MISSÃO IMPOSSÍVEL: SÉRIE ORIGINAL & FILMES.

            O sucesso de “Missão: Impossível” vem muito antes do agente Ethan Hunt e conta mais de 50 anos desde a primeira vez em que uma gravação seguida de uma contagem regressiva anunciava a aventura embalada pelo instigante tema musical do argentino Lalo Schifrin que marcou gerações.

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Da direita para a esquerda: Peter Graves, Barbara Bain, Peter Lupus, Greg Morris e Martin Landau.

            No Brasil a extinta Tv Excelsior trouxe a série “Missão: Impossível” (Mission: Impossible) para as noites de segunda-feira em junho de 1967, quase um ano depois de sua estreia pela CBS. A história, criada pelo roteirista norte-americano Bruce Gellar, foi filmada pela Desilu Productions, o estúdio fundado em 1951 pela comediante Lucille Ball e seu marido Desi Arnaz. Inicialmente, o projeto intitulado “Brigg’s Squad” mostraria um grupo de agentes recrutados para missões de alto risco nas quais o governo não poderia se envolver abertamente. As características dos personagens seriam refinadas por Gellar, que se recusou a criar um passado para cada um, mantendo uma aura de mistério em torno destes. O que importava era a habilidade de cada membro da equipe: Rollis Hand (Martin Landau) era o mestre dos disfarces, Cinnamon (Barbara Bain) era a espiã irresistivelmente sedutora, Barney Collier (Greg Morris) era o expert em eletrônica, Willy Armitage (Peter Lupus) era o braço forte e Dan Briggs (Steven Hill) o líder da equipe. As missões chegavam até Briggs em um gravador que relatava os detalhes da missão que, caso aceita, seria realizada sem apoio oficial do governo que negaria conhecimento caso tudo desse errado. Bruce Gellar se indispôs com a CBS, e depois com a Paramount que comprara o estúdio Desilu, para manter seu controle criativo. “Missão: Impossível” era um produto inteligente demais para as intenções de baixo custo e lucro imediato dos produtores de TV. As missões da equipe de Briggs tratavam de espionagem internacional, política externa e guerra fria. Cada membro agia nas sombras, de acordo com seus próprios dons, manipulando os eventos de forma que o alvo cometesse algum erro que o fizesse se entregar.

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Leonard Nimoy, Greg Morris, Peter Graves e Peter Lupus.

            As filmagens da primeira temporada foram prejudicadas por constantes atrasos já que Steven Hill, o ator principal, era judeu ortodoxo e se recusava a filmar nos fins de semana. Em seu contrato o ator só poderia trabalhar até as 16 horas de sexta feira, e muitas das vezes o cronograma das filmagens invadia os finais de semana, até mesmo os feriados. Quando a segunda temporada foi aprovada Hill foi substituído por Peter Graves interpretando o novo líder, Jim Phelps, que ficou fixo no elenco à medida que, nas temporadas seguintes, outros agentes entravam e saíam. Greg Morris também se manteria fixo, mas disputas contratuais levaram Martin Landau e Barbara Bain (eram casados na vida real) a deixar a série na quarta temporada. Leonard Nimoy, Leslie Ann Warren, Lynda Day George, Sam Elliot, Lee Meriwether e Barbara Anderson se revezariam ao longo das temporadas (sete ao todo) que se seguiam com progressivo perda de controle por Gellar, vítima dos executivos que não se preocupavam em descaracterizar a série com roteiros que se distanciavam da visão de seu criador. Da mesma maneira que ocorrera com Gene Roddenberry em “Star Trek”, Bruce Gellar foi posto de lado jamais sendo consultado ou respeitado até que a série foi cancelada em março de 1973.

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Phil Morris, Thaad Penghlis, Peter Graves, Jane Badler e Anthony Hamilton.

            Bruce Gellar morreu em um acidente aéreo em 1978, mas sua criação colecionava admiradores graças às constantes reprises na Tv, fora as imitações que surgiam na telinha tentando reproduzir a formula de contragolpe com a qual os agentes capturavam os vilões. Ao longo da década de 80, a Paramount tentou diversas vezes adaptar a série para o cinema, mas os roteiros eram escritos e reescritos sem se chegar a um resultado satisfatório. Em 1988, devido a uma greve dos roteiristas, a Paramount aprovou a retomada da série com novo elenco, refilmando alguns episódios e mantendo o personagem Jim Phelps, de Peter Graves, que deixava a aposentadoria para liderar uma nova equipe: Anthony Hamilton, Terry Markwell, Jane Badler, Thaad Panghlis e Phil Morris, filho do veterano Greg Morris. A retomada da série se sustentou no ar por duas temporadas mas desprovida do prestígio do passado.

