GRANDE ESTREIA: CAPITàMARVEL

  cAPITA mARVEL

       A jornada da heroína Carol Danvers até sua atual posição como principal heroína do universo foi árdua, cheia de altos e baixos, derrotas e trocas de identidade, mas hoje chega aos cinemas com a celebração do dia internacional da mulher, mais do que derrotando vilões, assumindo o papel de símbolo do empoderamento feminino.

               Quando surgiu nos quadrinhos em 1968, já existia a figura do “Capitão Marvel” (Nada a ver com o Shazam da DC, que já usou essa alcunha), um guerreiro de uma raça alienígena que se auto exila na Terra para proteger a humanidade. Foi Stan Lee e o desenhista Gene Colan quem criou o herói Kree Mar-Vell em dezembro de 1967. Um ano depois, Roy Thomas imagina Carol Danvers  como uma piloto da força aérea que foi salva por Mar – Vell da explosão de um artefato alienígena, que fundiu seu DNA humano com o DNA Kree. Foi ideia do roteirista Gerry Conway fazer de Carol uma super heroína que ostentasse o nome da editora. A força sobre humana e o poder de vôo a tornaram a heroína “Ms Marvel”, trazendo em seu nome o título “Ms” que destaca uma mulher independente, solteira, adequado a um mundo que precisa aprender a respeitar a figura da mulher. A personagem então ganha um título próprio a partir de Janeiro de 1977, dois anos depois que a assembleia geral da ONU escolhesse 1975 como o ano internacional da mulher. Carol era a personagem que simbolizaria a editora Marvel na luta feminista concorrendo com a imagem da Mulher Maravilha da Dc Comics, principal rival da Marvel no mercado editorial. Incluindo a renomada revista “Ms”, criada por ativistas dos direitos das mulheres em 1971, havia estampado a imagem da “Mulher Maravilha” em sua icônica primeira edição. Logo, Carol Danvers muda para o papel de editora de uma revista similar publicada por J.Jonah Jameson, o chefe de Peter Parker, o Homem Aranha, herói mais popular da editora.  Essa fase que durou apenas por 25 edições foi publicada no Brasil em revistas da editora Abril como “Capitão América” e “Herois da TV”.

ms

                A Marvel demorou a ter uma heroína à frente de um título longevo apesar das tentativas com “Mulher Aranha” e “Mulher Hulk”, mas Carol continuou a ter destaque ingressando na equipe dos Vingadores. Apesar de um promissor início nas mãos de Chris Claremont, que explorava os lapsos de memória que Carol tinha toda vez que se transformava, os roteiristas que se seguiram não souberam explorar a personagem, ainda que incrementassem seu uniforme com uma mudança de cores e forma.  Jim Shooter e David Micheline fragilizaram Carol Danvers como vítima de um estupro por um ser extra dimensional que a engravida como forma de chegar à nossa realidade. Carol é manipulada para se apaixonar por ele e deixar nossa dimensão com ele. Pouco tempo depois, Claremont volta a escrever a personagem trazendo-a de volta ao mundo, fragilizada emocionalmente e tendo os poderes sugados pela mutante Vampira, o que a deixa em coma.

capita-marveluniforme.png

OS VÁRIOS UNIFORMES & IDENTIDADES

             Nos anos 80, a primeira troca de nome ocorre quando Claremont escrevendo as historias dos X Men mostra Carol, já despertada de seu coma, adquirindo poderes estelares e assumindo o nome “Binária”. Nos anos que seguem, Carol é nada além de uma coadjuvante de luxo nas histórias dos “X Men” ou dos “Vingadores”, mas não demora para perder seus poderes de Binária e voltar a ser a Ms.Marvel. Nesse meio tempo, a editora publicou a emotiva Graphic Novel “A Morte do Capitão Marvel” em 1982. O herói morre de câncer depois de uma longa e dramática batalha e o nome “Capitão Marvel” (Lembrando que em inglês não há flexão de gênero) é adotado por Monica Rambeau, uma mulher negra que consegue transmutar seu corpo em qualquer tipo de energia. Foi na década de 90 que Carol volta a se destacar nos Vingadores assumindo o codinome “Warbird”, mas mergulhada no alcoolismo. Nessa fase, se aproxima de Tony Stark o Homem de Ferro, que havia passado pelo mesmo problema em histórias da década anterior. Foi a partir do evento “Guerra Civil”, que Carol restaura sua importância no status quo do Universo Marvel. A heroína assume agora o nome “Capitã Marvel” superando todos os traumas do passado, as derrotas pessoais e o descaso de maus direcionamentos editoriais.

