CRITIC’S CHOICE AWARDS 2019 – OS VENCEDORES

CINEMA

cch1

MELHOR FILME
Roma

MELHOR ATOR
Christian Bale – Vice

MELHOR ATRIZ (deu empate)
Glenn Close – A Esposa
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali – Green Book – O Guia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
MELHOR TALENTO JOVEM
Elsie Fisher – Eighth Grade
MELHOR ELENCO
A Favorita
MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón – Roma
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
First Reformed

cch2

EMPATE: LADY GAGA & GLENN CLOSE

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Se a Rua Beale Falasse
MELHOR FOTOGRAFIA
Roma
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Pantera Negra
MELHOR MONTAGEM
O Primeiro Homem
MELHOR FIGURINO
Pantera Negra
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Vice
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Pantera Negra
MELHOR ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso
MELHOR FILME DE AÇÃO
Missão Impossível: Efeito Fallout
MELHOR COMÉDIA
Podres de Ricos
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA
Christian Bale – Vice

critics-choice-1.jpg

MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA
Olivia Colman – A Favorita
MELHOR FILME DE TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Um Lugar Silencioso
MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Roma
MELHOR CANÇÃO
“Shallow” – Nasce uma Estrela
MELHOR TRILHA
O Primeiro Homem

 

john-krasinski-speech-2019-critics-choice-awards-video

EMILY BLUNT PARABENIZA O MARIDO JOHN KRAZINSKI

TELEVISÃO

MELHOR DRAMA
The Americans
MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA
Matthew Rhys – The Americans
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA
Sandra Oh – Killing Eve
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Noah Emmerich – The Americans
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Thandie Newton – Westworld
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Bill Hader – Barry
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel

regina-king-critics-choice-2019-awards-09.jpg

RAMI MALEK & REGINA KING

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Henry Winkler – Barry
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR SÉRIE LIMITADA
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

MELHOR TELEFILME
Jesus Christ Superstar Live in Concert
MELHOR ATOR EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Darren Criss – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME (deu empate)
Amy Adams – Sharp Objects
Patricia Arquette – Escape at Dannemora
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Ben Whishaw – A Very English Scandal
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Patricia Clarkson – Sharp Objects
MELHOR SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

 

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 2 DE FEVEREIRO.

O CHAMADO 3

o-chamado-3.jpg

(Rings) EUA 2017.Dir: F.Javier Gutierrez. Com Johnny Galicki, Matilda Lutz, Alex Roe, Zach Roerig, Vincent D’Onofrio, Bonnie Morgan. Terror.

Em 2002, quando eu assisti a “O Chamado” (The Ring), a história da menina fantasma Samara (Morgan) me pareceu bem elaborada. O original japonês, ainda mais, conseguiu trazer para o gênero terror um bom frescor onde o sobrenatural e a tecnologia se mesclavam à tradicional cultura nipônica. O segundo filme, lançado um ano depois, foi uma sucessão de clichês requentando a mesma trama. O novo filme não é muito diferente apesar de tentar injetar alguma novidade à história da maldição que mata em sete dias aqueles que virem a fita. O casal Julia (Lutz) e Holt (Roe) pede a ajuda do Professor Gabriel (Johnny Galicki, o Leonard de “The Big Bang Theory”) enquanto mortes se sucedem em série à medida que o trio procura desvendar o video que descobrem existir dentro do video. Os produtores Walter Parkes e Laurie MacDonald (os mesmos dos filmes estrelados por Naomi Watts) chegaram a pensar em fazer desse terceiro filme uma prequela antes de se decidirem em avançar com a história para o tempo presente. Para quem gostar do gênero alguns sustos podem ser divertidos, mas se haverá um quarto filme é outra coisa. Talvez seja melhor que Samara descansasse depois de sete dias e três filmes.

A QUALQUER CUSTO

a qualquer custo.jpg

(Hell or High Water) EUA 2017. Dir: David MacKenzie. Com Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges.Drama.

Dois irmãos (Pine e Foster), inconformados por perder a propriedade de sua familia, decidem assaltar um banco, sendo perseguidos  por um delegado. O filme parece um faroeste moderno com a história se desenrolando no Texas atual, embora nenhuma filmagem tenha sido feito lá. Na verdade, o diretor filmou na região do Novo México, próximo a áreas já ocupadas pelos Comanches, razão pela qual o filme foi inicialmente batizado de “Comanchería”. Indicado a 4 Oscars : Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Jeff Bridges), Roteiro Original e Edição.