             Quando o astro Tom Cruise adquiriu os direitos da série para adaptá-la ao cinema modificou um elemento essencial da série. Em vez de ações regidas em equipe, a ação ficou concentrada no personagem de Cruise, o agente Ethan Hunt, único sobrevivente de uma missão em Praga. O ator Martin Landau chegou a ser convidado a repetir o papel de Rollis Hand mas declinou quando descobriu que a equipe original seria morta logo no início do filme. A ideia permaneceu mesmo sem a participação dos atores da série, incluindo Peter Graves que ficou contrariado ao descobrir que seu personagem seria transformado em um traidor. Al Pacino, Michael Douglas e Robert Redford foram considerados para o papel de Jim Phelps, que veio a ficar com Jon Voight. A direção de “Missão: Impossível” – o filme (1996) , ficou com Brian De Palma, que anos antes havia alcançado feito impressionante ao adaptar “Os Intocáveis”, outra série de TV. O tema musical da série de Lalo Schifrin foi remixado por Larry Mullen Jr. e Adam Clayton do U2. A essência da série, no entanto, estava ausente, pois nesta o foco era maior na tensão psicológica envolvendo os agentes e seus alvos, enquanto no filme o agente Ethan Hunt monopolizava a ação. A bilheteria do filme garantiu a sequência de 2000 “Missão Impossível 2” (Mission: Impossible 2) dirigido por John Woo. Este já começa o filme mostrando Hunt se pendurando em um penhasco, cena realizada pelo próprio ator dispensando dublês, e que se tornaria marca registrada na série. A história mostra Hunt na trilha de um ex-agente que negocia a venda de um vírus mortal. O vilão Dougray Scott na época foi inicialmente escalado para o papel de Wolverine em “X Men”, mas as filmagens demoradas da nova missão de Cruise impediram Scott de ficar com o papel do herói mutante, que acabou indo para Hugh Jackman.

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Jonathan Rhys Myers, Ving Rhames, Tom Cruise e Maggie Q.

         O espírito da série foi parcialmente recuperado quando J.J.Abrams assumiu a cadeira de diretor em “Missão:Impossível III” (2006). A missão de capturar um traficante de armas (o saudoso Philip Seymour Hoffman) reúne Cruise com Keri Russell, Jonathan Rhys Myers, Maggie Q e Simon Pegg. Apesar de Cruise ainda ser o centro da trama, a ação em equipe ganha mais espaço , e ainda inclui Luther Stickwell (Ving Rhames), único membro a estar presente em todos os filmes, além do próprio Cruise.

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Paula Patton e Tom Cruise em “Protocolo Fantasma”.

         Em 2011, Brad Bird, o diretor da animação “Os Incríveis” dirige a volta de Hunt em “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (Mission: Impossible – Ghost Protocol) que substitui o esperado IV por um subtítulo repetindo Rhames e Pegg na equipe, mas trazendo Paula Patton e Jeremy Renner para o time. O trabalho em equipe é ainda mais ampliado a medida que o carisma inegável de Cruise garante um resultado notável da bilheteria. O filme foi o primeiro da série filmado em IMAX, valorizando o impacto da imagem como na cena em que Cruise, dispensando dublês mais uma vez, se pendura do lado de fora de um arranha-céu de 160 andares em Dubai. O filme foi um triunfo para o público e a crítica especializada como o renomado Roger Ebert quer comparou o filme a uma “poesia do gênero”. A diversão só melhora quando chega o quinto filme, dirigido por Christopher McQuarrie “Missão: Impossível – Nação Secreta” (Mission: Impossible – Rogue Nation) que retoma outro elemento da série original: o Sindicato, uma anti IMF empenhada em formentar o caos no mundo. A equipe recebe o apoio da bela atriz sueca Rebecca Fergunson no papel de Ilsa Faust, uma agente dupla que não se resume a interesse romântico, mas se junta a Hunt para desbaratar os planos de Solomon Lane (Sean Harris), líder do Sindicato. A personagem de Fergunson impulsiona a trama graças à habilidade da atriz de se mostrar moralmente dúbia, outra característica inserida originalmente por Bruce Gellar.

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Rebecca Fergunson e Tom Cruise em “Nação Secreta”

                  A chegada do sexto filme certamente confirma que o público está bastante receptivo a novas proezas do agente Hunt. Seguindo o ritmo das sequências de resgatar elementos da série, adaptando-os aos novos tempos, podemos contar com novas aventuras, seja centrada em Hunt, ou em outro agente disposto a se pendurar em aviões, descer por cabos ou saltar em cinco, quatro, três, dois, um, … antes que essa mensagem se auto-destrua.