capitã-marvel.jpg

               O filme protagonizado por Brie Larson vem como forma de ratificar a heroína como símbolo dessa representatividade e, claro, mistura vários personagens da editora. Maria Rambeau (Lashana Lynch) é a mãe de Monica Rambeau, que substituiu Mar Vell depois de sua morte, e depois mudou sua alcunha para “Foton”. Além de Nick Fury (Samuel L.Jackson) e a Suprema Inteligência (Annete Benning) Jude Law interpreta Yon Rogg, que nos quadrinhos foi inimigo jurado de Mar Vell, e responsável pelo auto exilio do herói na Terra.

capi

            A expectativa é grande e, depois do sucesso do filme da “Mulher Maravilha”, a Marvel vem com tudo com sua representatividade e inserindo a última peça em seu tabuleiro para o igualmente aguardado fim de jogo de “Vingadores Ultimato” que encerra os 10 anos passados em que o mundo tem estado, filme após filme, vibrando, se redescobrindo criança por se aproximar de super heróis e ao som do brado “EXCELSIOR”, usado pelo mestre Stan Lee e que definiu gerações de fãs saindo das páginas das hqs para as telas do cinema.

GRANDE ESTREIA: OS INCRIVEIS 2

                   Quando “Os Incriveis” (The Incredibles) foi lançado, o chamado Universo Cinemático Marvel ainda não havia sido desenvolvido, embora já houvessem filmes do gênero bem sucedidos (Homem Aranha, X Men). Era uma questão de tempo que houvesse uma sequência, e quanto tempo !!! Brad Bird disse que só faria se tivesse uma boa ideia para explorar, e nesse meio tempo dirigiu “Ratatouille”(Oscar de melhor animação), “Missão Impossível: Protocolo Fantasma” e “Tomorrowland”, ao fim do qual finalmente assumiu a aguardada sequência das aventuras da família Pera.

5720930.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxx

                A ideia para “Os Incriveis” veio à mente de Bird muito antes quando Brad tentava com dificuldade administrar seu tempo entre sua vida profissional e pessoal. Competente animador, Bird fez parte da equipe criativa de “Os Simpsons” durante suas primeiras oito temporadas e, mesmo com o fiasco de bilheteria de “O Gigante de Ferro” (The Iron Giant) em 1999, impressionou John Lasseter, o homem forte da Pixar. O roteiro de Bird foi criativo ao equilibrar ação e humor para mostrar uma família de super heróis proibida de usar seus poderes novamente devido ao prejuízo causado pelo rastro de destruição das batalhas travadas. Nessa realidade ser um super herói não tem nenhum glamour e a família Pera leva vidas monótonas no fictício subúrbio de Metroville. Pais de três filhos, a retraída adolescente Violeta e os meninos Flecha e Zezé que tem dificuldades de se inserir com crianças de sua idade. Bird conseguiu desglamourizar o gênero explorando o potencial de uma história que fala em como seria um mundo em que super heróis realmente existissem. Além disso a animação foi um triunfo da tecnologia dando à pele dos personagens humanos uma definição mais realista. Diferente das produções anteriores do estúdio, “Os Incriveis” foi o primeiro a ter protagonistas humanos tratando de temas como família, relação marido e mulher, morte e filhos hiperativos.

