MISSÃO IMPOSSÍVEL: SÉRIE ORIGINAL & FILMES.

            O sucesso de “Missão: Impossível” vem muito antes do agente Ethan Hunt e conta mais de 50 anos desde a primeira vez em que uma gravação seguida de uma contagem regressiva anunciava a aventura embalada pelo instigante tema musical do argentino Lalo Schifrin que marcou gerações.

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Da direita para a esquerda: Peter Graves, Barbara Bain, Peter Lupus, Greg Morris e Martin Landau.

            No Brasil a extinta Tv Excelsior trouxe a série “Missão: Impossível” (Mission: Impossible) para as noites de segunda-feira em junho de 1967, quase um ano depois de sua estreia pela CBS. A história, criada pelo roteirista norte-americano Bruce Gellar, foi filmada pela Desilu Productions, o estúdio fundado em 1951 pela comediante Lucille Ball e seu marido Desi Arnaz. Inicialmente, o projeto intitulado “Brigg’s Squad” mostraria um grupo de agentes recrutados para missões de alto risco nas quais o governo não poderia se envolver abertamente. As características dos personagens seriam refinadas por Gellar, que se recusou a criar um passado para cada um, mantendo uma aura de mistério em torno destes. O que importava era a habilidade de cada membro da equipe: Rollis Hand (Martin Landau) era o mestre dos disfarces, Cinnamon (Barbara Bain) era a espiã irresistivelmente sedutora, Barney Collier (Greg Morris) era o expert em eletrônica, Willy Armitage (Peter Lupus) era o braço forte e Dan Briggs (Steven Hill) o líder da equipe. As missões chegavam até Briggs em um gravador que relatava os detalhes da missão que, caso aceita, seria realizada sem apoio oficial do governo que negaria conhecimento caso tudo desse errado. Bruce Gellar se indispôs com a CBS, e depois com a Paramount que comprara o estúdio Desilu, para manter seu controle criativo. “Missão: Impossível” era um produto inteligente demais para as intenções de baixo custo e lucro imediato dos produtores de TV. As missões da equipe de Briggs tratavam de espionagem internacional, política externa e guerra fria. Cada membro agia nas sombras, de acordo com seus próprios dons, manipulando os eventos de forma que o alvo cometesse algum erro que o fizesse se entregar.

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Leonard Nimoy, Greg Morris, Peter Graves e Peter Lupus.

            As filmagens da primeira temporada foram prejudicadas por constantes atrasos já que Steven Hill, o ator principal, era judeu ortodoxo e se recusava a filmar nos fins de semana. Em seu contrato o ator só poderia trabalhar até as 16 horas de sexta feira, e muitas das vezes o cronograma das filmagens invadia os finais de semana, até mesmo os feriados. Quando a segunda temporada foi aprovada Hill foi substituído por Peter Graves interpretando o novo líder, Jim Phelps, que ficou fixo no elenco à medida que, nas temporadas seguintes, outros agentes entravam e saíam. Greg Morris também se manteria fixo, mas disputas contratuais levaram Martin Landau e Barbara Bain (eram casados na vida real) a deixar a série na quarta temporada. Leonard Nimoy, Leslie Ann Warren, Lynda Day George, Sam Elliot, Lee Meriwether e Barbara Anderson se revezariam ao longo das temporadas (sete ao todo) que se seguiam com progressivo perda de controle por Gellar, vítima dos executivos que não se preocupavam em descaracterizar a série com roteiros que se distanciavam da visão de seu criador. Da mesma maneira que ocorrera com Gene Roddenberry em “Star Trek”, Bruce Gellar foi posto de lado jamais sendo consultado ou respeitado até que a série foi cancelada em março de 1973.

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Phil Morris, Thaad Penghlis, Peter Graves, Jane Badler e Anthony Hamilton.

            Bruce Gellar morreu em um acidente aéreo em 1978, mas sua criação colecionava admiradores graças às constantes reprises na Tv, fora as imitações que surgiam na telinha tentando reproduzir a formula de contragolpe com a qual os agentes capturavam os vilões. Ao longo da década de 80, a Paramount tentou diversas vezes adaptar a série para o cinema, mas os roteiros eram escritos e reescritos sem se chegar a um resultado satisfatório. Em 1988, devido a uma greve dos roteiristas, a Paramount aprovou a retomada da série com novo elenco, refilmando alguns episódios e mantendo o personagem Jim Phelps, de Peter Graves, que deixava a aposentadoria para liderar uma nova equipe: Anthony Hamilton, Terry Markwell, Jane Badler, Thaad Panghlis e Phil Morris, filho do veterano Greg Morris. A retomada da série se sustentou no ar por duas temporadas mas desprovida do prestígio do passado.

             Quando o astro Tom Cruise adquiriu os direitos da série para adaptá-la ao cinema modificou um elemento essencial da série. Em vez de ações regidas em equipe, a ação ficou concentrada no personagem de Cruise, o agente Ethan Hunt, único sobrevivente de uma missão em Praga. O ator Martin Landau chegou a ser convidado a repetir o papel de Rollis Hand mas declinou quando descobriu que a equipe original seria morta logo no início do filme. A ideia permaneceu mesmo sem a participação dos atores da série, incluindo Peter Graves que ficou contrariado ao descobrir que seu personagem seria transformado em um traidor. Al Pacino, Michael Douglas e Robert Redford foram considerados para o papel de Jim Phelps, que veio a ficar com Jon Voight. A direção de “Missão: Impossível” – o filme (1996) , ficou com Brian De Palma, que anos antes havia alcançado feito impressionante ao adaptar “Os Intocáveis”, outra série de TV. O tema musical da série de Lalo Schifrin foi remixado por Larry Mullen Jr. e Adam Clayton do U2. A essência da série, no entanto, estava ausente, pois nesta o foco era maior na tensão psicológica envolvendo os agentes e seus alvos, enquanto no filme o agente Ethan Hunt monopolizava a ação. A bilheteria do filme garantiu a sequência de 2000 “Missão Impossível 2” (Mission: Impossible 2) dirigido por John Woo. Este já começa o filme mostrando Hunt se pendurando em um penhasco, cena realizada pelo próprio ator dispensando dublês, e que se tornaria marca registrada na série. A história mostra Hunt na trilha de um ex-agente que negocia a venda de um vírus mortal. O vilão Dougray Scott na época foi inicialmente escalado para o papel de Wolverine em “X Men”, mas as filmagens demoradas da nova missão de Cruise impediram Scott de ficar com o papel do herói mutante, que acabou indo para Hugh Jackman.

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Jonathan Rhys Myers, Ving Rhames, Tom Cruise e Maggie Q.

         O espírito da série foi parcialmente recuperado quando J.J.Abrams assumiu a cadeira de diretor em “Missão:Impossível III” (2006). A missão de capturar um traficante de armas (o saudoso Philip Seymour Hoffman) reúne Cruise com Keri Russell, Jonathan Rhys Myers, Maggie Q e Simon Pegg. Apesar de Cruise ainda ser o centro da trama, a ação em equipe ganha mais espaço , e ainda inclui Luther Stickwell (Ving Rhames), único membro a estar presente em todos os filmes, além do próprio Cruise.

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Paula Patton e Tom Cruise em “Protocolo Fantasma”.

         Em 2011, Brad Bird, o diretor da animação “Os Incríveis” dirige a volta de Hunt em “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (Mission: Impossible – Ghost Protocol) que substitui o esperado IV por um subtítulo repetindo Rhames e Pegg na equipe, mas trazendo Paula Patton e Jeremy Renner para o time. O trabalho em equipe é ainda mais ampliado a medida que o carisma inegável de Cruise garante um resultado notável da bilheteria. O filme foi o primeiro da série filmado em IMAX, valorizando o impacto da imagem como na cena em que Cruise, dispensando dublês mais uma vez, se pendura do lado de fora de um arranha-céu de 160 andares em Dubai. O filme foi um triunfo para o público e a crítica especializada como o renomado Roger Ebert quer comparou o filme a uma “poesia do gênero”. A diversão só melhora quando chega o quinto filme, dirigido por Christopher McQuarrie “Missão: Impossível – Nação Secreta” (Mission: Impossible – Rogue Nation) que retoma outro elemento da série original: o Sindicato, uma anti IMF empenhada em formentar o caos no mundo. A equipe recebe o apoio da bela atriz sueca Rebecca Fergunson no papel de Ilsa Faust, uma agente dupla que não se resume a interesse romântico, mas se junta a Hunt para desbaratar os planos de Solomon Lane (Sean Harris), líder do Sindicato. A personagem de Fergunson impulsiona a trama graças à habilidade da atriz de se mostrar moralmente dúbia, outra característica inserida originalmente por Bruce Gellar.