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GRANDE ESTREIA: MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT

(MISSION:IMPOSSIBLE – FALLOUT) EUA 2018. DIR: CHRISTOPHER MCQUARRIE. COM TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUNSON, VING RHAMES, SIMON PEGG, ALEC BALDWIN, MICHELLE LONAGHAN, SEAN HARRIS, ANGELA BASSET. AÇÃO

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        Pela primeira vez na franquia, um diretor repetiu o comando da franquia iniciada por Tom Cruise em 1996 e o resultado já podemos verificar com a estreia do novo episódio dessa cine-série que empolga mesmo com as diferenças em relação à série original criada por Bruce Gellar na segunda metade dos anos 60 , um mundo ainda mergulhado na guerra fria. Se uma das características desta é ação desenfreada, então são várias as sequências aqui com as já esperadas tomadas de Tom Cruise dispensando dublês em favor de realismo “muy mucho” (O ator se machucou em uma cena de salto ano passado durante as filmagens) , mas se tem uma coisa que a franquia tem desenvolvido positivamente ao longo das aventuras anteriores é de saber distribuir a ação nos personagens periféricos. Assim como na série de Tv em que o trabalho de equipe era fundamental para a boa realização da missão. Assim temos Ving Rhames, Simon Pegg, Alec Baldwin (que protagoniza uma ótima cena de luta com Henry Cavill)  e o retorno da melhor personagem do filme anterior, Ilsa Faust, interpretada pela bela sueca Rebecca Fergunson, que estava grávida de sete meses ao término das filmagens. Lamentável a falta do agente Brendt de Jeremy Renner, mas volta também o vilão Solomon Lane (Sean Harris), o mentor do Sindicato, a anti IMF, que foi o antagonista do filme anterior, o melhor de MI no cinema na minha opinião.

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        Muito foi falado do bigode de Henry Cavill, mas o adereço pouco importa para o desenvolvimento da trama além de afastar sua imagem do Superman. O personagem de Cavill é ambíguo e reflete o clima de tensão na história que continua do ponto em que “Nação Secreta” acabou. Apesar da aparente dissolução do Sindicato e da prisão de Solomon Lane, este deixou seguidores, os Apóstolos, que se apoderam de ogivas nucleares e chantageiam os governos a trocá-las pela liberdade de Lane. O agente Hunt fracassa em recuperar uma das ogivas e fica mais uma vez sob o olhar de suspeita do governo, sendo levado a trabalhar com o agente da CIA Carter (Cavill). O filme ainda aumenta sua ligação com os episódios anteriores trazendo de volta Julia (Monaghan), a ex-esposa de Hunt do terceiro filme.

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          Entre tiros, explosões e traições a história se desenrola de forma confusa ao longo de suas quase duas e meia de duração, a maior dos filmes até agora, e também o primeiro da franquia a ser lançado em uma versão 3D. Com alto grau de provação no famigerado “Rotten Tomatoes” e a receptividade do público não será impossível nos reencontramos com o agente Hunt no futuro em uma nova sequência embalado é claro pelo hipnotizante tema de Lalo Schifrin.

 

 

SAN DIEGO COMIC CON : TRAILLERS

“AQUAMAN” DE JAMES WAN É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO SEGUNDO SEMESTRE E TEVE SEU PRIMEIRO TRAILLER DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON. DE CARA PERCEBE-SE QUE EMBORA O VISUAL DO HERÓI AQUÁTICO REMETE À FASE DE PETER DAVID NAS HQS DOS ANOS 90, A HISTÓRIA ESTÁ BASEADA NAS AVENTURAS DE AQUAMAN DE GEOFF JOHNS E DO BRASILEIRO IVAN REIS, PUBLICADA NA FASES DOS NOVOS 52. NO ARCO “O TRONO DA ATLÂNTIDA”, ARTHUR E SEU IRMÃO ORM TRAVAM UMA BATALHA EM MEIO À INVASÃO DA SUPERFÍCIE.

SHAZAM CHEGA AOS CINEMA DE 2019 COM UMA TRAMA MAIS LEVE, QUE REMETE AO CLÁSSICO “QUERO SER GRANDE”, E ASSIM COMO O FILME DO AQUAMAN, SE BASEIA NA FASE DOS NOVOS 52 QUANDO GEOFF JOHNS (NOVAMENTE!) JUNTO A GRAY FRANK REINTRODUZ O HERÓI NA CONTINUIDADE DA DC COMICS.

