SHAZAM ! A VOLTA DO CAPITÃO MARVEL ORIGINAL

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               Todos conhecem a palavra mágica: SHAZAM, mas poucos sabem que ele já foi mais popular dos heróis, que ficou no limbo após perder uma longa batalha judicial e que ele foi o primeiro a se chamar Capitão Marvel, muitos antes que a editora Marvel existisse. Ele renasceu nos quadrinhos, migrou para outras mídias e volta em um blockbuster para nos lembrar que é fácil virar um super-herói, basta estar ao alcance de um raio mágico.

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                 Foi com o lançamento de “Action Comics #1” pela National Periodics (atual DC Comics) que se iniciou a era de ouro dos quadrinhos. Talvez seja difícil para as pessoas de hoje, acostumados a tantos super-heróis, imaginarem o impacto daquelas páginas, iniciadas com um imponente homem erguendo carros por sobre a cabeça. Entre os vários personagens surgidos no rastro de vendas do Superman, disputando um lugar na fértil imaginação das crianças, o único que conseguiu rivalizar e superar nasceu da mente do roteirista Bill Parker e do desenhista C.C.Beck, estampando a capa de “Whiz Comics #2”, da editora Fawcett. Também arremessando um carro longe, o novo personagem não era um visitante de outro planeta, mas um menino transformado em um super-herói ao pronunciar o nome de um mago, que é o acrônimo de seis imortais e seus dons (a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio). Era fevereiro de 1940, um ano depois que Martin Goodman fundasse a Timely Comics (futura Marvel Comics), meses depois de iniciado o conflito na Europa. Billy Batson trabalha como locutor de rádio, e ao ser guiado por uma figura misteriosa até o mago Shazam torna-se seu escolhido para ser um campeão da justiça intitulado “Capitão Marvel”, depois que os editores descartaram a ideia inicial de chamá-lo “Capitão Trovão”. Em 1941, o Capitão Marvel tornou-se o primeiro super-herói a ser adaptado para o cinema, antes mesmo de “Superman” e “Batman”, vivido pelo ator Tom Tyler em “The Adventures of Captain Marvel”, um seriado dividido em 12 capítulos. Não demorou muito para que o herói, cujo rosto desenhado foi inspirado no ator Fred MacMurray, ganhasse mais espaço em novos títulos “Captain Marvel Adventures”, “Wow Comics”, “Marvel Family” e “America’s Greatest Comics”, e logo uma periodicidade quinzenal no auge de sucesso do personagem, vendendo tiragens muito superiores às do Superman.

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              Claro, que todo esse sucesso despertaria incômodos na concorrência, e a National Periodics processou a Fawcett por plágio. Afinal, haviam semelhanças inegável entre o homem de Krypton e o Capitão Marvel. Ambos com força e habilidades sobre-humanas (embora a princípio o Superman não voasse como o Capitão Marvel, apenas saltava grandes distâncias), o maior inimigo de ambos eram cientistas loucos, Lex Luthor contra o Superman e o Dr.Silvana contra o Capitão Marvel. Ainda assim, a popularidade do Capitão era inegável e seu apelo com o público leitor era uma afronta para a editora do Superman. Em dezembro de 1941 surgiu o Capitão Marvel Jr (Whiz Comics #25) e um ano depois Mary Marvel (Captain Marvel Adventures #18), que teve as feições inspiradas no rosto de Judy Garland, ampliando o conceito inicial para a formação da “Família Marvel”, e outros coadjuvantes chegaram ora como aliados ora como vilões como o Sr.Malhado (o tigre falante), o Sr.Cérebro, o Adão Negro (versão maligna do Capitão) entre outros. Em 1946, um milhão e meio de exemplares vendidos eram uma afronta para a concorrência e uma vitória para a Fawcett Comics, que ganhou o processo movido pela National Periodics.

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           Na início da década de 50, a publicação de quadrinhos de super heróis foi prejudicada pela caça às bruxas iniciada em meados da década anterior pelo psicólogo Dr.Fredrich Wartham, autor de “The Seduction of the Innocents” e os lucros caíram muito quando várias editoras, para sobreviver, se voltavam para outros nichos como histórias de guerra, policiais, cowboys e terror. A National recorreu e a Fawcett se viu com baixas vendas e sem recursos para continuar a se defender. Em 1953, a editora desistiu do Capitão Marvel, interrompendo sua publicação e pagando US$400.000 à editora do Superman. Curiosamente, no Brasil a RGE continuava publicando as aventuras do Capitão Marvel, e na falta de material novo produziu histórias novas com artistas brasileiros, incluindo um encontro não oficial entre o herói da Fawcett e o tocha Humana Original publicado no “Almanaque do Globo Juvenil” de 1964. Essa história é item raro de colecionador.