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Rebecca Fergunson e Tom Cruise em “Nação Secreta”

                  A chegada do sexto filme certamente confirma que o público está bastante receptivo a novas proezas do agente Hunt. Seguindo o ritmo das sequências de resgatar elementos da série, adaptando-os aos novos tempos, podemos contar com novas aventuras, seja centrada em Hunt, ou em outro agente disposto a se pendurar em aviões, descer por cabos ou saltar em cinco, quatro, três, dois, um, … antes que essa mensagem se auto-destrua.

GRANDE ESTREIA: MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT

(MISSION:IMPOSSIBLE – FALLOUT) EUA 2018. DIR: CHRISTOPHER MCQUARRIE. COM TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUNSON, VING RHAMES, SIMON PEGG, ALEC BALDWIN, MICHELLE LONAGHAN, SEAN HARRIS, ANGELA BASSET. AÇÃO

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        Pela primeira vez na franquia, um diretor repetiu o comando da franquia iniciada por Tom Cruise em 1996 e o resultado já podemos verificar com a estreia do novo episódio dessa cine-série que empolga mesmo com as diferenças em relação à série original criada por Bruce Gellar na segunda metade dos anos 60 , um mundo ainda mergulhado na guerra fria. Se uma das características desta é ação desenfreada, então são várias as sequências aqui com as já esperadas tomadas de Tom Cruise dispensando dublês em favor de realismo “muy mucho” (O ator se machucou em uma cena de salto ano passado durante as filmagens) , mas se tem uma coisa que a franquia tem desenvolvido positivamente ao longo das aventuras anteriores é de saber distribuir a ação nos personagens periféricos. Assim como na série de Tv em que o trabalho de equipe era fundamental para a boa realização da missão. Assim temos Ving Rhames, Simon Pegg, Alec Baldwin (que protagoniza uma ótima cena de luta com Henry Cavill)  e o retorno da melhor personagem do filme anterior, Ilsa Faust, interpretada pela bela sueca Rebecca Fergunson, que estava grávida de sete meses ao término das filmagens. Lamentável a falta do agente Brendt de Jeremy Renner, mas volta também o vilão Solomon Lane (Sean Harris), o mentor do Sindicato, a anti IMF, que foi o antagonista do filme anterior, o melhor de MI no cinema na minha opinião.

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        Muito foi falado do bigode de Henry Cavill, mas o adereço pouco importa para o desenvolvimento da trama além de afastar sua imagem do Superman. O personagem de Cavill é ambíguo e reflete o clima de tensão na história que continua do ponto em que “Nação Secreta” acabou. Apesar da aparente dissolução do Sindicato e da prisão de Solomon Lane, este deixou seguidores, os Apóstolos, que se apoderam de ogivas nucleares e chantageiam os governos a trocá-las pela liberdade de Lane. O agente Hunt fracassa em recuperar uma das ogivas e fica mais uma vez sob o olhar de suspeita do governo, sendo levado a trabalhar com o agente da CIA Carter (Cavill). O filme ainda aumenta sua ligação com os episódios anteriores trazendo de volta Julia (Monaghan), a ex-esposa de Hunt do terceiro filme.

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          Entre tiros, explosões e traições a história se desenrola de forma confusa ao longo de suas quase duas e meia de duração, a maior dos filmes até agora, e também o primeiro da franquia a ser lançado em uma versão 3D. Com alto grau de provação no famigerado “Rotten Tomatoes” e a receptividade do público não será impossível nos reencontramos com o agente Hunt no futuro em uma nova sequência embalado é claro pelo hipnotizante tema de Lalo Schifrin.

 

 

ESTREIAS NO CINEMA – 14 DE SETEMBRO

FEITO NA AMERICA

(American Made) EUA 2017. DIR: Doug Liman. Com Tom Cruise, Jayma Mays, Downhall Gleeson, Connor Trinneer. Drama.

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Baseado em fatos reais, o filme de Doug Liman (que dirigiu Cruise em “No Limite do Amanhã” ) retrata a vida do piloto Barry Seal, que nos anos 80, se envolveu no tráfico de armas para o Irã. Sua atividade  o colocou diretamente ligado às ações da CIA e do cartel de Mendelin na Colombia. Cruise teve que engordar vários kilos para personificar Seals e visitou os locais reais visitados por este na Colombia.

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(The Nut Job 2 – Nutty by Nature) EUA 2017. Dir: Carl Brunker. Vozes: Will Arnett, Maya Rudolph, Katherine Heigl, Gabriel Iglesias. Animação.

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O esquilo Surley e seus amigos arquiteam um plano para evitar que o prefeito vilanesco destrua o bosque en que vivem para construir um parque de diversões. O primeiro filme de 2014 custou US$ 42 milhões lucrando três vezes mais.

AMITYVILLE – O DESPERTAR

(Amityville – The Awakening.) EUA 2004. Dir: Frank Callfoun. Com Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, Thomas Mann, Jennifer Morrison, Cameron Monaghan, Kurtwood Smith. Terror

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Um dos casos mais famosos de casa mal-assombrada, baseado em fato ocorrido por volta de 1974, a historia de Amityville foi publicado em 1976, escrito por Jay Anson e adaptado para o cinema várias vezes: 1979, 1982, 1987 e refilmado em 2005 com Ryan Reynolds. Este novo filme é uma história original e estava na prateleira desde 2014. Enquanto este chega finalmente a nossas telas, anuncia-se uma nova versão da história dos crimes ocorridos na casa da Ocean Avenue 112 que será produzida em breve, demonstrando que o público não se cansou ainda da história. Em “O Despertar”, um espirito maligno toma o corpo de um rapaz que sofrera um acidente. Entre os rostos conhecidos temos duas Jennifers: Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) e jennifer Morrison (a Emma de “Once Upon a Time”).

ESTREIAS DA SEMANA: 8 DE JUNHO

A MUMIA

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(The Mummy) EUA 2017. Dir: Alex Kurtzman. Com Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Russell Crowe. Terror.

A clássica história de uma múmia milenar do antigo Egito que desperta e espalha morte e terror no mundo é recorrente desde o filme homônimo estrelado por Boris Karloff em 1932, refilmado várias vezes inclusive pela prestigiosa Hammer que trouxe Christopher Lee no papel central. Foram várias sequências e imitações, sendo a refilmagem de 1999 com Brendan Fraser uma das mais divertidas. A Universal realiza este reinicio com a intenção de iniciar um universo compartilhado de monstros com refilmagens dos icônicos Lobisomen (talvez com Dwayne Johnson), Homem Invisivel (anunciado com Johnny Depp) entre outros. A presença de Russell Crowe como Dr.Jekyll, do clássico “O Médico & O Monstro”, aponta a interligação entre os eventos desse filme e outros que se anunciam para breve. A personagem título é a princesa Ahmanet (Boutella), acidentalmente desperta de seu sono milenar por Nick Morton (Cruise), escolhido por ela para fazer parte de uma vingança que pode destruir o mundo. O site Rotten Tomatoes deu 27% de aprovação apontando falhas nas pretensões do roteiro de introduzir novos filmes de monstros. O filme chega ao Brasil um dia antes de sua estreia nos Estados Unidos.

 

UNIVERSO DE MONSTROS

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         Quando Criança meu universo compartilhado de monstros era assistir a sitcom “The Munsters” (1964-1966) que trazia Fred Gwynne e Yvonne DeCarlo como um simpático casal, ele a criatura de Frankenstein e ela uma vampira, filha do próprio Drácula, um vovô bonachão, interpretado por Al Lewis. Tempos mais inocentes quando os monstros clássicos dos filmes de terror já não assustavam tanto. Nos primórdios do cinema, no entanto, a casa destes era o estúdio da Universal que tornou-se especialista em dar forma aos pesadelos do inconsciente humano.

