OSCAR 2017 – OS VENCEDORES

A 89ª edição do Oscar terminou de forma incomum com o erro ao anunciar o prêmio de melhor filme, que não foi para “La La Land – Cantando Estações” por um equívoco com o envelope entregue para Warren Beatty. Conforme visto no video acima, depois de entregue aos produtores de “La La Land – Cantando Estações”, percebeu-se o erro e estes corrigiram e anunciaram o vencedor real que foi “Moonlight – Sob a Luz do Luar”. Em 89 premiações, isso nunca aconteceu, o que causou um desconforto e tanto. Mas, a cerimônia teve acertos que devem ser destacados como a vitória mais do que merecida para Viola Davis, como melhor atriz coadjuvante ou Emma Stone, como melhor atriz. Jennifer Aniston entrou em cena emotiva para anunciar o clip do In Memoriam que presta tributo para os astros e personalidades do cinema que faleceram em 2016, incluindo recentemente o ator Bill Paxton (Titanic, Twister, Aliens). Segue abaixo a lista dos vencedores:

Filme: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Diretor: Damien Chazelle (por La La Land – Cantando Estações)

Ator: Casey Affleck (por Manchester à Beira-mar)

Atriz: Emma Stone (por La La Land – Cantando Estações)

Ator Coadjuvante: Mahershala Ali (por Moonlight: Sob a Luz do Luar)

Atriz Coadjuvante: Viola Davis (por Um Limite Entre Nós)

 

 

HOLLYWOOD, CA - FEBRUARY 26: Actor Viola Davis, winner of the Best Supporting Actress award for 'Fences' poses in the press room during the 89th Annual Academy Awards at Hollywood & Highland Center on February 26, 2017 in Hollywood, California. (Photo by Frazer Harrison/Getty Images)

Vitória merecida de Viola Davis

Filme Estrangeiro: O Apartamento

Animação: Zootopia

Documentário: O.J.: Made in America

Roteiro Original: Manchester à Beira-mar

Roteiro Adaptado: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Trilha Sonora Original: La La Land – Cantando Estações

Canção Original: City of Stars (de La La Land – Cantando Estações)

Emma Stone brilha no Oscar

Emma Stone brilha no Oscar

Edição de Som: A Chegada

Mixagem de Som: Até o Último Homem

Direção de Arte: La La Land – Cantando Estações

Efeitos Visuais: Mogli: O Menino Lobo

Montagem: Até o Último Homem

Fotografia: La La Land – Cantando Estações

Curta-metragem de Animação: Piper: Descobrindo o Mundo

Documentário em curta-metragemOs Capacetes Brancos

Curta-metragem live-actionSing

Maquiagem e Penteado: Esquadrão Suicida

Figurino: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Filme Estrangeiro: O Apartamento

Animação: Zootopia

Documentário: O.J.: Made in America

Roteiro Original: Manchester à Beira-mar

Roteiro Adaptado: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Trilha Sonora Original: La La Land – Cantando Estações

Canção Original: City of Stars (de La La Land – Cantando Estações)

Edição de Som: A Chegada

Mixagem de Som: Até o Último Homem

Direção de Arte: La La Land – Cantando Estações

Efeitos Visuais: Mogli: O Menino Lobo

Montagem: Até o Último Homem

Fotografia: La La Land – Cantando Estações

Curta-metragem de Animação: Piper: Descobrindo o Mundo

Documentário em curta-metragemOs Capacetes Brancos

Curta-metragem live-actionSing

Maquiagem e Penteado: Esquadrão Suicida

Figurino: Animais Fantásticos e Onde Habitam

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ESTREIAS DA SEMANA : A PARTIR DE 23 DE FEVEREIRO

A GRANDE MURALHA

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(The Great Wall) EUA 2017. Dir: Zhang Ymou. Com Matt Damon, William Dafoe, Pedro Pascoal, Tian Jing. Ação.

Já fizeram filmes sobre pontos turísticos como pirâmides, stonehenge então por que não sobre a Grande Muralha da China, única construção humana que pode ser vista do espaço. Deixando de lado qualquer veracidade sobre sua construção, os roteiristas Carlo Bernard, Doug Miro e Tony Gilroy imaginaram uma bem fantasiosa. Esta foi desenvolvida a partir de um argumento de Max Brooks (autor de “Guerra Mundial Z”), Edward Zwick e Marshall Herkowitz. Imaginaram que a muralha erguida como defesa de um ameaça sobrenatural: monstros semelhantes a grandes lagartos que ameaçam invadir a China a cada 60 anos. Matt Damon faz um mercenário contratado para auxiliar na batalha e que vem a se apaixonar pela comandante Lin Mae (Tian Jian), única mulher do grupo. O filme é uma parceria entre os estudios da Universal e a China, um mercado consumidor de blockbusters hollywoodianos cada vez mais crescentes. O diretor é extremamene conceituado, sendo dele filmes de arte como “Lanternas Vermelhas” (1991) e “Herói” (2o02). Aqui, no entanto, apesar do espetáculo das imagens por ele criadas o filme é uma típica fita de monstros carregada de ação, como muitas do gênero: Divertida e nada mais.