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          Em 1973, a agora renomeada DC Comics licenciou o Capitão Marvel junto a Fawcett relançando-o nas bancas. Contudo, Stan Lee havia criado um novo personagem com esse nome em “Marvel Super Heroes #12” (Dezembro de 1967) e, embora o nome pudesse ser usado no interior das histórias, o título da nova revista passou a ser apenas “Shazam”, publicado no Brasil pela editora Ebal. O material trazia os roteiros de Denny O’Neill para os desenhos do próprio C.C.Beck, e já começava com uma irônica capa que trazia o Capitão Marvel ao lado do Superman. A história revelava que nos últimos 20 anos (período em que os personagens não foram publicados) todos estavam congelados por uma invenção descontrolada do Dr.Silvana. À publicação desse material, a Ebal acrescentou nas páginas várias histórias originais dos anos 40. A Ebal ainda publicou em 1980 “Superman Vs. Shazam!”, levando para a fantasia a rivalidade que se instaurou entre as editoras de ambos. Essa rivalidade seria revivida muito mais tarde na mini-serie “O Reino do Amanhã” (Kingdom Come) de Alex Ross e Mark Waid onde Superman e o Capitão Marvel…digo Shazam, travam uma batalha de vida e morte.

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          Durante os anos seguintes o personagem voltou à mídia televisiva no seriado “Shazam!” com Michael Grey no papel de Billy Batson enquanto o Capitão Marvel foi vivido por John Davey, e depois Jackson Bostwick. O seriado, no entanto, nada tinha a ver com os quadrinhos, sem super vilões a combater, mas sempre com uma mensagem moralizante ao final. A Filmation produziu a série, que no Brasil foi exibida pela Globo e SBT. Recentemente foi divulgado que a série será relançada no serviço de streaming “DC Universe”. Ainda houve uma animação também da Filmation realizada em 1981.

           O personagem voltou a ser deixado de lado depois que a DC Comics reformulou seu universo em 1985. Seis anos depois a Dc comprou em definitivo os direitos do personagem e o relançou em 1995 na série “The Power of Shazam” com roteiros de Jerry Ordway que evocavam todo a glória do passado, mas que ainda o deixava como um anacronismo em meio à fase que a editora passava com tragédias como a morte do Superman, a queda do Morcego ou a transformação do Lanterna Verde em Parallax. A revista foi descontinuada após 50 números, mas o personagem ainda recebeu tratamento digno nos especiais “Shazam – O Poder da Esperança” (2000) e “Shazam e a Sociedade dos Monstros”(2003) . Só em tempos recentes com Geoff Johns o personagem foi reformulado na linha “Os Novos 52”. Foi esse material, que deixou de lado em definitivo o título “Capitão Marvel”, e que foi usado como base para o filme estrelado por Zachary Levi. A magia do personagem continua a encantar uma nova geração de leitores, que aprende a descobrir o herói que existe em cada um de nós, crianças e adultos, transformados ao som de um relâmpago mágico.

PREDADOR – TODOS OS FILMES & HQS

             Nos anos 80, dois monstros, que bem mais tarde viriam a se confrontar nas telas, caíram no gosto e na imaginação popular. Na década em que E.T de Spielberg fez da figura alienígena uma fábula moderna, tivemos os xenomorfos de “Alien” e o caçador de “Predador”.

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              Era a segunda metade dos anos 80 e os irmãos Jim e John Thomas tiveram a ideia de usar a truculência de Rambo contra um alienígena em um lugar ermo e selvagem. Batizado de “Hunter” (Caçador), o roteiro chegou até os escritórios da 20th Century Fox, e daí até as mãos de Arnold Scwarzenegger, um dos astros de ação da década recém-saído de sucessos como “Comando Para Matar” e “Exterminador do Futuro”. O ex fisioculturista gostou do roteiro, mas discordou da ideia inicial dos irmãos Thomas de ter um único protagonista. Por sua sugestão foi acrescentado uma equipe de soldados de elite, um a um sendo caçados nas selvas da Guatemala pela criatura. Esta pouco aparece no início, se camuflando de forma impressionante graças aos efeitos especiais do técnico Stan Winston (1946-2008), que já havia trabalhado com Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro” (1984). Quando Winston entrou no projeto, algumas cenas já haviam sido filmadas com Jean-Claude Van Damme vestindo uma roupa bem diferente. O produtor Joel Silver o demitira, segundo consta porque não parava de usar golpes de kickboxing. Além disso a roupa precisaria ser toda redesenhada e as filmagens precisaram ser suspensas para que Winston redefinisse o visual da criatura, o que fez com a colaboração de James Cameron. Foi o diretor de “O Exterminador do Futuro” quem sugeriu a Winston a mandíbula retrátil do monstro.