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FRANKENSTEIN ENCONTRA O LOBISOMEN

            A frase “Bem vindo a um mundo novo de deuses e monstros” que agora anuncia a chegada do “Dark Universe” do estúdio na verdade é uma retomada pois o estúdio, na ativa desde a era do cinema mudo, já investira no passado na ideia de um universo compartilhado. Nomes como Lon Chaney (pai e filho), Boris Karloff e Bela Lugosi formavam um elenco talentoso na arte de explorar o medo, mais sugerido que explicito. Entre 1923, data da primeira filmagem de “O Corcunda de Notre Dame” com Lon Chaney até o final da década de 50, o Universal Studios chefiada por Carl Laemmle soube se especializar em filmes de custo baixo mas que davam grande retorno de bilheteria durante os loucos anos vinte (os chamados roaring twenties) criando uma reputação que continuou a explorara em meio aos difíceis anos da grande depressão que se seguiu. A Universal foi o primeiro estúdio a investir em sequências, muitas das vezes reaproveitando cenários, tomadas e falas, se beneficiando do talento desses atores, diretores como Tod Browning e James Whale e da habilidade do maquiador Jack Pierce para moldar personagens saídos dos pesadelos mais sombrios. A Universal deu vida a Drácula, Frankenstein, lobisomem, múmia e várias outras criaturas que se popularizaram com um público que encontrava deleite nas sombras da alma humana representadas em preto e branco, herdeiros das lições do expressionismo cultivadas por Murnau e Lang.

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A CASA DE FRANKENSTEIN

          A ideia de juntar mais de um monstro em um único filme surgiu quando, depois de 4 filmes de Frankenstein (os três primeiros com a criatura interpretada por Boris Karloff) o roteirista Curt Siodmark sugeriu ao produtor  George Wagner que fizessem “Frankenstein meets the Wolfman”, recebendo sinal verde para o projeto que veio a ser dirigido por Roy William Neill e lançado em 1943. O filme mostra Larry Talbot (Lon Chaney Jr) procurando uma cura para sua maldição e se confrontando a criatura de Frankenstein interpretada por Bela Lugosi, que fica em cena apenas por pouco mais de cinco minutos sendo ocasionalmente substituido por um dublê devido a problemas de saúde. O filme funcionou como uma sequência tanto para os eventos mostrados em “O Lobisomen” de 1941 como em “A Alma de Frankenstein” (The Ghost of Frankenstein) de 1942. Para atrair o público, o estúdio anunciou o nome de Lon Chaney, sem o Jr, para confundir a todos já que o nome de Lon Chaney pai (falecido em 1930) ainda era então extremamente conhecido. A ideia inicial era de ter Chaney filho fazendo tanto o papel do lobisomen como do monstro de Frankenstein, mas deixada de lado já que falamos de décadas anteriores à tecnologia digital. O resultado satisfatório animou a Universal a reunir mais monstros, o que levou à realização de “A Casa de Frankenstein” (The House of Frankenstein) de 1944. Neste novo exemplar, Boris Karloff retorna ao universo de monstros mas como o cientista louco que manipula Dracula (John Carradini), o monstro de Frankenstein (o ex cowboy Glenn Strange) e o Lobisomen (Chaney Jr) para se livrar de seus desafetos. Originalmente, a múmia Kharis seria incluída no filme, mas por motivos de orçamento ficou de fora. Mesmo as cenas com Drácula acabaram sendo filmadas em separado sem que este contracenasse com o lobisomen de Chaney e o Frankenstein de Strange. O filme ainda incluiria a figura do corcunda apaixonado (J.Carrol Nash) por uma dançarina cigana (Elena Verdugo) emulando a narrativa de “O Corcunda de Notre Dame”, embora não sejam os mesmos personagens. A Segunda Guerra se aproximava de seu fim, mas o público vivia a incerteza desta e de suas consequências. O ciclo da Universal oferecia a catarse ideal para esse medo real, palpável e o estúdio soube como tirar proveito disso levando a “A Casa de Drácula” (The House of Dracula) de 1945 reunindo esse “Nightmare Team” uma última vez, desta vez sem Karloff que teve o personagem substituído por outro cientista, o Dr.Edelmann (Onslow Stevens) a quem Drácula e Larry Talbolt procuram em busca de uma cura. O filme incluiu uma novidade na figura de uma mulher corcunda, Nina (Jane Addams). O filme também marcou a última aparição de Lon Chaney Jr sob contrato com a Universal, embora o ator tenha voltado ao papel mas na comedia “Abbot & Costello Meet Frankenstein” (1948) que reuniria além do próprio Bela Lugosi como Dracula e Glenn Morgan como Frankenstein.

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A CASA DE DRÁCULA

         Quando a década de 50 chegou o interesse dos estúdios passou a ser filmes de monstros do espaço e discos voadores, o que deixou os monstros clássicos de lado mas não esquecidos graças à iniciativa da Universal de levá-los para a Tv como um pacote de filmes  que foi apresentado a uma nova geração de jovens que redescobriu os mestres do pavor sobrenatural. Provando que estes sempre renascem, o estúdio promete novas versões em filmes interligados, reintroduzindo o conceito para uma geração acostumada a jogos de vídeo game e filmes de super heróis. Como promete o slogan, um mundo – não tão novo assim – de deuses, monstros e efeitos digitais modernos.

FATOS & FILMES : SEXTA FEIRA 13

Mal começou o ano e já entramos em uma sexta feira 13, dia associado a extremo azar. O cinema dos anos 80 aproveitou e fez do dia sinônimo de serial killer com a criação de Jason Voohes no filme dirigido por Sean Cunningham em 1980.  Contudo, Jason não é o assassino do primeiro e do quinto filme da franquia que marcou a década de 80 entre o público jovem que fazia uma catarse dos desejos por sexo livre em Crystal Lake. A franquia perdeu força nas décadas seguintes mas continuou com um total de 11 filmes, entre eles um confronto com Freddy Krugger. Em 2009, Sexta Feira 13 (Friday the 13th) ganhou um remake mal sucedido e já se avista para breve uma nova tentativa de reiniciar a história para uma nova geração.

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O que há, no entanto, que justifica essa má fama para o citado dia ? Entre as versões que a explicam, que são várias, e datam de antes de Cristo, fala-se que que foi em uma Sexta Feira 13 (13 de Outubro de 1307) que o rei Felipe IV da França ordenou que os cavaleiros Templários fossem mortos e extintos. Há quem acredite que foi em uma Sexta Feira 13 que Jesus foi crucificado. O número 13 em si já é há muito tempo associado a algo ruim. Judas Iscariotes era o 13º apóstolo de Jesus; no Tarot, o 13 é uma carta que representa a morte e em tempos mais recentes, foi na Sexta Feira dia 13 de Novembro de 2015 que mais de 100 pessoas foram mortas e cerca de 400 foram feridas em 7 ataques terroristas  na França.

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A SENTINELA DOS MALDITOS

 

Voltando ao cinema, esse ano promete vários títulos voltados para assustar aos fãs do gênero como “Chamados” (Rings), o terceiro filme a explorar o fantasma da menina Samara, que agora troca a famigerada fita de vídeo pelo e-mail viral através da internet. O filme chega às nossas telas em Fevereiro com a intenção de dar continuidade ao filme original de 2003, que já era uma refilmagem de um título Japonês. Samara, no original era Sadako e estrela, em breve, o combate “Sadako Vs Kayako”, no qual vai enfrentar o fantasma Toshio de outra pérola, esta refilmada como “O Grito” em 2004. Em maio teremos “Annabelle 2” que promete repetir a performance do primeiro filme da boneca que rendeu mais de US$ 200 milhões mundialmente. O ano corrente, no entanto, reservou para junho o início da franquia de universo compartilhado de monstros da Universal que já no cartaz internacional do anunciado “A Múmia” anuncia um novo mundo de deuses e monstros, com Tom Cruise no papel do protagonista que vai enfrentar a criatura milenar. O mês de julho reserva o filme “Amityville – The Awakening” (Ainda sem título em Português) que revisitará a famosa mansão assombrada que foi palco de crimes hediondos e gerou diversos filmes.

