEDÉ SANTANA (QUE NAS DÉCADAS DE 70 E 80 ERAM OS REIS DA BILHETERIA NACIONAL NOS FILMES DOS TRAPALHÕES) COM A ADAPTAÇÃO DO ESPETÁCULO “OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES”. PARA AS CRIANÇAS A ADAPTAÇÃO DA SÉRIE “DETETIVES DO PREDIO AZUL”. LARISSA MANOELA, QUE FOI UM FENÔMENO DE POPULARIDADE EM 2016, SE REUNE COM INGRID GUIMARAES EM “FALA SERIO MÃE”. JULIANA PAES, MARCELO FARIA E LEANDRO HASSUM REVISITAM A OBRA DE JORGE AMADO EM “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS”.

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COMO É A ÉPOCA DE INDICADOS AO GLOBO DE OURO E O OSCAR TEMOS O ELOGIADO MUSICAL “LA LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” (LA LA LAND) COM O CASAL RYAN GOSLING E EMMA STONE. NATALIE PORTMAN IMPRESSIONOU ESSE ANO NA CINEBIOGRAFIA DA EX PRIMEIRA DAMA JACKELINE KENNEDY. O FILME EM QUESTÃO, “JACKIE” ESTÁ PROGRAMADO PARA ESTREAR NO BRASIL AINDA NO PRIMEIRO TRIMESTRE. OUTRA CINEBIOGRAFIA MUITO COMENTADA EM 2016 E QUE CHEGA ATÉ NÓS EM 2017 É “ATÉ O ÚLTIMO HOMEM” (HACKSAW RIDGE) SOBRE UM SOLDADO QUE SE RECUSOU A USAR UMA ARMA E MATAR DURANTE A SEGUNDA GUERRA. O FILME É ESTRELADO POR ANDREW GARFIELD, EX-HOMEM ARANHA E DIRIGIDO PELO POLÊMICO MEL GIBSON QUE RETOMA A VELHA FORMA POR TRÁS DAS CÂMERAS. A SEGUNDA GUERRA TAMBÉM É O TEMA DE “DUNKIRK”, DE CHRISTOPHER NOLAN.  A HISTÓRIA DE DOIS PADRES JESUITAS É O TEMA DA VOLTA DO MESTRE MARTIN SCORCESE À DIREÇÃO EM “SILÊNCIO” (SILENCE). MICHAEL KEATON É O VILAO ABUTRE DO NOVO FILME DO HOMEM ARANHA, MAS MOSTRA SEU TALENTO NO PAPEL DO FUNDADOR DO MACDONALD’S EM “FOME DE PODER” (THE FOUNDER).

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PARA QUEM GOSTA DE TERROR, O ESPIRITO DE SAMARA VOLTA COM SEDE DE VINGANÇA EM “CHAMADOS” (RINGS). A CASA ASSOMBRADA MAIS FAMOSA DO CINEMA É REVISITADA EM “AMITYVILLE- THE AWAKENING”. OUTRO RETORNO É DA BONECA AMALDIÇOADA EM “ANNABELLE 2”, DIRIGIDO POR DAVID SANBERG QUE EM 2016 CHAMOU A ATENÇÃO PELO RESULTADO OBTIDO EM SUA ESTREIA EM “QUANDO AS LUZES SE APAGAM”. FALANDO EM TERROR, O MESTRE STEPHEN KING TEM RESERVADO DUAS ADAPTAÇÕES: O PRIMEIRO LIVRO DA SÉRIE “A TORRE NEGRA” (THE BLACK TOWER) COM IDRIS ELBA E MATHEW MACOUGHNEY E A VOLTA DO PALHAÇO PENNYWISE EM “IT”.

OUTROS LANÇAMENTOS PREVISTOS:

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS ¶ A GRANDE MURALHA ¶ A LEI DA NOITE ¶ TINHA QUE SER ELE ¶ POWER RANGERS ¶ A CABANA ¶O CÍRCULO ¶  DIARIO DE UM BANANA 4 ¶ TRANSFORMERS : O ÚLTIMO CAVALEIRO ¶ DEIXE A NEVE CAIR ¶VIDA ¶ SEXTA FEIRA 13 ¶A ESCOLHA PERFEITA 3 ¶

CLÁSSICO REVISITADO : CONTA COMIGO – 30 ANOS

Stephen  King é um escritor prolífico, tendo seu nome associado instantaneamente a histórias de terror, mas sua criatividade vai além dos sustos que já promoveu. Esse iluminado autor já demonstrou sensibilidade para escrever muitas outras coisas. Há trinta anos essa face menos conhecida e badalada de sua carreira chegou aos cinema em um bela história de amizade.

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Conta Comigo” (Stand by me) adapta o conto “The Body” que compõe o livro “As Quatro estações” (Different Seasons) publicado em 1982. Desse livro também foi adaptado a história que se tornou “Um Sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption). O tom mais dramático remonta a própria juventude de King no Maine. No filme, o roteiro de Raynold Gideon e Bruce a. Evans desloca a história para o Oregon, onde na fictícia história de Castlerock quatro amigos combinam de procurar o corpo de Ray Brower, um menino desaparecido durante o verão de 1959. A história é narrada por Gordie Lachance (Will Wheaton) , que adulto tornou-se escritor e relembra o que ocorreu no citado verão. Acompanhando – o em sua busca estão seus melhores amigos: o medroso Vern (Jerry O’Connel), o atrevido Teddy (Corey Feldman) e o corajoso Chris Chambers (River Phoenix). A jornada dos quatro amigos é embalada por grandes sucessos do período como Buddy Holly, The Chordettes, Jerry Lee Lewis e Ben E.King, autor da canção tema que batiza o filme. O diretor do filme usou a gravação original da icônica canção, desistindo da ideia inicial que seria regrava-la na voz de Michael Jackson.

