FATOS & FILMES : SEXTA FEIRA 13

Mal começou o ano e já entramos em uma sexta feira 13, dia associado a extremo azar. O cinema dos anos 80 aproveitou e fez do dia sinônimo de serial killer com a criação de Jason Voohes no filme dirigido por Sean Cunningham em 1980.  Contudo, Jason não é o assassino do primeiro e do quinto filme da franquia que marcou a década de 80 entre o público jovem que fazia uma catarse dos desejos por sexo livre em Crystal Lake. A franquia perdeu força nas décadas seguintes mas continuou com um total de 11 filmes, entre eles um confronto com Freddy Krugger. Em 2009, Sexta Feira 13 (Friday the 13th) ganhou um remake mal sucedido e já se avista para breve uma nova tentativa de reiniciar a história para uma nova geração.

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O que há, no entanto, que justifica essa má fama para o citado dia ? Entre as versões que a explicam, que são várias, e datam de antes de Cristo, fala-se que que foi em uma Sexta Feira 13 (13 de Outubro de 1307) que o rei Felipe IV da França ordenou que os cavaleiros Templários fossem mortos e extintos. Há quem acredite que foi em uma Sexta Feira 13 que Jesus foi crucificado. O número 13 em si já é há muito tempo associado a algo ruim. Judas Iscariotes era o 13º apóstolo de Jesus; no Tarot, o 13 é uma carta que representa a morte e em tempos mais recentes, foi na Sexta Feira dia 13 de Novembro de 2015 que mais de 100 pessoas foram mortas e cerca de 400 foram feridas em 7 ataques terroristas  na França.

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A SENTINELA DOS MALDITOS

 

Voltando ao cinema, esse ano promete vários títulos voltados para assustar aos fãs do gênero como “Chamados” (Rings), o terceiro filme a explorar o fantasma da menina Samara, que agora troca a famigerada fita de vídeo pelo e-mail viral através da internet. O filme chega às nossas telas em Fevereiro com a intenção de dar continuidade ao filme original de 2003, que já era uma refilmagem de um título Japonês. Samara, no original era Sadako e estrela, em breve, o combate “Sadako Vs Kayako”, no qual vai enfrentar o fantasma Toshio de outra pérola, esta refilmada como “O Grito” em 2004. Em maio teremos “Annabelle 2” que promete repetir a performance do primeiro filme da boneca que rendeu mais de US$ 200 milhões mundialmente. O ano corrente, no entanto, reservou para junho o início da franquia de universo compartilhado de monstros da Universal que já no cartaz internacional do anunciado “A Múmia” anuncia um novo mundo de deuses e monstros, com Tom Cruise no papel do protagonista que vai enfrentar a criatura milenar. O mês de julho reserva o filme “Amityville – The Awakening” (Ainda sem título em Português) que revisitará a famosa mansão assombrada que foi palco de crimes hediondos e gerou diversos filmes.

Enquanto esses filmes na chegam às nossas salas, o blogcineonline deixa algumas sugestões de filmes (alguns deles antigos, mas assustadores) que podem aterrorizar sua sexta feira 13 :

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A CASA DA NOITE ETERNA

1) A SENTINELA DOS MALDITOS (The Sentinel) 1977. Dir:Michael Winner. Com Cristina Raines, Chris Sarandon, Burguess Meredith, Ava Gardner, John Carradini, Nana Visitor, Tom Berenger, Jeff Goldblum, Martin Balsam, Eli Wallachi. Jovem modelo se muda para prédio no Brooklyn desconhecendo que este guarda um portal para o inferno e que para mantê-lo fechado é necessário o sacrifício de um guardião. Tensão crescente e final surpreendente.

2) A CASA DA NOITE ETERNA (The Legendo of the Hell House) 1973. Dir: John Hough. Com Roddy McDowell, Pamela Franklin, Clive Revill. Escrito pelo excelente escritor Richard Matherson e elogiado pelo renomado crítico norte americano Roger Ebert, reúne quatro pessoas em uma casa assombrada para desvendar seus mistérios, entre eles um médium que é o último sobrevivente de uma visita anterior.