NEM SÓ DE SUPER HEROIS VIVE O CINEMA E EM 2019 AGUARDAMOS A VOLTA DE GODZILLA, O REI DOS MONSTROS, ESTRELADO POR MILLIE BOBBY BROWN, A ELEVEN DE “STRANGER THINGS”. A TRAMA SEGUE A CARTILHA DOS FILMES CLÁSSICOS DE GODZILLA NOS QUAIS ESTE ENFRENTAVA OUTROS MONSTROS, SIM COMO O ANTERIOR DE 2016.

EDDIE REDMAYNE VOLTA A EMPUNHAR A VARINHA MÁGICA NA AGUARDADA SEQUÊNCIA DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM – OS CRIMES DE GRIDENWALD”  ANUNCIADO AINDA PARA 2018 E QUE TRARÁ JOHNNY DEPP NO PAPEL DO VILÃO DA HISTÓRIA DE J.k.ROWLING QUE AINDA PROMETE JUDE LAW NO PAPEL DE DUMBLEDORE.

GRANDE ESTREIA: ARRANHA-CÉU – CORAGEM SEM LIMITES

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(SKYSCRAPER) EUA 2018. DIR: RAWSON MARSHALL-THURBER. COM DWAYNE JOHNSON, NEVE CAMPBELL, PABLO SCHREIBER, NOAH TAYLOR. AÇÃO.

Com o cinema Hollywoodiano dominado pelos filmes de super heróis é digno de nota ver The Rock herdar o posto de astros como Stallone, Schwarzenegger e Willis cujos sobrenome carregavam o filme que estrelavam e atraíam multidões às salas de exibição.  O Will Sawyer do Sr.Johnson é o John MacLane dessa geração, por isso guardado as devidas proporções, seu pai herói e capaz de proezas que nem mesmo o duro de matar Willis conseguia. Desafiando as leis da física, Dwayne Johnson faz o impossível que nem Tom Cruise consegue. Isso não é demérito para o filme que consegue cumprir seu papel de escapismo graças ao carisma em cena de Dwayne Johnson. Ele consegue convencer como o especialista em segurança acusado de provocar incêndio em um prédio de mais de 200 andares, como o pai e marido desesperado para salvar sua família, ou como um super heroi sem identidade secreta, capaz de realizar saltos impossíveis, desafiar a lei da gravidade, tudo pela diversão. As comparações com “Duro de Matar” ou “Inferno na Torre” (do mestre do desastre Irwin Allen) são apenas aparentes pois “Arranha Céu – Coragem sem Limites” está voltado para um público diferente.

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               Não se trata de dizer que isso faz o filme bom ou ruim, apenas que não se deve buscar verossimilhança. O incêndio, as explosões e as perseguições estão embebidas no mais puro clichê do gênero, apenas potencializadas pelos méritos técnicos de nos envolver na luta do herói com a certeza que Dwayne Johnson vencerá no final. É como andar em uma montanha russa sabendo que chegaremos seguros ao final. Divertido ? Certamente, pois essa é a habilidade de seu astro, nos fazer embarcar em uma movimentada fantasia seja nas selvas de Jumanji ou como um super espião como em filmes anteriores. Esse, dirigido pelo mesmo Rawson Marshall-Thurber de “Um Espião & Meio”, não é uma novidade, nem se propõe a ser. Legal rever Neve Campbell retomar sua carreira depois de um longo tempo identificada apenas como a musa de “Pânico”. Sua personagem se junta a The Rock no quesito super mãe, sobrevivendo a todos os perigos e salvando o dia ao final pois coragem não tem limites, nem a diversão.

GRANDE ESTREIA: HOTEL TRANSILVÂNIA 3 – FÉRIAS MONSTRUOSAS

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(HOTEL TRANSILVANIA 3 – SUMMER VACATION) EUA 2018. DIR: GENNDY TARTAKOVSKY. COM ADAM SANDLER, SELENA GOMEZ, ANDY SAMBERG, KEVIN JAMES, FRAN DRESCHER, STEVE BUSCEMI, MEL BROOKS, DAVID SPADE. 