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ESSE QUARTETO É FANTÁSTICO

Ao longo da estrada os garotos enfrentam perigos, os deliquentes liderados por Ace Merrill (Kiefer Sutherland),  e os próprios medos advindos de sua realidade: Teddy idolatra o pai que o agride, os pais de Chris são criminosos,Vern é tímido e inseguro e Gordie se culpa pela morte de seu irmão mais velho.  A viagem funciona como um rito de passagem da inocência à maturidade, da nostalgia do passado para a incerteza do futuro. O diretor Rob Reiner conseguiu conduzir a história com admirável equilíbrio entre as cenas de humor e drama, compondo uma história que toca o espírito de todos e despertando um sentimento de nostalgia que toca individualmente as memórias que cada um tem de sua meninice.

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O ELENCO CRESCIDO

Há muitas coincidências entre o conto e seu autor: Assim como Gordie, Stephen King também teve um irmão mais velho que morrera, a sequência com os sangue-sugas realmente aconteceu com King quando ele era criança,  e tanto Gordie quanto King se tornam escritores de sucesso, o que no filme é mostrado pela figura de Gordie mais velho como narrador da história, papel que foi desempenhado por Richard Dreyfuss, não creditado. Há algumas diferenças entre o livro e o filme além da mudança para o Oregon: No filme, Vern procura por seu tesouro secreto (um jarro de moedas) durante 9 meses, mas no livro a procura dura 4 anos. O filme não mostra o marginal Ace surrando os 4 garotos, mas no livro sim. O destino de Chris Chambers mostrado no filme é o único fúnebre já que este foi esfaqueado ao separar uma briga em um restaurante, mas no livro tanto Vern quanto Teddy morreram quando Gordie se torna um escritor famoso no final.

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O filme foi lançado em dezembro de 1986 no Brasil, tendo custado US$ 8 milhões. Além da bilheteria mundial milionário, o filme conseguiu indicações a prêmios como Oscar (melhor roteiro adaptado), Globo de Ouro (Melhor filme/Drama e diretor) e Independent Spirt Awards (Melhor filme, diretor e roteiro. Lamentavelmente o promissor e talentoso River Phoenix  morreu de overdose de droga em 1993, aos 23 anos. Corey Feldman teve problemas com álcool e drogas que abreviaram sua carreira apesar de se tornado ator símbolo da década de 80 (Goonies, Os Garotos Perdidos), Jerry o’Connel teve vários papeis em filmes de cinema e series de Tv (Joe e as Baratas, Pânico 2, Crossing Jordan), Kiefer Sutherland é ator ativo até hoje. Filho do consagrado Donald Sutherland, Kiefer marcou a historia da Tv como o agente secreto Jack Bauer da série “24 Horas”. Finalmente, Will Wheaton embarcou na Enterprise em “Jornada nas estrelas A Nova Geração” como o Alferes Crusher, e mais recentemente foi o rival de Sheldon Cooper em “The Big Bang Theory”.

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O LIVRO ORIGINAL

“Conta Comigo” está entre as pérolas dos anos 80, um filme tocante e divertido que mostra a versatilidade de Stephen king como escritor, falando por todos nós quando afirma que não há amizade igual à que fazemos quando estamos com 12 anos.

PRIMEIRA IMAGEM : A COISA DE STEPHEN KING

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Aí está Bill Skarsgard personificando o palhaço assassino “Pennywise” na refilmagem de “It – A Coisa”, obra prima do mestre do terror Stephen King, prevista para estrear em setembro de 2017. Para quem não sabe, a história, uma das mais assustadores de King, já foi transformada em filme em 1990, uma produção de Tv bem acima da média, dirigida por Tommy Lee Wallace, reunindo no elenco Richard Thomas, Annete O’Toole, Richard Masur, John Ritter entre outros. A história gira é dividida em duas fases: Sete crianças enfrentam um demônio que se passa por um palhaço matador de crianças. Muitos anos depois, já crescidos eles voltam a enfrentar a criatura que está à solta de novo. O livro é assustador.

HAPPPY BIRTHDAY : CHLOE GRACE MORETZ

Talento ela tem, basta saber explorar melhor na escolha de papéis, mas o fato é Chloe Moretz tem tudo para brilhar no cinema.

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Nascida em 10 de Janeiro de 1997 em Atlanta, Georgia, filha de um cirurgião plástico e uma enfermeira. Aos 4 anos apareceu pela primeira vez como atriz em dois episódios da série de tv “The Guardian” (2001) , e aos oito anos estreou nos cinema em um papel menor no filme “Heart of The Beholder” (2011). Foi no papel da filha do casal Lutz na refilmagem de “Horror em Amityville” (2005) que Chloe Grace Moretz se fez notar, já sendo indicada ao prêmio “Young Artist Award” . No ano seguinte já contracenou com Martin Lawrence em “Vovó Zona 2” (2006) e participou de outras prduções de tv  (Desperate Housewives) e cinema (500 Dias Com Ela).