Enquanto esses filmes na chegam às nossas salas, o blogcineonline deixa algumas sugestões de filmes (alguns deles antigos, mas assustadores) que podem aterrorizar sua sexta feira 13 :

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A CASA DA NOITE ETERNA

1) A SENTINELA DOS MALDITOS (The Sentinel) 1977. Dir:Michael Winner. Com Cristina Raines, Chris Sarandon, Burguess Meredith, Ava Gardner, John Carradini, Nana Visitor, Tom Berenger, Jeff Goldblum, Martin Balsam, Eli Wallachi. Jovem modelo se muda para prédio no Brooklyn desconhecendo que este guarda um portal para o inferno e que para mantê-lo fechado é necessário o sacrifício de um guardião. Tensão crescente e final surpreendente.

2) A CASA DA NOITE ETERNA (The Legendo of the Hell House) 1973. Dir: John Hough. Com Roddy McDowell, Pamela Franklin, Clive Revill. Escrito pelo excelente escritor Richard Matherson e elogiado pelo renomado crítico norte americano Roger Ebert, reúne quatro pessoas em uma casa assombrada para desvendar seus mistérios, entre eles um médium que é o último sobrevivente de uma visita anterior.

3) OLHOS FAMINTOS (Jeepers Creepers) 2001. Dir: Victor Salva. Com Justin Long, Gina Philips, Jonathan Breck. Indicado e premiado em Festivais do Gênero Fantástico, o filme gira em torno de dois irmãos perseguidos por uma terrível criatura que desperta de tempos em tempos para matar os que escolhe. O filme teve uma sequência em 2003 e um terceiro episodio será rodado em breve.

4) CHRISTINE O CARRO ASSASSINO (Christine) 1983. Dir: JOhn Carpenter. Com Keith Gordon, Alexandra Paul. Em vez dos conhecidíssimos “Carrie” oi “O Iluminado”, experimente ler e depois assistir a historia de um adolescente possuido por um espirito maligno que reside em seu carro, um Plymouth Fury vermelho e branco de 1957. Vejam por si por que Stephen King é um mestre em seu gênero.

 

 

PREVIEW 2017 NOS CINEMAS

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COMO É COMUM NOS MESES DE JANEIRO ANIMAÇÕES E FILMES FAMILIA TOMAM ESPAÇO DO CIRCUITO COMERCIAL. JANEIRO DE 2017 TRARÁ A ESTREIA DE “MOANA”, A NOVA PRINCESA DISNEY, QUE TRAZ O REFORÇO DE DWAYNE JOHNSON COMO O SEMI-DEUS MAUI EM SEU MAR DE AVENTURAS. A PRIMEIRA PRINCESA POLINESIA DA DISNEY É O PRIMEIRO GRANDE LANÇAMENTO DO ANO NOVO E VEM COM A RECEITA DE SUCESSO DA DISNEY, JÁ TENDO ESTREADO NOS ESTADOS UNIDOS COM BILHETERIA ASSOMBROSA. A ILLUMINATION STUDIOS QUE EM 2016 EMPLACOU “PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS” E “SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA” VOLTA EM 2017 COM SEU PRINCIPAL PERSONAGEM, O DIVERTIDO GRU E SEUS MINIONS EM “MEU MALVADO FAVORITO 3” (DESPICABLE 3) PREVISTO PARA AS FÉRIAS DE MEIO DE ANO. A DREAMWORKS REVISITA O DIA DOS MORTOS MEXICANO EM “COCO”.  A SONY ANIMATION TRAZ DE VOLTA  AS CRIATURINHAS AZUIS FAVORITAS DE CRIANÇAS E ADULTOS EM “SMURFS –A VILA PERDIDA”, DESTA VEZ SEM ATORES, TOTALMENTE EM ANIMAÇÃO DIGITAL, ENTÃO NÃO ESPEREM REENCONTRAR NEIL PATRICK HARRIS QUE TRABALHOU NOS DOIS PRIMEIROS FILMES DOS PERSONAGENS DO ARTISTA BELGA PEYO.  JÁ A FOX ANIMAÇÃO PROMETE DIVERTIR BAIXINHOS E ADULTOS EM “O PODEROSO CHEFINHO” (BOSS BABY). A DISNEY AINDA VOLTA COM “CARROS 3” (CARS 3) PROMETIDO PARA AS FÉRIAS DE JULHO. COMO A ANIMAÇÃO EXISTE FORA DO PADRÃO DISNEY, OS ARGENTINOS TRAZEM O PERSONAGEM “CONDORITO” E NÓS, BRASILEIROS, TEMOS A ADAPTAÇÃO DE “PEIXONAUTA”, BEM SUCEDIDA SÉRIE DO DISCOVERY KIDS.

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PARA OS FANS DOS FILMES DE AÇÃO, O ANO COMEÇA COM VIN DIESEL DE VOLTA AO PAPEL DO AGENTE SECRETO AMANTE DE ESPORTES RADICAIS XANDER CAGE EM “XXX – REATIVADO” (XXX – REACTIVATED). MAS OS FANS DE DIESEL ESTÃO ANSIOSAMENTE AGUARDANDO REVER SEU DOMINIC TORETTO EM “VELOZES & FEROZES 8” (THE FAST & THE FURIOUS 8 – FATE OF THE FURIOUS), O PRIMEIRO SEM PAUL WALKER, E COM O REFORÇO DA BELDADE CHARLIZE THERON NO PAPEL DA VILÃ QUE VAI VIRAR A CABEÇA DE TORETTO, E COLOCÁ-LO CONTRA SEUS AMIGOS. O FILME AINDA TRAZ DWAYNE JOHNSON NOVAMENTE COMO O AGENTE LUKE HOBBS E JASON STATHAM DE VOLTA AGORA, APARENTEMENTE, DO LADO DOS MOÇINHOS. DWAYNE JOHNSON AINDA APARECE EM 2017 NA ADAPTAÇÃO DA SÉRIE “BAYWATCH” AO LADO DE ZAC EFRON E ALEXANDRA DANDDARIO, MOSTRANDO QUE HOLLYWOOD NÃO ESQUECEU O MOTE DAS SÉRIES DE TV DO PASSADO COMO FONTE DE MATERIAL PARA ADAPTAÇÃO. OUTRO PRODUTO DA TELINHA ADAPTADO É “CHIP’S” QUE REUNE O DESCONHECIDO DAX SHEPHARD & MICHAEL PEÑA NOS ICÔNICOS PAPEIS DOS POLICIAIS RODOVIARIOS JOHN BAKER E FRANK PONCHIRELLO. KEANNU REEVES SE REENCONTRA COM LAWRENCE FISHBURNE (MATRIX) EM “JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR” (JOHN WICK – CHAPTER TWO). MICHAEL FASSBENDER – O MAGNETO DOS XMEN – ESTRELA E PRODUZ A ADAPTAÇÃO DOS GAMES “ASSASSIN’S CREED”, CO-ESTRELADO PELA MARAVILHOSA MARION COITLARD. A EXCELENTE ATRIZ FRANCESA TAMBÉM ESTRELA AO LADO DE BRAD PITT “ALIADOS” (ALLIED) DIRIGIDO POR ROBERT ZEMECKIS. DENZEL WASHINGTON VOLTA AO PAPEL DE ROBERT MCCALL EM “O PROTETOR 2” (THE EQUALIZER 2). JÁ TARON EGERT SE JUNTA A UM SUPER ELENCO QUE INCLUI CHANNING TATUM, JULIANNE MOORE E HALLE BERRY EM “KINGSMAN – THE GOLDEN CIRCLE”.