3) OLHOS FAMINTOS (Jeepers Creepers) 2001. Dir: Victor Salva. Com Justin Long, Gina Philips, Jonathan Breck. Indicado e premiado em Festivais do Gênero Fantástico, o filme gira em torno de dois irmãos perseguidos por uma terrível criatura que desperta de tempos em tempos para matar os que escolhe. O filme teve uma sequência em 2003 e um terceiro episodio será rodado em breve.

4) CHRISTINE O CARRO ASSASSINO (Christine) 1983. Dir: JOhn Carpenter. Com Keith Gordon, Alexandra Paul. Em vez dos conhecidíssimos “Carrie” oi “O Iluminado”, experimente ler e depois assistir a historia de um adolescente possuido por um espirito maligno que reside em seu carro, um Plymouth Fury vermelho e branco de 1957. Vejam por si por que Stephen King é um mestre em seu gênero.

 

 

CLÁSSICO REVISITADO: 0S 40 ANOS DE “A PROFECIA”.

“Aquele que tem entendimento
Calcule o número da besta,
Pois é número de homem.
Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis”.

Depois que vampiros e lobisomens cansaram o público, o gênero terror, entre o final da década de 60 e toda a década de 70, viu se proliferar o terror “satânico”. Depois do sucesso de “O bebê de Rosemary” (Rosemary’s baby – 1968) e “O Exorcista” (The Exorcist – 1973), a Fox decidiu investir no gênero e escolheu a história escrita por David Seltzer, que admitiu tê-lo feito apenas para ganhar dinheiro, abordando a profecia bíblica da chegada do anti-cristo à terra.

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LEE REMICK & HARVEY STEPHENS

Com orçamento de $2.800.000, a Fox contratou o diretor Richard Donner (vindo de carreira prolífica na Tv) que usou o roteiro de David Seltzer. A história é desenvolvida a partir da morte do filho recém nascido do embaixador norte-americano Robert Thorne (Gregory Peck), que decide adotar uma criança falecida no parto na mesma ocasião, e sem que sua esposa suspeite. O casal parece viver tranquilo com o passar dos anos ocorrências bizarras abalam a felicidade do casal: A babá do pequeno Damien (Harvey Stephens) comete suicídio, um padre tenta alertar Robert e é impalado por um pára-raio. Relutante, Robert investiga com o fotógrafo Jennings (David Warner) cujas fotos revelam a futura morte de todos os envolvidos. Depois que Katherine Thorn (Lee Remick), sua esposa, morre tragicamente, Robert se convence a procurar o exorcista e arqueólogo Bugenhagen (Leo McKern) que lhe revela que Damien é o Anticristo previsto no livro do Apocalipse, nascido na sexta hora , no sexto dia do sexto mês do calendário cristão.

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GREGORY PECK

O filme de Donner se divide entre um drama familiar sobre uma família em crise e uma trama investigativa com elementos sobrenaturais. O diretor consegue conduzir a trama com equilíbrio sem jamais se entregar ao terror explícito, preferindo uma abordagem mais psicológica. O tempo todo paira a dúvida não apenas em Robert, mas também no espectador, reforçado pelo olhar angelical de Damien que é conduzido ao seu destino profetizado, aparentemente inconsciente de sua condição. A sutileza da narrativa contrapõe com a trilha sonora assustadora de Jerry Goldsmith, vencedor do Oscar.

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HARVEY STEPHENS EM 1976 & ATUALMENTE

O filme foi planejado para ser estrelado por Charlton Heston (Ben Hur, Planeta dos Macacos), que acabou não fechando contrato e o papel foi oferecido a William Holden. Este recusou por não querer fazer parte de um filme que fala do demônio. Depois que o filme fez sucesso, Holden se arrependeu e acertou o papel de Richard Thorne, irmão de Robert, na sequência “Damien – A Profecia II” (Damien – The Omen II – 1978).  Gregory Peck aceitou o papel como forma de expiar os sentimentos paternos depois que seu filho cometeu suicídio, e o nobre ator se culpava muito por sua ausência.

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POSTER ORIGINAL DO FILME

Assim como em outros filmes do gênero, “A Profecia” coleciona histórias de acidentes durante as filmagens sugerindo uma maldição cercando elenco e equipe técnica : O avião que Gregory Peck tomaria para filmar (mas desistiu) em Israel caiu e matou todos a bordo. O hotel onde estava o diretor Richard Donner sofreu atentado a bomba e um dos funcionários do safári visitado por Damien apareceu morto no dia seguinte às filmagens, atacado por um leão. Fato ou ficção, o filme se beneficiou das histórias e a Fox o lançou em 6 de Junho de 1976, data bem apropriada.