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2010 trouxe a pequena talentosa os papeis de Amgie Steadman na adaptação de “Diário de um Banana” e Hitgirl na adaptação da hq de Mark Millar “Kiss Ass – Quebrando Tudo”. Aos 13 anos, Chloe foi um sucesso como a anti-heroína mirim, papel que reprisou na sequência de 2013. Papéis góticos não convecionais parecem lhe cair bem pois viveu uma vampira de 12 anos em “Deixe me Entrar” (2010) – refilmagem de terror suiço – , fez uma rebelde no gótico “Sombras da Noite” (2012) de Tim Burton e o papel da atormentada Carrie White, na refilmagem do asssustador livro de Stephen King “Carrie” (2013) papel vivido por Sissy Spacek no filme original da década de 70.

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Ganhou o Young Artist Award pelo seu desempenho em “A Invenção de Hugo Cabret” (2013), de Martin Scorcese. Já fez comédia, terror e drama, se saindo bem como em “Se Eu Ficar” (2014) em que viveu uma jovem romântica e há um mês estreou no papel de salvadora da humanidade em “A Quinta Onda”, já usando o nome artístico sem o sobrenome do meio. Em breve voltará às telas na comédia “Vizinhos 2” ao lado de Zac Efron e Seth Rogen. Parabéns Chloe Moretz.

OS 120 ANOS DE “A MÁQUINA DO TEMPO”

 

“HÁ QUATRO DIMENSÕES CONHECIDAS PELO HOMEM, TRÊS DAS QUAIS DENOMINAMOS OS TRÊS PLANOS DIMENSIONAIS DE ESPAÇO, E UMA QUARTA É O TEMPO”
(WELLS, H.G – A MÁQUINA DO TEMPO)

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O homem do final do século XIX estava em um momento de transição na forma de se relacionar com o mundo a sua volta. Com a criação do automóvel aprendera a se locomover mais rápido, com o telefone pôde se comunicar entre as distâncias, substituiu o vapor pela eletricidade e vivia todas as transformações advindas do progresso. O homem ampliava o horizonte à sua frente e descobria novas possibilidades graças a esse avanço da ciência. A literatura não demorou a incorporar o impacto de novas descobertas à fértil imaginação de autores que desbravavam novas fronteiras. Na França, Jules Verne (1828 / 1905) nos levou ao redor do mundo, às profundezas submarinas à bordo do Nautilus, mas foi o inglês H.G.Wells (1866 /1946) quem ousou nos levar para o futuro. Há exatos 120 anos, Hebert George Wells publicou, aos 29 anos, seu primeiro livro que serviria de inspiração para diversas outras histórias do gênero, “A Máquina do Tempo” (The Time Machine).

A MAQUINA DO TEMPO ORIGINAL

FILME DE 1960 COM ROD TAYLOR

É verdade que antes de Wells já haviam histórias que falavam em viagens no tempo como “Um Conto de Natal” (A Christmas Carol) de Charles Dickens, em  e “Um Yankee na Corte do Rei Arthur” (A Yankee at King Arthur’s Court” de Mark Twain, em , mas nelas o deslocamento temporal se dava por efeito de mágica ou algum poder sobrenatural, sem qualquer base científica. Foi Wells quem deu à viagem temporal um apuro mais racional ao descrever, embora sem grande detalhes de seu funcionamento, uma ferramenta física capaz de transportar um homem através do corredor infinito das eras. Na história, um homem (cujo nome não sabemos) reúne seus amigos para anunciar sua invenção: uma máquina capaz de se deslocar não pelo espaço (através das três dimensões conhecidas) , mas através do tempo. Claro que seus amigos o recebem com ceticismo, apesar do brilhantismo de suas teorias. Decidido a provar seu intento, o homem se senta na poltrona diante do aparentemente simples painel de sua máquina, composto de duas alavancas e um cronômetro, e desaparece por uma semana. Ao retornar diante do olhar preocupado de seus amigos, ele narra sua incrível jornada ao ano 802.701, um futuro longínquo em que a humanidade foi resumida a duas raças: Os Elois, de porte pequeno e feições belas e os Morlocks, criaturas disformes e de hábitos canibalescos que vivem nos subterrâneos e se alimentam dos Elois. Estes são completamente indefesos e levam uma vida contemplativa e passiva. O viajante se revolta com os descendentes da raça humana e a total falta de perspectiva de evolução seja natural ou social.

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VERSÃO DE 2003 COM GUY RITCHIE

Apesar do impacto de tentar alertar os leitores do futuro sombrio ao qual a raça humana pode se condenar, H.G.Wells usou da ficção científica como metáfora para retratar as contradições da era vitoriana: O abismo entre burguesia e proletariado observado com a Revolução Industrial, a luta de classes preconizada pelas teorias marxistas, a evolução das espécies de Darwin formam um conteúdo de sub-leitura em “A Máquina do Tempo”, bem como em outras obras do autor, ecos de sua visão apurada capaz de questionar o presente falando do que está por vir. Wells usou do artifício da viagem ao futuro para tecer sua visão crítica de um processo de industrialização selvagem que ignora a condição humana.