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           O diretor John McTiernan só havia feito um único trabalho antes e “Predador” foi seu primeiro trabalho de grande orçamento, estimado em torno de US$15 milhões. O filme seria enfim um mixto de ação, ficção científica e terror ao som de “Long Tall Sally” de Little Richard a medida que a equipe do Major Dutch Schaffer (Schwarzengger) se aproxima de sua fatídica missão. Além de Arnold, o elenco tem Carl Weathers, mundialmente conhecido como o Apollo Creed da série Rocky, Jesse Ventura, ex lutador que tornou-se governador de Minnesota em 1998 e Shane Black, ator, diretor e roteirista. Black é o responsável pelo novo “Predador” além de um dos melhores roteiristas de filmes de ação, tendo escrito o roteiro de “Máquina Mortífera”. Já a criatura, depois da demissão de Van Damme, ficou com Kevin Peter Hall que também aparece no filme como o piloto do helicóptero de resgate. O elenco precisou suportar diversos inconvenientes como o calor das locações, a humidade, animais como cobras, escorpiões e sangue-sugas. A dedicação de Arnold era notável filmando sua participação poucas horas antes do ensaio para seu casamento com Maria Shriver. Anos mais tarde o programa “Caçadores de Mitos” desmistificou que cobrir o corpo com lama conseguiria ocultar o calor como Dutch faz para se esconder da criatura, depois que esta mata toda sua equipe e prova que o musculoso astro não é tão indestrutível como seus outros papeis sugeriram.

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         Claro que a bilheteria de quase US$60 milhões só em território americano indicaria uma sequência, mas a Fox só se convenceu de fato quando os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse popularizaram ainda mais o monstro caçador. Contudo, McTiernan cobrou alto demais para retornar e a Fox, decidida a reduzir o orçamento da continuação, se recusou. McTiernan preferiu fazer “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) e Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5) assumiu a realização de “Predador 2 – A Caçada Continua”, sem Schwarzenegger que não aprovou a mudança da selva para o ambiente urbano de uma metrópole futurista. O estúdio queria Steven Seagal para substituir Arnold, mas Danny Glover e Gary Busey foram contratados para o elenco com Kevin Peter Hall repetindo o papel da criatura, uma outra do planeta natal dos caçadores. Uma das ideias difundidas nos quadrinhos da Dark Horse foi incorporada no filme quando o Tenente Harrigan (Glover) entra na nave do monstro e encontra uma caveira de um xenomorfo, anunciando um confronto que foi primeiro realizado nas hqs da Dark Horse, e em 2004 adaptada para as telas em “Alien Vs Predador”. Este teve relativo sucesso de bilheteria e convenceu a Fox, dona das duas franquias, a fazer a continuação “Alien Vs Predador 2 – Requiem” de 2007.

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            Alcançando extrema popularidade durante a década anterior, o Predador foi usado em diversos crossovers com super heróis como “Batman x Predador” em três mini-séries publicadas entre 1991 e 1997, ”Superman x Predador” em 2000 e até mesmo “Tarzan x Predador” em 1996. Todas alcançando excelentes resultado de vendas e dando destaque melhor para o monstro caçador que sua volta às telas em “Predadores”, filme de 2010 que imagina um grupo de pessoas abduzidas e levadas para outro planeta para serem caçadas por vários desses ETs. Se analizadas, as hqs se aprofundaram muito mais na cultura alienígena do monstro, criando um código de conduta, motivações e até a sugestão de que as criaturas visitaram a Terra no passado para seus jogos mortais como mencionado no segundo filme quando Harrigan encontra uma antiga pistola, gerando uma história em quadrinho em que um pirata se confronta com a criatura.

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          A volta do personagem no novo filme de Shane Black é promissora e pode abrir um leque de outras sequências aproveitando melhor o material da Dark Horse. Afinal, embora Dutch tenha afirmado “Se sangra, então pode ser morto”, pode muito bem prenunciar a máxima hollywoodiana que diz “Se faz dinheiro, ganha sequência”. Pois que começem os jogos, a caçada será pelo menos divertida.

 

 

GRANDE ESTREIA: MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT

(MISSION:IMPOSSIBLE – FALLOUT) EUA 2018. DIR: CHRISTOPHER MCQUARRIE. COM TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUNSON, VING RHAMES, SIMON PEGG, ALEC BALDWIN, MICHELLE LONAGHAN, SEAN HARRIS, ANGELA BASSET. AÇÃO

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        Pela primeira vez na franquia, um diretor repetiu o comando da franquia iniciada por Tom Cruise em 1996 e o resultado já podemos verificar com a estreia do novo episódio dessa cine-série que empolga mesmo com as diferenças em relação à série original criada por Bruce Gellar na segunda metade dos anos 60 , um mundo ainda mergulhado na guerra fria. Se uma das características desta é ação desenfreada, então são várias as sequências aqui com as já esperadas tomadas de Tom Cruise dispensando dublês em favor de realismo “muy mucho” (O ator se machucou em uma cena de salto ano passado durante as filmagens) , mas se tem uma coisa que a franquia tem desenvolvido positivamente ao longo das aventuras anteriores é de saber distribuir a ação nos personagens periféricos. Assim como na série de Tv em que o trabalho de equipe era fundamental para a boa realização da missão. Assim temos Ving Rhames, Simon Pegg, Alec Baldwin (que protagoniza uma ótima cena de luta com Henry Cavill)  e o retorno da melhor personagem do filme anterior, Ilsa Faust, interpretada pela bela sueca Rebecca Fergunson, que estava grávida de sete meses ao término das filmagens. Lamentável a falta do agente Brendt de Jeremy Renner, mas volta também o vilão Solomon Lane (Sean Harris), o mentor do Sindicato, a anti IMF, que foi o antagonista do filme anterior, o melhor de MI no cinema na minha opinião.