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

estrelas-alem-do-tempo-agambiarra-02-1170x480.jpg

(Hidden Figures) EUA 2017. Dir: Theodore Melfi. Com Octavia Spencer, Taraji P. Henson, Janelle Monaé, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali. Drama.

Adaptação do romance homônimo de Margot Lee Shetterly mostrando os bastidores da corrida espacial na década de 60, quando três mulheres negras desempenham importantíssimo papel desenvolvendo os cálculos matemáticos que levarão o astronauta John Glenn a entrar em órbita. Indicado a 3 Oscars 2017 : Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), e Roteiro Adaptado. A atriz Taraji P.Henson encontrou a verdadeira Katherine  Johnson (sua personagem) antes de começar a filmar. Esta, com 98 anos, aprovou o roteiro e a atuação de Taraji que volta a contracenar com Mahershala Ali, com quem trabalhou em “O Caso Curioso de Benjamim Button” (2008). O filme foi produzido pelo cantor Pharrell Williams, que também ficou responsável pela trilha sonora.

TOC – TRANSTORNADA OBSESSIVA COMPULSIVA

toc

(BRA 2017). Dir: Paulinho Caruso & Teo Poppovic. Com Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, Luis Lobianco, Laura Neiva, Adelaide Teixeira, Vera Holtz, Patricya Travassos. Comédia.

Veículo para a atriz e roteirista Tatá Werneck (Ela assina o roteiro) que já vem de uma carreira de sucesso na TV. Sua personagem é de uma atriz famosa que se mete em uma série de situações constrangedoras às vésperas de ser a protagonista da primeira novela pós-apocalíptica brasileira. A história  faz humor com o culto às celebridades e com as dificuldades de manter equilibrio em meio aos obstáculos na vida pessoal e profissional como a empresária durona (Holtz) e o namorado (Cagliasso) – um sem noção. Além de tudo ainda tem que fugir das investidas de um fã  que a persegue sem dar trégua (Lobianco). Em seu primeiro papel de protagonista nas telas, Tatá Werneck mostra talento e segurança para conduzir a trama que tem seus momentos sérios em meio a comicidade esperada, como nas cenas em que divide o brilho com Ingrid Guimarães, em participação especial, fazendo ela mesma, uma rival de Tatá. Se liguem na trilha sonora bem aproveitada como no uso da excelente “Ouro de Tolos” de Raul Seixas. Quem venham mais trabalhos assim no nosso cinema.

JACKIE

jackie-3

EUA/CHI/FR 2017. Dir:Pablo Larrain. Com Natalie Portman, John Hurt, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Drama.

Produzido por Darren Aaronovsky, que quase dirigiu o filme com sua esposa (Rachel Weiz) no papel que veio a ficar com a ótima Natalie Portman (A Princesa Amidala de “Star Wars”). Esta tem uma atuação de profunda sensibilidade como a ex primeira dama mais famosa da história, Jackeline Bouvier Kennedy. O filme foca sua vida logo nos primeiros momentos depois do crime que marcou o mundo, o assassinato de John Kennedy em novembro de  1963. O diretor chileno (em sua estreia em Hollywood) mergulha no luto resultante e conseguiu levar Natalie Portman a ser indicada ao Oscar de melhor atriz, além de mais duas indicações: para figurino e trilha sonora.

 

CLÁSSICO REVISITADO : CONTA COMIGO – 30 ANOS

Stephen  King é um escritor prolífico, tendo seu nome associado instantaneamente a histórias de terror, mas sua criatividade vai além dos sustos que já promoveu. Esse iluminado autor já demonstrou sensibilidade para escrever muitas outras coisas. Há trinta anos essa face menos conhecida e badalada de sua carreira chegou aos cinema em um bela história de amizade.