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INSPIRAÇÃO PARA O FUTURO. É bem provável que H.G.Wells não tenha previsto que seu romance seria precursor das histórias sobre viagem no tempo, praticamente um sub´gênero dentro da literatura de ficção científica, da qual ele e o francês Jules Verne são os pais. Diversos autores ao longo do século passado criaram histórias desse mote. O renomado Isaac Azimov, por exemplo, publicou em 1955 “O Fim da Eternidade” (The End of Eternity) sobre uma organização que existe fora do tempo e composta de homens que se auto-denominam “Eternos”, embora não sejam imortais. O romance lida com os paradoxos da viagem temporal à medida que Asimov discorre sobre os perigos de intervenção no passado.  Cinco anos antes, Azimov já havia tratado da viagem no tempo no livro “827 Era Galáctica” (Peeble in the Sky) sobre um velho alfaiate transportado para um futuro em que o planeta está radiativo e é governado por um conselho de anciões que rege o mundo de forma opressora.

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Charlton Heston, Kim Hunter & Roddy McDowell em “O Planeta dos Macacos” de 1968

Uma das obras mais marcantes do gênero foi publicada em 1963, escrita pelo francês Pierre Boulle, entitulada “O Planeta dos Macacos” (La Planète des Singes) , uma obra distópica em que o autor usa do artifício da viagem no tempo para alertar as gerações de que a supremacia do homem no mundo não é eterna. Uma crítica social e uma curiosa análise da evolução darwiana invertida, o livro de Boulle foi adaptado por várias mídias (Tv, cinema, HQs) e continua instigante até hoje. Igualmente instigante é a série de nove livros, escrita pelo autor espanhol J.J.Benitez, “ Operação Cavalo de Tróia” (Caballo de Troya) lançada entre 1984 e 2011 onde um viajante temporal volta ao passado para comprovar a existência de Jesus Cristo. Os mais de 6 milhões de livros vendidos mundialmente parecem mostrar o interesse do público por histórias do tipo, apontando a infinidade de possibilidades narrativas. A norte-americana Audrey Niffenegger publicou em 2003 “A Mulher do Viajante do Tempo” (The Time Traveller’s Wife) sobre uma anomalia genética que faz um homem ricochetear para frente e para trás em seu período de vida. O livro de Niffenegger deixa o tom aventuresco da viagem para fazer um romance carregado de emotividade. O mesmo não pode ser dito do prolífico Stephen King que publicou em 2011 “Novembro de 1963” (11/22/63) em que um homem volta ao passado para evitar o assassinato de Kennedy, provocando uma mudança na linha temporal com graves consequências. O livro de King ganhou diversos prêmios, publicado no Brasil pela Suma de Letras.

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Tunel do Tempo : Série Clássica de Irwin Allen

OUTRAS MÍDIAS.  Viajar no tempo tornou-se o argumento ideal para várias séries de TV. No final da década de 60 houve “O Tunel do Tempo” (The Time Tunnel) sobre dois cientistas americanos que ficam perdidos visitando aleatoriamente diversos períodos históricos. A série, criada por Irwin Allen e estrelada por James Darren e Robert Colbert, foi muito famosa no Brasil mas teve curta duração, com 30 episódios. Melhor sucedida e extremamente inventiva foi no final da ´década de 80 “Contra Tempos’ (Quantum Leap) onde um cientista desloca sua consciência para os corpos de diversas pessoas do passado, sem conseguir é claro controlar suas partidas ou chegadas à medida que interfere no curso de vidas. A série recebeu vários prêmios e foi produzida ao longo de 5 temporadas. Séries de antologia aproveitaram bem o tema e contaram histórias bem interessantes como a clássica “Além da Imaginação” (The Twilight Zone) que  transmitiu em Fevereiro de 1960 o episódio “The Last Flight” , roteirizado pelo renomado Richard Matherson. Nele, um piloto da Primeira Guerra Mundial atravessa um portal e chega a uma base aérea americana.  Ainda mais instigante foi o episódio “Soldier” da série de antologia “Quinta Dimensão” (The Outer Limits). Escrita por Harlan Ellison, o episódio mostrava um soldado de uma guerra futurística enviado ao passado da Terra em perseguição a um perigoso inimigo, em uma luta que pode mudar o curso da história. O conto de Ellison guarda uma incrível similaridade com a trama de “O Exterminador do Futuro” (The Terminator) sobre a viagem ao passado para corrigir o futuro, anunciando para Abril de 2011 o dia em que o computador Skynet se torna consciente e ordena o extermínio da vida humana no planeta. Ellison chegou a processar o diretor James Cameron por plágio, o que não impediu o filme de ser tornar um sucesso com várias sequências (a mais recente se chama “Terminator: Genysis” , lançada esse ano nas telas), além de produtos derivados em outras mídias como games, séries de TV e HQs.      A ideia de corrigir, violar ou desviar a linha temporal ainda gerou um roteiro engenhoso pelas mãos de Bob Gale e Robert Zemeckis, que gerou o filme “De Volta Para o Futuro” (Back to the Future) cuja data de 21 de Outubro de 2015 (mostrada no segundo filme) foi recentemente celebrada na mídia internacionalmente. Todas essas histórias explorando criativamente as teorias sobre paradoxos, e de como pode ser desastroso modificar o futuro alterando o passado também serviu na franquia “Star Trek” diversas vezes incluindo o recente reboot dirigido por J.J.Abbrams em 2009. Todas essas datas exploram dramaticamente o recurso temporal como justificativa narrativa para se criar uma grande aventura e encontram um enorme público que viaja junto em cada uma delas, ao menos na imaginação.