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        Muito foi falado do bigode de Henry Cavill, mas o adereço pouco importa para o desenvolvimento da trama além de afastar sua imagem do Superman. O personagem de Cavill é ambíguo e reflete o clima de tensão na história que continua do ponto em que “Nação Secreta” acabou. Apesar da aparente dissolução do Sindicato e da prisão de Solomon Lane, este deixou seguidores, os Apóstolos, que se apoderam de ogivas nucleares e chantageiam os governos a trocá-las pela liberdade de Lane. O agente Hunt fracassa em recuperar uma das ogivas e fica mais uma vez sob o olhar de suspeita do governo, sendo levado a trabalhar com o agente da CIA Carter (Cavill). O filme ainda aumenta sua ligação com os episódios anteriores trazendo de volta Julia (Monaghan), a ex-esposa de Hunt do terceiro filme.

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          Entre tiros, explosões e traições a história se desenrola de forma confusa ao longo de suas quase duas e meia de duração, a maior dos filmes até agora, e também o primeiro da franquia a ser lançado em uma versão 3D. Com alto grau de provação no famigerado “Rotten Tomatoes” e a receptividade do público não será impossível nos reencontramos com o agente Hunt no futuro em uma nova sequência embalado é claro pelo hipnotizante tema de Lalo Schifrin.

 

 

HQCINEMA: LIGA DA JUSTIÇA

             A estratégia de reunir heróis já populares em uma equipe NÃO foi criação de Stan Lee, nem mesmo surgiu com o Universo Marvel. O mérito cabe a Gardner Fox (1911-1986), que em plena “Era de Ouro” como se convencionou chamar o período imediatamente após o surgimento do Superman, se aproveitou do bom relacionamento de sua editora de quadrinhos, a All-American,  com a National Periodical  para propor um título trazendo um grupo de heróis que se junta para enfrentar ameaças de grandes proporções, formando assim … A Sociedade da Justiça, publicada a partir de “All Star Comics” #3 (1940). O escritor novaiiorquino, que também criou o primeiro Flash, o Gavião Negro, e outros heróis, retratava nas historias da Sociedade o ufanismo inerente ao período com a equipe ligada às ordens do Presidente Franklin Roosevelt combatendo vilões megalomaníacos e espiões nazistas.

primeira aparição da Liga da Justiça

             A “Liga da Justiça” é o resultado do primeiro renascimento desses personagens, que haviam sido cancelados após a Segunda Guerra, mas que a partir de 1956 (Showcase #4) foram reimaginados por Fox. Depois de um novo Flash, um novo Lanterna Verde, a eles se juntaram versões rejuvenescidas de Superman, Batman e Mulher Maravilha criando o advento da Era de Prata do gênero. Novamente, Fox pensou em juntar os heróis em uma equipe, mas preferiu o termo “Liga”, uma alusão às populares equipes de baseball. Assim, três anos antes de Stan Lee lançar “Os Vingadores” pela Marvel, a capa da revista “The Brave & The Bold” #28 (Março de 1960), trazia a estreia da Liga com Aquaman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash e Caçador de Marte enfrentando Starro (uma estrela do mar gigante).Cinco meses depois o surpreendente resultado de vendas mostrou que o raio caíria novamente no mesmo lugar, e o time de heróis recriado por Gardner Fox ganha seu próprio título “Justice League of America”, com Superman e Batman aparecendo com menor frequência durante um bom tempo, mas incluindo gradativamente outros personagens como o Arqueiro Verde, Atom, Gavião Negro e promovendo, inclusive, um encontro entre a Liga e Sociedade (Justice League of America #21) que se tornaria tradição na DC Comics (nascida da fusão da National com a All American).

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             O traço de Mike Sekowsky(1923 – 1989) foi substituído por Dick Dillin (1928 – 1980) – o mais longevo dos artistas a trabalhar com os personagens – seguidos por George Perez, Don Heck, Kevin Maguire, Howard Porter, John Byrne e outros. A popularidade da Liga alcançou nível ainda maior quando, a partir de 1973, o estúdio Hanna Barbera produziu a série de animação para a Tv “SuperAmigos” (Superfriends) com tom mais infantil e moralizante, onde os heróis salvam o mundo além de dar lições de civilidade e humanidade, mesmo quando enfrentam a Legião do Mal, grupo de vilões que formam uma anti-Liga. Mais fiel às origens das HQs é a série animada produzida por Bruce Timm a partir de 2001 e que aproveita várias fases do grupo.