O filme gerou três continuações, sendo a última feita para a TV. Em 2006 foi refilmado e ainda teve uma série de Tv recente, já cancelada. Eu assisti ao filme original pela primeira vez na TV Manchete, onde foi exibido em Junho de 1983. Lembro que me impressionou a cena final no cemitério quando Damien (Stephens) olha para a câmera e sorri diabolicamente. O curioso é que a cena não estava no script. O efeito você pode conferir assistindo o filme.

 

 

ESTREIAS DA SEMANA : 18 DE AGOSTO

BEN HUR

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(Ben Hur) EUA 2016. Dir: Timur Bekmamtov. Com Jack Houston, Toby Kebell, Rodrigo Santoro, Morgan Freeman, Ayelet Zurer, Épico.

Há algum tempo atrás eu julgava virtualmente impossível que alguém ousaria refilmar a história do livro de Lew Wallace, publicado em 1880, e que já gerou outras versões, sendo esta a quarta e, a mais famosa a de 1959 dirigida por William Wyler, com Charlton Heston e Stephen Boyd nos papéis agora defendidos, respectivamente por Jack Houston (neto do diretor John Houston dando prosseguimento a uma dinastia nas telas) e o insosso Toby Kebell como Messala. A presença de Morgan Freeman como o Sheik Ildrim parece funcionar de forma a dar credibilidade maior a uma empreitada como essa: Refilmar um clássico da antiga Hollywood, para plateias mais voltadas para os filmes de super herois em um mundo em que a tecnologia parece ter se tornada a nova religião, longe dos valores de irmandade, perdão e cristiandade que formam a narrativa do filme. O diretor desenvolveu sua carreira em filmes como “O Procurado” (2008) e “Abbraham Lincoln – Caçador de Vampiros” (2013) onde a ação era o fio condutor das tramas. Em “Ben Hur”, há ação mas diluída por trás de uma mensagem de que a vingança nada traz a não ser a dor. A história para quem não conhece remonta o periodo entre o nascimento e a crucificação de Jesus Cristo (nosso talentoso Rodrigo Santoro) quando o príncipe Judá Ben Hur (Houston) é traído por seu irmão adotivo (no livro são apenas amigos) e condenado a ser escravo em Roma, destituido de sua fortuna e afastado de sua família. Judá sobrevive a todos as aflições e humilhações com o obetivo de voltar para se vingar. O filme de 1959 foi um campeão de Oscars (11) e trazia uma sequência final eletrizante com a corrida de quadrigas, que o público que jpa viu inevitavelmente comparará com o atual.

QUANDO AS LUZES SE APAGAM

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(Lights Out) EUA 2016. Dir: David F. Sandberg. Com Teresa Palmer, Alicia Vela-Bailey, Emily Alyn- Lind, Lotta Losten.  Terror.

Dirigido e roteirizado por David F.Sandberg adaptando um curta que o próprio realizou em 2013. O filme gira em torno de uma mulher e seu irmão que tem um medo enorme do escuro e passam a enxergar o fantasma de uma garotinha. Lotta Losten que foi a protagonista do curta aparece aqui em uma ponta.

PRIMEIRA IMAGEM : A COISA DE STEPHEN KING

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Aí está Bill Skarsgard personificando o palhaço assassino “Pennywise” na refilmagem de “It – A Coisa”, obra prima do mestre do terror Stephen King, prevista para estrear em setembro de 2017. Para quem não sabe, a história, uma das mais assustadores de King, já foi transformada em filme em 1990, uma produção de Tv bem acima da média, dirigida por Tommy Lee Wallace, reunindo no elenco Richard Thomas, Annete O’Toole, Richard Masur, John Ritter entre outros. A história gira é dividida em duas fases: Sete crianças enfrentam um demônio que se passa por um palhaço matador de crianças. Muitos anos depois, já crescidos eles voltam a enfrentar a criatura que está à solta de novo. O livro é assustador.