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Christopher Lloyd & Michael J.Fox em “De Volta Para o Futuro”

AS ADAPTAÇÕES. O romance de H.G.Wells foi levado às telas duas vezes: Primeiro em 1960, dirigido por George Pal e estrelado por Rod Taylor e Yvette Mimieux. Essa versão de “A Máquina do tempo” (The Time Machine) deu ao viajante um nome (coisa que no livro foi omitido pelo autor) , curiosamente H. George Wells, conforme mostrado, no filme, na placa colocada no painel da máquina. O filme dá a data de 12 de Outubro como a chegada de George no futuro, uma metáfora para a chegada em um novo mundo, já que foi esta a data de chegada de Colombo na América. O filme ganhou na época o Oscar de melhor efeitos especiais, além de ter sido indicado para o Hugo Awards (prêmio dado a obras de fantasia e ficção cientifica). A obra de Wells teve nova adaptação em 2003, dirigido pelo neto do próprio H.G.Wells, Simon Wells. Novas mudanças foram feitas no material original como forma de dinamizá-la para a nova geração: o viajante foi rebatizado de Alexander Hartdegen e sua história pessoal, inexistente no livro de Wells, foi adicionada com um amor trágico para servir de impulso para sua busca pelo tempo. Os vilões, os Morlocks, ganharam a figura de um líder inteligente, interpretado pelo ator Jeremy Irons. Outra adaptação que merece menção é o roteiro, escrito por Nicholas Meyer e dirigido pelo próprio, que imagina uma perseguição de H.G.Wells a Jack o estripador transportando-o da Inglaterra Vitoriana a São Francisco do final da década de 70. O filme entitulado “Um Século em 43 Minutos” (Time After Time) trouxe Malcolm McDowell no papel de H.G. Wells e Mary Steenburgen como seu interesse romântico do futuro, Amy Robbins, nome da segunda esposa do autor de “A Máquina do tempo”, na vida real.

“A possibilidade de viajar no tempo permanece em aberto. Mas não quero apostar nisso. Meu adversário na aposta talvez tenha a vantagem injusta de saber o futuro” (Stephen Hawkings)

A CIÊNCIA & A FICÇÃO. Mas,  afinal de contas, é possível se mover através do tempo ? Conseguiremos um dia vencer as barreiras que limitam nossa existência involuntariamente linear ? Para Isaac Newton o tempo era único e absoluto, sem possibilidade de nos mover para frente ou para trás. Quando Albert Einstein desenvolveu sua teoria da relatividade jogou uma luz sobre o assunto. Se pudéssemos nos mover próximo à velocidade da luz, poderíamos avançar no tempo, mas nunca houve um meio físico, tal qual pensamos em uma máquina, pois nossa engenharia não é avançada o suficiente para isso. De acordo com Einstein, em trabalho publicado originalmente em 1905, se alguém se afastasse do planeta Terra o tempo para ele correria mais devagar que para um observador em nossa superfície. Quando o viajante retornasse para a Terra, seria de fato como se ele tivesse viajado para o futuro. Einstein  refinou as teorias de Newton e Galileu mostrando que a passagem do tempo não é um valor absoluto e imutável. Contudo, nada pode viajar mais rápido que a velocidade da luz, grandeza essa que, se vencida, permitiria o deslocamento temporal. Outro trabalho que enriqueceu as hipóteses em torno do tema foi a noção de “buraco de minhoca”       (em inglês: wormhole) desenvolvida pelo físico norte-americano John Archibald Wheeler em 1957. Este trata-se de uma forma de dobrar o espaço, criando um túnel ou atalho entre dois pontos do espaço-tempo, dois lados da mesma moeda. O que matematicamente se torna provável, no entanto, é um desafio que nossa mecânica e engenharia não conseguem concretizar, ou seja, transportar um individuo para o passado ou para o futuro. As teorias ganharam mais impulso na mídia depois do trabalho do astro-físico inglês Stehen Hawkings em seu livro “Uma breve história do tempo”, publicada originalmente em 1984. Nele, Hawkings divaga sobre essas possibilidades e admite que há vários buracos de minhoca ao nosso redor, ao nível sub-atômico, portanto invisível ao nossos olhos e impossíveis de serem acessados. O físico adianta que é necessário que a ciência e a tecnologia se desenvolvam mais de forma a superar as limitações físicas para se dobrar o espaço-tempo. Ao mesmo tempo, o autor ratifica a impossibilidade de visitar o passado, se referindo à ausência de visitantes vindos do futuro que comprovassem a volta no tempo. Outra barreira aparentemente intransponível para a viagem no tempo é o chamado “paradoxo do vovô”: Se alguém voltasse no tempo e impedisse que seu avô casasse com sua avó, então você não nasceria. Logo, se não nasceu, você não existe e, portanto, não poderia viajar no tempo. A contradição representada pelo pensamento lógico parece apontar que, em vez de viajar para seu passado, você estaria criando uma realidade paralela resultante de sua intervenção no passado, conforme explicado pelo personagem Spock (Zachary Quinto / Leonard Nimoy) no filme “Star Trek” de 2009 e, ainda mais inventivamente no filme “Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect) de 2004, onde cada interferência no curso do passado, provoca uma mudança ainda mais drástica e imprevisível, conforme fundamentado pela conhecida teoria do caos e em noções matemáticas desenvolvidas em 1963 por Edward Lorenz, matemático e filósofo norte-americano. Mesmo restrito à imaginação de escritores e sonhadores, a viagem no tempo é ainda tão fascinante hoje quanto foi há 120 anos, quando H.G.Wells lançou seu livro, adiantando em plena era vitoriana que o que está por vir não é fixo, mas sim volátil,  mutável e questionável. Quem sabe assim esse autor possa um dia provar que a mente humana pode visitar e revisitar o que já foi e acrescentar um novo parágrafo a esse artigo de que a ficção de outrora se tornou o fato do presente, reescrevendo o futuro como se fosse um artigo como tal faço.