WONDER WOMAN

OS SUPER HEROIS CONTINUARÃO A DOMINAR AS TELAS E O ANO NOVO PROMETE OS AGUARDADOS FILMES DA “MULHER-MARAVILHA” (WONDER WOMAN) E “LIGA DA JUSTIÇA” (JUSTICE LEAGUE) QUE TEM A MISSÃO DE PROVAR QUE A WARNER CONSEGUE EMPLACAR SEU UNIVERSO CINEMATICO DE HEROIS DEPOIS DA AVALANCHE DE CRITICAS NEGATIVAS ACUMULADAS EM 2016 COM “BATMAN X SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA” E “ESQUADRÃO SUICIDA”. A MARVEL NÃO DORME NO PONTO E CONTRA ATACA COM “HOMEM ARANHA VOLTA AO LAR” (SPIDER MAN HOMECOMING) E “THOR RAGNAROK”, ESTE ÚLTIMO REUNINDO O DEUS DO TROVÃO E O INCRIVEL HULK. JÁ HUGH JACKMAN SE DESPEDE DO MUTANTE FAVORITO DE TODOS NO FILME “LOGAN”, TERCEIRO DO WOLVERINE. MUITO ESPERADO É “GUARDIÕES DA GALAXIA – VOLUME II” (GUARDIANS OF THE GALAXY – VOLUME II) REUNINDO O GRUPO DO SENHOR DAS GALAXIAS E AS CONFUSÕES PROVOCADAS PELO BEBÊ GRUT. NO TRAILLER, AÇÃO E HUMOR NÃO FALTARÃO NO FILME DE JAMES GUNN.

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MUITO AGUARDADO JÁ PARA O INICIO DO ANO É A FICÇÃO CIENTIFICA “PASSAGEIROS” (PASSENGERS) QUE REUNE OS AMADOS CHRIS PRATT E JENNIFER LAWRENCE EM UMA HISTÓRIA DE ADÃO E EVA FUTURISTA ESCRITA POR JON SPAITHS, O MESMO QUE FEZ O ROTEIRO DE “PROMETHEUS”. A PROPÓSITO DESTE, RIDLEY SCOTT PROMETE LIGAR OS PONTOS ENTRE O FILME DE 2012 E O PRIMEIRO ALIEN DE 1979, CONFORME JÁ DIVULGADO O TRAILLER DE “ALIEN O PACTO” (ALIEN COVENANT).  OUTRA GRANDE OBRA DO GÊNERO RETOMADA É “BLADE RUNNER 2049”, PRODUZIDO POR RIDLEY SCOTT E DIRIGIDO POR DENNIS VILLENEUVE QUE NO ANO QUE ACABA ATRAIU ELOGIOS COM SEU “A CHEGADA”. MILLA JOJOVICH SE DESPEDE TAMBÉM DE SUA ALICE NO CAPÍTULO FINAL DA FRANQUIA “RESIDENT EVIL 6”. A WARNER RETOMA UM DOS ÍCONES DOS FILMES DE MONSTRO EM “KONG – A ILHA DA CAVEIRA” (KONG – SKULL ISLAND) COM TOM HIDDLESTONE (LOKI) E SAMUEL l. JACKSON. CHARLIE HUNMAN PROTAGONIZA “REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA” (KNIGHTS OF THE ROUND TABLE) DIRIGIDO POR GUY RITCHIE QUE PROMETE EXPLORAR AS LENDAS ARTURIANAS EM UMA SÉRIE DE FILMES. OS FANS DE ANIME AGUARDÃO COM ANSIEDADE AS BELAS FORMAS DE SCARLETT JOHANSSON EM “VIGILANTES DO AMANHÔ (GHOST IN THE SHELL). DEPOIS DE UMA SEQUENCIA DE INSUCESSOS JOHNNY DEPP VOLTA A SE VESTIR COMO O CAPITÃO JACK SPARROW EM “PIRATAS DO CARIBE – A MALDIÇÃO DE SALAZAR” (PIRATES OF THE CARIBBEAN – DEAD MEN TELL NO TALES), REUNINDO-O AO ELENCO DOS PRIMEIROS FILMES KEIRA KNIGHTLY, GEOFFREY RUSH E ORLANDO BLOOM. MUITA AÇÃO É PROMETIDO PARA O INICIO DO UNIVERSO DE MONSTROS DA UNIVERSAL QUE SE INICIARÁ COM TOM CRUISE, RUSSELL CROWE E SOFIA BOUTELLA EM “A MUMIA” (THE MUMMY) PREVISTO PARA JUNHO. O FUTURO DA ESPECIE HUMANA É COLOCADO EM QUESTÃO EM “PLANETA DOS MACACOS –A GUERRA” (WAR OF PLANET OF THE APES) . LUC BESSON PLANEJA NOS LEVA A UMA MOVIMENTADA AVENTURA NA ADAPTAÇÃO DAS HQS “VALERIAN & A CIDADE DOS MIL PLANETAS”, POUCO CONHECIDA AQUI NO BRASIL. CLARO QUE UM DOS MAIS AGUARDADOS É “STAR WARS – EPISODIO Viii”, QUE CERTAMENTE FARÁ UMA EMOCIONANTE HOMENAGEM A CARRIE FISHER EM SEU CANTO DE CISNE DAS TELAS.

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O CINEMA NACIONAL TEM MARCELO ADNET E DANTON MELLO EM “PENETRAS 2 – QUEM DÁ MAIS” PROMETENDO DIVERTIR. DOCE REENCONTRO É A VOLTA DE RENATO ARAGÃO E DEDÉ SANTANA (QUE NAS DÉCADAS DE 70 E 80 ERAM OS REIS DA BILHETERIA NACIONAL NOS FILMES DOS TRAPALHÕES) COM A ADAPTAÇÃO DO ESPETÁCULO “OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES”. PARA AS CRIANÇAS A ADAPTAÇÃO DA SÉRIE “DETETIVES DO PREDIO AZUL”. LARISSA MANOELA, QUE FOI UM FENÔMENO DE POPULARIDADE EM 2016, SE REUNE COM INGRID GUIMARAES EM “FALA SERIO MÃE”. JULIANA PAES, MARCELO FARIA E LEANDRO HASSUM REVISITAM A OBRA DE JORGE AMADO EM “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS”.

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COMO É A ÉPOCA DE INDICADOS AO GLOBO DE OURO E O OSCAR TEMOS O ELOGIADO MUSICAL “LA LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” (LA LA LAND) COM O CASAL RYAN GOSLING E EMMA STONE. NATALIE PORTMAN IMPRESSIONOU ESSE ANO NA CINEBIOGRAFIA DA EX PRIMEIRA DAMA JACKELINE KENNEDY. O FILME EM QUESTÃO, “JACKIE” ESTÁ PROGRAMADO PARA ESTREAR NO BRASIL AINDA NO PRIMEIRO TRIMESTRE. OUTRA CINEBIOGRAFIA MUITO COMENTADA EM 2016 E QUE CHEGA ATÉ NÓS EM 2017 É “ATÉ O ÚLTIMO HOMEM” (HACKSAW RIDGE) SOBRE UM SOLDADO QUE SE RECUSOU A USAR UMA ARMA E MATAR DURANTE A SEGUNDA GUERRA. O FILME É ESTRELADO POR ANDREW GARFIELD, EX-HOMEM ARANHA E DIRIGIDO PELO POLÊMICO MEL GIBSON QUE RETOMA A VELHA FORMA POR TRÁS DAS CÂMERAS. A SEGUNDA GUERRA TAMBÉM É O TEMA DE “DUNKIRK”, DE CHRISTOPHER NOLAN.  A HISTÓRIA DE DOIS PADRES JESUITAS É O TEMA DA VOLTA DO MESTRE MARTIN SCORCESE À DIREÇÃO EM “SILÊNCIO” (SILENCE). MICHAEL KEATON É O VILAO ABUTRE DO NOVO FILME DO HOMEM ARANHA, MAS MOSTRA SEU TALENTO NO PAPEL DO FUNDADOR DO MACDONALD’S EM “FOME DE PODER” (THE FOUNDER).