inc

               Claro que me meio a toda a diversão percebe-se referências obvias às histórias em quadrinhos. Da clássica Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons vem a ideia da realidade distópica em que a atividade dos heróis não é bem vista, e os personagens são claras alusões ao Quarteto Fantástico de Stan Lee e Jack Kirby, conseguindo diga-se de passagem obter um resultado melhor que os filmes do quarteto produzidos pela Fox. Os poderes da família incrível são reconhecíveis: O Sr. Incrivel é forte como o Superman, Violeta fica invisível, Flecha corre veloz, e a Mulher Elástica estica seu corpo além dos limites. Seu codinome, no entanto, gerou na época um problema pois já existe um Mulher Elástica nos quadrinhos da Dc Comics, membro da equipe Patrulha do Destino. A Pixar conseguiu um acordo onde o nome Mulher Elástica só seria usado no filme, enquanto nos matérias promocionais ela seria chamada de Sra Incrível. Entre os personagens destaca-se o vilão Síndrome que foi feito a partir das feições do próprio Brad Bird e a estilista Edna Moda dublada pelo próprio Bird, inspirada a partir de Edith Head que foi uma figurinista da clássica Hollywood, tendo trabalhado em filmes como “A Malvada” (1950) e “Golpe de Mestre” (1973) e tendo sido premiada com o Oscars por 8 vezes. Por último mas não menos importante para a história é o herói Gelado, melhor amigo do Sr Incrivel, e dublado originalmente por Samuel L.Jackson que já participou de vários filmes do Universo Marvel no papel de Nick Fury.

incredibles-2-rgb-z095-25a-pubpub16207_uyyb.jpg

               Se no primeiro filme o Sr.Incrivel é o foco da história, na continuação a Mulher Elástica protagoniza a trama, bem ao sabor do papel mais ativo das mulheres no mundo. O Sr Incrivel fica com a tarefa de cuidar dos filhos em casa, o que não é fácil principalmente com os vários poderes que Zezé, o mais novo, começa a manifestar. Mais uma vez não é ação desenfreada que mais importa, mas as relações familiares e os conflitos gerados pelo cotidiano de uma vida nada tão simples, e muitas vezes mais atribulada do que derrotar super vilões e salvar o mundo. “Os incríveis 2” é o filme mais longo da Pixar contando com 1 hora e 58 minutos, de acordo com o renomado site imdb. Sua história começa imediatamente após a conclusão do primeiro filme. Sendo o 20º filme do estúdio e quarto produto da Pixar a ganhar uma sequência, o filme seria lançado inicialmente somente em 2019 mas o cronograma adiantado deste levou os executivos a antecipar seu lançamento, deixando o também anunciado “Toy Story 4” para o próximo ano. Fiquem ligados nas várias referências e easter-eggs que se tornaram parte dos atrativos dos filmes da Pixar. Desta vez, estas incluem até mesmo os temas do clássico desenho “Jonny Quest” e da série de tv “Quinta Dimensão” dos anos 60.

               Certamente o sucesso será inevitável em meio ao cada vez maior número de filmes de super heróis que conquistam cada vez mais o público e a Disney sabe como explorar o filão, sendo a dona dos heróis Marvel. Já podemos garantir a pipoca e embarcar nessa diversão que vem sendo esperada há 14 anos. Quem sabe não teremos em breve também um MegaMente II? O mundo sempre precisa de heróis e nós de boa diversão, com o perdão da expressão obvia, simplesmente incrível !

ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE FEVEREIRO

PANTERA NEGRA

PANTERA NEGRA

(BLACK PANTHER) EUA 2918. DIR: RYAN COOGLER. COM CHADWICK BOSEMAN, LUPITA NYONG’O, MICHAEL B. JORDAN, MARTIN FREEMAN, LAETITIA WRIGHT, ANDY SERKIS. AVENTURA.