conta comigo poster.jpg

Conta Comigo” (Stand by me) adapta o conto “The Body” que compõe o livro “As Quatro estações” (Different Seasons) publicado em 1982. Desse livro também foi adaptado a história que se tornou “Um Sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption). O tom mais dramático remonta a própria juventude de King no Maine. No filme, o roteiro de Raynold Gideon e Bruce a. Evans desloca a história para o Oregon, onde na fictícia história de Castlerock quatro amigos combinam de procurar o corpo de Ray Brower, um menino desaparecido durante o verão de 1959. A história é narrada por Gordie Lachance (Will Wheaton) , que adulto tornou-se escritor e relembra o que ocorreu no citado verão. Acompanhando – o em sua busca estão seus melhores amigos: o medroso Vern (Jerry O’Connel), o atrevido Teddy (Corey Feldman) e o corajoso Chris Chambers (River Phoenix). A jornada dos quatro amigos é embalada por grandes sucessos do período como Buddy Holly, The Chordettes, Jerry Lee Lewis e Ben E.King, autor da canção tema que batiza o filme. O diretor do filme usou a gravação original da icônica canção, desistindo da ideia inicial que seria regrava-la na voz de Michael Jackson.

conta comigo elenco.jpg

ESSE QUARTETO É FANTÁSTICO

Ao longo da estrada os garotos enfrentam perigos, os deliquentes liderados por Ace Merrill (Kiefer Sutherland),  e os próprios medos advindos de sua realidade: Teddy idolatra o pai que o agride, os pais de Chris são criminosos,Vern é tímido e inseguro e Gordie se culpa pela morte de seu irmão mais velho.  A viagem funciona como um rito de passagem da inocência à maturidade, da nostalgia do passado para a incerteza do futuro. O diretor Rob Reiner conseguiu conduzir a história com admirável equilíbrio entre as cenas de humor e drama, compondo uma história que toca o espírito de todos e despertando um sentimento de nostalgia que toca individualmente as memórias que cada um tem de sua meninice.

conta comigo montagem.jpg

O ELENCO CRESCIDO

Há muitas coincidências entre o conto e seu autor: Assim como Gordie, Stephen King também teve um irmão mais velho que morrera, a sequência com os sangue-sugas realmente aconteceu com King quando ele era criança,  e tanto Gordie quanto King se tornam escritores de sucesso, o que no filme é mostrado pela figura de Gordie mais velho como narrador da história, papel que foi desempenhado por Richard Dreyfuss, não creditado. Há algumas diferenças entre o livro e o filme além da mudança para o Oregon: No filme, Vern procura por seu tesouro secreto (um jarro de moedas) durante 9 meses, mas no livro a procura dura 4 anos. O filme não mostra o marginal Ace surrando os 4 garotos, mas no livro sim. O destino de Chris Chambers mostrado no filme é o único fúnebre já que este foi esfaqueado ao separar uma briga em um restaurante, mas no livro tanto Vern quanto Teddy morreram quando Gordie se torna um escritor famoso no final.

Conta-comigo-lary-di-lua-4

O filme foi lançado em dezembro de 1986 no Brasil, tendo custado US$ 8 milhões. Além da bilheteria mundial milionário, o filme conseguiu indicações a prêmios como Oscar (melhor roteiro adaptado), Globo de Ouro (Melhor filme/Drama e diretor) e Independent Spirt Awards (Melhor filme, diretor e roteiro. Lamentavelmente o promissor e talentoso River Phoenix  morreu de overdose de droga em 1993, aos 23 anos. Corey Feldman teve problemas com álcool e drogas que abreviaram sua carreira apesar de se tornado ator símbolo da década de 80 (Goonies, Os Garotos Perdidos), Jerry o’Connel teve vários papeis em filmes de cinema e series de Tv (Joe e as Baratas, Pânico 2, Crossing Jordan), Kiefer Sutherland é ator ativo até hoje. Filho do consagrado Donald Sutherland, Kiefer marcou a historia da Tv como o agente secreto Jack Bauer da série “24 Horas”. Finalmente, Will Wheaton embarcou na Enterprise em “Jornada nas estrelas A Nova Geração” como o Alferes Crusher, e mais recentemente foi o rival de Sheldon Cooper em “The Big Bang Theory”.

LIVROKING

O LIVRO ORIGINAL

“Conta Comigo” está entre as pérolas dos anos 80, um filme tocante e divertido que mostra a versatilidade de Stephen king como escritor, falando por todos nós quando afirma que não há amizade igual à que fazemos quando estamos com 12 anos.