 

HALLOWEEN 2015 : PARTE II – AS CASAS MAL-ASSOMBRADAS

haunted house cart                               A literatura e o cinema sempre se interessaram por histórias de infestações, como também chamadas as casas mal assombradas. Muitas histórias desse tipo já foram contadas e se misturam muitas vezes à crendices e lendas criadas em torno de manifestações de espíritos que se recusam a cruzar o portal entre essa vida e a outra, ficando presos no mundo dos vivos. Parapsicólogos e estudiosos realizaram estudos diversos sobre casos, alguns dos quais notórios como “Horror em Amityville”. Baseado no livro de Jay Enson publicado em 1974 conta a história da casa no subúrbio de Long Island que foi palco de um brutal evento: Robert DeFeo Jr matou os pais e os irmãos menores alegando estar possuído por um espírito maligno. Anos mais tarde, a casa em que moravam foi vendida para a família Lutz, que por sua vez relatou ter presenciado fatos sobrenaturais decorrentes do assassinato de tempos atrás. A história virou filme em 1979, com sequências e uma refilmagem que  perpetuaram a assustadora história que nunca foi provada como real. A própria família Lutz foi desmoralizada e acusado de enganadores já que os moradores da casa que vieram depois disseram nunca ter visto nada de sobrenatural. O assassino da família DeFeo foi preso, condenado à prisão perpétua e ainda vive. O casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren investigou os eventos de infestação em Amityville, além de outros casos, gerando o recente filme “Invocação do Mal” (The Conjuring) que em breve ganhará uma aguardada sequência.

INVOCAÇÃO DO MAL

INVOCAÇÃO DO MAL

Steven Spielberg escreveu a história de uma infestação afetando a vida de uma família classe média em “Poltergeist – O Fenôneno” (Poltergeist) de 1982, dirigido por Tobe Hopper e que ficou famoso na época por conta de histórias de bastidores que asseguravam coisas estranhos acontecendo no set de filmagem, além das mortes de atores como a jovem Dominique Dunne, assassinada pelo namorado na época de lançamento do filme e da própria protagonista, a menina Heather O’Rourke que depois de fazer as duas sequências lançadas respectivamente em 1986 e 1988, faleceu aos 12 anos. Apesar dos rumores iniciais de que seu falecimento se deu por uma causa inexplicável, a menina teve seu destino fatal por virtude de um diagnóstico médico equivocado que confundiu estenose congênita com a Doença de Crohn.

A CASA DA NOITE ETERNA

A CASA DA NOITE ETERNA

A literatura do gênero ainda rendeu dois nomes de imenso talento: Richard Matherson (1926 – 2013) e Stephen King. O primeiro escreveu, em 1971, o conto “The Hell House” sobre quatro pessoas reunidas por um fim de semana para desvendar os segredos da Mansão Belasco. No ano seguinte, a história foi adaptada para o cinema pelo diretor John Hough e rebatizada “A Casa da Noite Eterna” (The Legend of the Hell House) estrelada por Clive Revill, Roddy McDowell e Pamela Franklin. A história, carregada de sensualidade, mantém o clima de perversão e horror impregnado na história original e que veio a ser premiada por Festival de Avoriaz em 1974, além do Saturn Awards. História bem semelhante, igualmente saída das páginas de um livro foi “The Haunting on the Hill House” de Shirley Jackson, levado às telas em 1963 por Robert Wise e chamado “Desafio do Além” (The Haunting), sendo refilmado em 1999 por Jan DeBont em “A Casa Amaldiçoada”(The Haunting) , este tendo no elenco Liam Neeson, Catherine Zeta Jones, Owen Wilson e Lily Taylor. O filme orginal de Wise se saiu melhor por saber explorar os aspectos psicológicos inerentes no roteiro e com notável fotografia em preto e branco.

O ILUMINADO

O ILUMINADO

Ninguém supera, no entanto, em termo de impacto ao escritor norte-americano Stephen King que lançou em 1977 o livro “O Iluminado” (The Shining) que se passa no fantasmagórico hotel Overlook, no meio das montanhas durante um forte inverno e que se torna palco do pesadelo vivido pelo escritor Jack Torrance, possuído por entidades malignas. Apesar de algumas diferenças entre livro e filme, este se tornou uma obra prima do gênero dirigida por Stanley Kubrick e estrelada por Jack Nicholson. Embora o próprio autor tenha declarado não ter gostado do resultado final de sua adaptação (houve uma segunda versão feita para a Tv muitos anos depois, mas esquecível), é inegável que a visão cinematográfica de Kubrick e a atuação alucinada de Nicholson fizeram do filme um dos melhores do gênero. Há dois anos atrás, King publicou uma sequência para “O Iluminado” entitulada “Doctor Sleep” e que se prevê para breve em uma adaptação para as telas. King também é o autor do conto “1408”, que gerou um filme homônimo em 2007 estrelado por John Cusack. A história é menor se comparada a “O Iluminado”, mas diverte os apreciadores de King.