Há muito tempo que os monstros clássicos deixaram de provocar o medo que traziam as roupagens da Universal ou Hammer Films. As atuais gerações não se impressionam tão facilmente, mas se habituaram com a transformação destes em figuras pop. Embora desde 2012, ano do primeiro “Hotel Transilvania”, rimos pra valer dessas figuras que outrora eram restritos aos pesadelos personificados por Boris Karloff e Bela Lugosi. Essa interpretação humorística já havia sido tentada em 1967 no pouco conhecido “A Festa do Monstro Maluco” (Mad Monster Party) de Jules Bass, feito em stop-motion, que trazia o próprio Karloff na dublagem como o Barão Frankenstein.  A Sony Animation tem na franquia seu maior triunfo com um time e tanto de comediantes fazendo as vozes originais e, justiça seja feita, um excelente trabalho de dublagem com Alexandre Moreno (Drac), Mauro Ramos (Frank), Jorge Lucas (Wayne), Fernanda Baronne (Mavis) entre outros.

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            O primeiro filme trouxe o choque entre os monstros e Johnny, o jovem mochileiro que por acaso descobre o castelo de Drácula nos Cárpatos Romenos. Rolou o tchan entre Johnny e Mavis, a herdeira do Conde Drácula, pivô de romance e confusão já que os monstros tinham mais medo dos humanos que o oposto. No segundo filme (2015) nasce Dennis, o neto de Drácula dando prosseguimento a mais uma geração, incluindo a volta de Vlad, o pai de Drácula vivido pelo rei das paródias Mel Brooks. Tirando nossos adoráveis personagens do lugar comum, os reencontramos em um cruzeiro de férias, no qual Drácula se apaixona mais uma vez. O tchan rola entre ele e a Comandante Érica sem que Drac imagine que ela é descendente de seu arqui inimigo Abraham Van Helsing. Claro que muitas trapalhadas se seguirão com essa turma atípica embarcando nessa viagem, e as piadas conseguem ser criativas e, bem adaptadas no caso da dublagem. Crianças e adultos talvez mais não conseguirão segurar as gargalhadas em momentos como Blob se tornando pai, os planos de Erica nada amigáveis e, sobretudo, a mensagem de respeito às diferenças que conecta o humor com a ação. Boa pedida para o clima de férias escolares, certo é que aguardamos a volta dessa trupe em um quarto filme que nos faça descobrir o monstro dentro de nós, claro monstrinho camarada.

 

 

GRANDE ESTREIA: HOMEM FORMIGA & VESPA

                 O projeto de um filme do “Homem Formiga” já existia desde 2003, bem antes da formação do assim chamado Universo Cinemático Marvel, quando o diretor e roteirista Edgar Wright desenvolveu a história como um filme de aventura com tons de comédia. Foram necessários mais de dez anos para uma das criações menos badaladas da Marvel se tornasse um triunfo do seu gênero.

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PAUL RUDD & EVANGELINE LILY

                 Cinco anos depois de Richard Matheson publicar seu romance “The Shrinking Man” (adaptado para o cinema no ano seguinte) sobre um homem que involuntariamente encolhe até dimensões subatômicas, a editora Dc Comics publicou o herói “The Atom” que usa tais habilidades para combater o crime. No inicio da assim batizada “Era de Prata dos quadrinhos” (1956-1970), Stan Lee juntamente com seu irmão Larry Lieber e seu parceiro, o desenhista Jack Kirby publicaram na revista de antologias “Tales to Astonish” #27 a história do cientista Henry Pym que cria um soro capaz de reduzir seu tamanho. Eram apenas sete páginas da história intitulada “The Man in the Ant Hill”, mas esta flertava com a ficção científica e não com uma típica história de super herói. O sucesso inesperado fez Lee retomar o personagem oito meses depois (Tales to Astonish #35) transformando-o em improvável campeão da justiça. Sem que houvesse detalhamento científico em como as chamadas Partículas Pym conseguiam comprimir tanto o espaço atômico ao ponto de permitir o deslocamento de sua massa e ainda manter sua força física, o personagem se juntou à galeria de maravilhas que capturou a imaginação das crianças e jovens sessentistas. Capaz ainda de se comunicar e controlar as formigas com seu capacete cibernético, o Dr.Pym se juntou a Thor, Hulk, Homem de Ferro e, juntos fundaram a equipe dos Vingadores em 1963 (The Avengers #1), assim batizados pela Vespa, a única heroína do grupo e namorada do Dr.Pym. A Vespa fez sua primeira aparição em “Tales to Astonish” #44 a princípio a socialite Janet Van Dyne,  que compartilha os poderes das partículas Pym, mas que evolui com o passar do tempo vindo a se tornar uma das mais queridas heroínas da Marvel, até mesmo liderando os Vingadores por um período. No novo filme a heroína vem a ser interpretada por Michelle Pfeiffer.