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(Moonlinght) EUA 2017. Dir: Barry Jenkins. Com Ashton Rogers, Mahershala Ali, Andre Holland, Naomi Harris. Drama.

Um dos grandes indicados pelo Oscar esse ano não tanto pelo número de indicações (oito incluindo melhor filme, diretor, ator coadjuvante e atriz coadjuvante) mas pela coragem de contar uma história a despeito dos preconceitos : Menino negro e pobre sofre bullying na escola e luta contra sua condição social, contra a dor de sua mãe ser uma viciada de crack  e contra a própria sexualidade. A história trata de racismo, de violência, de drogas e de homosexualidade, mas sobretudo de superação, de lutar para encontrar seu lugar o mundo contrariando o que a vida te oferece. Nisso é um filme corajoso e emocionante escrito pelo próprio diretor baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, de Tarell McCraney. A produção é de Brad Pitt.

MONSTER TRUCKS

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(Monster Trucks) EUA 2017. Dir: Chris Wedge. Com Lucas Till, Danny Glover, Jane Levy, Barry Pepper, Rob LOwe. Fantasia.

Pronto há vários anos (o projeto foi iniciado em 2013), é uma história voltada para o público infantil sobre um  estudante (Till) que descobre um monstro na garagem e o coloca dentro de sua caminhonete sendo perseguido por agentes do governo. O fracasso no seu lançamento custou a cabeça de alto executivo da Paramount, mas pode despertar interesse das crianças que quiserem fugir do carnaval. O diretor é o mesmo de “A Era do Gelo” e o ator Lucas Till é bem conhecido como o Destrutor de “X Men Primeira Classe”. Ainda em tempo, Till é o novo intérprete de MacGyver na Tv americana, série que ainda não estreou no Brasil.

A LEI DA NOITE

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(Live by Night) EUA 2017. Dir:Ben Affleck. Com Ben Affleck, Sienna Miller, Elle Fanning, Zoe Saldana. Policial.

O desastre milionário desse filme foi péssimo para a carreira de Ben Affleck que acabou desistindo da direção do novo Batman. Mas não julguem por isso. O filme não é nada fora do normal, mas custuou muito aos cofres da Warner paa reconstituir a Boston da época da lei seca, quando Joe Coughlin (Affleck) – filho de policial – se torna um implacável gangster. Affleck também assina a adaptação do livro homônimo de Dennis Lehane, o mesmo autor de “A Ilha do Medo” ,”Sobre Meninos & Lobos”, e “Medo da Verdade”, este também com Ben Aflleck.

 

ISTO ERA HOLLYWOOD: A ESPIONAGEM DE GUERRA

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Casablanca

             Algumas combinações parecem funcionar tão bem nas telas que são temas recorrentes, principalmente quando bem explorados. Robert Zemeckis decidiu reviver o clima do clássico “Casablanca”, de Michael Curtiz vestindo Brad Pitt e Marion Coitillard com os arquétipos de uma história de amor e intriga em meio às incertezas da Segunda Guerra. Quando o filme estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman foi lançado nos cinemas norte-americanos, os Estados Unidos já haviam entrado no conflito, tendo enviado assistência militar direta ao norte da África. Há várias histórias, no entanto, que o cinema contou tendo a Segunda Guerra como pano-de-fundo.

        Imitando a vida, a arte cinematográfica dramatizou um plano mirabolante para assassinar Adolph Hitler no auge de seu poder. Oficiais de alto escalão liderados pelo Conde Claus Von Stauffenberg discordando dos excessos do Fuhrer, decidiram dar um golpe de estado plantando uma bomba em seu QG. Na verdade, ao todo existiram 15 planos para matar Hitler e encerrar o sangrento Terceiro Reich. O plano de Stauffenberg foi entitulado “Operação Valquíria” e o resultado foi prematuramente anunciado pela rádio. Hitler se salvou, os conspirados foram executados e membros da resistência, bem como simpatizantes desta, igualmente mortos como retaliação. O filme de mesmo nome foi lançado em 2008 e trazia Tom Cruise como Stauffenberg. Em um dado momento do filme o Coronel Mertz (Christian Berkel) comenta sobre o uso de explosivos e diz “O truque é não estar por perto quando eles explodiram”. Esta mesma fala foi usada por David Niven em um clássico do gênero “Os Canhões de Navarone” (The Guns of Navarone) de 1961.