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            As primeiras tentativas de se fazer uma versão live action, no entanto,  resultaram em desastre. A primeira foi no especial de TV “Legend of the Super Heroes” de 1979, com o mesmo tom cômico da série de TV “Batman”, incluindo a presença de Adam West (recentemente falecido) e Burt Ward no papel da dupla dinâmica. A ridicularização inclui o Charada (Frank Gorshin) como psiquiatra tratando de um deprimido Shazam (Garret Graig) e um Gavião Negro (Bill Nuckols) retratado como um filho rebelde. Novamente a Tv arriscou usar a Liga em nova adaptação buscando como referência a fase em que a equipe ganhou status internacional, no final dos anos 80, com uma formação que pontuava mais o humor que a ação. O filme em questão de 1997 era uma tentativa de funcionar como piloto para uma série de TV pela CBS, reunindo Flash, Lanterna Verde, Atomo, Caçador de Marte, Fogo e Gelo, excluindo, portanto, a trindade Superman-Mulher Maravilha-Batman, que sempre foi carro chefe da editora. O resultado foi tão pífio que o diretor Lewis Teague foi chamado às pressas para salvar o projeto assinado pelo desconhecido Felix Alcala. O próprio Teague tratou de pedir que seu nome não fosse incluído nos créditos do filme. Uma produção mais digna da equipe foi inicialmente pensada para ser dirigida por George Miller (Mad Max) há algum tempo atrás, mas o projeto só foi materializado quando Zach Snyder ficou à frente da elaboração do Universo Cinemático da DC Comics. Claro que mais de 50 anos de aventuras guardam curiosidades por muitos desconhecidas como:

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  1. O Brasil já teve uma heroína como membro da Liga, a heroína Fogo, alcunha de Beatriz da Costa, heroína com poderes pirocinéticos. Dois desenhistas brasileiros já ficaram responsáveis por fases distintas do grupo como o paraibano Ed Benes e o paulistano Ivan Reis.
  2. Os elementos relacionados ao vilão Darkseid foram criados pelo icônico artista Jack Kirby (co-criador do Universo Marvel) quando este trabalhou para a DC Comics.
  3. A Liga e os Vingadores da Marvel já estrelaram uma aventura conjunta (Crossover entre as editoras concorrentes) publicado entre 2003 e 2004. Em formato de mini-série em quatro capítulos, a aventura foi escrita por Kurt Busiek e desenhada por George Perez, renomados artistas.
  4. Muitas fases do grupo tornaram-se clássicos como “O Prego” (2002) onde em uma realidade alternativa o Superman não existe, “A Nova Fronteira” (2004) onde a equipe é mostrada no contexto da Era de Prata em clima de Guerra Fria e Macartismo, “Crise de Identidade” (2007) onde um crime desenterra segredos obscuros dos integrantes, “Justiça” (2006) onde o traço realista do artista Alex Ross mostra a Liga confrontando a Legião do Mal, e “Reino do Amanha” (2003) também de Alex Ross mostrando a Liga em um futuro onde os heróis precisam reconquistar a confiança perdida.
  5. O autor de Best-sellers Brad Meltzer foi o responsável por elevar as vendas da Liga da Justiça acima dos 200 mil exemplares, tendo sido o autor também da miniserie “Crise de Identidade”, que antecedeu sua bem sucedida fase no título da equipe dividindo os creditos desta com o desenhista brasileiro Ed Benes.

                  Com tanto pode de fogo assim, espera-se que a estreia da Liga em uma superprodução do cinema possa apaziguar o público depois do resultado insatisfatório de “Batman & Superman A Origem da Justiça” e “Esquadrão Suicida”. O sucesso do filme solo da “Mulher Maravilha” já mostrou que os super heróis da DC Comics ainda podem oferecer diversão. Renovar os fãs conquistando uma nova geração que possa nos seguir, da velha guarda, para o alto e avante !!

 

 

 

LIGA DA JUSTIÇA : 1º TRAILLER

TAMBÉM DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON O PRIMEIRO TRAILLER DO AGUARDADO FILME DA “LIGA DA JUSTIÇA” (jUSTICE LEAGUE) COM DIREÇÃO DE ZACH SNYDER. ESPERAMOS QUE NÃO SEJAM COMETIDOS OS MESMOS ERROS QUE NO RECENTE “BATMAN VS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA”. ESTÃO NO TRAILLER BEN AFFLECK COMO BATMAN, EZRA MILLER COMO FLASH, GAL DADOT COMO MULHER MARAVILHA, JASON MOMOA COMO AQUAMAN ENTRE OUTROS. CONFIRAM.

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 24 DE MARÇO

BATMAN VERSUS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA

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(Batman Vs Superman : The Dawn Of Justice) EUA 2016. Dir: Zach Snyder. Com Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Lawrence Fishburne, Amy Addams, Jesse Eisenberg, Jeremy Irons. Aventura / Ficção Cientifica.  Vou ser direto, Zach Snyder é superestimado e recebeu poder demais da Warner para comandar os filmes de super herói da Dc Comics. Se com “Homem de Aço” (2013) fez um trabalho mediano mas inflado em determinados momentos, repete o feito com Batman Versus Superman. Não, o filme não é ruim como muitos preconizavam. De fato é divertido ver os ícones do gênero reunidos em cena, e em determinadas sequências há a impressão de se estar vendo o jogo “Injustice”. Não é demerito, mas o fato é que o filme poderia ter ido além, dispensável mostrar o qiue levou Bruce Wayne a se tornar o homem morcego e colocar um herói contra o outro um clichezão que acaba servindo ao propósito de iniciar um universo cinematografico de herois sem copiar os passos do que a Marvel fez. Nesse sentido torna-se perdoavel a metragem inflada e a quantidade de personagens na tela que satisfaz aos fãs de hqs. A Mulher Maravilha de Gal Gadot rouba a cena e  consegue nos deixar ansiosos por seu filme solo. Cavill fica muitas vezes em segundo plano até porque Ben Affleck calou a boca de seus críticos fazendo um Bruce Wayne amargurado e maduro, mas nem por isso infalível. Lex Luthor merecia melhor interprete, mas Eisenberg acaba não comprometendo. Enfim, vai ser apreciado pelo publico leitor de hqs e pode ficar confuso para quem não é, mas diverte e planta as sementes que levarão ap filme da Liga da Justiça.O curioso é como este seguirá após o final surpreedente que não vou revelar aqui, mas que mostra que a DC Warner está disposta a , apesar de tropeços, abrir a porta da aventura,