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PARA QUEM GOSTA DE TERROR, O ESPIRITO DE SAMARA VOLTA COM SEDE DE VINGANÇA EM “CHAMADOS” (RINGS). A CASA ASSOMBRADA MAIS FAMOSA DO CINEMA É REVISITADA EM “AMITYVILLE- THE AWAKENING”. OUTRO RETORNO É DA BONECA AMALDIÇOADA EM “ANNABELLE 2”, DIRIGIDO POR DAVID SANBERG QUE EM 2016 CHAMOU A ATENÇÃO PELO RESULTADO OBTIDO EM SUA ESTREIA EM “QUANDO AS LUZES SE APAGAM”. FALANDO EM TERROR, O MESTRE STEPHEN KING TEM RESERVADO DUAS ADAPTAÇÕES: O PRIMEIRO LIVRO DA SÉRIE “A TORRE NEGRA” (THE BLACK TOWER) COM IDRIS ELBA E MATHEW MACOUGHNEY E A VOLTA DO PALHAÇO PENNYWISE EM “IT”.

OUTROS LANÇAMENTOS PREVISTOS:

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS ¶ A GRANDE MURALHA ¶ A LEI DA NOITE ¶ TINHA QUE SER ELE ¶ POWER RANGERS ¶ A CABANA ¶O CÍRCULO ¶  DIARIO DE UM BANANA 4 ¶ TRANSFORMERS : O ÚLTIMO CAVALEIRO ¶ DEIXE A NEVE CAIR ¶VIDA ¶ SEXTA FEIRA 13 ¶A ESCOLHA PERFEITA 3 ¶

ESTREIAS DA SEMANA – 24 DE NOVEMBRO

A CHEGADA

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(The Arrival) EUA 2016. Dir:Dennis Villeneuve. Com Amy Addams, Jeremy Renner, Forrest Whitaker. Ficção Cientifica.

Adaptação do conto “Story of your Life” de Ted Chiang, premiado com o Nebula e o Hugo, honrarias da literatura do gênero. Logo, mais natural que uma adaptação viesse e nas mãos de Villeneuve esta é potencializada por uma narrativa inteligente e que certamente tornará necessário assistir ao filme mais de uma vez para captar as nunces do roteiro em torno de uma visita de extraterrestres ao planeta. Uma linguista (Addams) é recrutada para desvendar uma forma de se comunicar com os seres e descobrir suas intenções. Enquanto se esforça para descobrir tudo, a personagem de Addams lida com dolorosas lembranças de seu passado, traçanndo um paralelo entre sua vida pessoal e a miss~~ao que abraça, e da qual depende o futuro do mundo. A premissa pode não ser novidade no gênero, mas a maneira como o filme se desenvolve faz a diferenç, graças aos roteiro de Eric Heisserer (O Enigma de Outro Mundo – 2011). O filme foi exibido com sucesso no Festival de Toronto e no Festival do Rio esse ano, tendo seu lançamento antecipado quando antes seria a principio para o ano que vem. É um filme voltado para fazer refletir, pensar e pode ser de dificil digestão para os amantes de explosões a cada segundo. Um elenco de primeira reunindo Renner e Addams que já trabalharam juntos antes em “A Trapaça” (American Hustle) em 2013.  Em tempo, o diretor Villeneuve é o responsável pela anunciada sequência de Blade Runner para 2017.

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(Bra 2016) Dir: Hugo Prata. Com  Andreia Horta, Lucio Mauro Filho, Caco Ciocler, Rodrigo Pandolfo. Biopic.

Lembro bem do dia em que perdemos a grande cantora Elis Regina no distante ano de 1982. O Jornal Hoje anunciava tristemente sua passagem como resultado de um acidental suicidio. Suas canções estão até hoje vivas como momentos inesqueciveis de nossa arte musical, já tendo gerado inclusive um espetaculo teatral e uma belíssima canção homenagem do saudoso Emilio Santiago. (Quem diz, quem diz … Elis). Logo, natural que pela sua importância, Elis ganhe essa cinebiografia, curta demais para abracar uma vida rica e uma carreira magnifica, mas o roteiro de Nelson Motta e Patricia Andrade consegue ser, dentro dos clichês do gênero, ser valorizado pela atuação correta de Andreia Horta e traduzir a fascinação que a Pimentinha (como era chamada) transmitia às plateias, se emocionava quando cantava, e atraia até a atenção de marcianos. Feito sob medida para o público que gosta de ouvir suas canções e quer conhecer um pouco de sua história e para aqueles que não acompanharam sua carreira, mas que se maravilharão ao descobrir que, assim como nossos pais, ainda somos os mesmos encantados pela força de sua voz imortal.

JACK REACHER : SEM RETORNO

(Jack Reacher : Never Go Back). EUA 2016. Dir: Edward Zwick. Com Tom Cruise, Cobie Smoulders. Ação.

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Adaptação da obra de Lee Child (É o 18º de um total de 21) protagonizada pelo ex-militar que se torna um detetive duro na queda ajudando aqueles que precisam. Segundo filme com o personagem estrelado por Tom Cruise, cujo físico e aparência em nada lembra o personagem dos livros, um homem mais velho e sem nenhuma pinta de galã. Claro, que isso não importa para assistir ao filme, até porque os livros de Child não são tão populares no Brasil. Reacher (Cruise) ajuda uma amiga (Smoulders) acusada de crimes miltares e desvenda uma trama conspiratoria. A estrela Cobie Soulders é reconhecida da sitcom “How I met Your Mother” e como a agente Maria Hill de “Vingadores”), mas o foco é claro são as ações de Reacher, tão impossiveis quanto as do agente Ethan Hunt da outra franquia de Tom Cruise, ou seja, cinemão pipoca, sem maiores compromissos.

 

 

TRAILLER: JACK REACHER SEM RETORNO

Previsto para 20 de outubro a sequência de “Jack Reacher – O Último Tiro” que se chamará “Jack Reacher – Sem Retorno” trará mais uma vez Tom Cruise, o Ethan Hunt de “Missão Impossivel” como e ex militar que se tornou investigador. Ao seu lado Cobie Smulders, a Maria Hill de “Os Vinagdores”. O filme é a adaptação do 18º livro do personagem criado pelo autor britânico Lee Child, pseudônio de Jim Grant. Na direção Edward Zwick, que já trabalhou com Tom Cruise em “O Último Samurai”.

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PRIMEIRA IMAGEM : A MÚMIA

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A UNIVERSAL JÁ ESTÁ SE MEXENDO EM CRIAR SEU UNIVERSO COMPARTILHADO DE MONSTROS, MESMO DEPOIS DA MORNA RECEPÇÃO DE “DRACULA UNTOLD” EM 2014. A IMAGEM ACIMA É DA ATRIZ SOFIA BOUTELLA COMO A RAINHA EGIPÍCIA DESPERTADA DE SEU SONO MILENAR PARA ATERRORISAR A LONDRES MODERNA. O FILME TERÁ TOM CRUISE NO PRINCIPAL PAPEL MASCULINO E AINDA TRARÁ RUSSELL CROWE NO PAPEL DE DR. jEKYLL (DE O MEDICO E O MONSTRO).

GALERIA DAS ESTRELAS : PAUL NEWMAN

Ele sempre foi um dos atores que mais admirei e o primeiro filme dele a que assisti, lembro, foi justamente um dos seus papéis mais icônicos: ‘ BUTCH CASSIDY & SUNDANCE KID ” , de 1969, quando Paul Newman já tinha 44 anos e já contava com uma carreira sólida. Seus cabelos loiros e os olhos azuis lhe garantiram a admiração das mulheres de seu tempo. Seu ar de gozador era um reflexo do grande brincalhão que era fora das câmeras. No início de sua carreira, foi comparado a Marlon Brando, ao que declarou depois :