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Os Canhões de Navarone

            Este é uma adaptação do livro de Alistair MacLean, superficialmente baseado na Batalha de Leros, na Grécia. Nela, os alemães saíram vitoriosos contra os ingleses devido a sua superioridade aérea, e não haviam nenhuma artilharia de canhões. Esta foi a última grande vitória alemã, já que o território grego em questão continuou com os alemães até o final da guerra. No filme a fictícia ilha de Navarone, serve como base para uma avançados canhões nazistas que controlam o Mediterrâneo, importante acesso para as tropas de ambos os lados. O filme, dirigido por J.Lee Thompson, trazia uma força-tarefa enviada para destruir os canhões sob o comando do Capitão Keith Mallory, que no livro é inglês e no filme ganhou as feições americanas do astro Gregory Peck. O elenco ainda inclui os nomes de peso de David Niven (que no livro é ex- policial perito em explosivos e no filme tornou-se um ex professor de química) e Anthony Quinn (cujo nome foi usado para batizar uma Baía da ilha de Rodes, que foi usado como locação para as filmagens). Mais focado na ação direta do que em intrigas diplomáticas, o filme de Thompson é um dos mais renomados do gênero e, apesar de tiros, explosões e traições, foi interpretado pelo astro Gregory Peck como um filme não sobre guerra, mas sobre a necessidade de paz.

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A Águia Pousou

             Reimaginar os eventos da segunda guerra foi o que fez o autor Jack Higgins (um dos vários pseudônimos do escritor britânico Harry Patterson). Inspirando-se na excelência dos paraquedistas alemães, Higgins escreveu “A Águia Pousou” (The Eagle Has Landed) sobre uma audaciosa e hipotética missão : Um pelotão de soldados nazistas se passa por soldados poloneses refugiados chegando a Norfolk, no norte da Inglaterra para capturar vivo ou morto o primeiro ministro Winston Churchill. A história é narrada do ponto de vista dos alemães liderados pelo Coronel Steiner seguindo as ordens do alto escalão alemão. O filme dirigido por John Sturges (É dele a direção do “Sete Homens & Um Destino” original e a adaptação do livro de Higgins foi seu último antes de se aposentar do cinema) chegou às telas um ano depois da publicação do livro. Muito importante na trama é a presença de Liam Devlin (Donald Pleasance), agente do IRA que toma parte da  missão. Este vem a se tornar personagem recorrente em outros livros do mesmo autor, incluindo “A Águia Voou”, publicado em 1985, que dá sequência mostrando Devlin descobrindo que Steiner está vivo e parte em seu resgate. “A Àguia Pousou” serve de exemplo de como a segunda guerra continua a estimular a imaginação mesmo depois de tantos anos passados após a derrota dos nazistas.

        Outra história hábil por mesclar fatos históricos e ficção foi “O Buraco da Agulha” (The Eye of the Needle) , escrito pelo autor britânico Ken Follet em 1978, vencedor do prêmio Edgar no ano seguinte, e adaptado para o cinema em 1981. Nele Donald Sutherland faz o papel de Heinrich Faber, codinome “Agulha” , um espião nazista infiltrado no Reino Unido que descobre tudo sobre o desembarque das tropas aliadas no chamado Dia – D. Foi em 6 de junho de 1944 que cerca de 155 mil soldados chegaram à costa da Normandia, na França, uma operação batizada de “Operação Overload”. Ken Follet imaginou como seria se um espião nazista tivesse posse desses planos e se desdobrasse para retornar para a Alemanha, sendo perseguido implacável mente pelos agentes ingleses. Ao se refugiar em uma ilha escosesa conhece uma bela mulher (Kate Nelligan) por quem se apaixona. Ainda assim, não permitirá que esse sentimento se interponha em sua missão. Na vida real, os alemães acreditaram que o local de desembarque dos aliados seria em Calais, ao norte da França e por esse erro estavam vulneráveis à invasão da Normandia.

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36 Horas

        Uma reimaginação curiosa do fato fez o filme “36 Horas” (36 Hours), de 1964. Nele, os alemães capturam  o Major Jefferson Pike (James Garner) e o convencem de que ficara em coma durante muitos anos, tendo a guerra acabado. O objetivo é fazê-lo revelar tudo sobre a “Operação Overload”, mas o Major começa a desconfiar das aparências e planeja fugir. A história é bem criativa, mas  que os roteiristas e os produtores não sabiam é que o escritor Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) já havia escrito o conto “Beware of the dog” , que trazia essencialmente a mesma história. Coincidentalmente, o filme viria a ser oferecido a Dahl, para que este o roteirizasse. Patricia Neal, esposa de Dahl, descobriu a semelhança e por isso o estúdio da Metro precisou pagar Dahl pelos direitos. Curioso é que Patricia Neal foi convidada para o papel da enfermeira que se apaixona pelo Major Pike, mas recusou o convite e o papel ficou com Eve Marie Saint.

     Todas essas histórias revelam o quanto a Segunda Guerra continua a inflamar a imaginação de escritores, para os quais o conflito mundial ainda pode render uma boa diversão, mostrando que no amor, assim como na guerra, ou no campo da ficção – quando bem escrita claro –  vale tudo.