O JOVEM MESSIAS

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(The Young Messiah) EUA 2016. Dir: Cyrus Nowrasteh. Com Sean Bean, David Bradley, Adam Greaves-Neal. Bíblico. A história de Jesus Cristo quando criança descobre seu destino divino enquanto foge com Jose e Maria da ira do rei Herodes. Filme bíblico lançado a propósito da semana santa baseado em um livro da autora Anne Rice, a mesma de “Entrevista com o Vampiro”.

CONSPIRAÇÃO & PODER

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(Truth) EUA 2016. Dir: James Vanderbilt. Com Robert Redford, Cate Blanchet, Dennis Quaid, Topher Grace. Drama. Gosto de Redford e ainda mais de filmes que mostram os bastidores da imprensa em meio a escândalos, conspirações e segredos governamentais. Aqui, baseado no livro ” Truth and Duty: The Press, the President, and the Privilege of Power” , de Mary Mapes, o filme adapta um fato real: Dan Ratner, que foi apresentador do jornalístico  60 Minutes por 24 anos revelou evidencias de como George W Brush se beneficiou do tráfico de influencia no passado. O problema é quando as tais informações se mostram não verdadeiras, o que destroi a carreira de Ratner. Curioso como disse se você estiver disposto a assistir um filme com narrativa mais arrastada, mas com algo a dizer sobre os limites da liberdade de imprensa e de como o poder desta pode ser visualisado e analisado sob a luz de outras questões.

 

 

 

 

 

BEN AFFLECK: UM ATOR & TRÊS HERÓIS

Em 2003, ainda bem no início do boom dos filmes de super heróis, a Fox realizou o filme do “Demolidor” (Daredevil) , vulgo “O Homem Sem Medo”, com direção de Mark Steven Johnson, e estrelado por Ben Affleck. Isso é bem sabido por todos, como também fonte de grande desagrado para os fãs de HQs. A verdade é que o filme passou longe da essência do personagem criado por Stan Lee & Bill Everett  , e que foi enriquecido pela abordagem de Frank Miller nos anos 80. O filme da Fox foi mal escalado, com um vilão caricato demais (o Bullseye de Collin Farrell) e sem conseguir traduzir o universo urbano e sombrio do personagem. Por isso, quando Affleck foi anunciado como o novo intérprete do Batman, a reação dos fãs não foi das melhores, já que a imagem negativa do ator como o Demolidor ainda era forte demais.

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O que poucos sabem ou lembram é que Affleck também foi o Superman uma vez !!! Isso mesmo. Em 2006, Ben Affleck vestiu o icônico uniforme do herói Kryptoniano para viver a vida de George Reeves, ator que personificou o Superman nos anos 50 em uma série de TV. O filme, adaptado do livro homônimo de Paul Bernbaum  , narra a trajetória de Reeves, que depois de quase uma década vivendo o super herói na Tv, teve sua carreira prejudicada já que na época o mundo do showbizz era muito diferente. Não havia prestígio nenhum em interpretar um super herói, na verdade isso era visto como “coisa de criança”, e não era levado a sério. Após o fim da série, ninguém oferecia trabalhos a George Reeves, e nem ao menos lhe abria qualquer possibilidade, ainda que George tivesse sido coadjuvante em vários filmes desde o final da década de 30. Em 1951, sua participação em “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity) chegou a ser cortada depois da má reação inicial das plateias que riram quando o viram no filme. Em 16 de Junho de 1959, aos 45 anos, George foi encontrado morto em um quarto com um buraco de bala na cabeça, sugerindo suicídio. Discrepâncias no local da morte e o fato de que George tinha como amante a esposa de um gangster levantaram a possibilidade, nunca provada de fato, de que o suicídio teria sido um homicídio. O filme, dirigido por , foca no trabalho investigativo do detetive Louis  (Adrien Brody) para elucidar o caso. Curiosamente, o papel de Toni Mannix, a tal amante, foi de Diane Lane, a Martha Kent de “Batman Vs Superman –  A Origem da Justiça”.