ESTREIAS DA SEMANA : 10 DE JUNHO

TRUQUE DE MESTRE: o 2º ATO (Now you see me: The Second Act. EUA 2016. Dir: Jon M.Chu. Com Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Lizzy Caplan, Woody Harrelson, Dave Franco,Michael Caine, Morgan Freeman, Daniel Radcliff. Aventura.

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Confesso que sou um dos que adoraram o filme original. Era surpreendente como um grupo de mágicos agia como modernos robin hoods, ludibriando polícia e público como em um perfeito truque de ilusionismo. Apesar de um grau de exagero, a química entre os quatro cavaleiros e, incluindo,  os coadjuvantes valorizavam a trama. A bilheteria  milionária assegurou essa sequência. Sai o diretor Louis Leterrier (que continua como produtor) e entra Jon M.Chou (G.I.Joe Retaliação) que trabalha em uma trama de  vingança pelas ações dos quatro mágicos no filme anterior. Enquanto que no filme anterior o passado deles não era explorado já que se centrava na figura de Dylan Rhodes, o perseguidor que se revela ao final como algo mais, o grande truque da história. Nesse segundo ato, os quadtro cavaleiros granham um passado e um novo antagonista na figura de Daniel Radcliffe, o Harry Potter, escolha irônica mas agradável para um filme sobre ilusionistas. Como sempre há aqueles que vão preferir o primeiro filme e aqueles que gostarão das novidades dessa sequência, que perdeu a atriz Isla Fisher (a Henley Reeves) que estava grávida e foi substituida por um novo personagem feminino, papel de Lizzy Caplan. Não vejo grande coisa em Jesse Eisenberg, mas seu papel tem relevância e o ator fica melhor como o mágico auto confiante do que como super vilão no recente “Batman vs Superman”. De qualquer forma, mesmo que não supere o primeiro, é uam aventura empolgante e bem indicada para o fim de semana, além de um bom aquecimento para um terceiro filme prometido para breve.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2) EUA 2016. Dir:James Wan. Com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Gioachinno Cuffaro. Terror.

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Outra sequência de um filme se sucesso a estreiar nesse fim de semana. Podemos considerar James Wan (diretor do vindouro filme do Aquaman) o mestre do terror dessa geração. Tendo assistido “Sobrenatural” (Insidious) e o primeiro “Invocação do mal” (The Conjuring) vejo que Wan consegue conduzir a história para além do susto fácil e gratuito. Nesse segundo filme o casal Warren viaja para a Inglaterra para investigar outro caso de casa mal assombrada. Igualmente basaeada em fatos reais, a mansão inglesa visitada pelos Warren foi foco de investigação pelos fenômenos sobrenaturais manifestados. Claro que cinema é cinema, e muita coisa é inventado em cima do fato para tornar tudo um espetáculo digno do ingresso e de um gênero que já foi mais inventivo.

 

 

ESTREIAS DA SEMANA: EM CARTAZ A PARTIR DE 20 DE AGOSTO DE 2015

LINDA DE MORRER

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Bra. 2015. Dir: Cris D’Amato. Com Gloria Pires, Angelo Paes Leme, Antonia de Moraes, Suzana Vieira. Comédia. Cirurgiã obsecada em descobrir a cura para a celulite injeta em si própria uma formula experimental e morre em consequência disso. Seu espírito descobre os riscos do produto que está para ser comercializado e tenta impedir isso com a ajuda de um médium. Gloria e Antonia, que vivem mãe e filha no filme, são mãe e filha na vida real. O filme é da mesma diretora de “SOS Mulheres ao mar”.

O PEQUENO PRÍNCIPE

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The Little Prince. EUA 2015. Dir: Mark Osbourne. Vozes: Mackenzie Foy, James Franco, Albert Brooks, Rachel McAddams, Marion Cotillard. Animação. Obra prima da literatura escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupery, a história do menino de outro planeta que ajuda um piloto que caiu no deserto do Saara é rica em metáforas sobre a infância, a imaginação, o amor e outros conceitos que despertam as mais variadas interpretações. Essa riqueza torna o livro de Saint-Exupery um dos mais lidos e traduzidos do mundo. Uma obra superlativa já levada às telas outras vezes, sendo a mais famosa a versão de 1974 com Gene Wilder e Bob Fosse. O diretor, o mesmo de “Kung Fu Panda”, traz os atores Marcos Caruso e Larissa Manoela na dublagem brasileira. A animação é uma boa pedida para quem não conhece a obra ainda que a adaptação não seja tão fiel ao material original e com a introdução de um personagem que não tem no livro e que ganha o espaço de protagonista ao descobrir a história do pequeno príncipe que nos mostrou, para quem leu o livro, que o essencial é invisível aos olhos.