MICHELLE MA BELLE VES´PA

MICHELLE PFEIFFER É A VESPA ORIGINAL

             Os anos de história que se seguiram, no entanto, judiaram bastante do personagem que sentindo-se inferiorizado perante o poder dos outros membros da equipe, ganha estatura descomunal como o “Gigante” (Tales to Astonish #49 / Novembro 1963), e “Golias” (Avengers #28 / Maio 1966), mudanças de identidade que seriam explicadas mais tarde como uma esquizofrenia gerada como efeito colateral da absorção da mesma formula que lhe concedia os poderes, ora de encolhimento ora de aumento de tamanho. O personagem ainda mudaria para Jaqueta Amarela (The Avengers #59 / Dezembro 1968) anos mais tarde, e seria o responsável pela criação do vilão Ultron (nos filmes atribuída a Tony Stark) personificando o clichê do cientista genial ora do bem ora do mal.

TALES TO ASTONISH

A CLÁSSICA HQ DO HERÓI

           Recuperado de seus atos, o Dr.Pym deu sua benção para que o ladrão Scott Lang o substituísse como Homem Formiga a partir de Março e Abril de 1979 quando David Micheline e John Byrne criaram o personagem que cairia no gosto popular. Outro personagem que compartilharia o poder da formula Pym foi o Dr. Bill Foster criado por Stan Lee e Don Heck (The Avengers #32 / Setembro 1966) que, depois de ajudar Pym, vem a se tornar o segundo Gigante, e mais tarde o “Golias Negro”. Foster chega às telas no novo filme vivido por Lawrence Fishburne.

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ALEX ROSS PINTA O GIGANTE EM “MARVELS”

          Todos esses personagens surgem nas telas desde o lançamento de “Homem Formiga” (2015), que acabou dirigido por Peyton Reed (Sim Senhor), depois que diferenças criativas afastaram Edgar Wright. O filme teve mudanças no tom pretendido inicialmente por Wright, que manteve crédito como co-autor do roteiro, que ainda teve contribuições de Joe Cornish, Adam McKay e do próprio Paul Rudd, intérprete do herói. Uma das discordâncias que levaram a saída de Edgar Wright era que este pretendia fazer um filme isolado, sem conexão com os demais do Estúdio Marvel. Além disso, a participação da Vespa seria praticamente nenhuma, e a jovem Hope (Evangeline Lily), filha do Dr.Pym (Michael Douglas) tinha passagem menor na trama. Um dos grandes feitos da mudança para a direção de Peyton Reed foi fazer do filme uma eficiente trama de assalto, valorizando a jornada de Lang como bandido regenerado que também luta para ser um pai melhor. Nos quadrinhos, Hank Pym descobriu depois de muito tempo que tinha uma filha chamada Nadia Van Dyne, de seu primeiro casamento, antes de conhecer a Janet. Curiosamente tanto Nadia quanto Hope significam “Esperança”, respectivamente em inglês e russo !!

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SURGE O GIGANTE

             O orçamento estimado em US$130 milhões tornou-se uma bilheteria mundial de mais de US$500 milhões coroando o fim da Fase Dois da Marvel. Peyton Reed assegurou assim seu retorno na sequência “Homem Formiga & Vespa”, mas ficou desapontado quando Scott vira o Gigante em sua segunda aparição nas telas em “Capitão América: Guerra Civil” (2016) já que o diretor queria que a estreia desse poder ficasse para o segundo filme solo do herói. O curioso é que o vilão escolhido para o novo filme, a “Fantasma” (Hannah John-Kamen), nos quadrinhos era inimigo do Homem de Ferro (Iron Man #219 / Junho 1987). Já o Agente secreto Jimmy Woo (Randall Park) apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em “Yellow Claw” #1 (1956) pela Editora Atlas, antecessora da Marvel.

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MICHAEL DOUGLAS È HANK PYM

              Com altos e baixos em sua vida, o herói Hank Pym, vivido por Michael Douglas, é um dos primeiros criados pela clássica colaboração Stan Lee-Jack Kirby, tendo este último celebrado ano passado seu centenário, um gênio não tão badalado quanto Stan Lee. Provando que a soma das partes é maior que seus componentes, suas criações continuam a encantar gerações e parece longe de parar pois seja o incrível homem ou a mulher, eles encolheram mas a diversão é gigante!