UM DIA VOCÊS VÃO TER DE RECONHECER QUE É O BRANDO QUE SE PARECE COMIGO

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Paul Newman nasceu em 26 de Janeiro de 1925 em Cleaveland, Ohio, segundo filho do casal Theresa e Arthur Newman. A boa aparência e o porte atlético lhe abriram as portas  na escola, primeiro no time de Rugby, e depois, no teatro. Foi durante a montagem de uma peça que conheceu Jaqueline Witte, sua primeira esposa e mãe de seu primeiro filho Scott. Quando seu pai morreu, não quis assumir os negócios de família, a loja de seu pai em Cleaveland, e resolveu investir na carreira de ator. No início dos anso 50, recém chegado a Nova York, conseguiu trabalho na TV e se matriculou no Actor’s Studio. Dividindo seu tempo entre  a Tv e o teatro, Paul Newman chamou a atenção na montagem da peça “Pic Nic”, que estreou em Fevereiro de 1953 e se tornou um grande sucesso de público e crítica, conseguindo da Warner Bros um contrato de 1,000 dólares por semana para estrear no cinema “O CÁLICE SAGRADO ” (The Silver Chalice), filme bíblico feito como plágio de “O Manto sagrado” e que foi um grande fracasso na época. O próprio Paul Newman sempre o apontava como uma péssima atuação, mas que não impediu a Warner de lhe oferecer um novo contrato. Em 1956, o diretor Robert Wise convence a MGM a dar a Paul Newman o papel do lutador Rocky Graziano em “ MARCADO PELA SARJETA ” (Somebody Up There Likes Me), uma história real e comovente que o levou a passar semanas treinando com boxeadores profissionais, incluindo o próprio Graziano. Foi esse o papel que fez todos notarem o talento de Paul Newman e que lhe trouxe melhores oportunidades como o lendário pistoleiro Billy The Kid em “UM DE NÓS MORRERÁ ” ( The Left Handed Gun) e o sedutor Ben Quick em ” O MERCADOR DE ALMAS ” (The Long Hot Summer) onde conhceu e se apaixonou pela atriz Joanne Woodward, então com 28 anos, com quem se casaria e com quem teria três filhos. No mesmo ano  conseguiu sua primeira indicação ao Oscar pelo papel do amargurado Brick em “GATA EM TETO DE ZINCO  QUENTE  ” ( Cat on a Hot Tin Roof) contracenando com a belíssima Elizabeth Taylor. Paul já estava se empenhando em provar que seu valor como ator não residia em sua aparência física. Certa vez publicou em um jornal um anuncio fúnebre falso que dizia :

“AQUI JAZ PAUL NEWMAN, MORTO AINDA JOVEM PORQUE SEUS OLHOS, DE REPENTE, FICARAM CASTANHOS”

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NEWMAN & LIZ TAYLOR

A década de 60 começou para Paul Newman buscando novos desafios. Reiscindiu seu contrato com a Warner e decidiu tomar o rumo da própria carreira independente dos grandes estudios, cujo dominio sobre os atores já começava a declinar. Não temeu experimentar papéis diversos: O jogador de bilhar amoral em “DESAFIO À CORRUPÇÃO” (The Hustler) em 1961, o escritor beberrão e mulherengo que se envolve com a guerra fria em ” OS CRIMINOSOS NÃO MERECEM PRÊMIO ” (The Prize) em 1963, o detetive pilantra Lew Harper em ” O CAÇADOR DE AVENTURAS ” (Harper) em 1966, o presidiário rebelde e icorruptível em ” REBELDIA INDOMÁVEL ” (Cool Hand Luke) EM 1968 entre outros. Trabalhou com grandes diretores como Alfred HItchcok em ‘ CORTINA RASGADA” (Torn Curtain) em 1966, com quem conta-se não se deu muito bem, foi dirigido por John Houston duas vezes em ” ROY BEAN O HOMEM DA LEI ” (The Life and Times of Judge Roy Bean) em 1972 e “O EMISSÁRIO DE MACKINTOSH ” (The Mackintosh Man) EM 1973, este último vivendo um tipo de James Bond mais sério. Dois de seus grandes triunfos foram vividos ao lado de Robert Redford: Na segunda metade da década de 60, o prestígio de Paul Newman lhe deu mais um campo de atuação, o de co-produtor. O projeto, em conjunto com a 20th Century Fox,  era inspirado nos arquivos da famosa agência  de detetives Pinkerton sobre dois dos últimos foragidos do velho oeste. A história traria Paul Newman como Sundance Kid, mas este preferiu o papel de Butch. Rumores indicavam que Steve McQueen, que rivalizava na mídia com Paul, co-estrelaria o filme, outras indicavam Marlon Brando, o que atrasava o cronograma das filmagens. Paul indicou o então desconhecido Robert Redford e fincou o pé que a chance seria dele contra a vontade da Fox. O filme foi um sucesso internacional e gravou na eternidade a sequência em que anda de bicicleta com Katherine Ross ao som de “Raindrops keep falling on my head”. Esta é uma das minha sequências favoritas! Com Redford, Newman descobriu uma alma gêmea para sua visão política, uma amizade que ainda rendeu mais um grande filme: “GOLPE DE MESTRE” (The Sting), também dirigido por George Roy Hill de “Butch Cassidy”, uma parceria de iguais que marcou a carreira de ambos. Ainda  no final da década de 60 fez “500 MILHAS” (winning) onde Newman fez um piloto de corridas e descobriu assim uma grande paixão que perseverou por toda sua vida. Newman chegou a ser dono de uma equipe e competiu na famosa 24 Horas de Le Mans, chegando ao segundo lugar.

A década de 70 trouxe altos e baixos em sua vida: Seu filho mais velho Scott morreu de overdose de drogas. O ator ainda inaugurou o “Hole in The Wall Gang”, usando o nome da quadrilha de Butch Cassidy, para ajudar crianças doentes. Criou uma fábrica de molhos, a “Newman’s Own” cuja renda foi toda vertida para obras de caridade. Foi democraata ativo, participando de campanhas eleitorais, além de ter sido ferrenho crítico do governo de Richard Nixon que o considerava um de seus maiores inimigos em uma lista negra que incluia nomes como o próprio Robert Redford, Jane Fonda, Burt Lancaster etc..  Apesar de todo o prestígio, nunca se achava grande ator. Dizia que Brando, Olivier, Guiness e sua própria esposa aeram melhores intérpretes que ele.  Assumiu o papel de produtor e diretor do drama “RACHEL, RACHEL” em 1968 estrelado por sua mulher. Foi indicado 9 vezes como melhor ator, ganhando em 1986 por “A COR DO DINHEIRO” (The Color Of Money) , de Martin Scorcese, no qual voltou a interpretar o jogador de bilhar Eddie Felson que vivera em “DESAFIO À CORRUPÇÃO” (The Hustler).

GANHAR UM OSCAR É COMO CORTEJAR UMA MULHER BONITA POR ANOS. UM DIA FINAMENTE ELA SE RENDE, MAS AÍ VOCÊ É QUEM DIZ ‘DESCULPE, MAS AGORA CANSEI'”

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PAUL NEWMAN & TOM CRUISE EM “A COR DO DINHEIRO”

Também escreveu, dirigiu e atuou em ” MEU PAI MEU AMIGO ” (Harrry & Son) onde expurgou os sentimentos de culpa pela morte de seu filho mais velho. Outro papel de destaque foi o heróico arquiteto que ajuda os sobreviventes de um incêndio em um arranha-céu em ‘ INFERNO NA TORRE” (The Towering Inferno) em 1974. Nele, Newman e Steve McQueen finalmente atuaram em um mesmo filme, sendo que McQueen exigira que seu nome viesse na tela acima do de Newman. Livre dos escessos de estrelismo típico, Paul Newman seguiu em frente em projetos diferenciados, sempre explorando papéis diversos, provando sua versatilidade e talento para compor personagens como o advogado alcoolatra em ” O VERDEDITO ” (The Verdict) em 1983, um policial honesto combatendo as drogas em ‘ 41ª DP – iNFERNO NO BRONX ” (Fort Apache The Bronx) em 1982, um detetive aposentado em “FUGiNDO DO PASSADO ” (Twilight) em 1998, um gangster em “ESTRADA PARA A PERDIÇÃO” (Road To Perdition) em 2002 e, entre outros, seu último papel, o de voz do personagem Doc Brown na animação da Pixar “CARROS‘ (Cars) em 2006. Depois de sua morte, por câncer, em 2008, ficou o legado de um ator que sempre foi fiel às suas convicções políticas e artísticas, superou os limites da velocidade, mas sem nunca esquecer de sua humanidade e do empenho em usar sua fama para ajudar as pessoas.