FELIZ ANIVERSÁRIO SIDNEY POITIER

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Parabéns hoje para Sidney Poitier. Hoje, o mestre completa 90 anos de uma carreira ilustre. O primeiro filme dele que assisti foi o clássico “Ao Mestre com Carinho” (To sir with love) – o qual eu já tratei aqui no blog. Sir Sidney Poitier, título que sempre se recusou a usar, nasceu em Miami, embora seja nativo das Bahamas. Teve infância muito pobre e alcançou o status de ícone ão só de sua geração, mas da luta pela igualdade racial. Foi o primeiro ator negro a ganhar um prêmio da Academia, em 1963 por “Uma Voz nas Sombras” (Lilies of the Past), em plena época de conflitos pelos direitos civis. Atuações memoráveis também ele teve ao lado de Tony Curtis em “Acorrentados” (The Defiant Ones) de 1958, de Spencer Tracy e  Katherine Hepburn em “Advinhe quem vem para o Jantar” (Guess who’s coming to dinner) de 1967, e contracenando com Rod Steiger no maravilhoso “No Calor da Noite” (In the Heat of the Night) no qual tem a inesquecível fala “Call me Mr.Tibbs“, impondo com dignidade respeito por uma etnia que vinha sendo humilhada ao longo de décadas, séculos e que teve em Poitier a personificação de seu orgulho não só da sua cor, mas sobretudo de sua humanidade. Dirigiu filmes nas décadas de 70 e 80, ganhou um Oscar por conjunto da carreira em 2002. Poucos atores representam tanto dentro e foras das telas. Feliz Aniversário. Para o mestre com carinho.

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ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 16 DE FEVEREIRO

A CURA

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(A Cure for Wellness) EUA 2017. Dir:Gore Verbinski. Com Dane DeHaan, Jason Isaacs, Adrian Schiller. Suspense.

Há mais de dez anos o diretor Gore Verbinski provocou bons sustos com “O Chamado“. Desde então, outros projetos se seguiram e agora o diretor, afastado depois do fiasco comercial de “O Cavaleiro Solitário” (2013), volta com um thriller a la Hithcock. Dane DaHaan (Lembrem dele como Duende Verde em “O Espetacular Homem Aranha :A Ameaça de Elektro“) interpreta um jovem executivo ambicioso  que viaja aos Alpes Suiços para pegar seu chefe (Isaacs) que se internou em um spa que guarda segredos relacionados a uma “doença” misteriosa. A fotografia do filme é bem usada como forma de realçar o clima soturno e o terror psicologico que acompanha a investigação em um local em que até as paredes parecem sugerir algo. As filmagens foram feitas na Alemanha e os interiores do spa são na verdade o Castelo  Hohenzollern, que precisou ficar fechado alguns dias para visitação pública de forma que a equipe de filmagem pudesse trabalhar. O filme tem seu público e certamente desperta a curiosidade.

JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MORRER

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(John Wick – Chapter 2) EUA 2017. Dir: Chad Stahelski. Com Keannu Reeves, Lawrence Fishburne, Commom, Ian McShane, Ruby Rose, John Leguizamo. Ação.

Confesso que eu não me interessei pelo primeiro John  Wick (2014) na época de seu lançamento. Me surpreendi com o anuncio de sua sequência, e digo que – de fato – tem seu valor como filme de ação, não pela inventidade mas pela diversão. O filme começa cinco dias depois dos eventos do primeiro filme. John (Reeves) é o matador chamado para enfrentar uma organização secreta de assassinos quando acaba por ter um preço colocado por sua cabeça. O diretor foi um dos dublês da trilogia Matrix, estrelada por Keannu Reeves e Lawrence Fishburne. Os dois atores voltam a se encontrar em cena, embora por pouco tempo. Já foi anunciado a intenção de se fazer um terceiro filme em breve, o que a julgar pela alta bilheteria do primeiro filme, é bem possível.

ALIADOS

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(Allied) EUA 2017. Dir:Robert Zemeckis. Com Brad Pitt, Marion Coitllard, Jared Harris, Lizzy Caplan, August Diehl. Espionagem.

Eu sempre lamento quando o lançamento de um filme é ofuscado por fatores pessoais. Foi divulgado ano passado que durante as filmagens Brad Pitt teria tido um caso com a belíssima atriz francesa Marion Coitllard, o que causou a separação de Pitt e Angelina Jolie. Isso prejudicou a bilheteria quando o filme foi lançado nos Estados Unidos em novembro passado, ficando em torno de US$ 40 milhões para um orçamento de US$ 85 milhões. A história mistura romance e e espionagem colocando Pitt no papel de Max Votan, um oficial da inteligência canadense que se envolve com uma agente francesa da resistência em uma missão para eliminar um embaixador nazista no Marrocos. Eles se casam e tempos depois ele descobre evidências de que ela é uma espiã nazista. O filme foi indicado ao Oscar de melhor figurino.