GALERIA DE ESTRELAS: CENTENÁRIO DE WILLIAM HOLDEN

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O JOVEM WILLIAM HOLDEN

        Uma longa carreira marcada por papeis diversos que pontuaram sua versatilidade: gigolô, jornalista, prisioneiro de guerra, escritor, e tantos mais. Ainda assim sua carreira foi de altos e baixos deixando seu nome entre os grandes atores de uma Hollywood que não mais existe: William Holden… 100 anos depois de seu nascimento celebramos sua vida e filmes.

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WILLIAM HOLDEN & BARBARA STANWYCK – REENCONTRO DÉCADAS DEPOIS DE “GOLDEN BOY”

            O primeiro filme estrelado por William Holden a que assisti foi “Suplicio de Uma Saudade” (Love is a Many Splendored Thing) de 1955, ícone do romantismo cinquentista no qual Holden interpreta o jornalista Mark Elliiot cobrindo a Guerra da Coreia de Hong Kong, onde conhece e se apaixona pela médica eurasiana Suyin (Jennifer Jones). Além do obstáculo do avanço comunista na China como pano de fundo, o casal sofre com a natureza adultera de seu romance, já que Mark é casado, o que desperta a ira da sociedade e de sua família que não aprova o relacionamento. O casal Holden – Jones fotografado em meio ao esplendor de Hong Kong alimentou os sonhos amorosos ao som da canção-título gravada pelo grupo Four Aces, e que foi premiada com o Oscar. O astro já tinha 37 anos na época, era seu 40º trabalho no cinema iniciado em 1938 com dois papeis não creditados. Nascido William Franklin  Beedle Jr, em 17 de Abril de 1918, em Illinois, Estados Unidos, filho de um químico e uma professora de inglês. Seu nome artístico lhe foi dado por Harold Winston, diretor assistente na Columbia, que lhe rebatizou com o sobrenome de sua ex esposa, Gloria Holden. Bill havia sido escalado para o papel central em “Conflito de Duas Almas” (Golden Boy) em 1939, contrariando a vontade de Harry Cohn, o chefão da Columbia que queria John Garfield para o papel. Tendo recém completado 21 anos na época, Bill era muito inexperiente e estava a um passo de ser substituído quando a diva Barbara Stanwyck (sua co estrela) começou a ajudar o jovem Holden, ensaiando com ele,  encourajando – o  e ensinando tudo sobre como atuar frente às câmeras. O resultado foi o nascimento de um astro. Em eterna gratidão, William sempre enviava um buquê de rosas vermelhas à atriz no aniversário de estreia do filme, e a grande dama sempre o chamava de “Meu Golden Boy”.

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COM GLORIA SWANSON EM “CREPUSCULO DOS DEUSES”

              Com o estrelato assegurado, diversos filmes vieram mas nenhum deles escalando o ator para papeis que representassem um real desafio para seu talento. Em 1941 Bill se casou com a atriz Brenda Marshall com quem teve dois filhos. A carreira ficou de lado quando ele se alistou ficando quatro anos no exército até o fim da Segunda Guerra, alcançando a patente de segundo tenente. Dando baixa, voltou a Hollywood fazendo comédia romântica, faroeste e drama, mas nenhum desses papeis foi à altura do grande ator, atuações menores que não impulsionavam sua carreira. Isso mudou quando em 1950 foi contratado para viver Joe Gills, o roteirista azarado que se torna amante e gigolô de uma atriz envelhecida interpretada por Gloria Swanson no pungente “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Boulevard), obra prima de Billy Wilder, que lhe deu sua primeira indicação ao Oscar. Seu porte atlético, olhos azuis e sorriso sedutor ganhava uma química impressionante com as atrizes com quem contracenava. Gloria Swanson disse certa vez que “Bill Holden era um homem por quem eu poderia me apaixonar. Perfeito dentro ou fora das telas”. Em 1953 a estatueta dourada finalmente foi para suas mãos pelo papel do Sargento J.J. Sefton, um oportunista suspeito de ser um espião dos nazistas em um campo de concentração em “Inferno Nº17” (Stalag 17), adaptação da peça de Donald Bevan e Edmund Trzcinski.