A MULHER DE PRETO

A MULHER DE PRETO

Recentemente, o avanço dos efeitos especiais permitiu revisitar os clichês do tema com alguns resultados medianos como “A Mulher de Preto” (The Woman in Black) de 2013, adaptado da obra de Shirley Jackson e estrelado por Daniel Radcliff (Harry Potter). O filme produzido pela clássica Hammer Films coloca Radcliff como um advogado no início do século XX enfrentando um espírito maligno que mata crianças. Em meio a casas e hotéis obscuros, digno de se mencionar é a criatividade nipônica que gerou os fantasmas de Samara e Toshio, respectivamente vistos em “O Chamado” (The Ring) de 2002, que teve um segundo filme pouco depois e um terceiro já foi anunciado para o ano que vem, e “O Grito” (Grudge) de 2003, que também entrou na lista de continuações. Para terminar esse passeio fantasma, uma pérola: Em 1982, o veterano Fred Astaire experimentou o gênero em “Histórias de Fantasmas” (Ghost Story) sobre o espírito de uma mulher vingativa voltando do além para matar seus desafetos. O filme consegue ser curioso e mediano e uma inventiva sugestão para um dia de Halloween.

HALLOWEEN 2015 : PARTE 1 – VAMPIROS

A PARTIR DESSA SEMANA PUBLICAREI DURANTE O MÊS DE OUTUBRO ARTIGOS SOBRE TEMAS RELATIVOS AOS FILMES DE TERROR COMO CELEBRAÇÃO DO HALLOWEEN DESSE ANO. O PRIMEIRO TEMA A SER PUBLICADO É SOBRE AS FAMIGERADAS, PORÉM SEDUTORAS CRIATURAS DA NOITE. VEJAMOS UM POUCO SOBRE A NATUREZA DE SEUS HÁBITOS E EM SEGUIDA UMA SELEÇÃO DOS MELHORES FILMES DO GÊNERO:

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HISTÓRIAS DE VAMPIROS SÃO, NA VERDADE, ANTERIORES AO ROMANCE “DRÁCULA” DE BRAM STOKER, QUE FOI PUBLICADO EM 1897. NAQUELE FINAL DO SÉCULO XIX, O CONTINENTE EUROPEU JÁ COLECIONAVA DIVERSOS RELATOS DESAS CRIATURAS NOTÍVAGAS QUE SE LEVANTAVAM DE SUAS TUMBAS PARA SE ALIMENTAR DE SANGUE HUMANO. EM UMA ÉPOCA DE MUITA SUPERSTIÇÃO E REPRESSÃO SEXUAL, O VAMPIRO SURGIA COMO A PERSONIFICAÇÃO DE UMA CONDUTA LASCIVA, METÁFORA PARA O SEXO FORA DO CASAMENTO. A MORDIDA NO PESCOÇO GUARDA CONOTAÇÕES DE SEDUÇÃO QUE SUGEREM O ORGASMO E O DESEJO INCONTIDO DE PRAZER CARNAL. ALÉM DISSO, O VAMPIRO TAMBÉM É UM REBELDE POIS DESAFIA AS LEIS DE DEUS: VIVE ETERNAMENTE E SE MANTEM JOVIAL COM SUA RIGOROSA DIETA A BASE DE SANGUE. HOUVE QUEM SEGUISSE TAL NOÇÃO AO PÉ DA LETRA COMO A LENDÁRIA CONDESSA HÚNGARA ELIZABETH BATHORY(1560 – 1614 ), QUE OBCECADA PELA BELEZA ETERNA, COMETEU CRIMES HEDIONDOS, VINDO A SE BANHAR NO SANGUE DE BELAS VIRGENS, MOTIVO PELO QUAL ESTA FICOU CONHECIDA COMO “CONDESSA DRÁCULA”. SUA HISTÓRIA SERVIU DE INSPIRAÇÃO PARA O ESCRITOR IRLANDÊS JOSEPH SHERIDAN LE FANU ESCREVER SEU ROMANCE “CARMILLA“, PUBLICADO EM 1872, E QUE TAMBÉM INICIOU A CONOTAÇÃO DE QUE O VAMPIRISMO NÃO ESTAVA PRESO A HETEROSEXUALIDADE, SUGERINDO LESBIANISMO, OUTRA CONDUTA IGUALMENTE ESCANDALOSA PARA A SOCIEDADE EUROPÉIA DE ENTÃO. NA LITERATURA, E DEPOIS NO CINEMA, O FIGURA DO VAMPIRO EVOCOU A SEDUÇÃO E O MEDO, A VIDA ETERNA E A MORTE. SE DRÁCULA TORNOU-SE SINÔNIMO DE VAMPIRISMO, TAMBÉM ESTABELECEU OS CÂNONES DO GÊNERO : A ESTACA NO CORAÇÃO, O DOMÍNIO SOBRE AS CRIATURAS DA NOITE ENTRE OUTROS. AINDA EM 1927, O CINEASTA ALEMÃO F.W.MURNAU FEZ UMA ADAPTAÇÃO NÃO OFICIAL E QUE GANHOU IDENTIDADE PRÓPRIA NO GÊNERO: “NOSFERATU” TRANSFORMANDO A SEDUÇÃO EM REPULSA, DESTILANDO MEDO E INCORPORANDO TODA UMA ESTÉTICA ARTÍSTICA QUE FARIA HISTÓRIA. MUITOS ANOS DEPOIS, O ESCRITOR NORTE AMERICANO PUBLICOU, EM 1975, “A HORA DO VAMPIRO” (SALEM’S LOT). FOI SEU SEGUNDO LIVRO DECLARADAMENTE INSPIRADO NO LIVRO DE BRAM STOKER. A NORTE-AMERICANA ANNE RICE EXPLOROU NOVAS FRONTEIRAS DO VAMPIROS QUANDO CRIOU O VAMPIRO LESTAT , E EM 1976, PUBLICOU “ENTREVISTA COM O VAMPIRO” (INTERVIEW WITH THE VAMPIRE) QUE GEROU UMA LEGIÃO DE FÃS, CONQUISTADOS AO LONGO DE UMA SÉRIE DE LIVROS DO GÊNERO. MENOS CONHECIDO DO PÚBLICO BRASILEIRO, MAS BASTANTE INTERESSANTE É O EDITOR E JORNALISTA AMERICANO MICHAEL ROMKEY, QUE PUBLICOU EM 1990 “i VAMPIRE“, ONDE UM HOMEM DESILUDIDO REDESCOBRE UM SENTIDO MAIOR PARA SUA VIDA AO SE APAIXONAR POR UMA VAMPIRA. ROMKEY POSTULA QUE VÁRIAS FIGURAS HISTÓRICAS COMO O RUSSO RASPUTIN E JACK O ESTRIPADOR SÃO VAMPIROS. O SUCESSO DESSE LIVRO LEVOU TAMBÉM A UMA SÉRIE LITERÁRIA BEM SUCEDIDA. VEJAMOS ABAIXO, UMA LISTA DE FILMES MEMORÁVEIS SOBRE ESSES FASCINANTES SUGADORES DE SANGUE QUE INFLAMAM A IMAGINAÇÃO DOS APRECIADORES DO GÊNERO :