CRÍTICA : LA LA LAND CANTANDO ESTAÇÕES

              Todos sabemos das atribulações da vida, e de como muitas vezes parece até criminoso ter um sonho que se quer realizar, mesmo quando a realidade ao nosso redor parece dizer “Não”. Alguns filmes tem essa capacidade de inspirar nosso espírito a continuar a acreditar no que nosso coração diz. É para quem busca essa mensagem que “La La Land – Cantando Estações” se transforma em uma agradável experiência cinematográfica.

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            Confesso que quando o assistir, tentei esquecer da avalanche de prêmios recebida desde que o filme foi exibido pela primeira vez em agosto do ano passado no Festival de Veneza, passando pelo Golden Globe, SAG Awards, Bafta e em breve o Oscar. Os superlativos quase sempre impedem a construção de uma visão mais imparcial e o filme de Damien Chazelle tem o desafio de se dirigir a uma geração para a qual o musical é de difícil apreciação. Apesar de não ser o melhor do gênero, o filme de Chazelle consegue cumprir sua missão: entreter e arrancar de nós a vontade de crer que nossas vidas podem ser algo mais além do mundano. O filme tem outros atrativos, no entanto: Serve de um divertido cartão postal de Los Angeles, como um tour por lugares icônicos para a história de Hollywood. Em dado momento, Mia (Emma Stone) está conversando com Sebastian (Ryan Gosling) quando ela aponta para um prédio e revela “foi naquela janela que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman” filmaram uma cena em Casablanca”. Em outro momento, o casal faz uma romântica visita ao planetário do Griffith Observatory (recriado em estudio, apesar das tomadas reais do exterior), o mesmo onde se passa parte da ação de “Juventude Transviada”, clássico de James Dean.

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               Mia abandonou a faculdade  e quer ser atriz enquanto Sebastian alimenta o sonho de ter um clube para tocar jazz, sendo ele um excelente pianista clássico, que possui um banquinho que – como o próprio afirma – pertenceu a Hoagy Charmichael grande nome do jazz. Ryan Gosling passou seis semanas aprendendo a tocar piano, conseguindo arrancar elogios do cantor e compositor John Legend, que aparece no filme como guitarrista da banda de Sebastian. O filme é cheio de referências, prato cheio para os que as reconhecerem a medida que a história segue o passar dos meses, representado pelas estações do ano.

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              As coreografias são dignas de elogio a começar pelo numero que abre o filme gravado sob um sol de 42ºC na auto-estrada de Los Angeles. O diretor se posicionou embaixo de alguns carros para dar instruções aos dançarinos e abre o filme mostrando que apesar dos constantes engarrafamentos da cidade, esta ainda pode inflamar o espírito e nos convencer ao ver a encantadora Emma Stone e o carismático Ryan Gosling dançando no alto de uma colina tendo os céus como cenário natural. Não perca seu tempo comparando “La La Land” aos musicais clássicos que homenageia. Tudo bem que Gosling e Stone não são Gene Kelly e Cyd Charisse e nem precisam. O cinema mudou, as plateias mudaram e os ícones serão sempre sagrados, exemplos a serem seguidos, a inspirarem jovens atores a fazer algo como Chazelle se arriscou. O roteiro é dele e foi escrito em 2010, antes mesmo dele dirigir “Whiplash – Em Busca de Perfeição” (2014) que curiosamente trazia no elenco J.K.Simmons que em “La La Land” faz o patrão descontente de Sebasitian.

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            Voltando aos recordes de premiações e indicações (14 para o vindouro Oscar), o filme faz juz a estas por justamente se propor de forma honesta a homenagear a arte cinematográfica, as belos pontos turisticos de Los Angeles, e a apostar na simplicidade de uma história que não guarda rebuscamentos, nem os promete. Mesmo o amor que nasce entre Mia e Sebastian é um clichê assumido, mas não o foco maior do filme, ao menos para mim, até mesmo o relacionamento de ambos serve a algo maior, a concretização do sonho de ser algo mais do que a vida parece impor. O escapismo pretendido se alcança com a certeza final de que Hollywood é – conforme Luçinha Lins cantou – um apaixonante sonho de cenário.

IN MEMORIAN : AL JARREAU

Calou-se uma das mais belas vozes da música internacional. Al Jarreau esteve no Brazil várias vezes, incluindo foi um dos convidados do primeiro e histórico Rock n’Rio. Coube a Jarreau a interpretação mais pungente da clássica canção “Your Song” de Elton John (O vídeo que acompanha essa postagem). Jarreau teve o feito inédito de ter sido premiado com o Grammy de melhor artista em três gêneros (Pop, jazz e Rhythm’n Blues), recorde mantido até hoje e fruto de sua voz poderosa e melodiosa, capaz de flertar pelos três. Seu talento era valorizado em muito por sua empatia com o público, sua humanidade e humildade, tendo participado do clássico “We are the World” em que vários artistas se juntaram para combater a fome na Etiopia. No palco ou nas gravações que nos legou Jarreau foi insuperável. Na Tv, gravou a canção – tema de abertura da série “A Gata & O Rato” (Moonlighting) de 1985, estrelada por Bruce Willis e Cybill Shephard. Também gravou canções para os filmes “Entre Dois Amores” (Out of Africa), “Cidade Ardente” (City Heat), “Faça a Coisa Certa” (Do The Right Thing)  e, mesmo a animação recém lançada “Lego Batman o Filme”, para a qual gravou a canção “Girls Know How”. Perdemos um grande artista e os céus estarão mais melodiosos como na canção “Mornin'” em que ele diz querer ” esticar as mãos para tocar a face de Deus, como qualquer homem”. Jarraeu, definitivamente não era qualquer homem, mas agora tocou a face do criador como tocou nossos corações com suas canções belíssimas, seu legado para a raça humana.