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COM BOGART & HEPBURN EM “SABRINA”

               De fato, foi um homem sedutor, mantendo um caso de amor notório com Audrey Hepburn com quem filmou “Sabrina” (1954), também de Billy Wilder. Os bastidores desta comédia romântica foi bastante conturbado devido ao clima hostil dos bastidores. O astro principal era Humphrey Bogart, que hostilizava Hepburn sendo esta defendida por Holden. Este veio a se separar de sua esposa, mas o fato de ter feito uma vascectomia foi um duro golpe para Audrey que sonhava em ser mãe. O casal se separou em meio à continua ascenção da carreira de ambos. Nessa época, no entanto, Bill começou a beber, vício que seria sua ruína nos anos que se seguiram. O coração partido foi temporariamente preenchido por um envolvimento com a belíssima Grace Kelly com quem Bill atuou por duas vezes em “As Pontes de Toko Ri” (The Bridges of Toko Ri) e “Amar é sofrer” (The Country Girl) de 1954. Sua popularidade alcançou grande dimensão nos anos 50, época em que a Tv surgia com força e rivalizava com o cinema. William Holden apareceu como ele próprio em um dos episódios de “I Love Lucy”, um dos programas de maior receptividade diante do público. Mulheres e álcool eram uma combinação compulsiva para o ator então próximo de completar 40 anos.

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COM JENNIFER JONES EM “SUPLICIO DE UMA SAUDADE”

               Um dos pontos altos de sua carreira veio em 1955 quando aceitou o papel de Hal Carter, um jovem amoral que chega a uma típica cidade pequena. “Férias de Amor” (Pic Nic) de Joshua Logan foi um marco do cinema e tornou-se um espelho da sociedade americana na era Eike. Como seu personagem deveria ser bem mais jovem, o estúdio pediu que Bill raspasse o peito, mas ainda assim a insegurança o fez resistir a fazer a cena em que dançava sensualmente para Kim Novak, esta então com 22 anos. Para garantir a execução da cena, o estúdio permitiu que Bill bebesse para garantir sua entrega à cena. A década de 50 não terminaria antes de um dos mais emblemáticos papeis de sua carreira, a do militar prisioneiro dos japoneses no épico de David Lean “A Ponte do Rio Kwai” (The Bridge on the Kwai River) de 1957. Foram 7 Oscars para o filme e uma soma milionária para o ator, que recebera uma percentagem dos lucros. Apesar de ser bem pago por “Marcha de Heróis” (The Horse Soldiers) o filme naufragou nas bilheterias. Ainda assim teve com ele a oportunidade de trabalhar com dois ícones do faroeste: o diretor John Ford e John Wayne, com quem manteve relacionamento nada amistoso fruto das opiniões politicas divergentes entre o conservador Wayne e o liberal Holden.

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COM GRACE KELLY & BING CROSBY EM “AMAR É SOFRER”

            Encerrando os anos 50 como um dos atores mais bem pagos de Hollywood, William Holden chegou aos anos 60 com papeis menores, abaixo de seu talento, mas voltou a trabalhar com Audrey Hepburn em “Quando Paris Alucina” (Paris when it sizzles) de 1964 e ainda trabalhou sob o comando de Sam Peckinpah no faroeste “Meu Ódio Será Tua Herança” (The Wild Bunch) de 1969. Em sua vida pessoal mudou para Genebra, Suiça com a família e fundou o “Mount Kenya Safari Club” que despertou no ator uma grande paixão pela proteção da vida selvagem, paixão essa que compartilhou com a atriz Stephanie Powers (Casal 20) com quem teve um longo romance. Contudo, se envolveu em grave acidente de trânsito na Itália e decidiu voltar a morar nos Estados Unidos. Nos anos 70 ganhou um Emmy pelo drama de TV “O Cavaleiro Azul” (The Blue Knight) e atuou em três grandes sucessos: “Inferno Na Torre” (The Towering Inferno) de 1974,  “Rede de Intrigas” (Network) de 1976  e “Damien A Profecia II” (Damien The Owen II) de 1978. No primeiro destes se juntou a um elenco estelar em um dos maiores filmes catástrofes de Hollywood.

william holden e stephanie

HOLDEN & STEPHANIE POWERS

            Seu último filme foi dirigido por Blake Edwards em “S.O.B” (1981), mergulhando nas causas ambientais que defendia com tanto ardor e, com a ajuda de Stephanie Powers, abrindo a “William Holden Wildlife Foundation”. Infelizmente, o álcool era seu calcanhar de Aquiles e refúgio para suas decepções e frustrações, sendo a razão do fim de seu relacionamento com Stephanie Powers. Sozinho em sua casa, levou um tombo depois de ter bebido muito mas não procurou socorro. Segundo os médicos legistas, se o tivesse feito não teria morrido naquele fatídico dia 15 de novembro de 1981 em que um estupido acidente trouxe o fim a uma carreira admirável, um talento notável e uma vida de realizações. Anos depois sua morte foi citada pela cantora e compositora Suzanne Vega na letra da canção Tom’s diner, um de seus grandes sucessos. Um grande ator, um grande defensor, um homem sedutor, um garoto dourado.