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Ainda que vista o uniforme do Superman para interpretar seu interprete do passado, Ben Affleck tem uma surpreendente boa atuação como George Reeves, bem diferente do homem sem medo do filme da Fox, tendo sido inclusive indicado para o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante.  Boa pedida assistir “Hollywoodland” e, conhecer um pouco sobre esse outro lado de Hollywood ouvindo a canção “Superman’s Ghost” de Don McLean, que canta a vida de Reeves, super herói em uma época que o gênero não era visto da mesma forma que hoje onde um contrato com a Marvel ou com a DC significa prestígio e dinheiro muito além do que nossos olhos podem alcançar.

 

 

BATMAN & SUPERMAN : AS ORIGENS DA JUSTIÇA

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Os super heróis das HQs formam o panteão olímpico da era moderna. Nascidos nas páginas de publicações populares inicialmente voltadas para o público juvenil, o gênero evoluiu, foi adaptado para diversas mídias, ganhou uma complexidade que acompanhou o crescimento do público leitor e hoje divide as atenções do grande público entre as produções da Marvel e os personagens da tradicional DC Comics que demorou para despertar. Depois do relativo sucesso de “O Homem de Aço”, a Dc Comics / Warner tinha alguns problemas : Apesar de bem sucedido, os filmes de Batman dirigidos por Christopher Nolan possuíam um tom mais realista e, por isso, destoante da noção de um “universo fantástico” povoado por seres de grande poder. Além disso, filmes como “Lanterna Verde” (2008) com Ryan Reynolds se tornaram grandes equívocos. Apesar da Dc Comics ter se firmado na TV, no cinema a Marvel ganhou um espaço enorme que foi mal aproveitado pela concorrente. A estreia de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” vem com a pretensão de preencher esse espaço, e dar o impulso para vários projetos com heróis como Mulher Maravilha, Aquaman, Flash, Lanterna Verde, Shazam e, claro, a Liga da Justiça, grupo que reúne os heróis DC, e que, na verdade, foi criado nas HQs antes mesmo dos “Vingadores”. A aposta é alta com orçamento astronômico, grandes nomes no elenco e com a participação de vários personagens conhecidos do público leitor.

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ALVORECER DOS SUPER HEROIS . Apesar de vários aventureiros e heróis, o personagem que foi o primeiro super herói a sair da imaginação para o papel foi o “Superman”, publicado em “Action Comics #’1” em 1938, criado pela dupla Jerry Siegel & Joe Shuster. A capa histórica com o herói erguendo um carro acima da cabeça cercado pelo olhar de assombro de pessoas é hoje um dos itens mais caros e raros do meio. Abriu caminho, pois depois de Clark Kent e seu alter ego surgiram diversos outros personagens com poderes fabulosos (Lanterna Verde, Flash e, inclusive o Shazam acusado na ocasião de ser um plágio do herói kryptoniano). Naqueles primórdios, o Superman não voava mas saltava por entre os arranha céus de Metropolis. “Batman” veio no ano seguinte em “Detective Comics #27” nascido do talento de Bob Kane & Bill Finger. O tom sombrio e gótico de sua cidade era repleta de personagens que compunham uma caricatura distorcida das debilidades humanas, diferente da radiante Metropolis das histórias do Superman.

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Os dois heróis foram um sucesso de vendas que logo os levou aos seus próprios títulos mensais. Na década de 40, Kirk Alyn viveu o homem de aço, enquanto Lewis Wilson vestiu a capa e a máscara do homem morcego, ambos em seriados da Columbia. No Brasil, os personagens chegaram na década de 40 graças aos esforços do editor Adolfo Aizen que os publicou na revista “O Lobinho”. Com o costume de traduzir os nomes, Batman foi chamado de Morcego Negro, Gotham City foi inicialmente chamada de Riacho Doce e Bruce Wayne ficou como Bruno Miller, enquanto Clark Kent foi batizado de Edu. Claro que pouco tempo depois as traduções foram abandonadas e substituídas pelos nomes originais.

Nas HQs o apelo de ambos com o publico leitor era enorme, dividindo preferências entre o público leitor. Apesar de possuírem naturezas distintas, cada um é ambíguo à sua própria maneira. O Superman não é humano mas prefere se passar por um e viver por trás dos óculos do repórter Clark Kent. Já Bruce Wayne não passa de uma máscara para esconder a eterna busca de vingança de um homem. Naturezas tão dicotômicas foram um prato cheio para os artistas dos quadrinhos. Contudo, no início do Universo DC os dois compartilhavam uma amizade desde sua primeira história juntos publicada em “Superman #76” (1952) onde Clark Kent e Bruce Wayne encontram-se a bordo de um navio. As expressivas vendas levaram ao título “World’s Finest” lançado ainda no início da década de 40 com os dois heróis sempre juntos na capa, mas atuando em histórias separadas. A partir da edição #71 os heróis formaram uma parceria que se estendeu por décadas. Apesar de algumas histórias em que os heróis se desentendiam ou em que um dos dois era controlado mentalmente, os leitores tinham ambos como superamigos. Em uma história bizarra publicada em ___ os editores chegaram a criar em 1964 o “Superman Composto”, um ser metade Batman e metade Superman.