ANTES & DEPOIS: RYAN GOSLING

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Ryan Gosling tem feito bastante sucesso em Hollywood. Competindo como melhor ator na vindoura 89ª cerimônia de entrega dos Oscars, o ator – aos 37 anos – está muito bem como o pianista Sebastian no musical “La La La Land – Cantando estações” (La la la Land), onde contracena mais uma vez com a atriz Emma Stone. (Ambos estiveram juntos em “Caça aos Gangsters” de 2013).

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Muitos não sabem mas Gosling já viveu um herói na Tv. Entre setembro de 1998 e maio de 1999, aos 18 anos, o ator viveu uma versão adolescente do semi-deus Hercules no seriado “O JOVEM HERCULES” (Young Hercules).  Na época, as séries “Hercules” (estrelada por Kevin Sorbo) e “Xena – a Princesa Guerreira” (estrelada por Lucy Lawless) eram muito populares, então os produtores pensaram “por que não investir em uma versão jovem do herói grego ?”. Como talento é talento, Gosling passou da TV para o cinema e em breve aparece na continuação do clássico “Blade Runner”.

 

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 9 DE FEVEREIRO

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS

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(Fifty Shades Darker) EUA 2017. Dir: James Foley. Com Jamie Dornan, Dakotta Johnson, Bella Heathcote, Marcia Gay Harden, Kim Basinger. Romance Erótico.

Depois dos problemas entre a diretora Sam-Taylor Johnson e a autora E.L.James , o segundo livro ganha a direção de James Foley. A historia começa com a relação entre o milionário Christian Grey (Dornan) e  Annastacia Steele (Johnson) abalada. Claro que ele a seduz mais uma vez, e ela se aprofunda ainda mais em seus segredos. Para quem gostou dos best-sellers de E.L.James, o filme oferece mais do mesmo, ou seja, uma trama soft pornô que parece explorar mais do passado de seu protagonista, mas na verdade apenas requenta a mesma história do primeiro, nada além de uma justificativa para mostrar corpos nus e o universo sado-masô. Se no papel, a história de E.L.James mexeu com a imaginação de muitas pessoas, o roteirista (marido da autora) tenta tridimensionaliza-la tendo as paisagens da França que serviram de locação . O filme ainda traz para o elenco Kim Basinger para um papel menor mas funcional para o tórrido romance entre Grey e Anastacia. Não pensem que acabou, já que o terceiro livro, que vai encerrar essa historia (Cinquenta Tons de Liberdade) já está programado para ano que vem, ou ao menos até que descubram mais tons escondidos.

LEGO BATMAN O FILME

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(The Lego Batman Movie) EUA 2017. Dir: Chris McKay. Com Zach Gallifianakis, Ralph Fiennes, Rosario Dawson, Michael Cera, Will Arnett. Animação.

Batman precisa aprender a trabalhar em grupo com outros herois, enquanto treina Robin e enfrenta o Coringa. Depois do fiasco consecutivo dos filmes da Dc Comics, essa animação pode ser uma despretensiosa diversão. A história tem referência a várias passagens do homem morcego pela tv e cinema: o seriado de Adam West, os filmes de Tim Burton, o Batman de Christian Bale e até mesmo o de “Batman vs Superman”. Além desses, há outras referências que farão a festa para os fans da DC Comics, em meio a muitas piadas nonsense.

CLÁSSICO REVISITADO : AO MESTRE COM CARINHO – 50 ANOS

Este texto é dedicado ao meu amigo Professor Antonio Carlos Gomes de Mattos, meus colegas de trabalho que sempre apoiam minhas pretensões jornalísticas, meus ex-professores e especial o falecido amigo Altair Monteiro dos Santos. Aos meus mestres  … com  carinho.  