GOSTARIA DE DEIXAR A LEMBRANÇA DE ALGUÉM QUE TENTOU ACOMPANHAR SUA ÉPOCA, AJUDAR AS PESSOAS A SE COMUNICAREM ENTRE SI, … SEM CANTAR VITÓRIAS, MAS SEM NUNCA SE DEIXAR ABATER PELAS DERROTAS.

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NEWMAN “BUTCH CASSIDY ” & REDFORD “SUNDANCE KID” – PARCERIA DE IGUAIS.

 

MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ADEUS MR.PHELPS, OLÁ MR.HUNT

Assisti ao seriado “Missão: Impossível’ na Rede Bandeirantes no final dos anos 70. Foi hipnotizado pelo som do tema do musico argentino Lalo Schifrin que provoca tensão crescente a medida que um pavio de pólvora vai chegando a um explosivo fim. Se você acha que conhece a história, está enganado. A série de TV original, que estreou em setembro de 1066, girava em torno de uma equipe de contra-espionagem convocada para missões de alta periculosidade que o governo mantem como desconhecida. A partir daí, série e filmes não poderiam ser mais diferentes.

A SÉRIE ORIGINAL

A SÉRIE ORIGINAL

Criada por Bruce Gellar e gravada nos estúdios da Desilu (de Lucille Ball & Desi Arnaz) para a CBS, “Missão Impossível” era centrada em um trabalho de equipe. Apesar de liderada por Dan Briggs (Steven Hill na 1ª Temporada) e Jim Phelps (Peter Graves a partir da 2ª temporada), cada agente tinha sua especialidade e seu grau de importância dentro da história. A figura do líder foi trocada depois de constante insistência da CBS que não concordava com a escolha de Steven Hill para o papel. Além disso, Hill se recusava a trabalhar nos finais de semana pois, como Judeu ortodoxo, isso contrariava sua religião. A figura de Peter Graves ficaria eternamente associada à Missão Impossível ao longo de suas 7 temporadas, e mesmo 15 anos depois de seu cancelamento Graves voltou ao papel quando a série ganhou uma nova roupagem, ainda que breve.

A PRIMEIRA EQUIPE NA TV

A PRIMEIRA EQUIPE NA TV

Entre os agentes da IMF havia um mestre dos disfarces (Martin Landau, depois substituído por Leonard Nimoy), uum perito em eletrônica (Greg Morris), uma mulher sedutora (Barbara Bain, que era casada com Martin Landau, depois substituída por Leslie Ann Warren), um eficiente galã faz tudo (Peter Lupus) entre outros escolhidos de acordo com a missão e que acompanhavam as mudanças de temporada como Sam Elliot, Linda Day George, Lee Merriwether  e Barbara Anderson. Não havia, portanto, a figura de um super agente central nas tramas. Estes não possuíam passado, envolvimentos passional nem moralidade nas ações executadas. Todos os meios eram justificáveis para se concluir a missão, fossem meios legais ou ilegais. Não havia muita ação física, pois o foco era maior na tensão psicológica envolvendo os agentes e seus alvos, estes encurralados de tal forma que muitas vezes as intenções não eram muito claras. A série foi um marco na dramaturgia televisiva do gênero e foi tão impactante justamente porque nada igual existia no ar naquela época. Durante algum tempo vários projetos para adaptá-la na forma de longa-metragem naufragaram, ao menos até ter seus direitos comprados por Tom Cruise.

CENA MEMORÁVEL DO PRIMEIRO FILME DE 1996

CENA MEMORÁVEL DO PRIMEIRO FILME DE 1996

Entre o fim dos anos 80 e inicio dos anos 90, “Os Intocáveis” e “O Fugitivo”, duas séries de Tv extremamente populares haviam se tornado bem sucedidas adaptações para o cinema. Tom Cruise chamou Brian de Palma (diretor do primeiro) para comandar o filme “Missão Impossível” (1996), que veio a ser roteirizado por David Koepp e Robert Towne. Este, no entanto, transformou o que era um contra-golpe em um “One Man Show”, uma variação do super agente secreto tendo Ethan Hunt (Cruise) como uma variação de James Bond, único sobrevivente de sua equipe, eliminada durante missão na Embaixada de Praga. O que mais desagradou aos fãs da série original, no entanto, foi transformar Jim Phelps (Jon Voight) no vilão da trama. Peter Graves e Greg Morris, convidados a fazer uma aparição no filme, recusaram e repudiaram as mudanças no status quo de personagens icônicos.

O SEGUNDO FILME NA VISÃO POP DE JOHN WOO

O SEGUNDO FILME NA VISÃO POP DE JOHN WOO

Apesar disso, o filme tornou-se um sucesso de bilheteria, custando $80 milhões e faturando $180 milhões no ano de seu lançamento. A sequência de Tom Cruise  invadindo as instalações da CIA pendurado por cabos foi visualmente memorável e realizada com o próprio ator que usou moedas nas botas para equilibrar o peso e evitar de constantemente bater a cabeça. A trama confusa demais foi bastante criticada, e por isso, quando Cruise e sua sócia Paula  Wagner encomendaram uma sequência, quatro anos depois, decidiram por uma narrativa mais simplificada, calcada na mesma premissa de “Interlúdio’ (Notorious) do mestre Alfred Hithcock. Em “Missão Impossível 2” (2000) Ethan Hunt é enviado atrás de um agente renegado da IMF com ajuda de uma ladra charmosa (Thandie Newton) para evitar a dissiminação de uma arma biológica mortífera. Devido ao cronograma das filmagens, dirigida por John Woo, o ator Dougray Scott que fazia o vilão não pode aceitar o papel de Wolverine em “X Men-O Filme”, que acabou dando oportunidade para Hugh Jackman. A bilheteria ainda maior (em torno de $215 mihões)  não disfarçou o fato de que apesar de toda a ação frenética, o filme nada tem a ver com o espírito da série, sendo ainda mais evidente se tratar de um veículo para o estrelato de Tom Cruise.

O MELHOR FILME

O MELHOR FILME

Disposto que cada filme da franquia venha a ter um diretor diferente, Cruise chamou J.J.Abbrams para comandar “Missão impossível 3” em 2006. Abbrams atenuou a centralização na figura de Ethan Hunt e recompôs a dinâmica de grupo com os personagens de Jonathan Rhys Meyers, Kerri Russell (em papel primeiro oferecido a Scarlett Johansson) e Ving Rhames (o único membro da IMF a aparecer em todos os filmes da franquia. O roteiro de Robrto Orci & Alex Kurtzman recuperou em parte elementos da série na primeira metade, mas entrega no final toda a ação à figura de Hunt que precisa resgatar a amada das mãos do vilão Owen Davian (um excelente Phiilip Seymour Hoffman). O filme é superior aos dois primeiros justamente por recuperar o espirito da série, tendo J.J.Abbrahms convidado Martin Landau para uma participação especial no filme, mas este recusou. Apesar de bem sucedido para um filme de ação, foi a menor bilheteria da franquia com cerca de $134 milhões. Em 2011, Cruise veio com o melhor deles, justamente o quarto filme entitulado “Missão impossível: Protocolo Fantasma” , dirigido por Brad Bird (da animação da Pixar “Os Incríveis”). O roteiro colocava Tom Cruise como o chefe de uma equipe renegada da IMF, dissolvida depois de uma missão desasrosa no Kremilin. Definitivamente, havia algo mais similar a serie de Tv com a equipe de Hunt (Jeremy Renner, Paula Patton e Simon Pegg reprisando o papel que já havia aparecido no filme três) agindo na clandestinidade para evitar uma guerra nuclear. Mais $200 milhões de bilheteria garantiram a volta de Ethan Hunt para o quinto filme e um já anunciado sexto filme que prova que nada é impossível. Para quem, como eu, assistiu à série original não adianta comparar, os filmes de Tom Cruise até funcionam como entretenimento, mas estão longe da essência da série, que era muito melhor e cujos roteiros estavam acima do lugar comum do gênero, inteligentes, criativos, algo quase que impossível de se encontrar atualmente. Abaixo, veja a abertura original da série e conheça o que foi “Missão Impossível”, antes que esse blog se destrua automaticamente.