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PÓS CRISE & PÓS MILLER. Em 1985, a Dc Comics  fez um reboot em seu universo de heróis com a saga “Crise Nas Infinitas Terras”, de Marv Wolfman & George Perez. Depois disso, coube a Frank Miller e John Byrne recontar a origem desses heróis. A relação entre estes passou a ser de respeito mútuo mas não de amizade. Antes disso, Miller já havia reformulado o futuro com a mini série “Batman o Cavaleiro das Trevas”. Nela, em um futuro distópico, um Batman sessentão volta à ativa e desafia o status quo, vindo a enfrentar o Superman, retratado como um pau mandado do governo. Já foi insinuado que o filme de Zach Snyder se inspirou em parte no material de Frank Miller. Quando Batman, vestido uma armadura, consegue derrotar o homem de aço, ele diz “ Clark … .I want you to remember my hand at your throat. I want you to remember the one man who beat you.” (Clark, … Quero que você se lembre da minha mão em sua garganta. Quero que você se lembre do único homem que o derrotou). Esse é tom anunciado dos personagens para as correntes adaptações e, que já foi explorado diversas vezes nos quadrinhos. O roteiro de Chris Terrio ainda aproveita para introduzir a Mulher Maravilha, o vilão megalomaníaco Lex Luthor e o monstro Apocalipse, que nas HQs matou o Superman. A semente está plantada para germinar nos diversos projetos com os personagens desse riquíssimo universo de personagens, com uma pegada de videogame que virou moda nos atuais filmes do gênero. Em meio às cinzas dessa batalha titânica será o Batman a proferir “Ser”, o Superman a proferir “Não Ser”, mas será a Mulher Maravilha que os unirá com um “Eis a Questão”, movido a sangue de guerreiros fictícios que falam diretamente pela nossa imaginação.

 

NAS BANCAS : LINGUA PORTUGUESA #58 – EVOLUÇÃO DOS QUADRINHOS

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AMIGOS, CHEGOU ÀS BANCAS A EDIÇÂO NUMERO 58 DA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO : LÍNGUA PORTUGUESA”. A REVISTA É UMA EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE QUADRINHOS E TRÁZ  DICAS DE COMO USAR AS HQS COMO UMA FERRAMENTE DE ENSINO, ENTREVISTA COM NOSSO QUERIDO MAURICIO DE SOUZA E UM ARTIGO ASSINADO POR MIM ONDE FAÇO UM RESUMO DA HISTÓRIA DO GÊNERO COM DESTAQUE PARA OS SUPER HEROIS. CONFIREM NAS BANCAS, A REVISTA É UM TRABALHO FEITO COM CARINHO E DEDICAÇÃO, EDITADO PELO MEU AMIGO DARIO CHAVES QUE REUNIU EXCELENTES TEXTOS PARA COMPOR UMA EDIÇÃO NÃO APENAS CAPAZ DE DIVERTIR COMO TAMBÉM DE ENSINAR COMO O RECURSO DA LINGUAGEM VERBAL & NÃO VERBAL NAS HQS SÃO VALIOSOS ALIADOS PARA A EDUCAÇÃO. OBRIGADO A TODOS PELA ATENÇÃO. COMPREM JÁ SEU EXEMPLAR !!!

ONTEM & HOJE : HENRY CAVILL

Na expectativa para a chegada ano que vem de “SUPERMAN & BATMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA“, vamos conhecer um pouco da carreira de uma das metades dessa super dupla heroística dos quadrinhos, o Superman, interpretado por Henry Cavill, ou seja, Henry William Daglishi Cavill, nascido em 5 de Maio de 1983. Sua estreia nos cinemas foi em 2001 (aos 18 anos) em um papel pequeno no drama “LAGUNA”, estrelado por Joe Mantegna. Cavill, no entanto só chamou a atenção no ano seguinte quando interpretou Albert Mondego (foto abaixo) , filho do vingativo Conde de Monte Cristo ao lado de Jim Caviezel e Guy Pearce.

cena de

cena de “O conde de Monte Cristo”

Após alguns filmes de Tv e pequenas participações, Cavill – que quando criança sonhava em ser ator – ganhou um papel maior em ‘STARDUST – O MISTÉRIO DA ESTRELA”  em 2007, mas ainda passou desapercebido. Oportunidade maior foi entre 2007 e 2010 quando integrou o elenco da série de TV “THE TUDORS“. No ano seguinte protagonizou o fraco “IMORTAIS” no papel do herói Teseu. A grande chance para o ator veio em 2013 quando a Warner o contratou para encarnar o personagem das HQs Superman. Cavill carregou dupla responsabilidade : Susbstituir o icônico Christopher Reeve depois do fracasso de Brandon Routh e iniciar o universo cinemático  da DC comics. Missão cumprida. Cavill está em cartaz como o espião Napoleão Solo em ‘ O AGENTE DA UNCLE ” e terá pela frente ainda a sequência de “O HOMEM DE AÇO ” e o filme da ‘LIGA DA JUSTIÇA “. Uma super carreira promissora sem dúvida.

PARA O ALTO E AVANTE

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