 

                Aproveitando o clima da volta às aulas, lembro da figura do professor no cinema, já mostrada em filmes maravilhosos como Sociedade dos Poetas Mortos”, “O Preço do Desafio”, “Escritores da Liberdade”, e – em especial – o clássico “Ao Mestre Com Carinho” (To sir with Love) que completa esse ano 50 anos de seu lançamento. O filme, escrito e dirigido por James Clavell, é parcialmente baseado em fatos reais, no caso as experiências vividas por E.R. Braithwaite (1912 – 2016), falecido em dezembro passado. Eustace Edward Ricardo Braithwaite deu baixa na força aérea, pela qual foi piloto na segunda guerra, e matriculou-se na Universidade de Cambridge, alcançando um doutorado em física. Em seguida, Braithwaite foi lecionar em uma escola do East End Londrino. Sua experiência docente, ele registrou em um livro auto-biográfico publicado em 1959. O livro foi devidamente elogiado e premiado, chegando à adaptação para o cinema filmada sete anos depois trazendo Sidney Poitier. Seu personagem foi rebatizado de Mark Tackery, um engenheiro desempregado que aceita um posto como professor na North Quay, uma escola no subúrbio operário inglês que recebera alunos indesejáveis, os rejeitados socialmente. Tackery aceita o emprego como forma temporária enquanto não é chamado por um grande empresa.

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          Na escola, Tackery é recebido com hostilidade pelo alunos liderados por Denham (Christian Roberts) e Pamela Dare (Judy Geeson) que rejeitam qualquer tentativa do professor de lhes ensinar. O que se segue é um cabo de guerra entre o professor e os demais alunos: Potter (Christopher Chitel), Williams (Michael Des Barres) e a carismática Barbara Pegg (Lulu). Gradativamente, Tackery conquista a atenção a medida que transforma suas aulas em lições de vida, levando os alunos a passeios no museu, conversando com eles sobre seus medos e esperanças, e ensinando – os a ter respeito próprio ainda que a realidade social e familiar de cada um seja desfavorável. Mesmo o brigão Denham acaba se rendendo à humanidade e boa vontade de Tackery.

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        O filme demorou quase um ano para ser lançado pelo estúdio da Columbia, devido ao seu conteúdo anti-racial em plena época de luta pela igualdade dos direitos civis nos Estados Unidos. Martin Luther King era então a figura real que sintetizava essa luta. Em 1963 sua marcha pela igualdade culminou com o clássico discurso “I Have a Dream” (Eu tenho um sonho), em 1964 King recebera o Nobel da paz, e ainda assim os conflitos raciais ainda eram assustadores. Apesar disso, o filme foi bem recebido, e era um negro afinal quem trazia a luz do conhecimento e a educação para uma escola predominante branca. Esse discurso racial tornou-se o tom principal do filme, principalmente quando a mãe de um aluno de cor morre e os colegas se sentem intimidados a comparecer no funeral devido ao sentimento racista imposto socialmente. É Tackery quem lhes inspira a quebrar com essa atitude estúpida e a demonstrar respeito e amizade.

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          O autor do livro não ficou muito contente com a abordagem do roteiro que considerava sentimental demais, e com a decisão da Columbia de cortar o romance inter racial, contido no livro, entre o professor negro e uma professora branca. No filme, Tackery (Poitier) e Gilliam (Suzy Kendall) compartilham uma afeição platônica, uma forte amizade e nada mais. No rastro do sucesso de livro e filme, Braithwaite realizou trabalho social com crianças de cor, chegou a visitar a África do Sul que na época era regida pelo Aparthaid  escreveu outros livros (romance e contos) chegando a tornar-se consultor e embaixador das Nações Unidas.

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          O filme de Clavell marcou uma geração com sua mensagem de tolerância e igualdade étnica. A sequência final em que os alunos homenageiam Tackery em sua despedida fez muita gente chorar. A canção tema “To sir with love” foi um sucesso nas paradas musicais, cantada pela atriz e cantora, de origem escocesa, Lulu. Em 1996 houve uma sequência “Ao Mestre com Carinho 2” (To sir with love 2), feita para TV, com Sidney Poitier reprisando seu papel, além de rápidas aparições de Lulu e Judy Geeson.

       Lamentável o fato de que no Brasil, nós professores tenhamos perdido tanto do respeito e do valor de outrora. Esqueceram que antes de alguém se tornar médico, engenheiro ou advogado, todos tiveram um professor a lhes guiar pela escuridão da ignorância. Como a letra da canção diz “nos levar do giz ao perfume, escrever no céu com letras garrafais o amor” e, como os Portugueses sabiamente batizaram esse clássico em terras lusitanas “O Ódio que gerou o Amor”. Assim ainda fosse, não haveriam barreiras que não poderíamos derrubar. Graças a Deus, no entanto, pude fazer parte deste abençoado grupo de profissionais que vivem cada dia defendendo a mais nobre das causas: Transmitir o conhecimento. Não é fácil, mas tentamos.= It isn’t easy, but I ‘ll try

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 2 DE FEVEREIRO.

O CHAMADO 3

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(Rings) EUA 2017.Dir: F.Javier Gutierrez. Com Johnny Galicki, Matilda Lutz, Alex Roe, Zach Roerig, Vincent D’Onofrio, Bonnie Morgan. Terror.