EXORCISTAS DO VATICANO

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The Vatican Tapes. EUA Mark Neveldine. Com Olivia Taylor Dudley, Djimon Hounsou, Michael Peña, Dougray Scott. Bruno Gunn. Terror. Na tentativa de exorcisar mulher possuida, dois padres do Vaticano acabam por despertar um mal secular que ameaça o mundo. Filme na linha de “O Exorcista” que em 2009 chegou a ser considerado um dos melhores roteiros não filmados em Hollywood. O diretor, o mesmo de “Adrenalina”, e o roteirista (o mesmo de “Velozes e furiosos 7” tentam inovar na abordagem do tema batido mas não foge dos clichês deste. Curioso para quem gosta muito do gênero.

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 16 DE JULHO

HOMEM FORMIGA

(Ant Man) EUA 2015. Dir: Peyton Reed. Com Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lily, Corey Stoll, Judy Greer, Hayley Atwill, John Slaterry, Garret Morris. Ação.

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Uma coisa positiva a respeito dos filmes do Universo Cinemático da Marvel é que eles não se prendem apenas aos heróis do primeiro escalão (Capitão America, Thor, Vingadores enfim) e sabem arriscar. Veja por exemplo o sucesso inesperado ano passado com os “Guardiões da Galáxia”. Apesar de que nas HQs originais, o Homem Formiga  é membro fundador dos Vingadores e parte fundamental das bases do Universo Marvel (Nas Hqs Hank Pym é o criador original do robô Ultron), sua premissa  tridimensionalisada no cinema poderia soar absurda ou cair no ridículo, sem mencionar que o personagem nunca teve um elenco coadjuvante ou galeria de vilões tão vasta quanto do tal “primeiro escalão”. E aí que entra a habilidade dos roteiristas Joe Cornish e Edgar Wright (que quase dirigiu também o filme) para tornar o filme não apenas divertido como também funcional dentro da sequência de eventos dos filmes que o antecederam e já inserido no que serão os posteriores. Nesse sentido, é interessante apesar das liberdades tomadas na adaptação, como já é de se esperar: O Dr.Hank Pym (Douglas) desenvolveu uma tecnologia que o permite modificar o tamanho e que está em vias de cair nas mãos erradas, a de seu ex pupilo Darren Cross (Stoll) que se torna o vilão Jaqueta Amarela. Para ajudá-lo Pym recruta o ex ladrão Scott Lang (Rudd) que se tornará esse diminuto e improvável herói. NO filme, Pym tem uma filha, Hope Van Dyne (nas Hqs Pym é casado com Janet Van Dyne, a heroína Vespa) que é interpretada pela ótima Evangelyne Lily (a Tauriel de “O Hobbit”, e cujo rosto me lembra muito a Stephanie Powers quando nova). Ação e humor são os ingredientes que já são de esperar em um filme do gênero e estão dosados para divertir iniciados em quadrinhos e, principalmente, os não iniciados, afinal de contas estes se tornam novos leitores muitas vezes). Atentem para as duas cenas pós créditos ao final do filme, serão interessantes, mas não vou revelá-las aqui. Boa diversão a todos.

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(7500) EUA 2015. Dir: Takashi Shimizu. Com Leslie Bibb, Amy Smart, Rayn Kwaton. Terror.

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Vôo de Los Angeles a Tokio se torna terreno de uma terrível experiência sobrenatural quando os passageiros começam a ser mortos um por um por uma força diabólica a bordo. Filme de terror para os aficcionados do gênero dirigido pelo mesmo responsável pelo nipônico “O Grito” (Lembram de Toshio ?) Em 1973 houve um filme feito para a Tv chamado “Horrror nas Alturas” (The horror at 37000 feet)com premissa parecida e que trazia no elenco William Shatner, o Capitão Kirk do “Star Trek” original). Os clichês habituais do gênero estão lá, nos dois casos, exceto pelo fato de que um filme de cinema possui um orçamento maior. Espero pelos sustos habituais e bom filme.