1- HORROR DE DRÁCULA (1958) – FOI O PRIMEIRO FILME DE DRÁCULA ESTRELADO PELO SAUDOSO CHRISTOPHER LEE, CONHECIDO PELA NOVA GERAÇÃO COMO O SARUMAN DE “O SENHOR DE ANÉIS” & “O HOBBIT”. LEE SUPEROU A JÁ EXCELENTE ATUAÇÃO DE SEU ANTECESSOR NO PAPEL (BELA LUGOSI). A PRDUTORA HAMMER CRIOU UMA VERDADEIRA DINASTIA DE FILMES DE TERROR E O MESTRE LEE UM DOS SEUS MAIORES EXPOENTES. COM POUCAS PALAVRAS E SEM CONTAR COM GRANDES EFEITOS, SUA ATUAÇÃO É ASSUSTADORAMENTE PERFEITA. COM SEU OLHAR E POSTURA ARISTOCRÁTICA, NADA MAIS É NECESSÁRIO.

DRACULA

2- DRÁCULA DE BRAM STOKER (1990) – É A MAIS PRÓXIMA ADAPTAÇÃO DO ROMANCE DE STOKER, MAS AINDA REINVENTA ALGUMAS PASSAGENS. GARY OLDMAN ESTÁ EXCELENTE NO PAPEL E A DIREÇÃO DE COPPOLA SOUBE COMO CONDUZIR A HISTÓRIA TIRANDO A ESSÊNCIA DAS PALAVRAS DE STOKER E TRADUZINDO-AS EM IMAGENS.

BSTOKER

3- A HORA DO ESPANTO (1985) -ESQUEÇA A REFILMAGEM DE 2011, O FILME DIRIGIDO POR TOM HOLLAND COM RODDY MCDOWALL E CHRIS SARANDON AINDA É MELHOR.

FRIGHTNIGHT

4- NOSFERATU (1979) – O DIRETOR ALEMÃO WERNER HERZOG CONSEGUIU A DIFICIL TAREFA DE ADAPTAR O FILME DE MURNAU. IMAGENS E CONTEUDO CAPAZ DE INTERESSAR MESMO AO NÃO AFICCIONADOS PELO GÊNERO.

NOSFERATU

5- DEIXE-ME ENTRAR (2011) – MATT REEVES REFILMOU A PRODUÇÃO SUECA QUE ADAPTAVA O LIVRO DE JOHN LINDQUIST SOBRE UMA NOVEMN VAMPIRA E SUA AMIZADE COM UM MENINO QUE SOFRE BULLYING NA ESCOILA. INTERESSANTISSIMO E BEM ATUADO PELA OTIMA CHLOE GRACE MORETZ.

DEIXE

OUTRAS SUGESTÕES :

DRÁCULA A HISTÓRIA NÃO CONTADA (2014), OS GAROTOS PERDIDOS (1987), VAMPIROS DE JOHN CARPENTER (1995), SOMBRAS DA NOITE (2013), ENTREVISTA COM O VAMPIRO (1994), A SOMBRA DO VAMPIRO (2013)  E VOCÊS QUAL SEU FILME FAVORITO SOBRE VAMPIROS ?