Em 2002, quando eu assisti a “O Chamado” (The Ring), a história da menina fantasma Samara (Morgan) me pareceu bem elaborada. O original japonês, ainda mais, conseguiu trazer para o gênero terror um bom frescor onde o sobrenatural e a tecnologia se mesclavam à tradicional cultura nipônica. O segundo filme, lançado um ano depois, foi uma sucessão de clichês requentando a mesma trama. O novo filme não é muito diferente apesar de tentar injetar alguma novidade à história da maldição que mata em sete dias aqueles que virem a fita. O casal Julia (Lutz) e Holt (Roe) pede a ajuda do Professor Gabriel (Johnny Galicki, o Leonard de “The Big Bang Theory”) enquanto mortes se sucedem em série à medida que o trio procura desvendar o video que descobrem existir dentro do video. Os produtores Walter Parkes e Laurie MacDonald (os mesmos dos filmes estrelados por Naomi Watts) chegaram a pensar em fazer desse terceiro filme uma prequela antes de se decidirem em avançar com a história para o tempo presente. Para quem gostar do gênero alguns sustos podem ser divertidos, mas se haverá um quarto filme é outra coisa. Talvez seja melhor que Samara descansasse depois de sete dias e três filmes.

A QUALQUER CUSTO

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(Hell or High Water) EUA 2017. Dir: David MacKenzie. Com Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges.Drama.

Dois irmãos (Pine e Foster), inconformados por perder a propriedade de sua familia, decidem assaltar um banco, sendo perseguidos  por um delegado. O filme parece um faroeste moderno com a história se desenrolando no Texas atual, embora nenhuma filmagem tenha sido feito lá. Na verdade, o diretor filmou na região do Novo México, próximo a áreas já ocupadas pelos Comanches, razão pela qual o filme foi inicialmente batizado de “Comanchería”. Indicado a 4 Oscars : Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Jeff Bridges), Roteiro Original e Edição.

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

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(Hidden Figures) EUA 2017. Dir: Theodore Melfi. Com Octavia Spencer, Taraji P. Henson, Janelle Monaé, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali. Drama.

Adaptação do romance homônimo de Margot Lee Shetterly mostrando os bastidores da corrida espacial na década de 60, quando três mulheres negras desempenham importantíssimo papel desenvolvendo os cálculos matemáticos que levarão o astronauta John Glenn a entrar em órbita. Indicado a 3 Oscars 2017 : Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), e Roteiro Adaptado. A atriz Taraji P.Henson encontrou a verdadeira Katherine  Johnson (sua personagem) antes de começar a filmar. Esta, com 98 anos, aprovou o roteiro e a atuação de Taraji que volta a contracenar com Mahershala Ali, com quem trabalhou em “O Caso Curioso de Benjamim Button” (2008). O filme foi produzido pelo cantor Pharrell Williams, que também ficou responsável pela trilha sonora.

TOC – TRANSTORNADA OBSESSIVA COMPULSIVA

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(BRA 2017). Dir: Paulinho Caruso & Teo Poppovic. Com Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, Luis Lobianco, Laura Neiva, Adelaide Teixeira, Vera Holtz, Patricya Travassos. Comédia.

Veículo para a atriz e roteirista Tatá Werneck (Ela assina o roteiro) que já vem de uma carreira de sucesso na TV. Sua personagem é de uma atriz famosa que se mete em uma série de situações constrangedoras às vésperas de ser a protagonista da primeira novela pós-apocalíptica brasileira. A história  faz humor com o culto às celebridades e com as dificuldades de manter equilibrio em meio aos obstáculos na vida pessoal e profissional como a empresária durona (Holtz) e o namorado (Cagliasso) – um sem noção. Além de tudo ainda tem que fugir das investidas de um fã  que a persegue sem dar trégua (Lobianco). Em seu primeiro papel de protagonista nas telas, Tatá Werneck mostra talento e segurança para conduzir a trama que tem seus momentos sérios em meio a comicidade esperada, como nas cenas em que divide o brilho com Ingrid Guimarães, em participação especial, fazendo ela mesma, uma rival de Tatá. Se liguem na trilha sonora bem aproveitada como no uso da excelente “Ouro de Tolos” de Raul Seixas. Quem venham mais trabalhos assim no nosso cinema.

JACKIE

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EUA/CHI/FR 2017. Dir:Pablo Larrain. Com Natalie Portman, John Hurt, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Drama.

Produzido por Darren Aaronovsky, que quase dirigiu o filme com sua esposa (Rachel Weiz) no papel que veio a ficar com a ótima Natalie Portman (A Princesa Amidala de “Star Wars”). Esta tem uma atuação de profunda sensibilidade como a ex primeira dama mais famosa da história, Jackeline Bouvier Kennedy. O filme foca sua vida logo nos primeiros momentos depois do crime que marcou o mundo, o assassinato de John Kennedy em novembro de  1963. O diretor chileno (em sua estreia em Hollywood) mergulha no luto resultante e conseguiu levar Natalie Portman a ser indicada ao Oscar de melhor atriz, além de mais duas indicações: para figurino e trilha sonora.