PRIMEIRO SUPER HEROI NEGRO DAS HQS CHEGA AO CINEMA EM UMA SUPER PRODUÇÃO, IMPORTANTE PARA PREPARAR O CAMINHO PARA O VINDOURO “VINGADORES GUERRA INFINITA” E PARA AS MUDANÇAS PROMETIDAS PARA O UNIVERSO CINEMATOGRAFICO MARVEL. T’CHALLA É HERDEIRO DO TRONO DE WAKANDA, FICTÍCIA NAÇÃO AFRICANA E BERÇO DO VALIOSO METAL VIBRANIUM. DEPOIS DE TER PERDIDO SEU PAI (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL), T’CHALLA (BOSEMAN) RETORNA AO SEU REINO E PRECISA MANTÊ-LO UNIDO ENQUANTO O VILÃO ULISSES KLAUS PLANEJA SE APOSSAR DE TODO VIBRANIUM QUE PUDER. A TEMPO: HÁ DUAS CENAS PÓS CRÉDITOS E EM MAIS UM CAPÍTULO ONDE ESTÁ WALLY, DESCUBRAM A PASSAGEM CAMEO DE STAN LEE.

EU TONYA

EU TONIA

(I TONYA) EUA 2018. DIR: CRAIG GILLESPIE. COM MARGOT ROBBIE, ALLISON JENNEY, SEBASTIAN STAN. DRAMA.

MARGOT ROBBIE PROVA AQUI QUE ALÉM DE MUITA BONITA É TALENTOSA E PODE IR ALÉM DA INSANIDADE DE ARLEQUINA (SEU PERSONAGEM MAIS POPULAR). BASEADO EM FATOS REAIS, O FILME MOSTRA A PATINADORA TONYA HARDING QUE APESAR DE SEU TALENTO, LIDA COM OS MAUS TRATOS DE SUA MÃE (JENNEY) E DO ABUSOS DE SEU MARIDO (STAN). GRAÇAS A ESTE, A CARREIRA DE TONYA SE VÊ ABALADA POR UMA PLANO DIABOLICO ELABORADO POR ELE PARA SE LIVRAR DE SUAS COMPETIDORAS NA OLIMPIADA DE INVERNO DE 1994. TENDO LEVADO O GOLDEN GLOBE DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA ALISON JENNEY, O FILME APARECE ENTRE OS INDICADOS AO OSCAR DESSE ANO NAS CATEGORIAS MELHOR EDIÇÃO, MELHOR ATRIZ (ROBBIE) E MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (JENNEY). ATENTEM PARA A PRESENÇA DE SEBASTIAN STAN, O SOLDADO INVERNAL DOS FILMES DO MARVEL STUDIOS.

TRÊS ANUNCIOS PARA UM CRIME

tres_anuncios_crime

(THREE BILLBOARDS OUTSIDE EBBING, MISSOURI) EUA 2018. DIR: MARTIN MCDONAUGH. COM FRANCES MCDORMAND, WOODY HARRELLSON, ABBIE CORNISH, PETER DINKLAGE, SAM ROCKWELL, KATHRYN NEWTON. DRAMA.

QUANDO A POLÍCIA NÃO CONSEGUE ENCONTRAR O ASSASSINO DE SUA FILHA, MILDRED (MCDORMAND) USA OS OUTDOORS PARA PRESSIONAR AS AUTORIDADES ATÉ QUE DECIDE POR FIM FAZER JKUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. VENCEDOR DE 4 GOLDEN GLOBES, INCLUINDO ATRIZ (MCDORMAND) E ATOR (ROCKWELL), O FILME ESCRITO E DIRIGISO POR MARTIN MCDONAUGH, ESTÁ INDICADO TAMBÉM AOS OSCARS NESTAS CATEGORIAS ALÉM DE MELHOR FILME, ROTEIRO ORIGINAL, EDIÇÃO E TRILHA SONORA. CURIOSAMENTE, A CATEGORIA DE MELHOR ATOR COADJUVANTE AINDA TEM WOODY HARRELSON CONCORRENDO PELO PAPEL DO POLICIAL QUE INVESTIGA O CASO.

HQS NO CINEMA 2016 : DEADPOOL

deadpool filme

Confesso nunca fui fã de Deadpool, o mercenário tagarela (Merc with a Mouth), mas seu estilo anti-convencional e desbocado tem grande popularidade, o que justifica o investimento nessa produção, a primeira adaptação de HQs do ano, chegando ao fim da folia carnavalesca, o que parece até bem apropriado já que o mercenário “DEADPOOL” não segue regras, mas as rompe. Suas histórias ignoram o bom moçismo, o maniqueísmo esperado , rompem com qualquer limite e empregam o recurso da metalinguagem, sem economizar na linguagem chula.  Na verdade, suas qualidades residem justamente em seus deméritos morais. Força, agilidade em paralelo à desconstrução do que significa heroísmo juntando a insanidade de um coringa com o apelo físico de Wolverine.

Deadpool debut

Estreia do personagem nas hqs

Desde sua primeira aparição nas HQs em 1991, no título “The New Mutants #98” (no Brasil, publicado em X Men #72 pela Editora Abril em 1994), o personagem foge das convenções: Um mercenário mascarado tagarela e comportamento imoral. Na citada revista, o personagem é um vilão, enviado para caçar Cable, o líder dos mutantes jovens. Criado por Rob Liefield e Fabian Nicieza, Deadpool foi submetido ao mesmo experimento que Wolverine, o Projeto Arma X.  Exímio lutador, hábil com espada e dono de um fator cura tão eficiente quanto a língua mordaz que profere comentários jocosos sobre tudo. O fator cura o salvou da morte, já que o personagem sofria de câncer antes, mas o resultado também lhe desfigurou o rosto e lhe causou instabilidade mental. O visual é um plágio do vilão Exterminador, da concorrente Dc Comics, mas isso não atrapalhou em nada ao crescimento de popularidade do personagem que veio a ganhar título próprio em Janeiro de 1997. O descaramento é marca registrada do personagem que se chama Wade Wilson, clara homenagem / paródia do Extermianador que se chama Slade Wilson.

A característica mais marcante do personagem, seja na Hq original ou no filme, é nunca se levar a sério, sem limites para o que será parodiado, citado ou mostrado comicamente, sem preocupação com o politicamente correto. Na capa de “Deadpool #11” (Dezembro de 1997) o mercenário contador de vantagens aparece pendurado por sobre os edifícios carregando alguém, exatamente como a primeira aparição do Homem Aranha em “ Amazing Fantasy #15” (Agosto de 1962). Filmes de cinema também entram na mira de Deadpool como as capas de “Deadpool #40” e #49, respectivamente parodiando os filmes “Alien” e “James Bond”. A Marvel não poupa esforços em tornar o personagem o maioral, explorando a popularidade deste com o público leitor de HQs como na HQ “Deadpool kills the Marvel Universe” , de 2012, que como já diz o título traz o mercenário como executor do universo fictício ao qual pertence.

Deadpool alien

Deadpool parodiando o cartaz de “Alien”

O personagem já apareceu nas telas no filme “X-Men Origens : Wolverine” (2009) também vivido por Ryan Reynolds, mas sem máscara, uniforme ou detalhamento. Apenas um mercenário falador e bom com espadas. O ator Ryan Reynolds lutou durante muito tempo para levar Deadpool para um filme solo, preservando as características que o diferem do heroísmo tradicional. Assim, o filme é recheado de farpas para tudo e todos, desde o filme Lanterna Verde (que Ryan Reynolds fez em 2011), passando pelos filmes dos mutantes. A principal papel feminino é feito pela brasileira Morena Baccarin (Os Visitantes, A Espiã que sabia de Menos). O filme, dirigido pelo novato Tim Miller, incorpora esse espírito transgressor e não é aconselhável para os que gostam do filme de super herói tradicional. Deadpool é um anti-herói e representa uma desconstrução do arquétipo do personagem que usa super poder para uma causa. O filme abusa de palavrões e cenas de sexo, justamente por isso, e apesar disso, que o personagem consegue ser diferente do usual, mas está longe de ser agradável ao público em geral, e nem se pretende a isso. É diversão sem se preocupar em fazer concessões